Descomplicando as competências: uma formação online única!

Um novo ano para aplicar novos conhecimentos: é assim que eu encaro cada novo ciclo que a vida traz. E como nada mais é o mesmo de antes, professores também precisam alinhar seus repertórios para desenvolver novas competências para o mercado de trabalho.

Descomplicando as competências: você e eu, juntos na prática, e em edição limitada.

conexoes-mentaisNo seu terceiro ano de vida ativa, o Insights Docentes resolveu trabalhar ativamente para oferecer, online, muito do que era compartilhado apenas em cursos presenciais, para chegar a mais colegas e suas salas de aula, e impactar mais egressos de cursos superiores, preparados para viver intensamente suas carreiras, nesse mundo de evolução exponencial.

Para conseguir esse objetivo, desenhei uma formação online diferente: o Descomplicando as Competências. Essa formação será composta de cursos independentes entre si, mas em solução de continuidade: seu aproveitamento, enquanto aprendiz, será mais aprofundado e mais eficaz se cursar cada uma das etapas, na sequência.

Ele será composto de partes, liberadas progressivamente, para que você tenha tempo de estudar, entender, tirar dúvidas comigo (sim! você pode me chamar no direct do Instagram) e colocar em prática o que aprendeu.

Faça download do mapa geral de partes ou seções do curso clicando aqui

internetTrabalharemos juntos, em diferentes plataformas, trocando ideias e formando, pouco a pouco, uma Rede de Inovação para as muitas salas de aula! Cada curso dessa formação possui começo, meio e fim em si mesmo. Ou seja, se você se interessar pelo tema do curso 2, mas não quiser o tema do curso 1, tudo bem! A flexibilização é parte fundamental desse projeto para que ele chegue redondinho e do tamanho das suas expectativas, aí na sua telinha.

Como fazer esse curso?

Tem um vídeo preliminar que você pode assistir, para entender o contexto da proposta, que é levar suas competências e repertórios docentes para além das paredes de uma sala de aula: que tal pensar em empreender aquilo que sabe? Essa formação vai lhe mostrar os caminhos neurodidáticos e mais atuais para atrair a atenção, presencial ou digital: formar por competências, planejando de forma sólida e científica, com ferramentas atuais e criativas, em processos mais fortes em desempenho final de aprendizagem.

Curso 1: NEUROCIÊNCIAS & NEURODIDÁTICA

cerebroQue tal uma paradinha para entender o que acontece na cabeça de quem está aprendendo, hoje, nos tempos das tecnologias exponenciais, e como explorar esse conhecimento a seu favor? Essa sessão é fundamental para entender os porquês de todas as mudanças necessárias e ser um agente ativo e diferenciado de negócios educacionais.

No curso 1 a meta é ir fundo, reunindo em um único material as explicações científicas entre a diferença da inteligência cognitiva – e formar por conteúdo, para a inteligência emocional – ou formar de forma composta, agregando as competências como valores diferenciais.

Mostrarei porque seus alunos assistem a aula e não aprendem, como as metodologias ativas fazem a mágica e, principalmente, oferecerei suporte teórico científico para que você aprenda a mudar, desde a sua própria linguagem até seu planejamento, de curso e de aulas.

O objetivo dessa desse CURSO 1 é que você mergulhe no “aprender para a vida” e expanda seu repertório e suas competências para além da sala de aula, como um diferencial de carreira! Já pensou em montar cursos online? Ter seu conhecimento compartilhado (e remunerado) também fora de salas de aulas físicas? Então o curso 1 lhe ajudará mostrando como o novo processo de aprender acontece, e como você pode usar esse conhecimento em favor de planejamentos mais atraentes e competitivos, para a sua própria carreira, em um mercado educacional que se expande como nunca!

Como eu me inscrevo para fazer o Curso 1?

Os cursos estão hospedados na plataforma Udemy, e basta clicar aqui para acessar o espaço do curso.

E se quiser conhecer mais sobre os outros cursos que compõem essa formação, acompanhe os posts do blog e nosso perfil, no Instagram: mantenha-se conectado no dia a dia, porque essa é a melhor forma de acessar novos insights para sua carreira docente!

perguntaO curso 2 já está em preparação: saiba mais aqui!

Pronto para desafiar-se em uma formação que transforma sua forma de lidar com o dia a dia da inovação educacional que está batendo na porta da sua sala de aula?

Então 2020 está trazendo o melhor caminho para isso. Não perca!

Planner 2019, parte 1: escolha as metas e entenda o desafio

welcomeOlá!

Essa sou eu, na versão second life (que também é um recurso para trabalhar estratégias engajadoras de aprendizagens) e você acaba de chegar ao meu espaço de intercâmbio de ideias e proposição de desafios! Que tal um 2019 desenhado em 365 dias de foco em mudanças, sem que isso se torne um fardo ou um peso para você?

Boralá conhecer o Planner de Inovação Insights Docentes, versão 2019!

Em 2017 eu acompanhei de perto as muitas mudanças no mundo da Educação Superior, e escrevi sobre elas e o Futuro da Educação. Foi assim que nasceu a ideia do primeiro Planner de Inovação Educacional, para esse 2018 que termina.

checkedA experiência foi tão boa em usar um mapa, ou bússola, que sugeria mudanças e motivava a reflexão por meio de acesso direto a material multimídia – via QR-Code – que nesse ano planejei algo mais detalhado, mais interativo e, principalmente, mais focado em descobrir a inovação no dia a dia.

As viagens que fiz em 2018, capacitando e orientando, professores e estudantes, tanto na parte educacional (em metodologias ativas), quanto na parte técnica (em análise do movimento), deram-me novas perspectivas sobre as dores que todos estão vivendo dentro dos muros das faculdades e universidades.

Desde a sala de aula até a gestão dos cursos, a palavra de ordem é INOVAÇÃO, e o verbo de ação é TRANSFORMAR. Muitos estão perdidos: somos (me incluo nessa!) frutos de um modelo ultrapassado de formação, para a profissão queescolhemos.

perguntaEstamos vivendo uma mudança de era, a transformação para um modelo completamente paradoxal àquele que supúnhamos dominado, e onde diploma, conteúdo e aulas – nossos pilares centrais de “atração” para o Ensino Superior, deixaram de ser o objeto de desejo da grande maioria dos egressos do Ensino Médio.

Perdidos nesse limbo, entre o que era e o que será, estamos tentando saber como inovar, como transformar, como nos reposicionar, mas não há modelos ou narrativas prontas capazes de atender a essa necessidade.

legalEntão veio a ideia: as novas competências para o mundo do trabalho (e não é só para os docentes) demandam novos HÁBITOS e novas HABILIDADES, e isso não se adquire por mágica, nem de um dia para outro. Os melhores resultados para quem transformou efetivamente suas práticas vieram do cultivo diário de novas formas de pensar, da busca por repertórios complementares àqueles já dominados, da prática empática do planejamento daquilo que se oferece em processos, produtos ou serviços.

Vale na Educação, vale no mercado de trabalho.

Assim foi nascendo, aos poucos, a ideia de um Planner mais interativo e mais personalizado, com foco em resultados que possam ser medidos porque se converteram em inovações reais, capazes de serem sustentadas no tsunami diário de compromissos e obrigações a serem cumpridas.

O Planner de 2019 é diferente em 3 pontos fundamentais, para quem quer mudar-SE:

1- ele trata a mudança de dentro para fora, desde o planejamento dessa mudança;

2- ele inicia com 6 metas básicas, e 6 sugetões de etapas para concretizar as transformações;

3- cada meta pode ser personalizada, de acordo com a área de atuação, especialidade de trabalho ou campo de estudo, porque as etapas trazem o significado dessa mudança para o mundo de cada um; e

4- ele não está fechado: será alimentado semanalmente com as interações que fazemos nas mídias que nos reúnem: o canal Insights Docentes no Instagram e no YouTube.

sherlockEm síntese: o Planner abre 2019 para uma imersão de trabalho diária, um “curso” de 365 dias de atividades, ora reflexivas, ora ativas, ora compartilhadas. Para dar organização a esse planejamento ousado, eu usei o resultado das enquetes que fizemos durante o mês de Dezembro/2018, no Instagram, com a rede de seguidores do canal.

Assim, essa nossa imersão rumo à transformação e conversão de resultados tem sua participação direta, desde o planejamento, até a execução (vem mais coisa boa por aí!).

Você pode baixar o PDF para impressão das páginas iniciais do Planner, mencionadas nesse texto, clicando aqui (o restante você baixa no próximo post, ou no link está ao final desta página). Elas estão formatadas para impressão em formato A4. Para melhores resultados, imprima em modo normal, colorido, e escolha um papel cuja gramatura esteja entre 90 e 115g/m2. Para a capa, sugiro uma gramatura mínima de 150g/m2. Saiba mais sobre gramaturas e as melhores escolhas para impressão.

Vamos conhecer como os elementos do Planner podem lhe ajudar, em 2019?

Conheça os elementos e a dinâmica que convida você a planejar e realizar mudanças

(a) CAPA

planner2019 CAPA A capa é ilustrada no padrão “flat”, ou seja, ela traz ilustrações planas, simples, geométricas. Aqui a essência é não roubar a atenção do que se deseja: FOCO NAS METAS, não no visual.

Você pode imprimi-la em um papel de gramatura maior, para encadernar todo o Planner e, então, personalizar com seu nome, adesivos, colorir… Divirta-se!

RAZÃO: parte do processo está em recrutar cada vez mais o lado criativo do cérebro para que trabalhe em cooperação com seu lado lógico. Abrir espaço para a personalização significa PENSAR SOBRE O QUE SE FAZ, refletir mais demoradamente.

A proposta é quase um meditar ativo, onde o desejo de mudar as trilhas mentais antigas nasce do comprometimento com o instrumento: acrescentar aquilo que nos agrada, a ludicidade do manuseio, a identidade do colorir. Aqui começa o traçado de novas trilhas mentais, capazes de gerar novas formas de pensar, agir, reagir e interagir com nossos próprios propósitos, antes que mudar a forma como lidamos com nossas tarefas. Detalhes são muito importantes: dê atenção a eles.

(b) INFORMAÇÕES & INSTRUÇÕES GERAIS

planner2019 ORIENTACOES
Preste atenção nessa página impressa: ela conta para você as estratégias do processo que o Planner quer estimular, por meio dos recursos e do formato desenhado para essa experiência de mudanças pessoais, frente às demandas inovadoras do mundo da Educação.

A página inicial foi feita para oferecer um start nesse processo e, como a ideia central é pensar fora da caixa, sair do quadrado, planner foi desenhado com base no conceito de hexágonos. É interessante o porque dessa escolha e basta saber que as formas geométricas possuem significados psicológicos e no design de comunicação.

RAZÃO: Você pode explorar essa ideia e chegar às suas próprias conclusões, porque toda leitura diferente é uma leitura que acrescenta à inovação!

(c) Passo 1: escolha a(s) meta(s) e comprometa-se com ela(s)!

planner2019 PASSO-1 DICAS

A experiência tem mostrado que para o desenvolvimento de comportamentos inovadores em práticas docentes, em qualquer área, são necessários – pelo menos – 6 pilares básicos, muito bem estabelecidos.

Esses 6 pilares estão resumidos no passo 1 e representam sua primeira etapa. O que você pensa ser mais importante transformar primeiro, considerando seu próprio universo de atuação profissional e o momento que está vivendo? Nessa página você vai escolher uma – ou mais – metas.

Mas lembre-se: quanto mais metas, mais complexas serão as ações necessárias se você realmente se comprometer com as mudanças que cada uma delas propõe.

Então, que tal começar com uma a uma?

Quem me conhece sabe: meu primeiro passo foi PENSAR DIFERENTE. Essa foi a minha escolha! Achei incrivelmente essencial, para meu modo de levar a vida e o trabalho, ir em busca de conhecer como pensava a nova geração, para recalibrar meu próprio modo de pensar e planejar minhas práticas docentes.

como ehAssim, investi pesado em mim: em um curso e um weekend de pensamento inovador, em São Paulo, e depois, em uma formação presencial super, de 4 dias, em Design Thinking com um dos melhores designers brasileiros da atualidade. Entenda que, na maior parte das vezes para ter algo diferente você precisa ser “aluno novamente”, ouvir mais atentamente, e olhar o mundo pelos olhos de outras perspectivas (e idades).

RAZÃO: Ler é um começo, mas para mudanças maiores, ler não é suficiente, porque tendemos a filtrar as leituras pelas nossas trilhas mentais. E são exatamente elas que precisamos renovar!

Por outro lado, a maior parte do que é online, muito barato e gratuito, não oferece os recursos essenciais que permitam o aprofundamento necessário na aquisição de novas competências: é preciso ousar e planejar os investimentos também!

Analise suas possibilidades, faça um planejamento e priorize-SE, em detrimento de coisas que podem ser redimensionadas em função de fortalecer – e até repocionar – sua carreira docente, estudantil e/ou profissional. Vale muito à pena!

(d) ESPAÇO DAS IDEIAS: às vezes é preciso começar por aqui…

Você pode escolher sua meta no passo 1, ou ainda não ter muita certeza por onde começar. Está tudo bem: todo processo começa assim. Então eu preparei um espaço especial para você rascunhar aquilo que deseja e dei a eles hashtags para que possamos trazê-los à tona no Instagram e nas nossas interações online.

As neurociências mostram que visualizar recompensas para novos feitos ajudam o lado lógico do cérebro a reforçar uma trilha nova de comportamentos e de aprendizagem, ao mesmo tempo em que permite maior liberdade de ação ao lado criativo no desenvolvimento de novas ideias.

Em outras palavras, o planner tem um ESPAÇO DAS IDEIAS para seu lado criativo registrar expectativas, enquanto seu lado lógico encontra soluções para executá-las, aprendendo novos repertórios e criando novas oportunidades. Quer saber mais como isso funciona?

planner2019 PASSO-IDEIAS
Essa página pode ajudar você a se decidir por uma meta, no PASSO 1, caso você não tenha claro, ainda, por onde começar seu planejamento de mudanças para 2019. Detalhes no texto.

Escreva suas expectativas no lado “e se…” e determine o que é preciso aprender/ fazer no lado “preciso”. Algo como:

E SE… eu fizesse videos animados para explicar os elementos básicos do necessários para desenvolvimento de uma habilidade, que faz parte do meu trabalho (seja você um professor, um estudante ou um profissional, tanto faz)

Portanto, você está inclinado para 3 metas, daquelas 6 apresentadas:

Para tornar realidade esse repertório desejado (ex.: produção de vídeos) e atingir a meta (ex.: produzir ao menos um vídeo), é hora de passar o caminho para a coluna “preciso”:

PRECISO… fazer um curso de edição de vídeos, aprender como produzi-los e publicá-los em espaços digitais, para acesso dos meus estudantes/clientes a ele.

Pronto: expectativa/sonho encontrou com a lógica da realização, ou o caminho. Isso ajudou a entender o que é preciso para chegar a novos resultados (nesse caso: “explicar os elementos básicos do necessários para desenvolvimento de uma habilidade, que faz parte do meu trabalho”). Começa a parte da ação: pesquise, levante preços, faça cursos gratuitos para experimentar como é a produção de vídeos (tenha certeza dos seus desejos antes de investir no aprofundamento das novas competências).

Trabalhe nesse processo e, ao final, APÓS PRODUZIR UM VÍDEO COMPLETO, aí sim marque cada nova conquista circulando o EU FIZ! (note que EU FIZ! é maiúsculo e representa o registro de conquistas pelo seu lado lógico do cérebro, em oposição ao “e se…” e “preciso” que estão grafados em minúsculo).

excelenteÀs vezes é mais fácil determinar o início do que precisamos registrando aquilo que gostaríamos (“preciso”), dando significado ao porque de investir nesse sonho (“e se…”). Preencha esse ESPAÇO DAS IDEIAS com as muitas coisas que você passou 2018 desejando, mas não achou tempo, oportunidade, dinheiro (ah! o dinheiro!), motivação ou que, por qualquer outro motivo, você não levou o desejo adiante.

Talvez muitas delas tivessem acontecido se fossem registradas, pensadas, planejadas e testadas. O Planner vai ajudar para que em 2019 os resultados sejam diferentes.

Gostou? Então agora é hora de ir em frente: no PASSO 2 do Planner de Inovação você vai mergulhar na mudança diariamente e fazer as perguntas que anda evitando, porque elas vão, inevitavelmente, tirá-lo da zona de conforto!

logo planner ID 2019 blog-1Resumão:

Licença Creative Commons
Planner de Inovação Insights Docentes v.2019 de Dra. Denise da Vinha Ricieri está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com/.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://denisedavinha.wordpress.com/.

Uma nova fase, uma nova trend: CINESIOMETRIA

Se você leu meu texto anterior, já entendeu que vem coisa boa por aí!

Não me leve a mal, não é falta de modéstia! É a certeza de quem está acostumada a ruminar muito uma ideia, ir a campo, sentir as dores dos atores de cada cenário, e voltar em busca de soluções empáticas, práticas e úteis.

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Time da Soy Experience Design Studio que oferece o curso CREATHON, uma maratona de Design Thinking e criatividade inovadora.

Nos últimos anos me especializei em Design Thinking com um time fera no assunto. Investi pesado no desenvolvimento de ferramentas diferenciadas para perícias pedagógicas em cursos de Graduação, e entrei de cabeça no mundo das inovações incrementais e disrupturas.

Em comum, essas experiências tiveram como convergência a busca por melhores resultados e, porquê não, o desenvolvimento de novas abordagens, que facilitem e melhorem os processos profissionais. Afinal, sempre houve várias formas de avaliar movimentos, em diferentes especialidades da clínica e da funcionalidade, a questão é que elas permanecem quase completamente surdo-mudas entre si.

Quantos de nós faz isso, no dia a dia? A resposta sincera é: não fomos formados assim, nem para isso. É como se cada professor que já tivemos, e que nos ensinou uma avaliação especializada (na biomecânica, na neurologia, na ortopedia, na pediatria, por exemplo) ignorasse a existência das outras formas de avaliar, a indicação de cada uma delas, e os caminhos pelos quais se deveria integrar os resultados dessas diferentes avaliações.

11059445_980540081991126_8938698962105624069_nAfinal, sempre houve várias formas de avaliar movimentos, em diferentes especialidades da clínica e da funcionalidade, a questão é que elas permanecem quase completamente surdo-mudas entre si.

Cada profissional, cansado de tentar fazer o alinhavo desse grande patchwork de modelos e métodos de avaliação acaba escolhendo uma ou duas formas de avaliar – em geral as mais faladas na sua especialidade – e aborta todas as outras.

Reconheço as razões para esse tipo de decisão: falta tempo (sempre escasso), faltam recursos (especialmente para aquelas que demandam muita tecnologia), e há uma lacuna enorme para unir os resultados de cada tipo de avaliação em uma trajetória personalizada de acompanhamento do paciente, que sinalize evoluções baseadas em evidências, de acordo com a evolução do seu quadro clínico e seu retorno à funcionalidade.

Uma necessidade fundamental desse novo século (e que poucos profissionais da saúde do movimento conhecem/incorporam) é a Classificação Internacional de Funcionalidade, a CIF como ferramenta de expressão de diagnósticos envolvendo movimentos e funcionalidade, nas diferentes condições de saúde.

Assim, além do paciente encaminhado pelo médico, passamos a ter nos consultórios e clínicas (e por decorrência, a necessidade desse tipo de abordagem na formação profissional de graduação) o cliente: aquele que busca os serviços de intervenção terapêutica sobre o movimento, não por estar doente (não vem com CID-10), mas por buscar melhor qualidade de saúde e de vida funcional.

Esse novo CLIENTE (não mais “paciente”) é o perfil mais abundante nos consultórios de Pilates, RPG, Iso-Stretching e outras formas de terapia não-convencionais, cuja procura pelo fisioterapeuta não está mais vinculada (necessariamente) aos episódios de dor e/ou de doença.

Mas, afinal, como preencher a lacuna e unir as pontas do hiato entre múltiplas formas de avaliar movimentos corporais, patológicos e funcionais?

Como ordenar as necessidades de avaliar “X” ou “Y” aspectos agora, e daqui a algum tempo, novos aspectos “W” ou “Z”, que se relacionam cinesiopatologicamente com aqueles primeiros, devido à evolução das condições funcionais?

Para alinhavar esse patchwork, nasceu a CINESIOMETRIA.

O conceito: INTEGRAR ELEMENTOS

Independente das perspectivas, necessitamos de pilares sobre os quais construir um caminho nas avaliações, caminho esse que torne o diagnóstico uma conclusão tão consistente quanto dinâmica. Dinâmica o suficiente para se conhecer o momento de reavaliar, sob novas perspectivas e modelos, novas variáveis e as melhores condições de avaliação.

Por esse conceito, cada paciente/cliente ganha, inicialmente, um mapa (ou uma trilha) de acompanhamento das avaliações, onde são agregadas as novas conclusões, e sobre o qual serão traçados os novos objetivos terapêuticos.

Cinesiometria pilares
Elementos fundantes da Cinesiometria, que orientam sobre a melhor ferramenta e a melhor forma de se analisar um movimento.

Três elementos chaves compõem a CINESIOMETRIA: os INDICADORES, que se referem às condições clínico-funcionais; os MARCADORES, que são delimitadores das estruturas e funções do corpo que se pretende medir; e os BALIZADORES, que representam o tempo e momento em que um movimento e/ou função será medida e analisada.

Não importa qual seja o(s) método(s) ou tecnologia(s) que você vai utilizar para realizar uma análise de movimentos. Tampouco importa o movimento que será medido e analisado. O fato que importa é que haja uma SISTEMATIZAÇÃO entre o quê se deseja medir (OBJETO DA MEDIDA), como se fará essa medida (METODOLOGIA DA MEDIDA), e a finalidade dos resultados (APLICABILIDADE DA MEDIDA). Esses são os principios cinesiométricos: objeto, metodologia e aplicabilidade.

A chave: SISTEMATIZAÇÃO

Sistematizar significa estabelecer sequências de procedimentos que assegurem o melhor resultado para uma determinada tarefa ou meta. Por essa razão, na área de saúde, temos os chamado “protocolos” ou “rotinas” para a execução de exames, tratamentos, intervenções e cirurgias.

Na Educação Física isso não é uma novidade. Para a área de treinamento desportivo dos movimentos, as rotinas são fato e estão consagradas, principalmente, para a preparação de atletas de alta performance.

Para o treinamento muscular e o treinamento funcional, em academias e programas personalizados, as rotinas abrangem formas e sequências de prescrição dos exercícios, tempos de execução de cada série e duração de cada sessão, e períodos para verificação de resultados e computação de metas atingidas.

No entanto, na Fisioterapia, quando se trata de cinesiopatologias (movimentos alterados patologicamente por diagnósticos clínicos estabelecidos), as rotinas existem como um fio condutor do tratamento, mas não são determinantes do processo.

biomecanica azEm que se pese a individualidade biológica na forma como uma cinesiopatologia se estabelece, ainda assim, há a necessidade de diagnósticos mais precisos, sistematização e integração nos procedimentos diagnósticos para uma melhor seleção de abordagem terapêutica, baseada em resultados.

Não obstante as muitas publicações científicas na área do tratamento e verificação dos resultados, os procedimentos diagnósticos em Fisioterapia ainda deixam a desejar, no quesito sistematização e foi para preencher essa lacuna que desenvolveu-se a Cinesiometria.

Essa sistematização é importante para esclarecer e definir quais serão os melhores modelos e métodos disponíveis para cada tarefa diagnóstica. Por isso, além de ter claro o PORQUÊ de se medir e analisar um determinado movimento (já escrevi sobre o método dos 5 Porquês e ele se aplica bem a este momento)  é preciso ter clara a utilidade desse procedimento e em quais momentos ele é capaz de oferecer resultados relevantes.

Afinal, porquê e quando analisar detalhadamente um movimento?

Em uma análise de movimentos bem conduzida, os resultados serão convertidos em evidências clínicas e terão o potencial de dar suporte a tomadas de decisão terapêuticas, agregando qualidade, valor e resolutividade ao processo de atenção à saúde do movimento.

O resultado dessa trilha de pensamento analítico é a CINESIOPATOLOGIA, que se refletirá em diagnósticos.

Simples, prático, efetivo. Uma ciência e uma arte em que a sistematização e a personalização podem caminhar lado a lado e agregar valor e empatia aos serviços prestados em saúde do movimento corporal.

Sistematizar sem perder a arte do foco no sujeito. Personalizar sem abrir mão da ciência que assegura resultados. Um balanço entre extremos opostos que se equilibram nos ser humano, como persona e figura central do processo de saúde.

 

Clique aqui para baixar e-book de CINESIOMETRIA: A CIÊNCIA E A ARTE DE MEDIR MOVIMENTOS gratuitamente.

 

 

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CINESIOMETRIA: A CIÊNCIA E A ARTE DE MEDIR E ANALISAR MOVIMENTOS CORPORAIS de Denise da Vinha Ricieri está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com/2017/07/07/cinesiometria-a-ciencia-e-a-arte-de-medir-e-analisar-movimentos.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://www.facebook.com/denisedavinharicieri.
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Teoria dos Híbridos na Educação: Inovação Disruptiva

Christensen é um dos pioneiros no que denominou de inovações híbridas na educação. Segundo ele, as inovações híbridas são um estágio intermediário para uma inovação disruptiva, partindo de uma inovação sustentada a partir de um modelo anterior de tecnologia (CHRISTENSEN et al., 2013).

pesquisas nao formais

Por razões previsíveis, a indústria de toda natureza, cria híbridos como forma de testar novos conceitos, ideias, produtos e serviços, até que o mercado, adaptado ao híbrido, esteja pronto para uma disrupção.

Para Christensen (CHRISTENSEN et al., 2013), as inovações híbridas seguem um padrão distinto, com quatro características fundamentais:

(1) representa a nova e a antiga tecnologia, enquanto uma disrupção não oferece a tecnologia anterior em sua forma plena;

(2) buscar atender aos clientes já existentes, em vez de formar novos clientes, induzindo-os a um novo hábito para conhecidas finalidades;

(3) procura ocupar o espaço de uma tecnologia pré-existente e tem, como resultado, a obrigação de atingir um desempenho que supere as expectativas dos clientes existentes, uma vez que o híbrido precisa realizar o trabalho pelo menos tão bem quanto o produto anterior;

(4) seu uso tende a ser mais simples do que o de uma inovação disruptiva, porque ele não reduz o nível de renda e/ou conhecimento necessário para adquiri-lo e operá-lo.

O ensino híbrido segue uma tendência de mudança que ocorreu em praticamente todos os serviços e processos de produção de bens que incorporaram os recursos das tecnologias digitais. Nesse sentido, deve ser entendido não como mais um modismo que cai de paraquedas na educação, mas como algo que veio para ficar.

Todas as transformações observadas na indústria, comércio e serviços, desde a massificação da informatização e tecnologias, a partir do novo século, fizeram com que o foco das atividades passasse aos usuários, ao invés de serem providas pelos agentes que ofertavam os serviços.

Restaurantes por quilo, caixas bancários automatizados, lojas e supermercados com autosserviço, fizeram com que o cliente passasse a servir-se ao invés de ser servido, ao mesmo tempo que muitas tecnologias permitem o desvinculamento geográfico entre o cliente e o serviço, como aplicativos bancários, de músicas e de pedidos de alimentação nos smartphones.

E uma vez que essas facilidades vieram para ficar – e evoluir – um dos poucos, senão o único, serviço que ainda não passou – completamente – por essas inovações, é a educação (VALENTE, 2015).

O ensino híbrido permite-se assumir a intermediação entre a inovação sustentada e a disruptiva, na área da educação. É a partir dele que se pretende que o estudante modifique suas posturas em relação à aprendizagem, à construção do seu conhecimento, e principalmente, à significação que ele deve dar a essa construção.

aprendizagem-3O ensino híbrido é provocador de uma profunda mudança tanto nos hábitos dos estudantes, quanto nos comportamentos dos professores (VALENTE, 2015). E essas mudanças nos processos educacionais, proporcionadas pela introdução do ensino híbrido, são quase naturais, embora haja dois pontos a serem considerados.

O primeiro é que já existe um cenário social de uso intensivo de tecnologias, incluindo aquelas da “palma da mão”, que predispõem a uma adesão imediata das mudanças, por parte dos estudantes. O segundo é que há um necessário movimento de instituições, professores e estudantes, em sair da zona de conforto de papéis muito bem estabelecidos, que vão de detentores da diplomação, a detentores do conhecimento, até o de receptores do conhecimento e da diplomação.

 

Referências:

CHRISTENSEN C.M., HORN M.B., STAKER H. Uma introdução à teoria dos híbridos. Online: http://isesp.edu.br/ensinohibrido/curso/ Última atualização: 2013. Acesso: 15Fev, 2016.

VALENTE J.A. O ensino híbrido veio para ficar (Prefácio). In: Ensino Híbrido. Personalização e tecnologia na Educação. Porto Alegre, RS: Editora Penso; 2015

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Uma visão diferente sobre aprendizagem

A revolução digital é, sem sombra de dúvidas, causa e consequência das mudanças necessárias na educação como um todo, e do Ensino Superior, no contexto desta proposta. No bojo da revolução digital, surgiu uma nova expressão e forma de ver o mundo: o empreendedorismo. Basta esclarecer que a palavra EMPREENDEDORISMO não existia no dicionário até o ano 2000 e que hoje, uma busca Google traz mais de 15 milhões de resultados em 0,43 segundos.

O problema central deste diálogo inicial é o empreender como estratégia na multiplicação de capital intelectual para inovações na aprendizagem, tendo como ponto de partida a mudança de mindset para hibridização das estratégias pedagógicas.

think outside the box3Empreender é uma atitude que não está ligada, necessariamente, a ter uma empresa. Empreender é um modo de pensar e agir de forma inovadora, identificando e criando oportunidades, inspirando, renovando e liderando processo.

Empreender é tornar possível o impossível, entusiasmando pessoas, combatendo a rotina, assumindo riscos em prol de resultados positivos. Uma visão empreendedora é, em síntese, uma visão inovadora, que transforma informação e conhecimento em oportunidades, e que pode resultar – até – em um negócio próprio (empresas, startups) ou simplesmente modificar uma rotina de um local de trabalho, o que se define como uma ação de intraempreender.

Em uma sociedade da informação, onde praticamente todo conhecimento pode ser acessado da palma da mão, por um smartphone, o papel do professor, dos estudantes e dos profissionais, necessita de urgente ressignificação.

“O que define a aprendizagem não é saber muito, é compreender bem aquilo que se sabe. É preciso desenvolver nos alunos a capacidade de estudar, de procurar, de pesquisar, de seleccionar, de comunicar. Para isso, o professor é insubstituível.” (António Nóvoa, 2016)

Para compreender o ponto de vista de Nóvoa, cada professor precisaria desapegar de seu quadro e seu projetor na sala de aula, suas anotações ensaiadas sobre o que falar em cada momento da aula. Mas, e principalmente, deixar de ressentir-se daquele momento em que os estudantes estão manuseando seus smartphones como uma competição. É preciso tomar este momento como oportunidade. É disso que trata um novo pensamento educacional, ou um novo mindset.

mindsetMeus estudos e projetos tratam da aprendizagem, e não do ensino; tratam do engajamento protagonista do estudante na sua própria aprendizagem por caminhos inovadores para todos os envolvidos; tratam da inovação rumo à disrupção na educação, e não de simples inserções multimídia em um modelo pedagógico conteudista vigente.

São propostas inspiradas no pensamento moderno de um dos educadores mais respeitados do mundo, e em como ele, do alto dos seus sessenta anos de idade, já percebeu que a disrupção caminha para dentro da educação a passos largos.

Inspiram-se também no acompanhamento de estudantes de graduação e de pós-graduação, de suas aspirações a contextos profissionais, suas dificuldades em adaptar-se – lá fora, como dizem – ao novo, ao inovador, ao transversal, quando nos bancos da academia seus professores seguiram modelos de ensino que os convidava apenas à memorização de conteúdos.

Como eixo condutor para uma proposta inovadora de aprendizagem, com aspiração de ser disruptiva em um momento posterior, estou desenvolvendo uma proposta que se utiliza de uma das áreas transversais mais tecnologicamente articulada entre profissões da saúde, e cujo franco crescimento na última década atraiu os estudantes e profissionais de modo quase paradoxal. Por um lado, a análise do movimento, qualitativa e quantitativa, é meio e método de intervenção para diferentes profissões da saúde – como Terapia Ocupacional, Medicina, Educação Física, Fisioterapia, Fonoaudiologia – cujo domínio assegura ao profissional um diferencial relevante no mundo do trabalho.

Por outro lado, a complexidade da biodinâmica, que envolve uma análise de movimento, qualitativa ou quantitativa, exercita ativamente, e com significado pleno de aplicação, uma integração de conhecimentos pouco motivada nos currículos tradicionalmente conteudistas. Isso se traduz num grau de dificuldade que acaba por se materializar, justificando a paradoxalidade, em obstáculo à adoção de seus instrumentos no repertório de atuação.

Essa série de posts no blog traz a minha visão de inovação para a educação superior, e as muitas maneiras de pensar e agir que, eu acredito, serem possíveis e viáveis para promover mudanças nos rumos da aprendizagem. Trata de como velhos mapas não levam a novos mundos, e de como já consegui atravessar um oceano e me juntar a outros pesquisadores que acreditam que, juntos, podemos desenhar novos mapas.

Você está convidado a me acompanhar!

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