11 Congresso Internacional de Fisioterapia, Workshop – Estação 1: a GESTÃO DE COMPETÊNCIAS na Trilha de Aprendizagem

Aqui você encontra 3 textos de apoio para uma dinâmica presencial em Estações Rotativas de Trabalho para conhecer o Ciclo de Aprendizagem em Ação. Uma  sistematização de inovações para a sala de aula, pautada na ANDRAGOGIA DO DIÁLOGO, que considera, que considera: [1] Trilhas de Aprendizagem com mindset de crescimento (pautado em competências) com [2] reorientação da narrativa do conteúdo, centrada na aprendizagem do estudante, [3] que se completa na expansão da sala de aula e nas [4] estratégias conectadas às competências em formação, bem como no [5] desempenho com foco na Legislação para o Ensino Superior (Inep/MEC).

 

Estação 1: GESTÃO DE COMPETÊNCIAS: uma sala de aula que forma muito além do conteúdo (Profa. Marília Santos, Facilitadora)

sherlockVamos fundo e falar sério, em termos de inovação da sala de aula?

O papel do professor do Ensino Superior, neste século 21,  requer muito mais que habilidade de reunir/reproduzir conteúdo e aplicar provas, visando a diplomação. É fundamental que ele compreenda e engaje-se ativamente no mundo do mercado de trabalho educacional.

Essa nova competência docente demanda protagonismo docente da sala de aula à gestão dos processos de aprendizagem para produzir as evidências necessárias, que transformarão desempenhos: dos estudantes, frente ao mercado de trabalho e avaliações externas (Enade); e do conceito de curso, junto ao Inep/MEC.

Se você está em dúvida sobre o porquê dessa mudança nas competências docentes, esta estação de trabalho do nosso Workshop Docente, no 11o. Congresso Internacional de Fisioterapia, vai ajudá-lo (e muito) com a experiência de sala de aula da Profa. Marília Danielle Menezes dos Santos.

 

1. O professor e a intimidade com o IACG

“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” (Artigo 205 da Constituição Federal de 1988)

É necessário que todo professor entenda 2 pontos-chaves nesses novos tempos de inovação educacional:

  1. Que, por ser uma prerrogativa de Estado, o Ensino Superior está sob tutela do Governo Federal, por meio do MEC, que monitora a qualidade da oferta de cursos de acordo com parâmetros estabelecidos por órgãos destinados a essa finalidade;
  2. Que o monitoramento inclui 3 fatores principais: [1] uma Legislação específica sobre o assunto, para cada nível educacional; [2] um plano nacional de educação, que determina as metas a serem atingidas pela oferta de educação no país, a cada decênio; e [3] a publicização de notas de desempenho das instituições de ensino, em todos os níveis, perante esses fatores.

ondeSabendo disso, fica fácil entender porque o trabalho docente transformou-se para além da sala de aula, e para (muito) além do conteúdo. É da atuação (eficaz) docente que nascem os elementos para que os cursos atinjam excelência na formação dos seus egressos e impactem positivamente na comunidade onde se inserem.

É preciso levar a sala de aula para o mundo, e o mundo para a sala de aula, planejando esse itinerário com a formação das competências previstas pelas DCN, e com recursos/estratégias que atendam a legislação com excelência.

Onde está o conceito 5, na Dimensão 1 do Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação/IACG, que seu PPC não atingiu? Ele está nas práticas que você (e o corpo docente do seu Curso) não implementaram, seguindo o que requer o MEC. Simples assim.

“O perfil profissional do egresso consta no PPC, está de acordo com as DCN (quando houver), expressa as competências a serem desenvolvidas pelo discente e as articula com necessidades locais e regionais, sendo ampliado em função de novas demandas apresentadas pelo mundo do trabalho.” (Texto do IACG para atribuição de CONCEITO 5 para o Indicador 1.3 – Perfil profissional do egresso – da Dimensão 1/Organização Didático pedagógica do Curso)

iacg capaEsse é o ponto de vista da Gestão da Aprendizagem, que todo docente deve (ou deveria) possuir, ao atuar no Ensino Superior: minha sala de aula e minhas práticas constroem conceitos melhores, na mesma proporção em que observo, e sigo, as “dicas” sobre como inovar tendo foco no processo de independência e de aprendizagem ativa do estudante. Essas “dicas” estão na Dimensão 1 do IACG.

Embora todos estejam sujeitos aos procedimentos integrantes das avaliações externas dos Cursos Superiores, poucos docentes perceberam que inovar é mais simples do que parece, porém mais complexo que levar “diversão e tecnologias” para a sala de aula.

1.1. Muito além do conteúdo: conceitos de curso nascem das suas práticas docentes em sala de aula

bim Marilia-2É aqui que a Profa. Marília mostra como a sua criatividade e experiência docente desenvolveram estratégias de simples execução, porém com alto poder de formação de competências, para além do conteúdo.

Ela é ninja quando o assunto é ir além do conteúdo e (como todos nós) está desenvolvendo as próprias competências para que suas práticas docentes desenvolvam competências nos estudantes, muito além do conteúdo.

Monitora dos cursos de Ciclo de Aprendizagem, ela aplicou um planejamento de Gestão de Competências para uma antiga necessidade da formação acadêmica de seus estudantes: a Prática Baseada em Evidências. Vamos explicar passo a passo…

1.1.a. Como planejar competências, em sua melhor performance (para os estudantes e para o curso)?

Simples: siga as dicas do IACG!

Quer oferecer o melhor conteúdo para sua unidade curricular? Observe o que reza o conceito 5 do INDICADOR 1.5, sobre CONTEÚDOS CURRICULARES:

Os conteúdos curriculares, constantes no PPC, promovem o efetivo desenvolvimento do perfil profissional do egresso, considerando a atualização da área, a adequação das cargas horárias (em horas-relógio), a adequação da bibliografia, a acessibilidade metodológica, a abordagem de conteúdos pertinentes às políticas de educação ambiental, de educação em direitos humanos e de educação das relações étnico-raciais e o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, diferenciam o curso dentro da área profissional e induzem o contato com conhecimento recente e inovador.

Vejamos como uma estratégia de JÚRI SIMULADO, usado pela Profa. Marília, na unidade curricular de Fisioterapia Dermatofuncional/Estética, salta de um conceito 3 para um conceito 4, muito facilmente (e pode chegar ao 5 se a estratégia contemplar inovações na área).

1.2. As regras do JÚRI SIMULADO: o PORQUÊ em evidência

Marilia-juri simuladoTodo professor de unidades curriculares profissionalizantes passam pelo mesmo dilema, todo início de semestre: a tal “revisão” dos conceitos subsunçores essenciais para dar a largada na nova aprendizagem.

Problemas nesse clássico dilema docente: revisar é chato (não é sua temática), é repetitivo (falar tudo de novo, revisa mesmo?), toma um tempo precioso (ai, ai, o conteúdo…) e ninguém em sala leva muito a sério.

Como reverter esse cenário e tornar uma aplicação de conhecimentos dinâmica, ativa, com gatilhos emocionais que têm o potencial de ancorar a nova aprendizagem na rede de conceitos subsunçores existente e, ainda, desenvolver competências técnicas e socioemocionais?

A solução, para a turma da Profa. Marília, foi a realização de um júri simulado, contemplando argumentações para os prós e contras das modalidades de TERMOTERAPIA, em procedimentos na área de Fisioterapia Dermatofuncional/Estética.

Regras simples, desempenho máximo:

  1. Somente Práticas Baseadas em Evidências/PBE, podem ser trazidas como argumentação de defesa;
  2. Para cada PBE é necessário argumentar o PORQUÊ: seja da indicação, seja da contra-indicação;
  3. Há os “advogados” para CALOR e FRIO e há o júri: temos aqui defesas, manifestações e contestações sobre prós e contras, indicações e contra-indicações, pesquisas mais atuais, mitos, etc…
  4. Argumentos escolhidos por cada equipe: só as melhores evidências serão levadas ao “júri”;
  5. Postura, vocabulário, formas de citação, tom de voz, respeito e liderança são pontos chaves para cada equipe.

2. Resultados do Júri Simulado: a chave está no PORQUÊ

Vamos analisar como essa estratégia, sob 2 ópticas:

2.1. Em busca do conceito 5 no Indicador 1.5, sobre CONTEÚDOS CURRICULARES, Dimensão 1 do IACG:

  • conteúdos curriculares, constantes no PPC, promovem o efetivo desenvolvimento do perfil profissional do egresso: por desenvolvimento entenda independência, e para independência é necessário abrir espaço para a expressão individual. Ou seja: é preciso (e é possível) personalizar, mesmo no coletivo, de forma a assegurar o desenvolvimento da aplicação do conteúdo (nesse caso, a ciência envolvida no conteúdo)
  • considerando a atualização da área/carga-horária: usando as PBE como fio condutor do desenvolvimento da estratégia, assegura-se a relação carga-horária/atualização na área, o que torna a aprendizagem densa e consistente, do ponto de vista científico, e de perfil profissional (vide DCN);
  • adequação da bibliografia: excelente momento para que cada estudante busque, em tempo real, mais referências (ou argumentos) para contestar e/ou sustentar sua tese, na dinâmica do Júri Simulado;
  • acessibilidade metodológica: pouco considerada pela maior parte dos docentes (que preferem a verborragia da inacessibilidade), um Júri Simulado é uma excelente escolha, em termos de estratégias, para desinibir e permitir aflorar a atitude profissional que está em construção interna, em cada estudante, dentro dos Cursos Superiores;
  • induzem o contato com conhecimento recente e inovador: precisa explicar isso, nessa estratégia? Se sim, pergunte à Profa. Marília!

2.2. Em busca das competências em desenvolvimento:

Golden Circle PORTUsar uma estratégia assim é ousado, e requer domínio pleno do assunto, por parte do docente. Esse tipo de estratégia traz à tona muito mais do que o conteúdo, pautado em evidências: ele conduz toda a discussão para a aprendizagem baseada no PORQUÊ.

Inspirada no Golden Circle, de Simon Sinek (2009), incentivar o debate e argumentação dos PORQUÊS faz muito mais que estimular a aprendizagem: os melhores desempenhos no Júri Simulado podem, também, inspirar lideranças.

“A ideia mais simples do mundo. É assim que Simon Sinek, autor do best seller “Por que? Como Grandes Líderes Inspiram Ação”, resume o círculo dourado, ou Golden Circle – seu conceito de liderança que explica como grandes líderes e organizações obtêm influência. Sinek afirma que o padrão seguido por grandes líderes da história (sejam eles indivíduos icônicos ou mesmo a companhia mais valiosa do mundo) é inspirar as pessoas a tomarem uma ação. Para ele, no entanto, isso só acontece quando as pessoas não compram o que você faz, mas sim sua motivação para fazê-lo.” (Texto na íntegra aqui)

Para entender essa tendência (inovadora, sem ser nova) que é a chave da Aprendizagem Significativa, vamos mostrar o Design da Trilha de Aprendizagem dessa aula, contemplando 3 elementos da Andragogia do Diálogo:

hexa-ENGAJUm Júri Simulado é, de per se, uma estratégia engajadora: exige que se vá além do conteúdo. Nela, o importante não é o que foi ensinado, mas como os estudantes lidam e o que fazem, com o que foi ensinado.

Ela demanda performance de ativação, em tempo real, de todas as competências, mas em especial da HABILIDADE DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO, e da CAPACIDADE DE TOMAR DECISÕES (hard skills) em espaços de tempo curtos, correndo riscos e considerando valores profissionais (a PBE, em si).

Quando se entendeu o PORQUÊ de uma modalidade (frio ou calor) em uma determinada condição clínica de indicação, isso é o Golden Circle em atividade!

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É imprescindível organizar a nova aprendizagem, agregar  referências fortes, estimular a autonomia e o desenvolvimento vocabulário técnico para buscas bibliográficas, melhores e com maior potencial de trazer publicações mais “fortes”.

O PORQUÊ demanda saber os COMOs e os O QUÊs, e isso é um processo de decorrência natural.

É possível que os estudantes tragam um pouco do material que utilizarão na simulação, mas muito do que emerge durante a dinâmica, e no calor (ou frio) das defesas, vem em tempo real, das buscas online para contrapor um argumento inesperado da parte oposta.

Nesse tipo de dinâmica não há espaço para “jogral” ensaiado, e nem “chutes”: tudo acontece a cliques de duração.

hexa-COMPET

Trabalha-se a SOLUÇÃO DE PROBLEMAS, a partir do conhecimento adquirido, com aplicação desse conhecimento acrescida da argumentação dessa aplicação, na forma de evidência coletada em publicações científicas.

Nessa dinâmica, o conteúdo é um fio invisível que costura algo ainda com maior densidade: a aprendizagem por competências, no sentido lato da expressão.

IMPORTANTE: se você não domina (ainda) como planejar as competências de aprendizagem, e como elas se conectam com as demais competências, tem OFICINA ONLINE sobre TAXONOMIA DE BLOOM, para docentes, explicando esse passo a passo. Clique aqui e comece a entender esse novo universo agora mesmo!

Essa é a base de um trabalho docente pautado na sistematização em Ciclos de Aprendizageme que possui 3 princípios:

  1. A aprendizagem começou antes do tempo/espaço de uma unidade curricular, e se prorrogará para o resto da Vida. Portanto, ensine para a Vida, não para a prova;
  2. Ao formar por competências, você forma o estudante em (pelo menos) 5 dimensões: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes (competências de Aprendizagem), Soft-Skills (competências socioemocionais) e Hard-Skills (competências técnicas).
  3. As 5 dimensões acima devem estar intimamente tecidas naquelas competências previstas pelas DCN dos Cursos Superiores (Teoria da Complexidade de Morin). Portanto, planeje trilhas de aprendizagem a partir da contribuição que elas trazem à formação de uma, ou mais, competências profissionais previstas pelas DCN.

 

3. Conclusão

O porquê é um propósito, uma causa, algo que a organização acredita de verdade. Faz com que exista uma resposta clara para ‘Por que você sai da cama todas as manhãs?’, “Por que a sua organização existe?” e ‘O que o mundo ganha com a existência dela?’. significado precisa ser maior que a simples soma dos componentes, como diz Guy Kawasaki.” (Texto na íntegra aqui)

bim Marilia-1Aproveite o material dessa estação de trabalho e converse com a Profa. Marília, que está presente para trocar ideias e mostrar que mudanças de mindset geram mais resultados que recursos randomicamente aplicados, como estratégias isoladas para “adornar” velhas aulas teórico-expositivas.

Essa estação de experiência de trabalho contém, ainda:

  • 1 Design de Aprendizagem, para você fazer download nesse link, e entender como funcionou o processo que viu aqui;
  • Uma experiência em Realidade Aumentada (que será apresentada nessa estação de trabalho) para você se inspirar e saber que mudar é possível, requer dedicação (mas vale muuuuito à pena), e tem ferramentas gratuitas online, para lhe ajudar nesse processo;
  • Tem uma SUPER oficina online AQUI para estudantes, professores e profissionais entrarem nesse novo mundo da tecnologia e da experiência de usuário como eixo fundante de novos processos, produtos e serviços profissionais. Faça e recomende aos seus colegas e/ou estudantes: saia da zona de conforto!

magicaGostou?! São 3 estações de trabalho, 3 oportunidades de conhecer uma nova maneira de trazer o mundo para a sala de aula, e de levar a sala de aula para esse novo mundo exponencial!

Não perca um só minuto dessa oportunidade e leve para sua IES as novas ideias e capacitações. Mudar de conceito (no MEC) é mudar os conceitos (de práticas docentes).

Vamos à próxima estação de trabalho?

 

 

Ciclo de Aprendizagem Sênior: uma abordagem especializada para Gestores do Ensino Superior

Entenda a perspectiva de trabalho de gestão de cursos superiores sob a óptica de Ciclos de Aprendizagem, e como ela é uma ferramenta poderosa para a personalização do trabalho, otimização dos recursos (físicos, financeiros e humanos), e reconfiguração dos processos de aprendizagem e de avaliação da aprendizagem, impulsionando a IES e os cursos para conceitos mais robustos, junto ao MEC.

Que tal conversar um pouco sobre as vantagens e os valores que serão agregados ao seu desempenho de Gestão do Conhecimento, a partir dos conhecimentos e ferramentas que vamos lhe proporcionar?

1. Onde tudo começou?

perguntaNão precisa ser um gênio para perceber que a tão falada mudança nos paradigmas educacionais, alardeada desde o novo marco regulatório do EAD, em 2016, chegou para ficar e para demolir completamente o surrado modelo conteudista no Ensino Superior, que nas áreas de saúde se consagrou pelo modelo biomédico de Flexner, para a construção curricular.

Em 2017, quando comecei a escrever para o portal O Futuro das Coisas, um dos meus primeiros textos foi esse, sobre o futuro da Educação ser híbrido e começar em 2019.

Vamos abrir os olhos e dar uma boa analisada na praia da Educação, que é onde eu surfo melhor? O que tem marcado influência nas transformações que acompanhamos pelo mundo, basicamente, é o fato de as gerações estarem se sucedendo nos espaços sociais e profissionais, e exercendo sua influência sobre eles.

Aos poucos, jovens que cresceram digitalmente vão chegando às salas de aula, ao mercado de trabalho, às universidades. Eles trazem para esses espaços comportamentos diferentes em relação às gerações que chegaram aos mesmos espaços, antes deles. E, em breve, a eles se somarão também os que nasceram digitalmente. (trecho destacado do texto “O futuro da Educação é híbrido e começa em 2019“, O Futuro das Coisas, 24/09/2017)

Pronto! Estamos em 2019 e – realmente – o futuro híbrido está entre nós: na legislação que permite que os cursos superiores sejam semipresenciais (coisa inexistente na época), onde a busca por formações de qualidade e na modalidade digital (plena ou semi) cresce vertiginosamente, e momento em que uma nova geração de estudantes ascende às salas de aulas do Ensino Superior.

A questão aqui não é o fato de eu ser cigana, adivinha, leitora de cartas, mas de estar atenta aos sinais e praticar o Futurismo: uma ciência pautada em mapear o passado, registrar o presente e prospectar o futuro, baseado na evolução de fatos e comportamentos envolvidos em um cenário ou contexto real.

2. Ciclo de Aprendizagem: uma nova concepção para as práticas docentes

Foi esse comportamento de cientista futurista que me guiou nos últimos anos, e foi me despertando para entender as mudanças por vir, a partir dos sinais, que iam aparecendo.

No Ensino Superior, isso é fático: analise a legislação e as diretrizes de avaliação do Ministério da Educação e você terá uma bússola infalível para “prever o futuro”, mas (e principalmente) antecipar-se a ele, saindo na frente e mantendo-se tão ou mais competitivo do que era antes.

livros.jpegÉ assim, igualmente, que procedo ao mapeamento, rastreamento e prospecção de todos os aspectos de design envolvidos nas capacitações docentes, que denominei Ciclo de Aprendizagem:

  • no Ciclo 1, o professor entra em contato com o novo universo educacional superior, pautado pela formação de competências, aprendendo que é preciso mudar a narrativa da aula;
  • no Ciclo 2, esse professor, mais maduro e praticando o que aprendeu, nas suas aulas, entende as neurociências envolvidas na inovação e ganha um novo mapa para usar as neurociências da aprendizagem e foco em favor de melhores desempenhos de aprendizagem, para seus estudantes.

Essas formações docentes são roteiros sistematizados das ciências e práticas que contribuíram para a inovação da forma como se ensina e como se aprende, no mundo da Revolução Industrial 4.0. Docentes que assumem esse novo mindset formam a base para que os Gestores institucionais (Diretores, coordenadores, NDE, colegiados de curso) coloquem em ação aquilo que é a verdadeira finalidade das inovações: a mudança do ecossistema educacional de uma Instituição de Ensino Superior/IES, rumo à sustentabilidade didática e financeira.

Sim! É possível (e viável) colocar as palavras sustentabilidade financeira, inovação da aprendizagem, e sustentabilidade na mesma frase e funcionando em harmonia. Mas há que se saber como orientar esse processo, e quem faz isso é o Gestor (esse, com G maiúsculo).

3. Quais as grandes perguntas a serem esclarecidas?

CONQUISTAR (maiúsculo e com mérito!) um conceito 5 na Dimensão 1, e em boa parte da Dimensão 2, só não é exatamente fácil porque requer mudança de comportamentos e de mindset. É aqui que o bicho pega, porque o ser humano apresenta 2 características básicas, quando o assunto é trabalho: zona de conforto e perpetuação dos hábitos.

Nada muda, em nenhuma área do mundo do trablaho, a menos que uma – ou ambas – dessas situações, ameace àquilo que ele mais teme: mexer no seu bolso. Aí a amígdala cerebral é ativada e, basicamente, sai todo mundo “correndo atrás do prejuízo”. Correto?

Aliás já escrevi também sobre essa péssima atitude do “correr atrás”…

“Como dizia, sou dessas: gosto ainda mais de compreender, de fato, quais são os elementos envolvidos em trajetórias de sucesso. Na grande maioria das histórias, esses elementos são científicos, temperados com muita energia e corajosas doses de futurismo reverso.

São pessoas que compreenderam a natureza dos seus próprios universos pessoais sem se desconectarem da visão ampliada dos muitos universos que podem, e devem, coexistir e colaborar entre si, para romper paradigmas.  Na educação, essas pessoas costumavam ser os professores e quem se interessava por ensinar.

Mas de uma década para cá percebe-se uma mudança importante: há mais gente interessada em aprender, em como aprender mais e melhor, aprender para a vida e não (apenas) para o diploma. Curiosamente (e surpreendentemente) essa gente não era, exatamente, professores.” (trecho do texto Quem ‘corre atrás’ está atrasado, perdeu a hora, ou nem sabia o que estava acontecendo”, O Futuro das coisas, 14/04/2018)

Se você leu tudo até aqui, já percebeu que gosto de fazer as perguntas que ninguém quer fazer. Mas percebeu também que gosto ainda mais de responder a essas perguntas com dados, fatos, tendências e ciências. Ser cientista está no meu DNA e é isso que me torna apta a propor levar você, que é Gestor em uma IES, para um mundo onde vamos fazer as perguntas que ninguém faz, para chegar às respostas que ninguém (ou quase ninguém) tem.

Talvez a mais importante delas, para um Gestor engajado nas mudanças da sua IES em um mercado implacável, como o da educação superior particular brasileira, seja:

3.1. “ONDE ESTÁ O CONCEITO 5 QUE EU NÃO ATINGI?”

ondeSim! Essa é a resposta que vale ouro: no marketing, no desempenho ENADE, na empregabilidade do seu egresso, no valor agregado dos cursos que sua IES oferece, e no valor incalculável de um time de docentes capaz de conduzir a esse resultado.

Para responder a essa pergunta, é necessário fazer (e responder) algumas outras:

3.2. O que é um Ecossistema Educacional/EES e como o conceito de Ciclo de Aprendizagem contribui para a “germinação” dessa visão ecossistêmica?

3.3. Como orquestrar a implementação de um EES por meio de ações ordinárias de gestão?

3.4. Como orquestrar a implementação de um EES por meio de ações extraordinárias de gestão?

3.5. Quais são as práticas de gestão da aprendizagem que geram fertilidade para o crescimento sustentável desse ecossistema, e me levam ao 4 e 5 (do MEC) sem traumas e de forma longeva e sustentável?

Conquistar um conceito 5 é um construto coletivo, que começa com a transformação ativa e protagonista dos atores da sala de aula, se expande em repertórios, estratégias e espaços transversais, se fortalece transversalmente entre cursos, e se consolida entre a IES e a comunidade.

Em cada uma dessas perguntas acima, as respostas levam a um impacto sobre os conceitos alcançados nos itens da Dimensão 1 e 2 do IACG. E esse é o melhor resultado para qualquer Gestor.

Com essa visão, a formação “Ciclo de Aprendizagem Sênior: um Ecossistema Educacional Sustentável(apresentação completa da formação nesse linkvem para trabalhar lado a lado, com gestores em atividade nas suas IES, práticas que alinhavem as mudanças da sala de aula às conquistas em performance e resultados dos estudantes, quer em avaliações de larga escala, que na empregabilidade junto ao mercado de trabalho, pela sólida e dinâmica formação que receberam.

No link acima, você acessa toda a apresentação da formação, incluindo a dor a ser curada e os valores agregados, ao comprometer-se nesse salto qualitativo do pensar a Gestão do Conhecimento, em sua IES.

4. Sua melhor versão na Gestão, a um clique de distância!

Agora você já conheceu a ideia e percebeu que está a um passo (ou clique) de agregar mais valores e ideias ao arsenal de Gestão do Conhecimento que já possui. Você agora vai entender como a Gestão macro dos processos de Aprendizagem confluem, junto com os processos macro de Gestão administrativa, rumo à conquista de melhores e maiores conceitos, para seu curso e sua IES.

magicaAqui a grande questão não tem mágica: tem gestão inteligente, empática, dinâmica, focada em resultados. As práticas que vivenciei estão condensadas em exercícios, simulações, soluções, ações e resultados simples, que serão trabalhados no encontro presencial, para apontarem as possibilidades de melhorias nos conceitos do MEC.

Não tem como não querer um planejamento que conduz uma IES inteira a um novo destino: conceitos maiores, melhores e mais robustos, nas avaliações externas do MEC. São APENAS 10 VAGAS/TURMA! Entre em contato para formar sua turma de Gestores “in company”.

 

 Licença Creative Commons
O trabalho CICLO DE APRENDIZAGEM SÊNIOR: Ecossistemas Educacionais Sustentáveis de Profa. Dra. Denise da Vinha Ricieri está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional. Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com/2019/08/14/ciclo-de-aprendizagem-senior. Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://www.instagram.com/insightsdocentes/.

Protegido: EES, Sessão 1: olhando para dentro do Curso

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Um novo universo educacional chamado Ciclo de Aprendizagem – Nível 1

Você é meu convidado especial para conhecer os valores que vamos agregar ao seu desempenho profissional, após essa jornada juntos. Conheça a proposta completa para se apaixonar pela perspectiva de transformar suas práticas docentes!

Fique ligado no Instagram do Insights Docentes e acompanhe toda a programação, em tempo real. Não deixe a oportunidade de fazer seu 2020 com uma nova carreira docente!

1- Um novo universo chamado Aprendizagem

Ciclos de Aprendizagem são necessários sempre que se busca superar a velha concepção de educação baseada na Pedagogia do Monólogo e da prova. Eles são baseados no desenvolvimento biopsíquico do aprendiz, e sua organização vai além da seriação e da reprovação.

Antes de falar de repertórios e de competências docentes, é necessário ter uma visão macro do novo papel docente no Ensino Superior, porque é preciso construir novas relações mentais sobre o significado das novas expressões educacionais, que dispararam em visibilidade, mas que carecem de dimensionamento dentro da prática docente formal, nas instituições de ensino superior, as IES.

Muitos recursos e estratégias migraram de outras áreas do conhecimento, para a Educação: é o caso da economia da atenção para o engajamento; a gestão da aprendizagem para planejamentos inteligentes; e a inteligência emocional para foco e atenção ativa.

Dentro da própria educação, há conceitos e processos que estão ganhando nova roupagem, nova abordagem, e mais espaço científico e didático. Se por um lado, as metodologias ativas ganharam força, como mudança de paradigma na sala de aula, por outro lado, a grande maioria dos professores ainda carece de certezas sobre quando, como, porquê, e para quê, usar cada tipo de método e/ou de estratégia, em sua sala de aula.

Albert Einstein professor genius scientist mathematician cartoon

Tudo parece um grande emaranhado de novidades, cada uma levando a um desfecho de satisfação dos envolvidos na sala de aula, mas a dúvida de estar (mesmo) “dando conta do conteúdo” sempre paira no ar.

No final das contas, o professor inclui esses momentos de descontração, mas retorna ao velho e bom slide para tirar a tal “dúvida” da cabeça e estar em paz com os planos de ensino e as notas, no final do semestre.

Então, ele conclui que aqueles “momentos diferentes” são só isso: momentos diferentes que ele deve encontrar entre os “momentos necessários” de conteúdo e provas

Você também tem essas dúvidas?

Resumindo, a diversão da mudança ganhou mais visibilidade do que a razão pela qual essas mudanças devem ser feitas. Essa angústia permeia o discurso de todos os que tenho tido a oportunidade de trabalhar, em capacitações e interações – presenciais e online – pelo Brasil afora. Esse é o pilar sobre o qual desenhei esse novo curso.

2- O que você vai aprender?

Percebi que há um trabalho sério que não está sendo feito, tamanha é a ânsia dos professores em mostrar aquela selfie dos alunos no fim de uma aula com carteiras desalinhadas e feições sorridentes e divertidas.

É necessário desvendar a ciência por trás desse novo universo (para nós, do ensino superior) chamado CICLO DE APRENDIZAGEM, composto por 2 elementos-chaves: as TRILHAS e o PROCESSO DE APRENDIZAGEM. É sobre isso que vamos falar e trabalhar.

Acesse aqui a facilitação gráfica do conteúdo e conexões entre os elementos do curso 

Tenho um vídeo no canal que apresenta claramente esses 2 elementos. Veja:

3- O despertar para o novo paradigma é o começo de tudo

Temos que assumir 3 fatos, porque eles existem e são leis:

  • que sua disciplina integra um curso superior, cujo PPC prevê a formação de competências que definem o perfil do egresso, porque isso é o que está na lei e todo curso superior deve possuir esse documento;
  • que a aprendizagem da sua disciplina começou ANTES da seriação onde ela se encontra, e que provavelmente, se continuará em uma ou mais disciplinas APÓS a seriação onde ela se encontra;
  • que o momento da seriação onde essa disciplina se encontra corresponde a um estudante com nível de maturidade cognitiva específico e progressivo, ao longo da formação que recebe, no curso superior onde se encontra essa disciplina.

Assumir esses 3 fatos implica em ter que assumir um quarto fato: você não DEVE (e nem deveria poder) planejar as trilhas de aprendizagem da sua disciplina isoladamente. Ao compreender que a aprendizagem vem antes do seu momento de dirigir a formação, em sua disciplina, e vai além disso, você entendeu que existe um ciclo, contínuo e progressivo. Por isso você deveria trabalhar em planejamentos colegiados, associados ou com pontos de transversalização, para fazer esse ciclo acontecer com mais eficácia.

ENTENDEU O PARADIGMA? Ao aceitar que existem documentos legais que determinam a existência dos 4 fatos acima, e que você deve cumpri-los, porque o processo regulatório do MEC sobre os cursos superiores no Brasil assim o determina, AUTOMATICAMENTE você entende que planejamento colaborativo é fundamental, e você muda de paradigma!

É isso: simples assim. O Ciclo de Aprendizagem existe e flui naturalmente no seu raciocínio, se você despertar para ele. A diferença é que no velho modelo ele não existia como aprendizagem, mas sim, como ensino.

4- O curso conduz você à visão macro dos componentes desse Ciclo

conexoes cerebraisQuando você trabalha com o conceito de CICLO DE APRENDIZAGEM, você muda de paradigma: a disciplina não é mais um fim, em si mesma. Ela passa a integrar uma grande espiral cíclica, que vai além do tempo e espaço da sua sala de aula.

O novo modelo educacional não é feito de momentos de expansão de diversão, mas da continuidade dessa expansão (e diversão, porque não?!) dentro de uma agenda planejada de competências, com foco claro para o desempenho de resultados. Isso, sim, importa para quem contrata um professor e, convenhamos, o mercado de trabalho educacional é um mar que não está para peixes desavisados e perdidos.

Por isso, uma experiência de formação assim, híbrida e densa em ciência, conteúdo e vivências, é um investimento essencial se você já decidiu que “como está não dá para continuar”, mas tem claro que “meu engajamento é determinante no aproveitamento de qualquer formação”.

perguntaViu como tudo começa com a mudança na forma de PENSAR, e não, na forma AGIR?

Se você suspirou nesse momento, é porque seu cérebro entendeu que vai ser necessária uma enoooorme mudança, mas que essa mudança é necessária e que vai lhe abrir muitas novas perspectivas e oportunidades!

5- Como você vai aprender?

5.1. Viva a UX e aprenda mais sobre como dominá-la!

TXT-1aVocê vai viver a experiência de aprender como a nova geração gosta de aprender: de forma híbrida, manuseando tecnologias, buscando informações, construindo suas versões personalizadas de significados.

Para isso o curso começa 10 dias antes do encontro presencial, em uma sala de aula online, onde todo o material prévio, leitura e multimídia, já estará esperando por você!

Há atividades que serão propostas nessa sala virtual e sua execução e entrega ajuda a contar horas de atividades dedicadas ao curso, o que amplia a carga horária cumprida, nessa formação. Essa é a famooooosa sala de aula invertida, ou flipped classroom, que você vai aprender fazendo, e não, no discurso.

Na imersão de 2 dias presenciais (baixe aqui o cronograma geral de atividades) vamos trabalhar produzindo em estações de trabalho alternadas, num outro modelo de método de engajamento e ativação de aprendizagem bem famoso. No presencial não vai haver looongas exposições, mas roteiros de aplicação do material e conhecimento compartilhado virtualmente à prática docentes.

Vamos colocar as mãos na massa, analisar dados, simular cada um dos elementos do ciclo de aprendizagem, e encontrar onde estão nossas dificuldades para compartilhá-las. Ao compartilhar, o grupo buscará por soluções, dentro do que foi apresentado, e meu papel é ajustar – didática e legalmente, frente ao processo regulatório do MEC – as soluções em trajetos factíveis para seu espaço local de atuação profissional.

Aí será você a se divertir percebendo que há um mundo de possibilidades, para uma mesma meta de formação de competências! Aprender a mexer com ferramentas Google for Education, e outras, é a iniciação que você precisa para atingir um outro nível de práticas docentes.

5.2. Aprenda produzindo, em tempo real

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Quando você abre espaço para que o estudante produza a aprendizagem, junto com você, você é obrigado a desligar aquele “cordão umbilical” da tela de projeção do velho e famoso slide, e criar laços, conexões, dúvidas e incertezas.

Esse processo é ligeiramente dolorido para os menos seguros, mas pode se tornar altamente gratificante se você souber como dominá-lo dentro das trilhas de aprendizagem.

Vamos usar um passo a passo que conduzirá você por princípios de Design Thinking, uma das melhores metodologias de soluções empáticas para processos complexos, centrada no usuário. Mas para isso, você deve ter se preparado com o material da sala virtual e já ter encontrado ideias que se ajustem às suas necessidades, da sua disciplina, e da sua IES.

Ter alguém ensinando não significa que você esteja aprendendo: só seu engajamento tem esse poder! Por isso, entenda que esse não vai (mesmo) ser “apenas mais um curso”, e nem vai trazer “aquela velha opinião formada sobre tudo”…

5.3. Descobrir-se no processo também faz parte do curso: aproveite!

TXT-3aNenhuma aprendizagem se dá no vazio, e esse é um princípio batido das neurociências e da inteligência emocional. Portanto, um dos indicadores estabelecidos por mim, no desenho de aprendizagem é despertar para a criação personalizada.

“O que o estudante cria com o que aprendeu?” é a última pergunta a ser respondida, no fluxo de output (ou de saída) das trilhas de aprendizagem. É um dos componentes mais importantes do processo de avaliação do desempenho de aprendizagem, que vai muito além da tal da prova, e vamos trabalhar com isso também.

Como você vai viver a UX no trajeto do curso, meu planejamento de trilha prevê espaço para você se reinventar, dentro do que aprendeu.

Esse processo chama-se meta-cognição e você vai entender como ele funciona porque você vai vivê-lo, em vez de me ouvir falar sobre ele (já tem muito estudo e artigos falando disso).

6- O que você precisa fazer?

legalSem dúvidas, fazer esse curso é uma experiência única, mas que só pode ser VIVIDA, e não, APRESENTADA TEORICAMENTE. Por isso, se você gostou do que leu, se identificou com as atividades e quer muito essa transformação como parte de sua vida, no dia seguinte do curso, a hora é essa!

Aguarde a formação de novas turmas, ou entre em contato para formar uma turma, na sua cidade!

Há sempre uma maneira jeito de viabilizar os recursos que você precisa para agregar ainda mais valor ao seu futuro, e chegar onde deseja. Aposte nela!

Profa. Dra. Denise da VinhaSoluções em Design Educacional

Aprendizagem: você sabe como gerir esse processo, no Ensino Superior?

Gestão da Aprendizagem é uma expressão que vem ganhando espaço no mercado de trabalho educacional do século 21, e conceitua um novo arranjo para velhas competências docentes, acrescidas de inovações e de visão sustentável do ecossistema educacional de um curso superior. Ela faz parte de um universo novo, que ganhou impulso com a era das tecnologias, chamado Ciclo de Aprendizagem.

Gerir a Aprendizagem é uma característica do Professor de Sucesso do século 21, e demanda múltiplos olhares sobre a mesma questão. É por isso que eu reuni toda a minha experiência, desenhei muito material novo e reuni, para você, em uma só Oficina Online que solucionará uma questão que incomoda muitos professores com quem tenho contato, presencial e virtualmente: o que eu preciso para mudar minha prática docente e me tornar um professor de sucesso?

O curso vai ensinar quais são as 3 competências e as 4 classes de repertórios que um docente deve desenvolver para fazer a gestão de um Ciclo de Aprendizagem de sucesso em desempenho estudantil. Isso tudo está alinhado com 2 coceitos chaves da inovação educacional que estamos vivendo: as TRILHAS e o PROCESSO de Aprendizagem.

Essa oficina online tem um Storytelling e tanto!

Nos últimos meses tenho ouvido (e lido também) enormes equívocos sobre o que seria uma coisa e outra, além de acompanhar diariamente a noticiação de muita informação divergente em palavras (porque todo mundo quer criar alguma novidade!) mas convergente em propósitos. Há uma espécie de ânsia docente em noticiar que “está fazendo o novo”, e isso se espalhou Brasil afora.

perguntaAh! Um ponto importante: quem me conhece sabe que trabalho com inovação educacional e trilhas de aprendizagem antes mesmo disso tudo ter esse nome. Em 1998, registrei em Plano de Aula minha primeira “turma oficial” de aprendizagem no modelo maker (mãos na massa), para um conteúdo de fisiologia aplicada da contração muscular, em um Curso de Fisioterapia.

O material era muito simples, mas altamente eficaz: massinha de modelar; as telas (retroprojetor!) mostravam as ilustrações que haviam nos livros de histologia e fisiologia.

Aprendizagem 1: não precisa complicar para alcançar resultados!

Juntos, passo a passo, construímos em massa de modelar as proteínas contráteis, revisamos sua histologia, e fomos fazendo acontecer, na ponta dos dedos, o ciclo completo de pontes cruzadas. Da ativação da contração ao relaxamento muscular, os estudantes passaram a compreender o processo (essencial para o exercício plano da profissão) porque usaram mais de um código para a retenção do conhecimento (e dos nomes!):

  • haviam as cores das massinhas;
  • havia a cinestesia em manusear o complexo de “proteínas (massinha) contráteis”, em fazer uma ponte cruzada acontecer (com íons cálcio e tudo) às vistas;
  • e havia o relaxamento de uma atividade que alternava prazer e recompensa, em termos de circuitos de aprendizagem (o prazer de entender e construir a estrutura microscópica, antes só imaginada, e a recompensa clara de vê-la se reproduzir um evento real, macroscópico).

Aprendizagem 2: boas trilhas de aprendizagem integram os 5 elementos do processo de aprendizagem e, por essa razão, geram estratégias que superam tempo, teorias e mudanças.

As transparências de ontem, e os slides – que vieram bem depois – deram lugar a esse vídeo, que orienta o processo maker da trilha de aprendizagem que eu desenhei, anos atrás.

Ainda hoje, sigo aplicando essa mesma trilha de aprendizagem, para pontes cruzadas na contração muscular, com absoluto sucesso de resultados. Sigo aplicando porque tais práticas são atemporais e, quando bem planejadas e executadas, se convertem em excelentes resultados, mesmo se utilizadas em rápidas oficinas demonstrativas, que é o que acontece quando sou chamada a capacitar docentes e profissionais, nas semanas pedagógicas e nos congressos.

einstein.jpgA minha melhor recompensa, e que gerava o reforço dos sinais de retenção do aprendizado, era chegar ao final de uma única aula e eles terem olhos brilhando por ter a-p-r-e-n-d-i-d-o, mesmo, de verdade, todos os nomes, fatos, eventos, processos e significados. Isso fazia-os perceber que a decoreba era absolutamente inútil mesmo. Um grande passo rumo à mudança!

Experiência agrega valor ao conhecimento: aposte em quem FAZ

Einstein dizia que uma mente que se expande jamais consegue voltar ao seu tamanho original: pois bem, eu acredito que essa seja a razão do porque, de lá para cá, eu só continuei a planejar aulas focadas em aprendizagem e centradas nos estudantes.

Esse “de lá para cá” já somam 20 anos, tempo em que eu pratico, cada semestre mais, planejamentos e práticas docentes que hoje recebem o nome de inovadoras. Durante muito tempo isso era “loucura, coisa de moda dessa tal tecnologia”, mas eu achava sinceramente que estava no caminho certo, e segui minha intuição.

Foram cursos e formações, práticas e tentativas, erros e rejeições por parte de alguns estudantes (nada é unânime, afinal), porém a grande e devastadora maioria dos meus estudantes adorava daquelas aulas “diferentes”.

Para a surpresa de todos, as tais provas teóricas que vinham depois não eram fáceis, mas as médias eram melhores que quando só havia uma fala na sala, com muitos ouvidos silenciosos (com alguns cérebros dormindo, até). Isso fazia com que ninguém ousasse me parar ” naquela coisa de aula diferente”.

E eu? Passei a acreditar mais na minha intuição e nos meus resultados, e passei a registrar minhas aulas e metodologias tais como eram ministradas. Uma outra revolução nos documentos legais, porque “plano de ensino é só copiar e colar!”, diziam os colegas mais antigos e “experientes”. “Está cumprindo todo o conteúdo, mesmo?”, preocupavam-se – desconfiados – os coordenadores de curso que desacreditavam dessa “moda chamada metodologia ativa”.

Pronta para compartilhar ideias e descobrir novos caminhos com você

super heroiAo final desses 20 anos de experiências tantas, com inovação educacional (viva as novas terminologias educacionais, que agora dão nome “aos bois”!) juntei muita aprendizagem, em experiências vividas em salas, de todas as regiões brasileiras (sim, já tive o prazer de rodar salas de aula de Graduação nas 5 regiões do país, meu grande orgulho de diversidade e de identidade docente!).

Pois bem, pensei que já estava na hora de dar uma mãozinha a quem está percorrendo o mesmo caminho que eu já percorri. E qual seria esse caminho?

  1. Aceitar que é um caminho onde nada está totalmente estabelecido e que está em transformação a cada semana que passa;
  2. Um caminho onde ainda não há “aquela velha opinião formada sobre tudo”, onde cada um fala de um jeito e apresenta uma nova “solução”, e nos perdemos diante de tanta informação;
  3. Entender que o vital não é qual a teoria a ser seguida, mas compreender onde e como as coisas se juntam e fazem sentido dentro dos instrumentos e preceitos legais, estabelecidos para o Ensino Superior.
  4. E, seguramente (diferente de 20 anos atrás), um caminho facilitado pela tecnologia, que nos aproxima e nos consola nessa grande dor chamada transformação docente, irremediavelmente necessária para o crescimento e a evolução, porque a nova onda educacional não é mais pautada nas teorias e nos livros, mas nas demandas, hábitos e consumo de mercado de trabalho extremamente competitivo.

Percebo, na ânsia dos professores de agora, essa dor genuína, e que acaba por não encontrar solução definitiva em nenhum espaço formal da docência tradicional. Não encontra porque não há, e é isso que trago na Oficina Online sobre Competências Docentes para gestão da Aprendizagem, com foco para ensino superior e pós-graduação, e que será liberada em Abril/2019.

A oficina tem um conteúdo específico, exclusivo e único (você não encontra esse conhecimento organizado por aí, em livros ou cursos), e ao mesmo tempo, claro e objetivo. As videoaulas, as facilitações gráficas, e os mapas e roteiros de apoio, tudo o que você precisar saber sobre aprendizagem, para usar em seu favor, e trabalhar em algo que torna você e seu currículo únicos e diferenciado em um mercado de trabalho tão competitivo!

Não tem receita de bolo, mas tem muuuuito material para apoiar você em boas tomadas de decisão. Não tem mapa da mina de ouro, mas tem mapas para você se guiar em planejamentos inovadores, até que consiga encontrar seu próprio eixo de trabalho.

Não tem enrolação, porque não sou fluente em mimimi: sou prática, na medida do necessária, e reflexiva, na medida das necessidades de encontrar o rumo, a partir das minhas bússolas interiores. O grande tesouro que compartilho é o que aprendi fazendo, o que FIZ (sim, não falo do que não conheço, nem recomendo aquilo que só li) mesmo errando, e como criei SOLUÇÕES, tanto para aprender com meur erros, como para os conflitos – naturais – com colegas professores mais apegados ao modelo do passado.

superSe você me leu até aqui com interesse, mas não entendeu boa parte dos termos e ideias apresentados, relaxe: esse curso foi feito para você!

Se você leu e entendeu as expressões (pode dar um Google nelas), e quer saber mais sobre a programação dessa Oficina, se liga no vídeo de divulgação, que está no meu canal do Youtube:

E é isso: contagem regressiva aberta para mais uma arte profissional docente: acreditar no poder das tecnologias a serviço da Educação, e usá-las para espalhar conhecimento, compartilhar experiências e multiplicar bons inovação em salas de aula pelo Brasil afora!

Para você, que quer ler um pouco mais sobre as muitas coisas que andam mudando na Educação Superior (minha praia), e se preparar para fazer uma Oficina Online focada em Trilhas e Processos de Aprendizagem, deixo aqui algumas sugestões:

  1. Vamos começar pelo básico? Planos de Ensino! Tem uma minissérie inteira sobre esse assunto, lá no nosso canal do YouTube. Na minissérie 2 (Planos de Ensino), você encontra 13 vídeos curtos, focados em pontos importantes para se ter em mente quando o assunto é Plano de Ensino, incluindo como aplicar a Lei de Pareto para dar foco no Plano de Ensino. Dá pra assistir tudo pelo smartphone, onde você estiver: na fila do mercado, na espera da consulta médica, no transporte para o trabalho…
  2. O Curso vai trazer luz sobre planejamentos e execuções focados em competências. Portanto 2 coisas são essenciais: você conhecer quais são os Domínios de Aprendizagem e como suas categorias se dividem e se complexificam, dependendo da meta que você estabelece para sua unidade curricular. Essa é a Taxonomia de Bloom, essencial para quem quer mostrar como e porque as mudanças em sala de aula são necessárias e capazes de produzir resultados. Na minissérie acima tem 3 vídeos que resumem esse assunto: Domínio Cognitivo (saber); Domínio Psicomotor (saber-fazer); Domínio Psicoafetivo (saber-ser).
  3. Os vídeos do canal são uma amostra da Oficina Online sobre Taxonomia de Bloom em Planos de Ensino, que está disponível para quem quer realmente transformar suas práticas! Esse é um conhecimento preliminar imprescindível, então, sugiro que você aproveite o tempo até o lançamento do novo curso para conhecer o universo das competências e já começar a usar os mapas que  essa Oficina de Bloom traz para você. Corre lá e comece seu curso agora mesmo!

Pronto! Comece por aí e expanda seu interesse pelo assunto. Nos encontramos em breve, em uma nova Oficina Online: Gestão da Aprendizagem

Licença Creative Commons
Oficina Online de Gestão da Aprendizagem de Profa. Dra. Denise da Vinha está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com/2019/03/15/aprendizagem-voce-sabe-como-gerir-esse-processo-no-ensino-superior/.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://denisedavinha.wordpress.com/.

A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: SOLUÇÃO e DESFECHO

storytelling-7p blog
Os 7 passos da Jornada do Herói fazem parte dessa série de posts que inicia aqui, e compõem uma mini-oficina de capacitação online em Storytelling. Aproveite para inovar suas aulas!

Para quem está ligado nessa sequência de textos, já percebeu duas coisas:

  1. O mundo educacional que vem por aí, pelos próximos 10 anos, é de quem (re)aprendeu a ensinar, ensinando os estudantes a aprender a (re)aprender para a Vida, não para a prova. E se você ainda não é capaz disso, é melhor pensar em outra profissão.
  2. iacg capaÉ preciso muito mais do que os slides e o discurso, para os novos tempos da docência do Ensino Superior. E não sou eu que “acho” isso! Dica de colega para colega: dá uma boa estudada no Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação do Inep/MEC (o IACG de 2018), nos itens que compõem a Dimensão 1. Eles estão mais rígidos que o anterior (de 2012), quanto ao que seja um conceito 3 (conceito mínimo para um curso superior funcionar), e quanto ao papel de cada membro do corpo docente nesse cenário chamado “Objetivos do Curso” e “Perfil do Egresso”.

Em outras palavras: se você não sabe como sintonizar a sala de aula com a gestão do conhecimento, no seu curso, você não é um profissional apropriado para permanecer em um corpo docente competitivo, em tempos tão duros de avaliação. Isso sem contar o ENADE, que é outra história impactante no Curso de Graduação!

desafio-2É assim que o Storytelling vem contribuir para seu repertório de estratégias de inovação educacional, sintonizado com sua realidade, espaço, recursos e especificidade de área.

Combinado? Bora finalizar essa série da Jornada do Herói em 7 elementos fundamentais (que iniciou aqui) para que você apresente já na próxima semana, nos Encontros Pedagógicos, de início de ano/semestre!

1- Revisando o propósito dos elementos anteriores, e como se conectam agora, para os 2 últimos passos

Temos o Cenário e os Personagens, passando por um Conflito/Problema que requerem uma intervenção específica, que só um Herói possui: conhecimentos, habilidades e atitudes, combinadas em uma solução única!

super heroiMas esse Herói (que deve estar identificado com o momento no tempo-espaço de formação com seu estudante) encontra Dificuldades ou Obstáculos para uma solução direta: uma contra-indicação, um momento ruim político ou de mercado (agravantes clínicos ou farmacológicos, para os estudantes de profissões da Saúde). Além disso, a Pressão sobre a solução aumenta o risco de uma tomada de decisões: o que fazer?

Se você percebeu, tudo o que foi planejado anteriormente foi feito para inserir um elemento que, normalmente, você e seu estudante d-e-s-c-o-n-h-e-c-e-m em planejamentos de aprendizagem convencionais (os tais Planos de aula). Estamos trabalhando com o RISCO e o ERRO, como elementos da aprendizagem!

A Jornada do Herói (baixe o material PDF aqui) é uma estratégia simples e fácil, para todos os envolvidos, porque vem de um modelo conhecido desde a infância: contar histórias! Ela abre espaço, em ambiente controlado, para explorar as CONSEQUÊNCIAS DO ERRO, o peso da TOMADA DE DECISÃO, as probabilidades consideradas, quando se ASSUME RISCOS!

E note que isso tudo não vem de uma ação restritiva ou punitiva, o que é comum quando só se faz isso com uma prova. Quando a única oportunidade de tomar uma decisão acontece em um momento de avaliação (seminário, provas, ou similares valendo nota), o professor imprime ao erro um caráter punitivo.

Vamos explorar esse SIGNIFICADO da Jornada do Herói, enquanto estratégia de aprendizagem e incorporação positiva do erro como elemento das trilhas de memorização e de tomadas de decisão, em situações de RISCO?

2- Como a Jornada do Herói e as neurociências interagem em um novo modelo de ensino-aprendizagem?

conexoes cerebraisEm termos de neurociências, usar o RISCO e o ERRO apenas em momentos em que eles representem uma consequência punitiva, significa dar reforço a um circuito de sinais, comandados pelo lado lógico do cérebro, que passará a inibir o lado criativo, na busca por soluções inovadoras e de risco, porque a probabilidade de que elas venham a causar perdas impactantes (nota, reprovação) é muito alta. Mas cuidado ao assumir a relação direita-esquerda como absoluta e imutável: estude bem esse assunto para aplicar estratégias bem-sucedidas, baseadas em lógica-criativa.

Como resultado, o estudante passa a responder “o que o professor quer” e se descola do processo em si: idear, selecionar, avaliar, prototipar, testar, revisar, ajustar, aplicar, obter sucesso. E se o papel desempenhado por um professor inibe todo esse processo, a pergunta que fica aqui é: QUAL É O PAPEL DESSE PROFESSOR, AFINAL?

superA estratégia de Storytelling, permeando o Plano de Ensino, e Planos de Aulas, recupera o processo acima, em qualquer contexto de metodologia, ou perfil de Projeto de Curso (PPC). Ela personaliza a regionalização, abre espaço para discussões locais, globais, individuais ou coletivas, porque é o professor que abre espaço para isso, usando o melhor cenário e os melhores personagens e conflitos para aquilo que precisa ensinar, dentro do espaço de aprendizagem da sua disciplina.

O estudante se questiona o tempo todo: não há (ou não deve haver) caminhos únicos e seguros, porque os elementos de dificuldades e de pressão o fazem (re)pensar e (re)unir tudo aquilo que já lhe é conhecido, até esse momento, e tomar uma decisão justificada, baseada em evidências, riscos, necessidades de resultados e, principalmente, EMPATIA.

3- É hora da SOLUÇÃO DO HERÓI: momento da tomada de decisão e de assumir riscos!

É assim que o estudante chega à SOLUÇÃO DO HERÓI, respondendo à pergunta:

“Como resolver o CONFLITO, superando as DIFICULDADES e os ELEMENTOS DE PRESSÃO, aplicando uma SOLUÇÃO DE INTERVENÇÃO com inteligência, inovação e criatividade, aplicando o conhecimento recebido?”

A orientação para a solução deve ser a de uma resposta que contenha os quatro elementos-chaves acima, discriminados, ponderados em probabilidades de desfechos e condições claras de aplicação. O cenário e os personagens devem estar aptos a receber, plenamente, a SOLUÇÃO DO HERÓI.

É o momento do diferencial, da personalização, dentro do coletivo! E nesse momento, é ainda possível que o professor abra espaço para passar de um Storytelling para um Storydoing. Como? Eu explico…

3.1. Do Storytelling ao Storydoing: abrindo a SOLUÇÃO DO HERÓI para diferentes tipos de engajamento, na aprendizagem lógico-criativa

A participação cada vez mais ativa dos consumidores que produzem conteúdos, os chamados “prosumers” (anglicismo de produtor + consumidor), e a necessidade das empresas gerarem o vínculo desejado com seus públicos, fazem do storydoing uma das formas de comunicação que se impõe nos dias de hoje.

O eixo que move o storydoing é constituído por histórias reais. A experiência do consumidor é o mais importante neste contexto, tornando-se a base para se construir uma forma atrativa de atingir o  mercado. (Texto completo aqui)

Ao construir o espaço que precede a solução, você pode chegar a esse momento de duas maneiras:

  1. Oferecendo as possibilidades fechadas de escolhas (em torno de 2 a 3 opções): nesse caso, você continua na experiência Storytelling. Toda a narrativa é controlada por você, para assegurar um padrão de desfecho, que atenda a competências de aprendizagem previamente estabelecidas (geralmente eu uso Taxonomia de Bloom para esse planejamento). Essa é uma possibilidade para iniciar seus estudantes na estratégia de Jornada do Herói: é preciso treinar a habilidade de tomar decisões, em níveis menos complexos e arriscados, antes de abrir o cenário para a próxima etapa: a apresentação de soluções abertas, por parte do estudante.
  2. desafioDepois de uma ou duas experiências, no formato anterior, suas turmas estarão preparadas para o formato Storydoing, ou seja, a narrativa passa ao controle da criatividade do estudante que, diante da possibilidade de uma solução aberta, escolhe um final de acordo com suas percepções, aprendizagem, e desejo de assumir o controle do desfecho. É só no Storydoing que o porfessor consegue avaliar como a aprendizagem, oferecida pela disciplina, compôs um itinerário formativo, associado aos conceitos subsunçores (reveja sobre essa definição, nesse texto).

professor de sucesso-2Em outras palavras, ao expandir do Storytelling para o Storydoing, o estudante se torna parte efetiva da narrativa e da construção do desfecho. Ao ter liberdade para escolher a solução, assumindo risco e calculando probabilidades, o professor tem a clara ideia de como o aprendizado se deu, e tem a chance ÚNICA (que não ocorre em outros tipos de estratégias) de fazer correções nesse itinerário, ajustando-o e/ou melhorando sua precisão.

Só o erro dá espaço para ajustes de trilhas mentais, que ocorrem pelo upgrade dos conceitos subsunçores, a partir da nova aprendizagem. Quem consegue fazer isso acontecer, na sua sala de aula, consegue formar um profissional melhor, mais bem preparado para as transformações de mercado, capaz de raciocinar, calcular probabilidades e arriscar soluções mais inovadoras e criativas.

professor de sucesso-3De forma geral, esses egressos também alcançam melhores desempenhos em exames de larga escala (como ENADE) e daí vem o princípio de que é na sala de aula, e nas práticas docentes, que começa a Gestão do Conhecimento de um Curso Superior.

Ou seja, o verdadeiro gestor de um Curso é o corpo docente, e um professor de sucesso é aquele que já compreendeu essa nova competência e a desenvolve, a seu favor, tornando-se peça imprescindível para qualquer Curso, em qualquer Instituição de Ensino Superior (IES).

4- Ao final, no DESFECHO todos construíram a melhor aprendizagem, e treinaram as melhores competências

E o que dizer do desfecho, depois disso tudo? Só que ele é uma consequência natural de todo o planejamento!

Uma Jornada do Herói bem planejada chega ao desfecho com as seguintes características:

  1. Alinhavou (para o estudante) aprendizagem, significado, valores, empatia, riscos e desempenho, tornando real a discussão do processo, e não, do produto.
  2. Ofereceu (ao docente) espaço para treinar competências técnicas (específicas da profissão) e socioemocionais (trabalho com as Big Five), além de trabalhar com competências treináveis, essenciais para o profissional do futuro. O melhor: construiu tudo isso em um só amálgama, chamado trilha de aprendizagem, que renovou os conceitos subsunçores com sucesso, sucesso esse medido pelo desfecho alcançado pela solução do Herói!

O DESFECHO é puro diálogo, tipo “roda viva”: saia da frente da sala, sente em roda, deixe que eles tragam imagens, textos, vídeos para ilustrar sua solução chegando em um desfecho. Os desfechos são espaços de igualdade: rir do erro apresentado e vibrar com a correção para melhores soluções é minha melhor dica para esse momento!

desfechoO desfecho, em si, inicia uma nova história, um novo ciclo: o desfecho pode ou não ser sustentável, pode criar uma nova realidade ou um novo equilíbrio, e tudo isso está aberto para a discussão entre a expertise (aháaa! Aqui sua experiência faz a diferença em formar egressos diferenciados!).

Crie um novo vínculo com suas turmas.

No fundo, todos somos heróis, se nossa sala de aulas for um espaço aberto para o mundo, real e imaginário, e nossas competências profissionais devem tornar esse espaço um lugar melhor para todos. Desenvolver essa percepção e treinar essas habilidades é o que torna a estratégia Jornada do Herói única e flexível, ágil e personalizada, capaz de treinar comportamentos de análises, riscos, decisões e soluções.

Agora que você tem o roteiro completo, explicadinho, é hora de ser “essa metamorfose ambulante”, e não tem mais razão para continuar com “aquela velha opinião formada sobre tudo”.

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Até o próximo desafio de estratégias inovadoras!

 

A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: DIFICULDADES e PRESSÃO

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Os 7 passos da Jornada do Herói fazem parte dessa série de posts que inicia aqui, e compõem uma mini-oficina de capacitação online em Storytelling. Não perca nenhum texto!

superSe você já tem cenário e personagens, conflito/problema a ser resolvido, e uma narrativa que conecta essa história à disciplina, ou área do conhecimento, onde deseja que a aprendizagem aconteça, chegou o momento de colocar obstáculos e desafiar o estudante a superá-los, com ajuda do conhecimento que essa aprendizagem proporciona.

Afinal, um Herói só é Herói porque aprendeu a superar desafios com seus superpoderes!

Há duas considerações importantes aqui: (1) o CONFLITO/PROBLEMA selecionado deve – necessariamente – ser um evento que só tem solução nas mãos de um profissional com determinados conhecimentos, habilidades e atitudes; (2) há que se colocar pequenos empecilhos, de início, ou importantes questões éticas, em momentos mais avançados de curso, como elementos de pressão para a tomada de decisão.

Vamos entender melhor isso.

 

1- A solução única deve estar nos “superpoderes profissionais específicos”, mas com DIFICULDADES

Estamos tratando de Ensino Superior. Estamos trabalhando com neurociências do engajamento e da aprendizagem. Estamos em salas de aulas que formam profissionais com competências específicas de cada área do mercado de trabalho. Estamos construindo os sonhos de cada estudante, que quer se tornar um profissional único, naquela área que escolheu.

storytelling-ingEsse é o cenário subliminar da audiência do seu Storytelling: os pontos onde o conflito/problema deve ganhar desafios para dar significado à aprendizagem profissional recebida.

Na identidade do estudante com o Herói da Jornada, os conflitos só ganham poderes de engajamento na aprendizagem se forem solucionados exclusivamente com práticas específicas da profissão. Guarde esse segredo e coloque-o em ação sempre!

Tais práticas específicas da profissão convertem-se nos superpoderes necessários para superar o conflito/problema. O DESAFIO aqui, ou a dificuldade para solução, deve ser a exata maneira de avaliar, diagnosticar, prescrever, executar ou avaliar a implementação dessas práticas. É assim que se agrega valor às práticas profissionais específicas de uma área ou de uma especialidade.

desafio.jpgÉ assim, também, que o ERRO vem fazer parte do cenário como elemento de aprendizagem, em um ambiente controlado, para melhorar e aprimorar: (a) competências de aprendizagem (baseadas na Taxonomia de Bloom); (b) conceitos subsunçores, baseados em conteúdos pregressos e adicionado às competências treináveis (hard skills) e não-treináveis (soft skills).

 

2- ELEMENTOS DE PRESSÃO: usando empecilhos e dificuldades éticas

Treinar a tomada de decisões é treinar a competência de analisar e aceitar RISCOS, dentro do processo de aprendizagem. Afinal, a vida profissional não é sempre um mar de rosas! É preciso aprender a lidar com pressão, riscos e tomadas de decisão: essas são competências não-treináveis, ou socioemocionais, altamente relevantes para os egressos do futuro.

Você deve planejar alguns elementos de pressão (de um a três, no máximo!) na sua Jornada, onde a decisão por um superpoder não é aplicável diretamente, dado a um empecilho, problema, indisponibilidade, impossibilidade ou ausência de qualquer elemento ou evento, necessário para essa decisão ser efetivada.

Como o estudante reagirá? Depende do seu planejamento:

(a) se o elemento de pressão tiver sua solução nas próprias aulas da disciplina,

você está criando uma “novelinha semestral de habilidades”, onde cada aula trará uma possibilidade a ser testada na superação do desafio, ou na eleição de outra forma de solução para o conflito/problema. Nesse caso, suas metas de aprendizagem (estabelecidas lá na Taxonomia de Bloom) gerarão indicadores de desempenho concêntricos, ou seja, a disciplina é uma espiral nela mesma, para todo conflito/problema apresentado, assim como o desempenho estudantil.

Ela tem potencial de formar estudantes com nanocompetências claras, específicas de uma área ou especialidade, mas não de dialogar com o conhecimento para além da sala de aula.

(b) se o elemento de pressão tiver sua solução fora das aulas da disciplina, por meio de busca de informações complementares ou de outras áreas/especialidades,

você estará criando uma espécie de “noticiário semanal de habilidades”, onde cada aula, ou grupo de aulas, demandará a busca por possibilidades, tecnologias e inovações, a serem agregadas à aprendizagem em andamento, e testadas na superação do desafio, ou na eleição de outra forma de solução para esse conflito/problema. Nesse caso, suas metas de aprendizagem gerarão indicadores de desempenho estudantil excêntricos, ou seja, a disciplina abre interfaces para transversalização de conhecimentos e personalização de soluções, para todo conflito/problema apresentado.

Ela tem mais potencial para formar o T-shapped professional, que é um perfil altamente requisitado no mercado de trabalho, nesses tempos de tecnologias.

(c) se o elemento de pressão for impossível de ser superado,

você tem um modelo auto-limitado, que aponta para a finitude ou limitação dos superpoderes. Há situações práticas assim e elas devem, sim, ser discutidas no ambiente de aprendizagem, com o professor e à luz dos dogmas profissionais; mas a eleição desse tipo de elemento de pressão deve ser cuidadosa.

Não faça isso antes de ter aplicado, ao menos, cerca de 4 ou 5 Storytelling bem-sucedidos anteriormente, porque esse tipo de elemento de pressão desencoraja o estudante a concluir a jornada e buscar uma solução para um desfecho desejado. Nesse caso, suas metas de aprendizagem gerarão indicadores disruptivos, ou seja, como a disciplina abre possibilidades para a inserção de pensamentos inovadores, prospecção de cenários tecnológicos e futuristas para o conflito/problema apresentado, será necessário um processo de avaliação de desempenho igualmente diferenciado.

Ela tem mais potencial para formar o estudante empreendedor, capaz de questionar o status quo e os padrões atuais, propor soluções inovadoras e empáticas, para tentar superar a impossibilidade inicial do elemento de pressão.

conexoes cerebraisSeja qual for a sua opção para as dificuldades e para o elemento de pressão, é preciso não perder de vista o objetivo da estratégia da Jornada do Herói:

  1. Você está trazendo uma estratégia para aumentar a captura neural, visando a internalização do novo conhecimento, ampliando e dando densidade aos conceitos subsunçores de cada estudante;
  2. Os elementos da Jornada permitem a flexibilidade de participação individual, a manifestação do erro conceitual ou de implementação de uma ideia, conhecimento ou gesto técnico. Essa é a oportunidade que você tem de corrigir a trilha de aprendizagem, durante o curso da disciplina, melhorando o desempenho e os resultados finais de cada estudante e, por decorrência, da turma;
  3. A Jornada deve ser elaborada com aderência às metas de aprendizagem, definidas pela Taxonomia de Bloom. Faça com que cada passo exercite uma ou mais das categorias estabelecidas inicialmente, no Plano de Ensino.

Taí! Agora é colocar a cabeça para reunir sua experiência profissional e criar dificuldades e elementos de pressão, de acordo com os resultados que você deseja atingir, dentro dos propósitos da disciplina para com o Projeto de Curso (PPC).

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Quem compartilha conhecimentos, multiplica boas experiências de aprendizagem, e contribui para um mundo que precisa aprender com mais propósitos!

 

 

 

A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: CONFLITO ou problema central

Vamos começar esse tópico lembrando que uma narrativa de impacto, para qualquer finalidade, deve mexer com as emoções, e esse é o assunto central para toda aprendizagem. Aposto que, um dia, lá na sua infância, sua mãe lhe dizia “lembrar do que não interessa é fácil, difícil é você aprender o que deve!”. Toda mãe diz disso (mãe é mãe!) quando a gente tira nota baixa na prova da escola, não é mesmo?!

esqueciVamos analisar o porque dessa realidade?

Vejamos: você (e qualquer um, criança ou adulto) se lembra com facilidade da letra da música, da fala dos personagens de uma animação/filme, da piada com palavrão, de fatos aleatórios que você leu/viu em alguma mídia.  Assim como você, e qualquer um, tem dificuldades para memorizar/aprender algo relacionado ao trabalho, ou à escola/faculdade, ou mesmo, às necessidades da vida.

Já parou para analisar o porque disso? A resposta é simples: E-M-O-Ç-Ã-O.

A emoção e os processos de aprendizagem, na vida

A letra da música, a história do filme/animação, a notícia das mídias, a piada, e até os novos palavrões, mexem com a sua emoção, de imediato! Os fatos escolares ou do trabalho não lhe emocionam, antes, causam uma carga emocional negativa de obrigatoriedade, peso emocional negativo.

conexoes cerebraisAí entram as neurociências: seu cérebro é programado, primitivamente, para reter informações que cheguem com peso emocional considerado importante. Nessa classe estão: felicidade, compaixão, alegria, amor, raiva e até mesmo, sobrevivência ou medo de sofrimento/morte.

Todo o restante, como obrigatoriedade e pesares, são descartados antes de se aderirem aos conceitos subsunçores (trilhas mentais organizadas, de conhecimentos pregressos). Na verdade, esse é um mecanismo de autoproteção emocional: evitar o que causa desgosto, ou desprazer, e dar ênfase no prazer e na autorecompensa.

Lembrar algo bom gera motivação, alegria, liberação de serotoninas e facilitações sinápticas no recrutamento da memória, ou seja, ativam muitas áreas cerebrais ao mesmo tempo, fazendo com que um fato ou um estímulo sensorial (cheiros, sons, toques, imagens) seja capaz de ser fortemente armazenado em muitas áreas, ao mesmo tempo.

A questão não é O QUE foi armazenado assim, ou COMO foi capaz de ser armazenado por meio de múltiplas vias neurais, mas PORQUE foi armazenado assim. E a resposta a esse porque é: porque na narrativa/situação em que foi apresentado a você, foi feito para gerar EMOÇÃO e IDENTIDADE.

redundanciasQuando as aulas, a nova função no trabalho, ou outros fatos da vida diária, são apresentados a você no velho esquema “se vira e decora isso”, seu cérebro não identifica motivação emocional positiva para fazê-lo. Então despreza, e não retém a informação, o que torna difícil sua memorização e aprendizagem.

É válido lembrar que por aprendizagem, no sentido stricto da palavra, significa integrar uma nova competência à rede de conceitos subsunçores, agregando valor, sentido e significado à nova rede que se formou. E esse processo não se dá no vazio emocional de aulas expositivas, repletas de tópicos e terminologias novas.

Vale para uma reunião no trabalho, para atender a um cliente/paciente na vida profissional, para uma sala de aula.

A narrativa e o envolvimento real da audiência: EMPATIA

criatividadePortanto, é preciso ter uma boa narrativa para gerar emoção e identidade com a audiência, e convertê-la de ouvintes a aprendizes. Para isso, o principal “tempero” é um conflito/problema que mexa com uma emoção compartilhada pela audiência.

No Storytelling, essa é a alma do negócio, ou seja, é o que vai fazer sua turma querer entender a narrativa e engajar-se na busca por soluções.

Quando você consegue criar esse clima de envolvimento, você conseguiu engajar verdadeiramente seus estudantes na aprendizagem e o desempenho deles será uma consequência natural. E por desempenho entenda-se RESULTADOS DA APRENDIZAGEM. É assim que se planeja e avalia desempenho docente: capacidade de engajar os estudantes na aprendizagem versus o desempenho real, medido em critérios claros de avaliação dessa aprendizagem. Não existe um sem o outro.

Mas atenção:

  • Aqueles velhos estudos de caso, apresentados do modo clássico (velho) não geram 100% de engajamento, portanto, o desempenho estudantil é fraco.
  • Aquelas histórias que conta sobre como você lidou “brilhantemente” com uma situação profissional adversa também pode não gerar engajamento esperado, a menos que você (como personagem principal, ou herói da narrativa) coloque-se em igualdade de condições, e maturidade profissional, que sua audiência possui, no momento da narrativa. Convenhamos: quem conta as próprias histórias, o faz para mostrar alguma vantagem pessoal, e isso não gera engajamento: isso gera resistência.
  • Mostrar narrativas de grandes desastres/catástrofes, geradas por uma decisão errada, pode não surtir o efeito esperado na audiência: o engajamento pela solução. Isso porque boa parte dos estudantes, ainda inseguros na sua maturidade de conhecimentos profissionais, podem apoderar-se do medo do erro, ao invés de engajar-se aprendendo com o erro. Isso também é uma péssima forma de narrativa, do ponto de vista de desempenho de engajamento.

Usando a emoção e a empatia para planejar um CONFLITO na Jornada do Herói

desafio-2.jpgAgora que você entendeu que o poder da emoção e da identidade da audiência, com a narrativa, são determinantes em processos mentais de aprendizagem e retenção de conhecimento, ampliando e aprofundando as redes de conceitos subsunçores para níveis mais avançados, é hora de aplicar esse conhecimento à sua narrativa da Jornada do Herói, em 7 passos (faça o download do roteiro aqui)

Busque no conhecimento que você desenvolve na sua disciplina, ou no tema que escolheu para construir sua Jornada do Herói, um CONFLITO/PROBLEMA claro, direto e inequívoco, e que só pode ser solucionado por um Herói que possua o conhecimento/aprendizagem sobre a qual você está trabalhando, com suas turmas. Essa é a principal chave!

Em geral, você identifica esse elemento quando responde às seguintes perguntas:

  • Qual a solução que uma intervenção, realizada com esse conhecimento novo, traz para o CONFLITO/PROBLEMA apresentado na narrativa?
  • Como os personagens (que não são heróis) sofrem/perdem com esse conflito/problema?
  • Porque só é possível ao herói essa solução, e não aos outros personagens?

Quando você responde a essas 3 perguntas, você traça um esquema que, na sequência, terá o poder de consolidar o conflito da narrativa, por meio de detalhes técnicos e profissionais, por exemplo.

Storytelling ou Storydoing? Saiba a diferença ao escolher a forma de apresentar a narrativa e o conflito/problema

Você pode dosar a participação da turma na narrativa, sabia?

A diferença entre um Storytelling (totalmente narrado e fechado nos elementos constituintes por você) e um Storydoing (que conta com a participação da audiência para a construção da narrativa e/ou soluções e desfechos) é o quanto dessa narrativa você deseja abrir e entregar nas mãos da audiência, ou nesse caso, da sua turma.

Assim, ao traçar o cenário para o conflito/problema da sua narrativa, há duas possibilidades estratégicas:

  • OPÇÃO 1: fechar a trilha, mantendo o controle da narrativa e do desfecho, porque o interesse principal é assegurar alguns tipos de competências técnicas que são essenciais para um padrão ou normativa, que devem ser seguidos e aprendidos, antes de qualquer outra coisa;
  • OPÇÃO 2: abrir a trilha, em alguns trechos, para que a turma faça suas próprias inserções, a partir de levantamentos, pesquisas e argumentos, quando ao menos uma das metas é a inclusão do erro como elemento de aprendizagem.

Na opção 1, você controla todo o processo, controlando o desenvolvimento da Jornada: esse é um Storytelling completo. Lado bom: você sabe exatamente como deverá ser o dimensionamento de tempo, etapas, participações e resultados. Lado ruim: a estratégia perde um pouco da força, já que a narrativa é empática apenas na identificação do Herói.

Na opção 2, você controla parcialmente o processo, porque controla a LINHA MESTRA da narrativa. Nesse tipo de construção estratégica, você abre espaço para que a turma agregue seus próprios elementos e percepções, como por exemplo, detalhes do conflito, ou número e tipos de personagens, ou cenários diferentes para a mesma narrativa, que podem gerar soluções e desfechos diferentes, por exemplo. Nesse caso, você está abrindo para um Storydoing, um exercício de narrativa que dá significado pela utilidade que a audiência percebe, e que agrega e constrói por ações e valores que considera primordiais.

Partir para o Storydoing é um passo além do Storytelling, e não deve ser usado na primeira experiência de uma turma, na mudança das aulas expositivas para metodologias ativas. Apesar de ser muito mais engajador, já que a história não é apenas “entregue pronta”, mas sim, construída colaborativamente, o Storydoing requer alguma familiaridade com a estrutura de narrativa, que é treinada preliminarmente com o Storytelling. A Jornada do Herói é uma estratégia que aceita esse tipo de variação, com excelentes resultados.

O Storydoing tem maior poder de envolvimento e de engajamento, porque admite o ERRO como elemento de correção na formação da trilha de aprendizagem dos estudantes. Mas todos os envolvidos, estudantes e professor, precisam ter estabelecido um ambiente de confiança no erro controlado para que a estratégia funcione.

Em outras palavras, o estudante não pode ter medo de ser punido (perder nota) por aceitar riscos e errar, e cabe ao professor ter estabelecido esse clima de liberdade e de confiança, em práticas de Storytelling anteriores. Combinado? Lado bom: o engajamento é quase máximo, assim como o envolvimento da turma com a aprendizagem, e a composição da narrativa. Lado ruim: você não tem controle total sobre o desfecho dos fatos, embora mantenha o controle sobre o desdobramento da narrativa, já que analisa, aceita/rejeita cada elemento trazido pela turma, argumentando os porques de cada uma dessas decisões. Também o dimensionamento do tempo pode ser afetado, dependendo de como a turma interage com a narrativa.

Note que no Storydoing o lado ruim não é , na verdade, ruim. Ou melhor, só é ruim para professores controladores e que têm medo de arriscar-se em ir além da zona de conforto da aula expositiva. Usar estratégias Story (telling ou doing) para a construção de aprendizagens mais engajadores requer exercício, desprendimento, ambiente emocional seguro, reciprocidade e liberdade. Vale para estudantes, mas vale – principalmente – para professores.

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Detalhes do Story (telling ou doing) para a construção de um bom conflito/problema

Um boa Jornada de Herói tem riscos, surpresas, e mudanças de ritmo de solução, e se você escolheu qualquer uma das duas opções para traçar sua estratégia de aprendizagem, é bom que anote aí essas ressalvas:

  • O cenário e o conflito/problema não podem ser complexos demais, ou abrir espaço para múltiplas soluções. Isso confunde o ouvinte, drena o impacto da narrativa e dilui a FORÇA MOTIVACIONAL da turma em engajar-se na estratégia.
  • Observe o MOMENTO CURRICULAR em que se encontra a sua turma e trace uma narrativa capaz de usar CONCEITOS SUBSUNÇORES claros, aos quais serão articulados os repertórios do Herói e o engajamento pela solução. Na narrativa, não use elementos que ainda não fazem parte do universo da audiência, sob pena de não atingir os bons resultados que essa estratégia é capaz de promover no desempenho de aprendizagem.

Muito bem! Agora é com você: use o que tem, faça o que sabe, comece começando! E lembre-se dessa máxima: quando o conflito é simples, e a solução é direta, o engajamento é máximo, a apreensão do novo conhecimento fica potencializada, e o estudante aprende para a Vida!

super heroiO próximo texto mostrará que é necessário inserir algumas dificuldades e elementos de pressão, no processo de tomada de decisões e busca por soluções, por parte do Herói, na narrativa. Lembre-se: o Herói deve trazer um elo de identificação com seu estudante e, portanto, as dificuldades e os elementos de pressão deverão ser diretamente relacionados ao significado dessa tomada de decisão, no mundo do trabalho.

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A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: CENÁRIO & PERSONAGENS

Se você está acompanhando os posts anteriores sobre Storytelling e a estratégia da Jornada do Herói,  (já fez seu download do material em PDF?) sabe do que estamos falando. Estamos falando de uma estratégia planejada para oferecer:

  1. Força motivacional, para engajamento estudantil na aprendizagem;
  2. Contextos impactantes, para dar significado à aprendizagem em curso;
  3. Soluções com desafios únicos, para agregar valor à práxis profissional em formação;
  4. Criatividade e inovação, para apropriar o estudante do novo mundo do trabalho, abrindo espaço para a personalização da carreira que ele pode construir.

Para que essa estratégia seja implementada com sucesso, é necessário entender como planejar os 7 passos de acordo com o que você deseja atingir, com seu planejamento da disciplina/unidade curricular.

Onde eu planejo uma Jornada do Herói, no meu Plano de Ensino?

O Storytelling pode ser planejado de 4 formas:

  • para apresentação da finalidade da disciplina, dentro do contexto curricular;
  • para convergir as 3 competências de aprendizagem (conhecimentos, habilidades e atitudes) envolvidas na formação, dentro de uma mesma disciplina;
  • para convergir as 3 competências de aprendizagem (conhecimentos, habilidades e atitudes) envolvidas na formação, transversalizando diferentes disciplinas;
  • para estimular o engajamento estudantil, por meio da empatia e personalização de ações, dentro de um módulo temático, que é uma parte do conteúdo de uma disciplina, dentro do contexto curricular.

iacg capaCada uma dessas formas de planejamento possui peculiaridades e rastreio documental, por exemplo, que é essencial para apresentação nas visitas de Comissões de Especialistas do Inep/MEC, nos momentos de Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento de Cursos Superiores. Ou seja: quando você conhece bem uma estratégia, ela pode ser bem mais que um recurso didático, em sala de aula.

Ela pode ser (e é) uma alavanca importante como recurso na Gestão da Aprendizagem, capaz de impulsionar para cima conceitos envolvidos no Instrumento de Avaliação de Cursos Superiores (Inep/MEC, 2017), na sua Dimensão 1, principalmente, mas com reverberação para a Dimensão 2, indiretamente.

Nessa série sobre Storytelling e a Jornada do Herói vou me ater à última forma de planejamento citada, ou seja, para estimular o engajamento estudantil, por meio da empatia e personalização de ações, dentro de um módulo temático, que é uma parte do conteúdo de uma disciplina, dentro do contexto curricular.

Por onde começar esse planejamento?

A forma mais simples de planejar uma estratégia de engajamento por Storytelling é escolher o FOCO da aprendizagem principal da sua disciplina. Para saber qual é o seu foco você precisa de 2 informações:

  • Perfis profissionais envolvidos na oferta dessa disciplina
  • Competências de aprendizagem formadas pela disciplina

Essas duas informações, via de regra, devem estar claras no Plano de Ensino e/ou no Projeto Pedagógico de Curso, caso ele esteja atualizado. O Ecossistema Educacional do Curso é tão mais eficaz em seus resultados, formando egressos qualificados, quanto mais verdadeiras forem as relações entre as disciplinas e os perfis de egressos, e quanto mais diretas forem as relações entre a forma de oferta (entre aulas teóricas, práticas, atividades, visitas, treinamentos, produção, etc) e as competências formadas.

Para quem já decidiu entrar de “capa e coração” nesse mundo de superpoderes docentes e compor os heróis da aprendizagem, tem uma Oficina 100% Online sobre competências de aprendizagem no Plano de Ensino, que vai preparar você para essa jornada. Muito material, vídeos, downloads e passos para elaborar Planos de Ensino Inovadores. Aproveite o momento e inscreva-se agora!

sherlockMuito bem, o FOCO da disciplina será o REPERTÓRIO DO HERÓI, ou seja, uma parte importante do personagem principal, que deve se identificar com o estudante. A esse momento da formação, o Herói já deve ter se apropriado de alguns repertórios: explore-os de forma clara e completa para criar um desafio capaz de ser solucionado SOMENTE a partir desse repertório. Essa é a chave!

Destaque: não torne o desafio complexo, a ponto de não ser possível a solução APENAS com o repertório que o estudante apresenta, até esse momento da formação. O estudante deve sentir-se estimulado pelo que já aprendeu, e não, desanimado com o que o professor já domina, e ele não sabe.  Na primeira afirmação você o torna centro do processo, na segunda, você é o centro do processo; portanto, o começo do planejamento para uma Jornada do Herói é TORNÁ-LO herói.

Segurança e confiança são os primeiros elementos essenciais para conquistar engajamento estudantil, em qualquer estratégia. Sem isso, eles se sentirão perdidos, insuficientes e, portanto, assumirão atitudes de rejeição todo o restante do processo. Aí sua estratégia terá ido por água abaixo…

Um contexto, um cenário, um lugar: ofereça algo para mexer com as emoções, desde o início

As aprendizagens não se dão no vazio, nem na imparcialidade: elas precisam estar ancoradas em SIGNIFICADOS e precisam mexer com as emoções. Isso é princípio essencial das neurociências. Portanto, a escolha do ponto de partida da narrativa do conflito, que será trabalhado pela Jornada do Herói, é um passo fundamental.

Para escolher o cenário, esqueça o que você conhece, professor, e pense no que o ESTUDANTE CONHECE, domina, interage ou almeja intervir, naquele momento. Seja como estudante, seja como cidadão, seja como usuário de algum produto, processo ou serviço, o estudante deve sentir-se compleido a participar ativamente na narrativa que será apresentada no Storytellig.

conexoes cerebraisUse, preferencialmente, os conceitos subsunçores existentes na turma. Para isso, na primeira aula de cada semestre, faça um exercício de diagnóstico didático, por meio de dinâmicas e interações, para identificar as expectativas da turma para a disciplina, e para estabelecer pontos balizadores da sua abordagem, nas aulas que se seguirão.

A partir desse diagnóstico, trace possíveis cenários, contextos, conflitos e personagens que permeiam o mundo do estudante e o mundo do conhecimento que você estará oferecendo, a cada aula.

E os personagens?

É chegada a hora dos personagens que comporão o contexto, atuarão no cenário, e que devem possuir uma expectativa de ação, interação e reação com o Herói, no caso, o estudante em ação, como um profissional em exercício.

superNão economize na narrativa: você pode apresentar personagens que tragam uma criptonita, que é um elemento que acaba com a “força de solução” do Herói, e que deve ser evitada a todo custo. Ou a descoberta de um anel, cinturão ou poder secreto, que são recursos próprios da profissão, que elevam a capacidade de solução do conflito, pelo Herói bem preparado.

Você pode, ainda, abrir espaço para que eles colaborem na construção dos personagens, usando os conceitos subsunçores, personalizando cada Storytelling por turma, por exemplo. As opções são muitas e quase infinitas!

A construção dos personagens é uma relação direta do FOCO DA DISCIPLINA. Portanto:

  • se sua disciplina forma para conceituação teórica e fundamentos da profissão, que serão aplicados posteriormente, em disciplinas profissionalizantes, os melhores personagens serão aqueles que incitam discussões conflitantes e com necessidade de argumentação, ou seja, o foco é no SABER-SER (ou atitudes), alinhado com o SABER (conhecimentos) subsunçor até esse momento. Trabalhar as soft skills, ou competências socioemocionais, é uma chave para o sucesso desse planejamento de Storytelling.
  • já se a sua disciplina forma para habilidades técnicas específicas, aplicadas a partir de indicações e contra-indicações profissionais precisas, os melhores personagens serão aqueles que transgridem essas recomendações (pode ser mocinho desavisado ou vilão malvado, por exemplo). A narrativa do conflito trará à baila a lógica do raciocínio ação-reação ou causa-efeito. É o SABER-FAZER (habilidades) entrando em ação com os SABERES (conhecimentos) subsunçores, e aqueles que estão sendo adquiridos a cada etapa da aprendizagem, na disciplina, aprimorando o SABER-SER (ou atitudes) e as soft skills.

super heroiNo próximo texto, nossa análise da Jornada do Herói vai mostrar como apresentar uma narrativa de conflito/problema, onde o repertório do Herói seja imperscindível para uma solução, mas que passe – antes – por (algumas) dificuldades e por (certos) elementos que aumentarão a pressão sobre a tomada de decisão do Herói. Não perca!

A Jornada do Herói: 7 passos para um Storytelling de aprendizagem

No texto anterior convidei você a pensar diferente, em relação ao planejamento da aprendizagem, na sua disciplina. Afinal, não há uma única maneira de planejar, e nem de fazer, absolutamente nada, nos tempos atuais.

sherlockAliás, essa única maneira de fazer alguma coisa chama-se método: uma sequência exata para se reproduzir um experimento, ou uma experiência, exatamente como um precursor já o tenha feito. Não é diferente quando o assunto Storytelling: contar histórias pode ter múltiplos propósitos e, portanto, múltiplas maneiras de se fazer.

Na pesquisa, levamos métodos e metodologias muito a sério, mas na sala de aula a realidade é outra, por várias razões. As principais delas são: o planejamento estudante-centrado, foco das novas (e erroneamente chamadas) metodologias ativas; e o fato de que nenhuma turma é igual à sua antecessora, sendo necessário ter flexibilidade para ajustar métodos, convertendo-os em estratégias.

Estratégias são recursos mais flexíveis e podem ser personalizadas de acordo com os múltiplos fatores que diferenciam as IES, os Cursos, as regiões nacionais, as disponibilidades de recursos materiais e de infra-estrutura tecnológica. Assim, vamos deixar nosso primeiro acordo feito: não estamos tratando da metodologia de um Storytelling, mas de estratégias para um Storytelling adaptável às suas necessidades, e às suas realidades de sala de aula.

para ondeHá muito material disponível se você fizer uma pesquisa Google com os termos “jornada do herói” e “storytelling“. As diferenças vão do propósito ao construto do roteiro, mas todas elas têm uma origem comum, e é com essa origem que você deve aprender para, só depois, evoluir para um construto próprio.

Esse é um excelente exercício de se fazer: conhecer outros universos, e outras ferramentas de aplicação, para os mesmos recursos, que agora também podemos usar na Educação. Além do Storytelling, seguem nessa lista de descobertas e pesquisas: Design Thinking, realidade aumentada, machine learning, deep learning, além – claro – de inteligência artificial e analítica.

A questão aqui é: como começar a aplicar essa estratégia, com finalidade de aprendizagem?

É preciso garantir alguns elementos que, em outros formatos e propósitos de Storytelling não sejam assim tão essenciais. É aqui que a experiência prática ganha força em compartilhar uma trajetória.

Eu inicio agora, aqui com você, nesses textos de Storytelling, uma jornada online de formação para professores, estudantes e profissionais. Serão textos sequenciais, e complementares entre si, para você se atualizar, refletir, ousar, tentar, errar, aprender e transformar suas práticas nesse 2019. Aproveite!

Vamos lá!

Todos temos em comum a necessidade de aprender: para o professor, essa necessidade está no estudante; para o estudante, essa necessidade está em si próprio, a caminho da vida profissional; para o profissional, a necessidade está no seu público/consumidores/clientela, em fazer um despertamento para os diferenciais dos processos/produtos/serviços que oferece, perante um mercado de trabalho competitivo.

piscadinhaAtualmente, o papel de formação de opiniões, em todos os níveis, está amplamente centrado nas mídias (sociais e profissionais) e, portanto, para todos os públicos, comunicar de forma eficiente seus valores, propósitos e diferenciais, carece de uma boa narrativa, ou de um bom Storytelling.

Tempos modernos exigem estratégias inovadoras!

A definição que se costuma dar é que storytelling é a prática de se contar uma boa história. E este “boa”, na imensa maioria das vezes, quer dizer relevante. Ou seja, uma história que consiga reter a atenção do interlocutor – esteja ele onde estiver – e que, de preferência, marque-o, fique em sua memória. Uma narrativa bem articulada, com começo, desenvolvimento e final específicos, e que de alguma forma capture o público – seja por meio do drama, da tragédia, da comédia ou da ação, não importa.

Leia esse texto completo da Endeavor aqui

A estratégia da JORNADA DO HERÓI

emotion neurosciencesTodos gostamos de histórias que nos identificam, e essa é uma afirmação que deriva das neurociências da aprendizagem. Tudo o que nos identifica emocionalmente, amplia a captura neural (mecanismo pelo qual se desenvolve a atenção e a memorização) e ativa mais áreas cerebrais, no arquivamento dessa memória. Quanto mais vívida a narrativa, mais áreas podem ser envolvidas nessa captura neural.

Portanto, narrativas com riqueza de detalhes, hipóteses, emoções impactantes (boas ou ruins), memórias olfativas ou gustativas, recursos auditivos (como música, sons “suspeitos”, vozes) tendem a promover duas grandes respostas do sistema nervoso: atenção voluntária e ampliação do recrutamento de áreas cerebrais na composição dessa memória. Em outras palavras: UMA APRENDIZAGEM FORTE E AMPLIADA.

A jornada do herói, em termo erudito, “Monomito”, é uma concepção cíclica presente em narrativas mitológicas. Quem difundiu o conceito foi o antropólogo Joseph Campbell, exímio pesquisador da escrita, que possibilitou o entendimento da narratologia, a ciência da narrativa. (…) Quando posta em prática, esse modelo de narrativa faz o leitor se conectar mais facilmente à história, percebendo uma sintonia entre sua pessoa e o personagem central da trama.

Fonte: “A jornada do herói: conquistando pessoas com histórias”, Paulo Maccedo.

Usar a Jornada do Herói na sala de aula tem como meta a identificação do estudante com o “herói” da narrativa, e a vivência desse estudante, dentro do enredo, como personagem ativo. A construção desse herói-personagem é a chave para que a aprendizagem atinja seus objetivos.

A clássica Jornada possui 12 passos ou etapas, focadas na narrativa sobre o trajeto de vitória do herói e, muitas vezes, é extensa demais ou complexa demais para o modelo conteudista da maior parte dos Projetos de Cursos Superiores, no Brasil. É preciso uma adaptação para que ele reverbere da sala de aula para os registros (necessários) do Curso e da IES, junto ao MEC.

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Esquema ilustrativo da Jornada do Herói, uma estratégia base de roteiros para narrativas em filmes e livros. Aqui, ela foi utilizada na Educação, como estratégia dentro do modelo Problem Based Learning/PBL. Fonte: A PBL Project is Like the Hero’s Journey (acesse o texto completo aqui).

A adaptação da Jornada do Herói para elementos requeridos no Ensino Superior

A experiência prática me mostrou que eram elementos demais para lidar no planejamento, em disciplinas do Ensino Superior. Mais que isso: eu precisava, ainda, alinhar a estratégia da Jornada às competências de aprendizagem (Taxonomia de Bloom), para efeitos de documentação legal (Planos de Ensino, PPC e visitas do MEC), e também ao perfil de competências diretas, cuja formação era a responsabilidade das minhas disciplinas.

Essa necessidade me motivou a estudar mais sobre o assunto, e encontrar uma solução mais viável para minhas práticas docentes, as necessidades legais e locais, bem como alinhá-la ao universo de conhecimento das minhas disciplinas e áreas de conhecimento. Foi assim que a Jornada do Herói em 7 passos (faça o download aqui) acabou ganhando os elementos da Andragogia, adicionados de um desfecho que aproxima essa estratégia do Arco de Maguerez, conhecido de quem trabalha com problematização.

Na área da Saúde, particularmente, esses são nossos melhores pilares de contextualização e essa adaptação da Jornada do Herói atendeu a múltiplos objetivos, de forma clara e rastreável, aos quais todo professor universitário tem de responder, e sobre os quais se responsabilizar, seja perante seus superiores, seja perante a sua classe profissional para a qual forma os egressos.

Nos textos que seguirão, nos próximos dias, ficará mais fácil entender o como e os porquês dessa convergência e adaptações. Explicarei cada um dos 7 passos da Jornada do Herói, e a forma de compô-los em vários Storytelling, para sua sala de aula. Vá para o texto seguinte e conheça como desenhar Cenário e Personagens do seu Storytelling.

checkedPor agora, faça o download do roteiro nos links acima (ou AQUI) para conhecer a estratégia como um todo, e familiarizar-se com seus passos, as dicas para cada um deles, e a aplicabilidade didática para a sua realidade.

Vamos trocar figurinhas lá no Instagram?