Competências e Pilares Educacionais

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Já fez o Curso 1 dessa série? Ele trata das Neurociências e a Neurodidática para práticas didáticas focadas em metodologias ativas e competências e pode ser acessado diretamente na plataforma Udemy clicando aqui.

Você já entendeu como funciona a mente de quem aprende, e principalmente, como criar organizadores prévios para a nova aprendizagem significada (isso tudo no Curso 1), chegou a hora de construir as competências, junto com a aprendizagem cognitiva.

Conhecer cada tipo de competência e dominar as formas de aplicá-las, na prática da sala de aula (presencial ou virtual), e no dia a dia, é um dos maiores problemas da geração de professores que se encontra em sala de aula, atualmente. O curso 2 vem para curar essa “dor”.

Acesse inscrição para o Curso 2 aqui

Para isso, você precisa aprender a usar as 3 grandes classes de competências, no planejamento e nas aulas: a Taxonomia dos objetivos de Aprendizagem (Taxonomia de Bloom, original e revisada para incorporação de tecnologias como recurso de aprendizagem), o O.C.E.A.N. Model para as competências socioemocionais (conhecido como Big Five Soft Skills), e as competências técnicas ou treináveis (as Hard Skills), que são estabelecidas por relatórios internacionais de projeção de expectativas para as transformações, no mercado de trabalho.

É nessa PARTE 2 do curso Descomplicando as Competências, que eu trabalho os 4 pilares educacionais, do Relatório Jacques Delors da Unesco, considerado a base das inovações que se seguiram nos modelos educacionais do século 21.

Para essa nova fase híbrida de trabalho docente, no Ensino Superior, você precisará de novas competências e uma nova visão do que seja o processo de aprendizagem. É para lhe mostrar um novo caminho que estamos juntos, no Curso Online 4 PILARES EDUCACIONAIS & COMPETÊNCIAS, desenhado especialmente para professores do Ensino Superior.

Como esse Curso me ajudará?

O ensino remoto exige novas competências didáticas no Ensino Superior e docentes precisam se reinventar, com urgência: essa é a razão pela qual você não pode perder esse curso!

Ele lhe ajudará a compreender que existe um novo universo didático quando o assunto é aprendizagem remota e mediada por tecnologias, como é o momento de transformação que vivemos, atualmente. Essa compreensão é impulsionada por materiais de apoio, desafios e Quizz que relacionam graficamente a conexão entre ideias, modelos, teorias e pilares da educação para o século 21.

O que aprenderei no Curso?

São 5 seções de aprendizagem, com roteiros de orientação da aprendizagem, atividades, leituras, links e material para expandir a formação para além dos espaços do material do curso:

  1. Situe-se nessa Jornada: nessa primeira seção você aprende, em 3 aulas, a relevância do tema “competências” nos contextos da Educação no Brasil, em todos os níveis. Provavelmente vai se surpreender que estamos uns 20 anos atrasados nessa discussão, mas também verá que sempre é tempo de se reinventar.
  2. Os 4 Pilares Educacionais da UNESCO: aqui você vai se apropriar da grande mudança de paradigmas que envolve o novo ensino remoto, que é sair do SABER (aulas, provas, notas, conteúdo) para o APRENDER, em 4 pilares de formação (conhecer, fazer, ser, conviver). Aqui começa a grande viagem de mudanças…
  3. Competências de Aprendizagem e a Taxonomia de Bloom: a grande mudança de paradigmas, no ensino remoto, é que será necessário planejar trilhas de aprendizagem, e não, aulas. Para planejar e executar trilhas, é preciso categorizar os níveis progressivos de complexidade do processo cognitivo do estudante, e isso se faz com a Taxonomia de Bloom. Essas são as competências de aprendizagem.
  4. Hard skills – competências treináveis: conhecer quais são e como incluir as hard skills no planejamento depende daquilo que você planejou nas sua trilha de aprendizagem. Em geral, todas as competências (aprendizagem, hard skills e soft skills) devem guardar relação direta com as competências/perfis de egressos, previstos pelas DCN e pelo PPC do Curso.
  5. Soft skills – competências socioemocionais: nesta última seção você tem 4 videoaulas e muuuuito material integrando o O.C.E.A.N. Model, que é a teoria mais utilizada na educação, a situações práticas, dicas, características e cuidados que você deve ter para colocar em ação essas competências, na sala de aula.

Nas videoaulas a gente conversa sobre o significado de cada tema em tela, desdobrando essa significação para as práticas de sala de aula. Tudo conta nessa abordagem: desde as estratégias didáticas até o comportamento que você desenvolve, durante as aulas e a interação com os estudantes. Presencial ou online.

Cada seção do Curso 2 possui um Quizz de perguntas complexas, estilo ENADE, para você testar a integração entre o que aprendeu e como usar o que aprendeu. Também em complexidade também progressiva, da primeira à última seção de aprendizagem.

Reinvente-se agora!

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Desafie-se em uma formação que veio para transformar sua forma de lidar com o dia a dia da inovação educacional.

O futuro não está mais batendo à porta: ele entrou sem cerimônias na sua carreira e procura lugar para sentar… Vai mandá-lo embora?

Então não fique de fora dessa oportunidade que agrega conhecimento, ciência, qualidade e experiência prática das melhores práticas inovadoras em sala de aula!

5 lições para a “volta” a um mundo pós-pandemia

live-post1Esse post é o material de suporte para acesso dos participantes e interessados na live do perfil INSIGHTS DOCENTES (Instagram). Essa live aconteceu no dia 16/04/2020, e foi gravada nos Stories do aplicativo, trazendo à tona a discussão dos aspectos do retorno à rotina de atividades docentes presenciais no Ensino Superior, após a quarentena global causada pelo corona vírus e a pandemia da Covid-19. Aproveite!

1. Entendendo o contexto

Nosso contexto está na timeline do perfil do @insightsdocentes, no Instagram, a partir das discussões e conflitos que todos vivemos no período da quarentena, no Brasil: primeiro, as discordâncias e discussões sobre as diferenças de definições sobre prioridades e vida, proteção, direitos e deveres, levadas a público e defendidas por diferentes segmentos do governo e da sociedade.

Nem precisa dizer que a ciência precisou impor (à força dos números) que não estamos mais na Idade Média para tomar decisões, e que cada cidadão desse planeta teve que tomar uma decisão não só para si, mas para aqueles no seu entorno, familiares ou não.

Superada a crise de campo semântico, passamos a uma nova e inédita realidade: o trabalho remoto e a mudança completa de hábitos e rotinas de vida. Isso mexeu com todos, em diferentes intensidades e de diferentes formas, mas MEXEU (maiúsculamente) COM TODOS.

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Logo, nos vimos com pirâmides de necessidades básicas invertidas, descobrindo que internet é mais do que um conceito: ela passou a ser o meio de vida e comunicação, de todos no planeta.

Da dona de casa e seu filho, maratonando desenhos ou jogos online, aos pesquisadores e profissionais da linha de campo, com o cuidado com os infectados, passando pelas reuniões online, de família ou de trabalho remoto, parece que o mais importante compromisso, nesse período, foi estar em dia com o pagamento dos provedores de sinal de internet.

Mais importante do que a nóia do papel higiênico, aliás…

Quarentena, quarenta dias.

Mas parece que já faz uma eternidade. Dentro dessa eternidade, cada um de nós – isolados do outro e em íntimo contato com o próprio “EU” – passou a novos comportamentos, ações, reações e interações. Com tudo e com todos.

E é dessa revolução tsunâmica, do eu, do nós, do trabalho, da razão, das incertezas, do medo e das ansiedades e perspectivas, que nasceu, pouco a pouco, uma nova dinâmica social digital.

Pesquisadores e atentos vêm coletando metadados, estudando seus impactos, projetando tendências, unindo reverberações: o impacto do distanciamento social versus realidade econômica dos países; atividades remotas no mundo do trabalho e na Educação; a diferença – e os percalços – da implementação da atividade remota no modelo educacional brasileiro.

Pronto! Chegamos ao ponto: o que foi feito nessa pandemia que possui o potencial de refletir na “volta” aos espaços do Ensino Superior?

2. Pegando carona ou analisando cenários futuristas?

O formato masterclass, escolhido para essa live, é pouco conhecido e pouco praticado, fora de circuitos de negócios de alto impacto financeiro. Aliás, na minha opinião, esse é um dos resultados das convergências transversais de modelos, para a Educação, durante o período de trabalho remoto: o contato e a consciência de que há muitos, e milhares, de novos formatos para comunicar, aprender, ensinar e formar competências.

Passou da hora do professor de verdade desapegar do modelo slide-prova e começar a considerar a flexibilização de formatos novos, para diferentes trilhas de aprendizagem.

Esse é o assunto da live, cujo formato foi planejado para compartilhar o melhor volume de análises possível, com complexidade compatível ao nível de esclarecimento de uma audiência seleta de professores. Combinamos ambientes informais, como uma mídia social e um blog, para mostrar um resultado da pandemia: como a formalidade da qualidade pode compartilhar espaço na informalidade das mídias.

super 100Não pegamos carona no modelo de live “polêmica pra fazer número”, tampouco só falar de amenidades. Vamos trabalhar sobre um roteiro de 5 ELEMENTOS (reais) CHAVES que determinaram profundas mudanças de MINDSET e de COMPORTAMENTO, e que devem se perpetuar nessa “volta”.

Acredito que esses 5 elementos (provavelmente) abrirão caminhos para as mudanças, de demandas e de velocidade de transformação, nos ambientes de formação superior, e na Educação, de modo geral.

Ou seja, trabalhamos com ferramentas para projeção de cenários futuristas, e analisar como cada um desses 5 elementos tem o potencial de transformar nossa vida profissional no pós-pandemia. Aliás, venho escrevendo (e praticando) sobre essas mudanças há muito tempo, em muitos espaços presenciais e virtuais.

3. Os 5 elementos em análise

Esse masterclass sobre volta a um Ensino Superior Pós-Pandemia é um tema vivo, e ainda em evolução. Não temos precedentes para uma situação global, dessa magnitude, nem nos tempos de Guerra.

A discussão dessa “volta”, em si, é um sinal da transformação, porque não se percebe ninguém que tenha consciência e conhecimento ativo e atualizado do mundo, como um todo, que não admita a necessidade de se discutir, nicho a nicho, área a área, as mudanças que ocorrerão na tal “volta”.

“Somos adultos inéditos. Nunca houve adultos iguais a nós. Os adultos do passado não precisavam se reciclar, não precisavam mudar, pois quando eram jovens, tinham que se adaptar aos mais velhos e às suas premissas. O adulto de agora – para continuar com algum espaço profissional e alguma aceitação social – deve adaptar-se aos jovens de hoje.”

Dado Schneider, em 2017.

Para discutir com você cada um dos 5 elementos, e suas tendências de pós-pandemia, eu usei um conceito que se aplica à análise futurista: a espiral do Ciclo de Renovação Tecnológica (faça download aqui).

Já escrevi sobre futurismo na Educação Superior, e sobre o grande desafio de cada geração em adaptar seu conhecimento à contínua evolução de um mercado de trabalho onde as tecnologias reconfiguram os hábitos de consumo e percepções de necessidades. Aliás, tenho até um curso (online, claro!) que lhe ensina como fazer essa transição de mindset.

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Ciclo de Renovação Tecnológica: um conceito convertido em ferramenta para mapeamento de mudanças e fundamentação de análise futurista, de comportamentos e de tendências, em nichos do mercado de trabalho.

O conceito foi convertido em ferramenta e é ela que eu aplicarei a cada um dos 5 elementos em destaque, para a prospecção de tendências futuras, na nossa volta aos espaços de trabalho, no Ensino Superior.

Vamos à eles!

3.1. REMOTO como um novo conceito de trabalho

internetPROBLEMA: o estado ATIVO REMOTO para (quase) todas as áreas, em algum momento do processo de entrega de processos, produtos e serviços, foi colocada “goela abaixo” de todos os setores, mesmo os mais resistentes, e que afirmavam que essa era uma impossibilidade.

MAPA CRT (download aqui): em cada uma das 6 etapas de análise, vemos que a “bola de neve” do velho conceito do que pode/não pode fazer, remotamente, foi sendo reconstruída pelas experiências, pelo compartilhamento de resultados de movimentos culturais e sociais, pela necessidade imperativa de adaptar-se à nova situação, sob risco de perder o posto de trabalho.

LIÇÕES: aqui, acabou o mimimi de uma geração inteira (Geração X) sobre o “não quero, não preciso, não vou”. Especialmente no Ensino Superior onde essa é, ainda, uma maioria nos altos postos de decisão. Não teve querer, nem resistir mais: ou faz ou tá fora. E o “tá fora” não é perder emprego agora: e estar fora da reformulação de práticas e diretrizes de trabalho, o inviabilizará a permanência no cargo, para uma próxima rodada.

TENDÊNCIAS PÓS-PANDEMIA: quem aproveitou todas as oportunidades para o tal upgrade, está mais que garantido! Percebeu, na adversidade, muitas novas oportunidades e espaços onde sua expertise, combinada com o tal upgrade nas competências de sustentação de práticas remotas, tornou-o um profissional único e ideal para trabalhar em equipes, rumo a um novo salto no desenvolvimento do Ensino Superior no país.

Os estudantes também voltarão outros: mais conscientes e ágeis tecnologicamente, eles se posicionarão mais ativamente nas suas turmas, aulas e aprendizagens. Protagonistas nesse novo modelo, eles mudarão de atitude e demandarão que seus professores mudem também, num jogo de ganha-ganha do processo de formação por competências, para uma nova realidade de mercado global.

3.2. PRODUTIVIDADE enquanto modelo de entrega

fightPROBLEMA: a cultura do home office ainda era remota no Brasil pré-pandemia. Aquela turma do “não dá!” era a mesma turma que não acreditava no remoto como uma possibilidade. Trabalho só era contado em horas, em presença física, quase independente do conceito de ENTREGA.

Por isso, não havia a preocupação de balizar parâmetros de entrega e, com isso, abrir as portas para o remoto e a produtividade como marcadores de desempenho profissional.

O mesmo valia para a relação entre professores e estudantes: confundir ensino remoto síncrono, emergencial ou não (que é uma tradução para a hibridização dos cursos presenciais), com EAD (sigla que, no Brasil, carrega um estigma negativo quanto à qualidade, ao contrário do resto do planeta). Critérios de produtividade e desempenho estudantil de aprendizagem pouco eram considerados na formação, antes da pandemia, apesar de serem a pedra angular das avaliações de cursos (IACG, 2017) e de egressos (ENADE), adotada pelo Inep/MEC.

MAPA CRT (download aqui): o mapa mostra que o caminho para desconstruir essa resistência passou pela necessidade do remoto e de estabelecer METAS DE PRODUTIVIDADE, para quem passou a home office no desempenho de suas funções. A aquisição de novas COMPETÊNCIAS DIGITAIS fez com que a bolha estourasse: gestores descobriram que certos nichos produzem até melhor, em home office, e profissionais se reinventaram nessa nova rotina.

Primeiro, veio a sobrecarga. Afinal, qual era o professor que já tinha trilhas e material planejado previamente para hibridizar a sala de aula? Passada a sobrecarga e iniciada a fase de ação, no ENSINO REMOTO SÍNCRONO EMERGENCIAL, cada um – gestor, professor e estudante – foi se reinventando e aprendendo na prática (mãos na massa) que há muitas outras formas de avaliação de produtividade e desempenho.

LIÇÕES: os multimeios remotos, adotados durante o período remoto da pandemia expandiu a sala de aula. Esse movimento já era recomendado há anos, mas tinha aquela grande parcela da turma do “não quero, não dá!”, lembra? Pois bem, atualmente todos os envolvidos no setor de Educação Superior – gestores, professores e estudantes – sabem que dá, sim! E essa é a lição que vira a mesa e muda os rumos do pós-pandemia…

TENDÊNCIAS PÓS-PANDEMIA: cientes de que “dá, sim!”, agora vem uma nova questão, muito mais do que uma nova tendência. Temos legislação que permite, fomos forçados a ver que é possível, quem resistia teve que entrar na roda e sambar junto… Por quanto tempo você acredita que as relações didáticas permanecerão restritas ao que eram, antes da pandemia.

Aqui, o fator principal – a PRODUTIVIDADE de todos os envolvidos – já criou critérios e parâmetros de avaliação, que era a enorme “preguiça” do setor. Os sinais apontam na direção de uma reorganização de trabalho docente (incluindo formas de contrato) em um breve e curto espaço de tempo, assim como a preferência por aqueles que já estavam preparados para a situação remota e mostraram QUALIDADE NA PRODUTIVIDADE que apresentaram.

3.3. COMPETÊNCIAS como busca primária pela formação profissional

super heroiPROBLEMAvivíamos os resquício da era do diploma e do conteúdo como o sonho de carreira dos indivíduos de uma sociedade, porque uma grande parcela já havia percebido – e paulatinamente migrado – para a oferta de formação por competências, junto com a diplomação.

Parece louco falando, mas era isso mesmo: até as iniciativas de aulas gravadas online, em plataformas de conteúdo, guardavam horas e horas de alguém falando com a câmera (ao invés da audiência), incontáveis slides em uma tela, e conteúdos organizados em uma narrativa desconectada com a aplicação. Era o velho modelo travestido de tecnologias, que as plataformas de conteúdo vendiam (ou vendem).

MAPA CRT (download aqui): alinhando o mapa para esse elemento, vemos que a busca por competências, por parte de quem quer estudar, rejeita esse modelo e sai em busca de formas ágeis e inteligentes de colocar o conteúdo em ação, dando propósito claro para a aprendizagem. Crescem, então, os cursos oferecidos por empreendedores, mais que aqueles oferecidos por professores, simplesmente porque os primeiros falam do PORQUÊ aprender, enquanto os últimos insistem em desfilar O QUÊ aprender.

Essa diferença de visão de entrega de formação (e não de diploma) fez com que, na pandemia, explodisse a busca – e a compra – por cursos que claramente formem competências aplicadas, no tempo imediato, às práticas desejadas.

LIÇÕES: reconfigurar conteúdos para uma narrativa de COMPETÊNCIAS (conteúdos em ação) foi o que mais sobrecarregou os professores despreparados, no trabalho remoto. mas essa reconfiguração, por outro lado, melhorou a produtividade de quem aprende, porque abriu as portas para que novas estratégias e mídias passassem a integrar as trilhas de aprendizagem.

Ah! ESSA FOI UMA LIÇÃO CENTRAL nessa pandemia: a nova cultura do aprender fazendo foi gerada pelo remoto e pela necessidade de produtividade, mas que tornou-se PILAR PARA AS OUTRAS TENDÊNCIAS, como veremos mais à frente.

TENDÊNCIAS PÓS-PANDEMIA: formar por competências não é uma novidade, mas seguir por esse caminho, na pós-pandemia, será uma temanda irreversível. Aprendemos a dar sentido ao que ensinamos, para manter os estudantes interessados do outro lado da tela: porque não fazê-lo, quando estamos todos juntos? A flexibilização do tempo de formação, para os estudantes de cursos da saúde é um sinalizador de que o MEC já tem o entendimento de que as competências profissionais podem ser formadas fora do âmbito das IES. Isso é muito sintomático.

Não haverá mais o retorno ao velho modelo da Pedagogia do Monólogo, na pós-pandemia, e isso é fato. Qual a implicação desse conjunto de sinais, na vida do professor?

O que haverá, com a FORMAÇÃO POR COMPETÊNCIAS sendo base dos novos PPC, e a hibridização tornando-se uma realidade, é que professores sejam designers de trilhas de aprendizagem e facilitadores de curadoria especializada. Isso significa que haverá um intenso movimento (imprescindível) de investimento no próprio repertório, por parte dos docentes, coisa que (a maioria deles) não faziam antes.

Toda necessidade de formação para a inovação era delegada às IES, e isso, sim, tem os dias contados na pós-pandemia. Contrata-se quem sabe o que deve fazer. Quem (ainda) não sabe…

3.4. COMUNICAÇÃO não é o que você fala, mas o que o outro ouve

como ehPROBLEMA: esse elemento parece confuso e desproposital, mas ele emergiu com força na pandemia, mostrando que a velha forma de falar não significava, exatamente, comunicar claramente as mensagens. Formar para a vida é comunicar competências de tal maneira que a mensagem seja apreendida, facilitando a aprendizagem. Comunicação é um elemento das acessibilidades, previstas no IACG do MEC, e está compreendida na atribuição de conceitos em muitos dos itens de avaliação da Dimensão 1.

MAPA CRT (download aqui): entenda melhor esse elemento acompanhando o desenrolar do mapa. Para ser professor era preciso SABER FALAR, até pouco tempo atrás, certo?! Quanto mais exposição de conteúdos e complexidade na fala, melhor era o professor, e isso revelava que não havia preocupação com a COMUNICAÇÃO, ou a ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL E METODOLÓGICA. Aliás, esses passaram a ser itens relevantes desde a implementação do ENADE, enquanto instrumento de avaliação externa dos egressos (portanto do desempenho de aprendizagem), e passaram a pontuar nos conceitos de curso, com o IACG de 2017.

LIÇÕES: na pandemia, os modelos de APRENDIZAGEM REMOTA dependiam da compreensão de quem OUVE, muito mais do que a complexidade de quem FALA. É o Human Centered Design em ação, ou o estudante como o centro do processo de planejamento e execução de trilhas de aprendizagem.

Então, de repente, a pandemia deixou uma coisa muito clara: O MELHOR PROFESSOR É AQUELE QUE APRENDEU A OUVIR os seus estudantes, nas diversas formas do ouvir enquanto escuta ativa didática (perguntas, dúvidas, desempenho em avaliações, produtividade). Com o que ouve, ele é capaz de RECALIBRAR SUA COMUNICAÇÃO, melhorando os parâmetros de acessibilidade e, com isso, criando espaços de aprendizagem híbridos e mais eficazes no propósito de formar por competências (conteúdo em ação).

TENDÊNCIAS PÓS-PANDEMIA: Aprender a ouvir, nas práticas didáticas, é saber fazer as perguntas certas, em momentos precisos do processo de neuroaprendizagem, para poder usar as respostas e os dados como feedback na recalibração das trilhas e das ações didáticas, visando PRODUTIVIDADE e DESEMPENHO dos estudantes na formação de  COMPETÊNCIAS profissionais específicas. Tudo se interliga, no final.

É uma tendência forte, quase uma nova obrigatoriedade do professor, o SABER OUVIR por meio de uma escuta ativa, que reverbera e melhoria do ambiente de aprendizagem híbrido – presencial e digital – estimulando os estudantes para fazerem o mesmo. Ouvir audiências, seja uma sala ou seguidores, é uma COMPETÊNCIA DE QUEM QUER SE COMUNICAR. E no mundo pós-pandemia, essa simplicidade, fluidez e clareza da comunicação divide aqueles que sofrem rejeição pelo que disseram, e têm que se desculpar em público, e aqueles que levam uma mensagem de liderança.

3.5. Audiovisuais confirmam-se como grandes motores do interesse digital

cerebroPROBLEMA: os modelos didáticos conteudistas estão centrados em slides, leitura e avaliação somativa; modelos adequados para uma época e uma realidade socioeconômica. Aquelas aulas que usavam papers científicos, como leitura e exercício de apoio à aprendizagem, o faziam de forma desconectada com cenários de ação desse conhecimento, no mundo, seja esse o  mundo do trabalho ou outras perspectivas de “mundo”.

Esse modelo, por muitas razões que se somam a essa, não se sustenta mais, e a pandemia só precipitou o que já era óbvio: a necessidade de novos formatos de comunicação para a aprendizagem por competências, em ambientes multimídia, multiplataforma e mobile, ou abordagens 3M.

MAPA CRT (download aqui): a evolução dessa realidade, na pandemia, trouxe mais dados que reforçaram estatísticas anteriores. As novas gerações aprendem mais, e melhor, por meio de narrativas significadas, conhecimento colocados em ação, estimulando competências de diferentes naturezas para o mesmo objeto de aprendizagem, e a paixão pelas estratégias em vídeos. Vemos essa evolução, ao longo do período da pandemia, com a facilitação do acesso a app e programas de edição de vídeos, muitos deles ágeis e mobile centrados, para facilitar a produção do tipo everywhere e anywhere.

LIÇÕES: As trilhas de neuroaprendizagem acionadas pelos recursos audiovisuais, usados de forma educacional (note que eu não disse videos/podcasts educacionais), ampliaram o engajamento de estudantes, especialmente quando trechos de séries e filmes traziam conflitos ou dilemas que despertavam para a aplicação da aprendizagem do dia, não sem dificuldades e obstáculos de implicações éticas. Isso é usar distratores emocionais para despertar a atenção ativa e, com isso, uma qualidade melhor na retenção do que se aprende.

TENDÊNCIAS PÓS-PANDEMIA: alguma dúvida de que o caminho para as produções educacionais em vídeo/podcast ganhem novos formatos e storyboard? Nada mais de professores dando aulas para câmeras/microfones: isso é tecnologização, não evolução. Nada de narrativas conteudistas: isso é perpetuar um modelo inadequado para as necessidades e a formação por competências. Nada de gravar “bate-papos” na tentativa (terrível) de mudar a narrativa: isso é falta de conhecimento e de repertório neurodidático e tecnológico.

Videos/podcast reúnem possibilidades quase infinitas de condução das trilhas mentais de quem aprende, especialmente quando oferecem contextos claros para aplicação dessa aprendizagem e desafiam o uso das competências para solução de conflitos e dilemas não-lineares. O repertório de qualquer professor, daqui para frente, tem que incluir o domínio das etapas de produção de material em vídeo/podcast (feita por ele ou terceirizada) como parte das competências docentes em liderar processos de aprendizagem híbridos.

4. Conclusões e provocações

A Gestão do Conhecimento é a grande tendência de competência docente, para o pós-pandemia. Essa gestão se dá mais verticalmente que o velho “dar aulas”. Ela inicia no planejamento e execução de narrativas, que contemplem trilhas sistematicamente organizadas, onde os estímulos para atenção criam organizadores prévios que facilitam a aprendizagem significada. E se continua, criando pontos de avaliação de desempenho de aprendizagem, formativas e somativas, capazes de refletir nos processos de avaliação de cursos, previstos pela Lei SINAES/MEC.

Os formatos de apoio para tais trilhas passam, necessariamente, por dinâmicas de contextos onde se aplica a “ciência do dia”, conferindo significado claro à aprendizagem. Simplicidade, clareza e propósito: essas são as formas de desenvolver novos caminhos de acessibilidade, em todas as definições, para os estudantes de Cursos Superiores.

mundo-de-beakmanSe você acha que eu estou inventando a roda, então deixa eu fazer uma viagem no tempo e lembrar que, em 1982, essas tendências apresentadas já eram percebidas (estamos quase 30 anos atrasados, então) e foram convertidas em um dos programas educacionais infantis de maior sucesso pelo mundo: “O Mundo de Beackman”.

Olha que louco pensar nisso tudo que falamos como tendências pós-pandemia, sendo executado com clareza, há quase 30 anos:

  1. A narrativa do programa possuía o foco na competência do aprender, inIciando pelo “FATO!”;
  2. Em sua estrutura, o programa possuía aquilo que em neurodidática dá-se o nome de marcação de foco: organizadores ou sinalizadores que chamam a atenção para uma ação clara e subsequente, que gera maior retenção da aprendizagem. Era o caso do “- Parem! Parem tudo! Estão ouvindo esse som?”: no programa isso significava que estava na hora do “Desafio de Beakman”;
  3. Os pinguins, conversando na abertura e no encerramento, faziam a conexão com o mundo: não importa quão longe ou isolado você esteja, a televisão pode levar a ciência e a aprendizagem até você (só que hoje é a internet, ok?!);
  4. Misto de cientista e professor, o personagem Beackman recuperava as mescla dessas identidades, junto com a acessibilidade na comunicação (verbal, visual e gestual), que se completava com a assistente inteligente, e o rato de laboratório, nem tanto.

O programa adotava uma linguagem direta, simples e bem humorada, iniciando com o Beakman contando algum fato científico curioso e convidando o telespectador, através da frase “Eu sou Beakman. E você acaba de entrar no Mundo de Beakman…”, a participar do programa.

Portanto, se quase 30 anos depois do Beackman, você ainda acha difícil a possibilidade da volta pós-pandemia mudar alguma coisa, lembre-se de que tudo isso aí acima eram realidades isoladas que a pandemia tornou acelerada e generalizada.

Mais que um vírus, somos dinossauros atingidos pelo fim de uma Era, e nossa sobrevivência, nos tempos que virão, dependerá tão somente da nossa agilidade em flexibilizar repertórios e competências para nos adaptarmos. Lembre-se disso quando voltar:

Dinossauros não foram extinguidos progressivamente. O impacto no planeta matou muitos, imediatamente. A propagação de radiação matou outros, tardiamente. A escassez de comida pelas mudanças climáticas e geográficas, necessária para sustentar os grandes tamanhos, obrigaram à migração de grandes manadas; essa migração era lenta e pesada, o que matou muitos no caminho.

Sobreviveu quem aprendeu a voar (ou já sabia). Sobreviveu quem aprendeu a ser mais leve, a diversificar suas necessidades, a ser mais ágil em busca do sustento, e atento aos sinais de novas mudanças climáticas. Sobreviventes desenvolvem-se e evoluem.

Não seja dinossauro: seja sobrevivente!

live-post2Muito obrigada pela sua participação nessa masterclass adaptada para uma nova visão de compartilhamento de conhecimento específico e especializado!

Sigam acompanhando nossos canais nas mídias e aproveitem os cursos online que já estão disponíveis para formar algumas das competências e mindset apresentadas na live e aqui, no ambiente de apoio!

Descomplicando as competências: uma formação online única!

Um novo ano para aplicar novos conhecimentos: é assim que eu encaro cada novo ciclo que a vida traz. E como nada mais é o mesmo de antes, professores também precisam alinhar seus repertórios para desenvolver novas competências para o mercado de trabalho.

Descomplicando as competências: você e eu, juntos na prática, e em edição limitada.

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No seu terceiro ano de vida ativa, resolvi trabalhar o Insights Docentes de forma a oferecer sustentabilidade inteligente àqueles que nos seguem e nos acompanham. Trouxe para o formato online muito daquilo que era compartilhado apenas em cursos presenciais, com a intenção de chegar a mais professores e suas salas de aula, impactando mais egressos de cursos superiores, que podem estar seguros de estarem sendo preparados com as competências necessárias para viver intensamente suas carreiras, ativos nas áreas que escolheram por um longo período de tempo, mesmo em um mundo que evolui e transforma-se exponencialmente.

Para alcançar esse objetivo, desenhei uma formação online em série de 3 cursos independentes: a série Descomplicando as Competências. Os cursos são independentes entre si, mas em solução de continuidade: seu aproveitamento, enquanto aprendiz, será mais aprofundado e mais eficaz se cursar cada uma das etapas, na sequência.

Mas se preferir não fazer todos os temas também conseguirá um excelente aproveitamento porque cada um dos temas é explorado em videoaulas, leituras, material de apoio e links para oferecer a transformação que você deseja na medida em que quiser explorá-la.

Os cursos dessa série estão sendo liberados em partes, de acordo com a sua produção de material e edição. Isso lhe dará tempo para estudar, entender, tirar dúvidas comigo (sim! você pode me chamar no direct do Instagram ou em espaços digitais VIPs, do Insights Docentes), colocando em prática o que aprendeu.

Faça download do mapa geral de partes ou seções do curso clicando aqui

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Trabalharemos juntos, em diferentes plataformas, trocando ideias e formando, pouco a pouco, uma Rede de Inovação para as muitas salas de aula! A flexibilização é parte fundamental desse projeto para que ele chegue redondinho e do tamanho das suas expectativas, aí na sua telinha.

Como fazer esse curso?

Tem um vídeo preliminar que você pode assistir, para entender o contexto da proposta, que é levar suas competências e repertórios docentes para além das paredes de uma sala de aula: que tal pensar em empreender aquilo que sabe?

Curso 1: NEUROCIÊNCIAS & NEURODIDÁTICA

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Vamos dar atenção ao que nunca fizemos antes? Uma parada e tanto para entender o que acontece na cabeça de quem está aprendendo, hoje, nos tempos das tecnologias exponenciais, e como explorar esse conhecimento a seu favor. Esse primeiro curso é fundamental para entender os porquês de todas as mudanças necessárias e ser um agente ativo e diferenciado de negócios educacionais.

No curso 1 a meta é ir fundo, reunindo em um único material as explicações científicas entre a diferença da inteligência cognitiva – e formar por conteúdo, para a inteligência emocional – ou formar de forma composta, agregando as competências como valores diferenciais.

Trouxe para ele as respostas às perguntas que mais encontro, quando converso ou formo professores para novos modelos didáticos: porque seus alunos assistem a aula e não aprendem e como as metodologias ativas fazem a mágica do engajamento. O curso oferece suporte teórico científico para que você aprenda a mudar, desde a sua própria linguagem, até sua forma de pensar o planejamento de curso e de aulas.

O objetivo dessa desse CURSO 1 é que você mergulhe no “aprender para a vida” e expanda seu repertório e suas competências para além da sala de aula, como um diferencial de carreira! Já pensou em montar cursos online? Ter seu conhecimento compartilhado (e remunerado) também fora de salas de aulas físicas? Então o curso 1 lhe empoderará, mostrando como acontece o novo processo de aprender, e como você pode usar esse conhecimento em favor de planejamentos mais atraentes e competitivos, para a sua própria carreira, em um mercado educacional que se expande como nunca!

Como eu me inscrevo para fazer o Curso 1?

Os cursos estão hospedados na plataforma Udemy, e basta clicar aqui para acessar o espaço do curso.

E se quiser conhecer mais sobre os outros cursos que compõem essa formação, acompanhe os posts do blog e nosso perfil, no Instagram: mantenha-se conectado no dia a dia, porque essa é a melhor forma de acessar novos insights para sua carreira docente!

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O curso 2 já está em preparação: saiba mais aqui!

Pronto para desafiar-se em uma formação que transforma sua forma de lidar com o dia a dia da inovação educacional que está batendo na porta da sua sala de aula?

Então 2020 está trazendo o melhor caminho para isso. Não perca!

4 pilares educacionais: o aprender para o século 21

ID2020 insta1No seu terceiro ano de atividades, o Insights Docentes (Instagram e YouTube) recalibra seus perfis para oferecer uma verdadeira escola digital de novas práticas docentes, começando as séries temáticas. As discussões feitas nos posts da timeline do perfil do Instagram foram convertidas em posts, com recortes da visão da inovação educacional, unindo documentos legais e teorias inovadoras do mundo exponencial das tecnologias.

unesco logo blogA primeira série veio em Janeiro/2020, recuperando e atualizando a nomenclatura das chamadas competências de aprendizagem. Da Taxonomia dos Objetivos Educacionais de Bloom (década de 60) para o Relatório “EDUCAÇÃO: UM TESOURO A DESCOBRIR”, produzido pela Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, para a Unesco, no ano de 1996.

Esse relatório influenciou diretrizes educacionais no mundo inteiro, incluindo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação no Brasil, a Lei 9394/96 de 20 de Dezembro de 1996, mais conhecida como LDB, e suas atualizações.

Apesar de ser inovadora, a LDB mantém uma nomenclatura presa ao conceito do “ensino”, quando estabelece os três domínios de competências a serem formadas nos egressos: saber, ou conhecimento; saber-fazer, ou habilidades; e saber-ser, ou atitudes.

As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Superior, as DCN, que datam, em cada curso, a partir de 2002, reproduzem essas competências como foco da formação dos egressos. Mas o mundo já estava abandonando o sistema centrado no professor e no ensino, para assumir processos centrados nos aprendizes e no aprender, que modificam a velha concepção para uma nova visão de competências, acrescida de um quarto domínio: APRENDER a conhecer, APRENDER a fazer, APRENDER a ser, APRENDER A CONVIVER.

É assim, nesse contexto, que o Insights Docentes abriu seu 2020, após girar 2019 em contato com professores do Ensino Superior de diferentes partes do país, por meio do acesso que o mundo digital proporciona. Nesses muitos contatos, percebemos que na cabeça – e na prática dos docentes – há uma confusão latente entre o velho modelo conteudista, e sua nomenclatura, e os novos paradigmas educacionais, e suas vertentes de abordagem.

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Foi para ajudar os colegas docentes do Ensino Superior, já determinados a mudar de paradigmas sobre suas práticas de sala de aula, que abrimos o 2020 resgatando os 4 pilares educacionais do aprender para a vida, em um resumo rápido do Relatório Delors, e lhe agregamos as novas visões e estratégias práticas para a formação do profissional requerido pelo novo mercado de trabalho do século 21.

Baixe aqui o PDF do mapa sobre a integração da visão clássica dos 4 pilares educacionais, acrescidos das abordagens inovadoras associadas a cada um deles. Você pode imprimir e desenvolver suas próprias ideias e atitudes para suas práticas docentes!

 

Meeting 1 de neurodidática: sua história de sucesso

nahTudo começou com a necessidade de comunicar-se, profissionalmente, com a audiência.

E o papo seguiu: o crescimento exponencial das tecnologias e do acesso à informação desconfigurou o que tínhamos muito bem estabelecido como espaços e modelos de comunicação: sala de aula, palestras, vídeos loooooongos (dar aula pra câmera não muda o fato, só o meio…) e cansativos. Muitos sentiram-se perdidos.

De repente, isso tudo não funciona (tanto) mais como antes. A audiência não vem, é resistente ao trabalho do deslocamento, da busca, da procura. A audiência quer mais, quer o melhor, ao alcance do clique, na sua própria expectativa.

De repente, falar – e ser ouvido – não é mais (tão) simples assim. E agora?

Negócios despencam, profissionais diferenciados tornam-se esquecidos, mas há influencers (nem sempre tão bons assim) que se tornam o centro do processo de escuta ativa de massa. E não é aí que a história cessa…

como-eh.jpgHá também os cursos e formações de altíssima qualidade que acabam preteridos por invasões online de oferta de formações curtas, rápidas, relâmpago mesmo, altamente duvidosas em qualidade. E esses últimos derrubam tudo o que se tinha por balizador de qualidade e diferencial porque entregam mais palavras agradáveis ao paladar da vez: online, curto, rápido (e parcelado).

Nos últimos meses perdi as contas dos muitos colegas chegaram a mim com essas inquietações. O mundo não é (e nem será) mais o mesmo, e o que eu devo fazer para não “cair do bonde e ficar pelo meio do caminho?”, me perguntaram.

Foi assim que nasceu a ideia desse Meeting presencial (sim, é presencial, por enquanto, fazer o quê?!) para conduzir as ideias de colegas e outros profissionais pelos caminhos mentais que já percorri, há alguns anos, quando me deparei com as mesmas questões inquietantes.

Para você que (ainda) não participou, fica aqui o roteiro e a ideia: que tal fazer essa roda de conversa aí, no seu espaço geográfico também? Me chama que eu vou!

1. Tempos Exponenciais

Vivemos tempos exponenciais e a grande sacada é sair das atitudes lineares e migrar para o pensamento exponencial de tudo aquilo que se é e que se faz, quando se trata de carreira e mercado de trabalho.

Basicamente, eu trabalho esse momentum em 2 situações, quando facilito o desenvolvimento de profissionais:

  • nas capacitações híbridas de Ciclo de Aprendizagem, o nível 2 começa com essa apropriação de cenário, por meio do conceito Momento Iridium: a lição da Motorola da década de 80 pode estar acontecendo a-g-o-r-a na sua vida. Se liga!
  • nos cursos de Biofotogrametria e Design de Movimento, uma formação técnica que desenvolvi em 1999, e que volta em 2020, com formatos híbridos, foco em cinesiometria aplicada (estréia em avaliação específica para Pilates Contemporâneo), e com novas tecnologias e ciência agregadas.

A base desse princípio é que se você continua oferecendo as mesmas velhas experiências (diferente de processos, produtos ou serviços), você fatalmente está em processos lineares de atuação profissional.

O mundo já mudou e você segue dirigindo seu carro profissional olhando pelo retrovisor. Mude! É preciso olhar para frente, antecipar-se aos sinais da estrada, e ajustar a velocidade, o sentido, a ciência e a tecnologia que a sua práxis envolve.

2. A comunicação mudou

E se você ainda se comunica pelos velhos canais, é por isso que está à margem de toda a dinâmica de alcance de audiência, inovação e (o mais importante) comunicação.

ensino-aprendizagemNem sempre que você fala, alguém lhe escuta: isso não é comunicação. Mas é isso que a avassaladora maioria dos profissionais pensa e (pasme!) segue fazendo. Esse é o retrovisor que precisa ser desapegado, abandonado. Nada mais é como antes e não há parâmetros sobre como será, daqui há algum tempo.

Fazer mais do mesmo é seguir em sistemas fechados, de baixa entropia e, portanto, de baixa energia. Eles tendem à morte por esgotamento e foi isso que aconteceu com tanta coisa que você julgava imbatível há uns… digamos, 20 anos atrás: a TV aberta, meios de comunicação convencionais (rádio, jornais), diploma, serviços bancários presenciais, e o celular.

Esses foram sistemas fechados que morreram sufocados na própria falta de adaptação ao caos trazido pela tecnologia ao velho modo de pensar, agir e fazer negócio. Aliás eu trabalho esse conceito de renovação de tecnologia, usando o Storytelling da evolução das telecomunicações, em uma Oficina Online destinada a você mudar seu mindset: Novas tecnologias e o mundo do trabalho. Super recomendo que você use essa experiência para dar um upgrade no seu mindset.

3. A era das experiências

O que é necessário é acompanhar, passo a passo, cada evolução, cada nova tecnologia e seu impacto na própria área de atuação, e diante disso, traçar ajustes de estratégias, narrativas, perspectivas e experiências.

Sim: E-X-P-E-R-I-Ê-N-C-I-A-S! Vivemos a era das experiências, onde o usuário e suas necessidades são o centro de todo o processo de comunicação para negócios, de qualquer natureza. Ninguém mais oferece o preço de um produto, processo ou serviço. A era é do envolvimento no valor da experiência dos diferenciais, em cada área do conhecimento e do mercado.

magicaSentiu a diferença? Preço versus valor. Oferta versus envolvimento. Negócio versus experiência. A mágica da mudança começa aqui! A própria terminologia conduz a mente a desejar sempre a segunda opção, e isso é a aplicação das neurociências para esclarecer um ponto fundamental em todo nosso papo, nesse Meeting: o Human Centered Design veio para ficar, junto com o Growth Mindset e a Inteligência Emocional.

São pilares de mudança de forma de pensar, de encarar o mundo, de agir, reagir e interagir em tudo, nesses novos tempos de tecnologias em expansão exponencial. São os pilares da mudança de resultados.

4. As emoções determinando as histórias

Em um mundo em que tudo é novo, inovador, disruptivo, avançado e tecnológico, tem-se a sensação de que não se sabe mais nada. Parece que nada daquilo que trazemos como experiência se encaixa nas novas expressões, métodos, modelos e filosofias.

É aqui que você se engana, porque não está explorando seu maior VALOR: sua história, enquanto experiência e narrativa. Vivemos num mundo onde a narrativa é mais importante (ou quase) que o conteúdo: se conteúdo é rei, como se diz no marketing, a narrativa é a coroa.

Mudar a narrativa do que faz, para o PORQUÊ se faz, pode ser toda a diferença que você precisa dar à sua comunicação profissional. O Storytelling é uma ferramenta super-eficaz para isso, e o Meeting de Neurodidática junta tudo o que foi apresentado acima para orientar cada profissional na criação da sua própria narrativa, adequada para suas finalidades, sem copiar-colar e de forma genuína.

legalÉ isso que importa nas comunicações profissionais dos tempos atuais: como se conta o que se faz, porque se faz e qual o valor de se fazer dessa (e não de outra) maneira.

Aqui mora o segredo do sucesso da narrativa profissional e, por consequência, da comunicação com a audiência.

Venha você também participar desse encontro que abre portas! Nosso Meeting de Neurodidática tem 2 encontros, e esse foi o primeiro, com foco na captura de atenção e engajamento de audiências por meio do Storytelling.

No próximo, a gente aprofunda no propósito e nas ferramentas, combinado?!

Os muitos resultados da personalização da experiência de aprendizagem

Em um mundo de CTRL+C / CTRL+V, personalização cativa a atenção de forma imediata, e vamos lembrar aqui que atenção é uma commoditie altamente disputada em todas as áreas do mercado de trabalho. Porque seria diferente na sala de aula?

Você ainda usa aquele velho fundo de Power Point? Seus slides ainda tem a mesma cor e imagens do semestre passado? Do ano passado? Você vai à frente de uma audiência – seja na sala de aula, em uma palestra ou uma apresentação pessoal como candidato a uma vaga – e mostra mais do mesmo? Sinto informar, mas a atenção (e os resultados) que você não conquista é diretamente proporcional ao diferencial que você não mostra… Mude essa realidade!

magicaQuero lhe apresentar 3 excelentes motivos para repensar seu material e sua abordagem, migrando para a personalização de roteiros, slides e material de apoio à aprendizagem. Abrir espaço para o estímulo visual

Se você quiser um material personalizado, desenvolvido por mim, é só escrever para insightsdocentes@gmail.com solicitando maiores informações.

O processo é todinho online e os resultados são inenarráveis! Vamos lá?

Ah! Surpresinha: quem ler até o final, vai ganhar P-R-E-S-E-N-T-E-E-E-E!

1. Economia da atenção: já ouviu falar?

Mudanças de mindset (para professores e estudantes) são processos, e não produtos. São processos espelho: um estudante que não percebe o engajamento do professor em transformar as aulas, também não se sentirá compelido a se engajar, para transformar seu papel na aprendizagem. Esse é todo o segredo do sucesso: mudanças de dentro para fora.” (Texto na íntegra aqui)

Há muito escrevi sobre a importância de aplicar os novos conceitos de Economia da Atenção ao planejamento didático: um recurso simples e altamente eficaz para transformar a sala de aula e os resultados dos estudantes, frente à aprendizagem e a aquisição de competências (leia o texto na íntegra aqui). Isso é ir além do conteúdo.

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Trecho destacado do livro O guia completo do Storytelling, de Fernando Palacios & Martha Terenzzo, Editora Alta Books, Rio de Janeiro/RJ (2016).

A aplicação do conceito de Economia da Atenção modifica um paradigma essencial da atuação docente, qual seja, passar do “dar aulas” para o “desenhar trilhas de aprendizagens”. O conceito aplicado da economia da atenção modifica substancialmente o fluxo do trabalho docente, passando o centro do processo de si, para o estudante.

Em termos de economia da atenção, mais-é-menos. Em outras palavras, se um professor deseja – de verdade – ganhar a atenção do estudante e, assim, despertá-lo para seu papel protagonista no processo de aprender, ele precisa não preencher horas e horas de aulas com assuntos prontos, mas com pontos de contato (ou touch-points) capazes de instigar o desejo do estudante em engajar-se no assunto, explorando-o de forma significada.

Esse é o primeiro resultado da personalização do material didático: a ATENÇÃO DO ESTUDANTE para um processo todinho pensado nele e feito para ele. Isso mexe com o emocional, e as neurociências já nos ensinaram (e eu já ensinei nos cursos de Ciclo de Aprendizagem) como as emoções são importantes marcadores de adesão do novo conhecimento às redes de conceitos subsunçores, perfazendo o circuito neural da aprendizagem.

Trabalhei esse conceito de emoções e aprendizagem nos textos sobre como usar o modelo Jornada do Herói de Storytelling, e o componente de emoções versus retenção da aprendizagem você pode ler aqui.

Em outras palavras, ao se tornar o foco claro da atenção do professor, cada estudante reage e interage a essa atenção, a seu modo e repertório, dedicando mais tempo para explorar o “novo” (afinal o material é novo, e a turma anterior nem viu!), o que de per se já implica em maior dedicação à aprendizagem e desenvolvimento de protagonismo.

conexoes-mentaisO material personalizado amplia a captura de fase das áreas envolvidas com a aprendizagem, aumentando a captura neural, melhorando a atualização das redes de conceitos subsunçores que são os determinantes da aprendizagem atingida.

Um estudante envolvido com o material e processos que esse material estimula, desenvolve competências para além do conteúdo, em uma formação para a Vida, e não, para a prova.

Resumo puro e prático das teorias de Inteligência Emocional e Neurociências do Foco e Atenção, do super Daniel Goleman.

2. Ativar lógica-criativa como modelo mental de engajamento na aprendizagem

E já que falamos de neurociências, é impossível não destacar a necessidade de desenvolvimento de processos lógico-criativos como caminhos para a aprendizagem significativa. Falamos mais desse assunto nesse post, que foi parte do material de trabalho do Workshop para Docentes e Coordenadores de Cursos de Fisioterapia, no 11o. Congresso Internacional de Fisioterapia (Salvador/BA, Setembro/2019).

Nas capacitações do modelo Ciclo de Aprendizagem (nível 1 e nível 2) essa é a tônica das atividades: mudar a narrativa para uma cadência mais criativa, estimulando áreas cerebrais direitas a trabalharem em parceria com o lado lógico esquerdo, mais “dominador e autoritário”.

C2 modelo protagonista
Tudo baseia-se em estimular um set-point emocional favorável ao desenvolvimento de um Growth Mindset no estudante: (a) acreditar que habilidades podem ser treinadas e que competências podem ser desenvolvidas; (2) superar desafios, para desenvolver resiliência; (3) adotar modelos colaborativos, para soluções melhores e mais ágeis.

Mais do que uma realidade de mercado, isso é uma verdade científica: explorar soluções junto com evidências, inovação e treinamento, em processos modulados e simultâneos.

Outra base desse segundo resultado da personalização é trabalhar com o foco no PORQUÊ, um princípio dos líderes, explicados pelo Golden Circle. Já escrevi sobre isso aqui no blog, e esse princípio faz parte da formação em Ciclo de Aprendizagem Nível 2.

3. Líderes inspiram: esse é o papel fundamental do professor

Há competências que podem ser treinadas pela repetição de movimentos, trajetos ou métodos: essas são as competências de Aprendizagem (domínios cognitivo e psicomotor de Bloom) e as hard-skills (técnicas). Há outras, porém, que precisam ser estimuladas repetidamente, até que se tornem um hábito: essas são as atitudes (domínio psicoafetivo de Bloom) e as soft-skills (socioemocionais).

A escolha da identidade visual; do material de apoio didático à aprendizagem é tão importante quanto o próprio planejamento de competências.

cocriar2Ele estimula o engajamento na medida em que emoldura o compromisso docente com a personalização da trilha de aprendizagem formativa, a partir do perfil de cada turma. Não é refazer todo o material, a cada semestre: isso é o conteúdo. É usar dinâmicas de diagnóstico didático para identificar expectativas e perfil de cada turma para adaptar a narrativa: isso é formar competências, com o conteúdo.

Um material personalizado é um espelho para o estudante: ele também estimula competências indiretas, como criatividade, inovação e personalização, pelo exemplo e pela liderança que o professor e suas práticas didáticas inspiram. Personalizar material, aulas e interações, traz para a sala de aula essa, que é uma prática altamente valorizada no mercado de trabalho: agregar repertório e valores à oferta de processos, produtos e serviços.

É assim que vamos além do conteúdo e das competências, na formação de egressos aptos a atuar e adaptar-se a um mercado de trabalho em contínua evolução e aos hábitos de consumo que se transmutam com a dinâmica do desenvolvimento tecnológico.

Personalizar é o bicho!

Se você é professor ou estudante, que vai apresentar algum trabalho ou seminário (sim, porque aí você se torna o professor da vez!), essa é a grande dica: PERSONALIZE! Use sua criatividade, seu repertório, desenvolva mais habilidades, comunique suas ideias em novos formatos e cores, imprima mais de você ao agir e interagir com qualquer audiência.

O sucesso não tem segredo nem mapa garantido, mas se tem uma coisa que o sucesso tem é a característica de se destacar pelo diferencial. Portanto, ao se diferenciar da média – quando comunica-se com sua audiência – você já andou metade do caminho do sucesso.

Veja um exemplo de quem já personalizou seu material visual e alcançou transformações na experiência de aprendizagem, no engajamento da atenção, na comunicação com mais eficácia, e na estimulação de competências. Essa mudança proporciona descobertas na audiência, seja em sala de aula seja em palestras e apresentações, abrindo espaços para que cada um descubra seus próprios repertórios para personalizar sua interação, no processo de aprendizagem:

TEM PRESENTEEEEE!

Gostou desse universo? Se você quiser um material personalizado, desenvolvido por mim, é só enviar um e-mail para insightsdocentes@gmail.com  solicitando informações sobre como podemos personalizar seu material. O processo é todinho online e os resultados são inenarráveis!

Mas para ajudar você a-g-o-r-a a personalizar suas experiências didáticas (aulas, apresentações, palestras ou seminários), você tem 3 presentes abaixo:

  1. minha apresentação de palestra, no 11o. Congresso Brasileiro de Fisioterapia, sobre Neurociências e Inteligência Emocional: perceba que imagens, cores e disposição de elementos possuem um papel mais importante na indução da ideia, do que as letras e o conteúdo propriamente escrito. Aqui o foco era trazer a atenção para o que eu falava, com o lado lógico cerebral, enquanto a tela era um grande pano de fundo estimulando, visualmente, o lado criativo. Foi assim que criei mais vias para fixação da mensagem que eu queria passar: neurodidática cativa, engaja e estimula protagonismo, na audiência.
  2. quer mudar seus slides? Vai aqui uma mãozinha (um arquivo de Power-Point) para usar em apresentações que despertem para a criatividade e inovação;
  3. mais um presente? Teeeemmmmm! Aqui vai mais um arquivo de Power-Point para mudar os velhos modelos…

Junte-se a nós no Instagram e no YouTube e venha conhecer mais sobre as mudanças de paradigmas educacionais e transformações da prática docente, no Insights Docentes.

Ciclo de Aprendizagem Sênior: uma abordagem especializada para Gestores do Ensino Superior

Entenda a perspectiva de trabalho de gestão de cursos superiores sob a óptica de Ciclos de Aprendizagem, e como ela é uma ferramenta poderosa para a personalização do trabalho, otimização dos recursos (físicos, financeiros e humanos), e reconfiguração dos processos de aprendizagem e de avaliação da aprendizagem, impulsionando a IES e os cursos para conceitos mais robustos, junto ao MEC.

Que tal conversar um pouco sobre as vantagens e os valores que serão agregados ao seu desempenho de Gestão do Conhecimento, a partir dos conhecimentos e ferramentas que vamos lhe proporcionar?

1. Onde tudo começou?

perguntaNão precisa ser um gênio para perceber que a tão falada mudança nos paradigmas educacionais, alardeada desde o novo marco regulatório do EAD, em 2016, chegou para ficar e para demolir completamente o surrado modelo conteudista no Ensino Superior, que nas áreas de saúde se consagrou pelo modelo biomédico de Flexner, para a construção curricular.

Em 2017, quando comecei a escrever para o portal O Futuro das Coisas, um dos meus primeiros textos foi esse, sobre o futuro da Educação ser híbrido e começar em 2019.

Vamos abrir os olhos e dar uma boa analisada na praia da Educação, que é onde eu surfo melhor? O que tem marcado influência nas transformações que acompanhamos pelo mundo, basicamente, é o fato de as gerações estarem se sucedendo nos espaços sociais e profissionais, e exercendo sua influência sobre eles.

Aos poucos, jovens que cresceram digitalmente vão chegando às salas de aula, ao mercado de trabalho, às universidades. Eles trazem para esses espaços comportamentos diferentes em relação às gerações que chegaram aos mesmos espaços, antes deles. E, em breve, a eles se somarão também os que nasceram digitalmente. (trecho destacado do texto “O futuro da Educação é híbrido e começa em 2019“, O Futuro das Coisas, 24/09/2017)

Pronto! Estamos em 2019 e – realmente – o futuro híbrido está entre nós: na legislação que permite que os cursos superiores sejam semipresenciais (coisa inexistente na época), onde a busca por formações de qualidade e na modalidade digital (plena ou semi) cresce vertiginosamente, e momento em que uma nova geração de estudantes ascende às salas de aulas do Ensino Superior.

A questão aqui não é o fato de eu ser cigana, adivinha, leitora de cartas, mas de estar atenta aos sinais e praticar o Futurismo: uma ciência pautada em mapear o passado, registrar o presente e prospectar o futuro, baseado na evolução de fatos e comportamentos envolvidos em um cenário ou contexto real.

2. Ciclo de Aprendizagem: uma nova concepção para as práticas docentes

Foi esse comportamento de cientista futurista que me guiou nos últimos anos, e foi me despertando para entender as mudanças por vir, a partir dos sinais, que iam aparecendo.

No Ensino Superior, isso é fático: analise a legislação e as diretrizes de avaliação do Ministério da Educação e você terá uma bússola infalível para “prever o futuro”, mas (e principalmente) antecipar-se a ele, saindo na frente e mantendo-se tão ou mais competitivo do que era antes.

livros.jpegÉ assim, igualmente, que procedo ao mapeamento, rastreamento e prospecção de todos os aspectos de design envolvidos nas capacitações docentes, que denominei Ciclo de Aprendizagem:

  • no Ciclo 1, o professor entra em contato com o novo universo educacional superior, pautado pela formação de competências, aprendendo que é preciso mudar a narrativa da aula;
  • no Ciclo 2, esse professor, mais maduro e praticando o que aprendeu, nas suas aulas, entende as neurociências envolvidas na inovação e ganha um novo mapa para usar as neurociências da aprendizagem e foco em favor de melhores desempenhos de aprendizagem, para seus estudantes.

Essas formações docentes são roteiros sistematizados das ciências e práticas que contribuíram para a inovação da forma como se ensina e como se aprende, no mundo da Revolução Industrial 4.0. Docentes que assumem esse novo mindset formam a base para que os Gestores institucionais (Diretores, coordenadores, NDE, colegiados de curso) coloquem em ação aquilo que é a verdadeira finalidade das inovações: a mudança do ecossistema educacional de uma Instituição de Ensino Superior/IES, rumo à sustentabilidade didática e financeira.

Sim! É possível (e viável) colocar as palavras sustentabilidade financeira, inovação da aprendizagem, e sustentabilidade na mesma frase e funcionando em harmonia. Mas há que se saber como orientar esse processo, e quem faz isso é o Gestor (esse, com G maiúsculo).

3. Quais as grandes perguntas a serem esclarecidas?

CONQUISTAR (maiúsculo e com mérito!) um conceito 5 na Dimensão 1, e em boa parte da Dimensão 2, só não é exatamente fácil porque requer mudança de comportamentos e de mindset. É aqui que o bicho pega, porque o ser humano apresenta 2 características básicas, quando o assunto é trabalho: zona de conforto e perpetuação dos hábitos.

Nada muda, em nenhuma área do mundo do trablaho, a menos que uma – ou ambas – dessas situações, ameace àquilo que ele mais teme: mexer no seu bolso. Aí a amígdala cerebral é ativada e, basicamente, sai todo mundo “correndo atrás do prejuízo”. Correto?

Aliás já escrevi também sobre essa péssima atitude do “correr atrás”…

“Como dizia, sou dessas: gosto ainda mais de compreender, de fato, quais são os elementos envolvidos em trajetórias de sucesso. Na grande maioria das histórias, esses elementos são científicos, temperados com muita energia e corajosas doses de futurismo reverso.

São pessoas que compreenderam a natureza dos seus próprios universos pessoais sem se desconectarem da visão ampliada dos muitos universos que podem, e devem, coexistir e colaborar entre si, para romper paradigmas.  Na educação, essas pessoas costumavam ser os professores e quem se interessava por ensinar.

Mas de uma década para cá percebe-se uma mudança importante: há mais gente interessada em aprender, em como aprender mais e melhor, aprender para a vida e não (apenas) para o diploma. Curiosamente (e surpreendentemente) essa gente não era, exatamente, professores.” (trecho do texto Quem ‘corre atrás’ está atrasado, perdeu a hora, ou nem sabia o que estava acontecendo”, O Futuro das coisas, 14/04/2018)

Se você leu tudo até aqui, já percebeu que gosto de fazer as perguntas que ninguém quer fazer. Mas percebeu também que gosto ainda mais de responder a essas perguntas com dados, fatos, tendências e ciências. Ser cientista está no meu DNA e é isso que me torna apta a propor levar você, que é Gestor em uma IES, para um mundo onde vamos fazer as perguntas que ninguém faz, para chegar às respostas que ninguém (ou quase ninguém) tem.

Talvez a mais importante delas, para um Gestor engajado nas mudanças da sua IES em um mercado implacável, como o da educação superior particular brasileira, seja:

3.1. “ONDE ESTÁ O CONCEITO 5 QUE EU NÃO ATINGI?”

ondeSim! Essa é a resposta que vale ouro: no marketing, no desempenho ENADE, na empregabilidade do seu egresso, no valor agregado dos cursos que sua IES oferece, e no valor incalculável de um time de docentes capaz de conduzir a esse resultado.

Para responder a essa pergunta, é necessário fazer (e responder) algumas outras:

3.2. O que é um Ecossistema Educacional/EES e como o conceito de Ciclo de Aprendizagem contribui para a “germinação” dessa visão ecossistêmica?

3.3. Como orquestrar a implementação de um EES por meio de ações ordinárias de gestão?

3.4. Como orquestrar a implementação de um EES por meio de ações extraordinárias de gestão?

3.5. Quais são as práticas de gestão da aprendizagem que geram fertilidade para o crescimento sustentável desse ecossistema, e me levam ao 4 e 5 (do MEC) sem traumas e de forma longeva e sustentável?

Conquistar um conceito 5 é um construto coletivo, que começa com a transformação ativa e protagonista dos atores da sala de aula, se expande em repertórios, estratégias e espaços transversais, se fortalece transversalmente entre cursos, e se consolida entre a IES e a comunidade.

Em cada uma dessas perguntas acima, as respostas levam a um impacto sobre os conceitos alcançados nos itens da Dimensão 1 e 2 do IACG. E esse é o melhor resultado para qualquer Gestor.

Com essa visão, a formação “Ciclo de Aprendizagem Sênior: um Ecossistema Educacional Sustentável(apresentação completa da formação nesse linkvem para trabalhar lado a lado, com gestores em atividade nas suas IES, práticas que alinhavem as mudanças da sala de aula às conquistas em performance e resultados dos estudantes, quer em avaliações de larga escala, que na empregabilidade junto ao mercado de trabalho, pela sólida e dinâmica formação que receberam.

No link acima, você acessa toda a apresentação da formação, incluindo a dor a ser curada e os valores agregados, ao comprometer-se nesse salto qualitativo do pensar a Gestão do Conhecimento, em sua IES.

4. Sua melhor versão na Gestão, a um clique de distância!

Agora você já conheceu a ideia e percebeu que está a um passo (ou clique) de agregar mais valores e ideias ao arsenal de Gestão do Conhecimento que já possui. Você agora vai entender como a Gestão macro dos processos de Aprendizagem confluem, junto com os processos macro de Gestão administrativa, rumo à conquista de melhores e maiores conceitos, para seu curso e sua IES.

magicaAqui a grande questão não tem mágica: tem gestão inteligente, empática, dinâmica, focada em resultados. As práticas que vivenciei estão condensadas em exercícios, simulações, soluções, ações e resultados simples, que serão trabalhados no encontro presencial, para apontarem as possibilidades de melhorias nos conceitos do MEC.

Não tem como não querer um planejamento que conduz uma IES inteira a um novo destino: conceitos maiores, melhores e mais robustos, nas avaliações externas do MEC. São APENAS 10 VAGAS/TURMA! Entre em contato para formar sua turma de Gestores “in company”.

 

 Licença Creative Commons
O trabalho CICLO DE APRENDIZAGEM SÊNIOR: Ecossistemas Educacionais Sustentáveis de Profa. Dra. Denise da Vinha Ricieri está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional. Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com/2019/08/14/ciclo-de-aprendizagem-senior. Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://www.instagram.com/insightsdocentes/.

Protegido: EES, Sessão 1: olhando para dentro do Curso

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Um novo universo educacional chamado Ciclo de Aprendizagem – Nível 1

Você é meu convidado especial para conhecer os valores que vamos agregar ao seu desempenho profissional, após essa jornada juntos. Conheça a proposta completa para se apaixonar pela perspectiva de transformar suas práticas docentes!

Fique ligado no Instagram do Insights Docentes e acompanhe toda a programação, em tempo real. Não deixe a oportunidade de fazer seu 2020 com uma nova carreira docente!

1- Um novo universo chamado Aprendizagem

Ciclos de Aprendizagem são necessários sempre que se busca superar a velha concepção de educação baseada na Pedagogia do Monólogo e da prova. Eles são baseados no desenvolvimento biopsíquico do aprendiz, e sua organização vai além da seriação e da reprovação.

Antes de falar de repertórios e de competências docentes, é necessário ter uma visão macro do novo papel docente no Ensino Superior, porque é preciso construir novas relações mentais sobre o significado das novas expressões educacionais, que dispararam em visibilidade, mas que carecem de dimensionamento dentro da prática docente formal, nas instituições de ensino superior, as IES.

Muitos recursos e estratégias migraram de outras áreas do conhecimento, para a Educação: é o caso da economia da atenção para o engajamento; a gestão da aprendizagem para planejamentos inteligentes; e a inteligência emocional para foco e atenção ativa.

Dentro da própria educação, há conceitos e processos que estão ganhando nova roupagem, nova abordagem, e mais espaço científico e didático. Se por um lado, as metodologias ativas ganharam força, como mudança de paradigma na sala de aula, por outro lado, a grande maioria dos professores ainda carece de certezas sobre quando, como, porquê, e para quê, usar cada tipo de método e/ou de estratégia, em sua sala de aula.

Albert Einstein professor genius scientist mathematician cartoon

Tudo parece um grande emaranhado de novidades, cada uma levando a um desfecho de satisfação dos envolvidos na sala de aula, mas a dúvida de estar (mesmo) “dando conta do conteúdo” sempre paira no ar.

No final das contas, o professor inclui esses momentos de descontração, mas retorna ao velho e bom slide para tirar a tal “dúvida” da cabeça e estar em paz com os planos de ensino e as notas, no final do semestre.

Então, ele conclui que aqueles “momentos diferentes” são só isso: momentos diferentes que ele deve encontrar entre os “momentos necessários” de conteúdo e provas

Você também tem essas dúvidas?

Resumindo, a diversão da mudança ganhou mais visibilidade do que a razão pela qual essas mudanças devem ser feitas. Essa angústia permeia o discurso de todos os que tenho tido a oportunidade de trabalhar, em capacitações e interações – presenciais e online – pelo Brasil afora. Esse é o pilar sobre o qual desenhei esse novo curso.

2- O que você vai aprender?

Percebi que há um trabalho sério que não está sendo feito, tamanha é a ânsia dos professores em mostrar aquela selfie dos alunos no fim de uma aula com carteiras desalinhadas e feições sorridentes e divertidas.

É necessário desvendar a ciência por trás desse novo universo (para nós, do ensino superior) chamado CICLO DE APRENDIZAGEM, composto por 2 elementos-chaves: as TRILHAS e o PROCESSO DE APRENDIZAGEM. É sobre isso que vamos falar e trabalhar.

Acesse aqui a facilitação gráfica do conteúdo e conexões entre os elementos do curso 

Tenho um vídeo no canal que apresenta claramente esses 2 elementos. Veja:

3- O despertar para o novo paradigma é o começo de tudo

Temos que assumir 3 fatos, porque eles existem e são leis:

  • que sua disciplina integra um curso superior, cujo PPC prevê a formação de competências que definem o perfil do egresso, porque isso é o que está na lei e todo curso superior deve possuir esse documento;
  • que a aprendizagem da sua disciplina começou ANTES da seriação onde ela se encontra, e que provavelmente, se continuará em uma ou mais disciplinas APÓS a seriação onde ela se encontra;
  • que o momento da seriação onde essa disciplina se encontra corresponde a um estudante com nível de maturidade cognitiva específico e progressivo, ao longo da formação que recebe, no curso superior onde se encontra essa disciplina.

Assumir esses 3 fatos implica em ter que assumir um quarto fato: você não DEVE (e nem deveria poder) planejar as trilhas de aprendizagem da sua disciplina isoladamente. Ao compreender que a aprendizagem vem antes do seu momento de dirigir a formação, em sua disciplina, e vai além disso, você entendeu que existe um ciclo, contínuo e progressivo. Por isso você deveria trabalhar em planejamentos colegiados, associados ou com pontos de transversalização, para fazer esse ciclo acontecer com mais eficácia.

ENTENDEU O PARADIGMA? Ao aceitar que existem documentos legais que determinam a existência dos 4 fatos acima, e que você deve cumpri-los, porque o processo regulatório do MEC sobre os cursos superiores no Brasil assim o determina, AUTOMATICAMENTE você entende que planejamento colaborativo é fundamental, e você muda de paradigma!

É isso: simples assim. O Ciclo de Aprendizagem existe e flui naturalmente no seu raciocínio, se você despertar para ele. A diferença é que no velho modelo ele não existia como aprendizagem, mas sim, como ensino.

4- O curso conduz você à visão macro dos componentes desse Ciclo

conexoes cerebraisQuando você trabalha com o conceito de CICLO DE APRENDIZAGEM, você muda de paradigma: a disciplina não é mais um fim, em si mesma. Ela passa a integrar uma grande espiral cíclica, que vai além do tempo e espaço da sua sala de aula.

O novo modelo educacional não é feito de momentos de expansão de diversão, mas da continuidade dessa expansão (e diversão, porque não?!) dentro de uma agenda planejada de competências, com foco claro para o desempenho de resultados. Isso, sim, importa para quem contrata um professor e, convenhamos, o mercado de trabalho educacional é um mar que não está para peixes desavisados e perdidos.

Por isso, uma experiência de formação assim, híbrida e densa em ciência, conteúdo e vivências, é um investimento essencial se você já decidiu que “como está não dá para continuar”, mas tem claro que “meu engajamento é determinante no aproveitamento de qualquer formação”.

perguntaViu como tudo começa com a mudança na forma de PENSAR, e não, na forma AGIR?

Se você suspirou nesse momento, é porque seu cérebro entendeu que vai ser necessária uma enoooorme mudança, mas que essa mudança é necessária e que vai lhe abrir muitas novas perspectivas e oportunidades!

5- Como você vai aprender?

5.1. Viva a UX e aprenda mais sobre como dominá-la!

TXT-1aVocê vai viver a experiência de aprender como a nova geração gosta de aprender: de forma híbrida, manuseando tecnologias, buscando informações, construindo suas versões personalizadas de significados.

Para isso o curso começa 10 dias antes do encontro presencial, em uma sala de aula online, onde todo o material prévio, leitura e multimídia, já estará esperando por você!

Há atividades que serão propostas nessa sala virtual e sua execução e entrega ajuda a contar horas de atividades dedicadas ao curso, o que amplia a carga horária cumprida, nessa formação. Essa é a famooooosa sala de aula invertida, ou flipped classroom, que você vai aprender fazendo, e não, no discurso.

Na imersão de 2 dias presenciais (baixe aqui o cronograma geral de atividades) vamos trabalhar produzindo em estações de trabalho alternadas, num outro modelo de método de engajamento e ativação de aprendizagem bem famoso. No presencial não vai haver looongas exposições, mas roteiros de aplicação do material e conhecimento compartilhado virtualmente à prática docentes.

Vamos colocar as mãos na massa, analisar dados, simular cada um dos elementos do ciclo de aprendizagem, e encontrar onde estão nossas dificuldades para compartilhá-las. Ao compartilhar, o grupo buscará por soluções, dentro do que foi apresentado, e meu papel é ajustar – didática e legalmente, frente ao processo regulatório do MEC – as soluções em trajetos factíveis para seu espaço local de atuação profissional.

Aí será você a se divertir percebendo que há um mundo de possibilidades, para uma mesma meta de formação de competências! Aprender a mexer com ferramentas Google for Education, e outras, é a iniciação que você precisa para atingir um outro nível de práticas docentes.

5.2. Aprenda produzindo, em tempo real

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Quando você abre espaço para que o estudante produza a aprendizagem, junto com você, você é obrigado a desligar aquele “cordão umbilical” da tela de projeção do velho e famoso slide, e criar laços, conexões, dúvidas e incertezas.

Esse processo é ligeiramente dolorido para os menos seguros, mas pode se tornar altamente gratificante se você souber como dominá-lo dentro das trilhas de aprendizagem.

Vamos usar um passo a passo que conduzirá você por princípios de Design Thinking, uma das melhores metodologias de soluções empáticas para processos complexos, centrada no usuário. Mas para isso, você deve ter se preparado com o material da sala virtual e já ter encontrado ideias que se ajustem às suas necessidades, da sua disciplina, e da sua IES.

Ter alguém ensinando não significa que você esteja aprendendo: só seu engajamento tem esse poder! Por isso, entenda que esse não vai (mesmo) ser “apenas mais um curso”, e nem vai trazer “aquela velha opinião formada sobre tudo”…

5.3. Descobrir-se no processo também faz parte do curso: aproveite!

TXT-3aNenhuma aprendizagem se dá no vazio, e esse é um princípio batido das neurociências e da inteligência emocional. Portanto, um dos indicadores estabelecidos por mim, no desenho de aprendizagem é despertar para a criação personalizada.

“O que o estudante cria com o que aprendeu?” é a última pergunta a ser respondida, no fluxo de output (ou de saída) das trilhas de aprendizagem. É um dos componentes mais importantes do processo de avaliação do desempenho de aprendizagem, que vai muito além da tal da prova, e vamos trabalhar com isso também.

Como você vai viver a UX no trajeto do curso, meu planejamento de trilha prevê espaço para você se reinventar, dentro do que aprendeu.

Esse processo chama-se meta-cognição e você vai entender como ele funciona porque você vai vivê-lo, em vez de me ouvir falar sobre ele (já tem muito estudo e artigos falando disso).

6- O que você precisa fazer?

legalSem dúvidas, fazer esse curso é uma experiência única, mas que só pode ser VIVIDA, e não, APRESENTADA TEORICAMENTE. Por isso, se você gostou do que leu, se identificou com as atividades e quer muito essa transformação como parte de sua vida, no dia seguinte do curso, a hora é essa!

Aguarde a formação de novas turmas, ou entre em contato para formar uma turma, na sua cidade!

Há sempre uma maneira jeito de viabilizar os recursos que você precisa para agregar ainda mais valor ao seu futuro, e chegar onde deseja. Aposte nela!

Profa. Dra. Denise da VinhaSoluções em Design Educacional

A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: SOLUÇÃO e DESFECHO

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Os 7 passos da Jornada do Herói fazem parte dessa série de posts que inicia aqui, e compõem uma mini-oficina de capacitação online em Storytelling. Aproveite para inovar suas aulas!

Para quem está ligado nessa sequência de textos, já percebeu duas coisas:

  1. O mundo educacional que vem por aí, pelos próximos 10 anos, é de quem (re)aprendeu a ensinar, ensinando os estudantes a aprender a (re)aprender para a Vida, não para a prova. E se você ainda não é capaz disso, é melhor pensar em outra profissão.
  2. iacg capaÉ preciso muito mais do que os slides e o discurso, para os novos tempos da docência do Ensino Superior. E não sou eu que “acho” isso! Dica de colega para colega: dá uma boa estudada no Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação do Inep/MEC (o IACG de 2018), nos itens que compõem a Dimensão 1. Eles estão mais rígidos que o anterior (de 2012), quanto ao que seja um conceito 3 (conceito mínimo para um curso superior funcionar), e quanto ao papel de cada membro do corpo docente nesse cenário chamado “Objetivos do Curso” e “Perfil do Egresso”.

Em outras palavras: se você não sabe como sintonizar a sala de aula com a gestão do conhecimento, no seu curso, você não é um profissional apropriado para permanecer em um corpo docente competitivo, em tempos tão duros de avaliação. Isso sem contar o ENADE, que é outra história impactante no Curso de Graduação!

desafio-2É assim que o Storytelling vem contribuir para seu repertório de estratégias de inovação educacional, sintonizado com sua realidade, espaço, recursos e especificidade de área.

Combinado? Bora finalizar essa série da Jornada do Herói em 7 elementos fundamentais (que iniciou aqui) para que você apresente já na próxima semana, nos Encontros Pedagógicos, de início de ano/semestre!

1- Revisando o propósito dos elementos anteriores, e como se conectam agora, para os 2 últimos passos

Temos o Cenário e os Personagens, passando por um Conflito/Problema que requerem uma intervenção específica, que só um Herói possui: conhecimentos, habilidades e atitudes, combinadas em uma solução única!

super heroiMas esse Herói (que deve estar identificado com o momento no tempo-espaço de formação com seu estudante) encontra Dificuldades ou Obstáculos para uma solução direta: uma contra-indicação, um momento ruim político ou de mercado (agravantes clínicos ou farmacológicos, para os estudantes de profissões da Saúde). Além disso, a Pressão sobre a solução aumenta o risco de uma tomada de decisões: o que fazer?

Se você percebeu, tudo o que foi planejado anteriormente foi feito para inserir um elemento que, normalmente, você e seu estudante d-e-s-c-o-n-h-e-c-e-m em planejamentos de aprendizagem convencionais (os tais Planos de aula). Estamos trabalhando com o RISCO e o ERRO, como elementos da aprendizagem!

A Jornada do Herói (baixe o material PDF aqui) é uma estratégia simples e fácil, para todos os envolvidos, porque vem de um modelo conhecido desde a infância: contar histórias! Ela abre espaço, em ambiente controlado, para explorar as CONSEQUÊNCIAS DO ERRO, o peso da TOMADA DE DECISÃO, as probabilidades consideradas, quando se ASSUME RISCOS!

E note que isso tudo não vem de uma ação restritiva ou punitiva, o que é comum quando só se faz isso com uma prova. Quando a única oportunidade de tomar uma decisão acontece em um momento de avaliação (seminário, provas, ou similares valendo nota), o professor imprime ao erro um caráter punitivo.

Vamos explorar esse SIGNIFICADO da Jornada do Herói, enquanto estratégia de aprendizagem e incorporação positiva do erro como elemento das trilhas de memorização e de tomadas de decisão, em situações de RISCO?

2- Como a Jornada do Herói e as neurociências interagem em um novo modelo de ensino-aprendizagem?

conexoes cerebraisEm termos de neurociências, usar o RISCO e o ERRO apenas em momentos em que eles representem uma consequência punitiva, significa dar reforço a um circuito de sinais, comandados pelo lado lógico do cérebro, que passará a inibir o lado criativo, na busca por soluções inovadoras e de risco, porque a probabilidade de que elas venham a causar perdas impactantes (nota, reprovação) é muito alta. Mas cuidado ao assumir a relação direita-esquerda como absoluta e imutável: estude bem esse assunto para aplicar estratégias bem-sucedidas, baseadas em lógica-criativa.

Como resultado, o estudante passa a responder “o que o professor quer” e se descola do processo em si: idear, selecionar, avaliar, prototipar, testar, revisar, ajustar, aplicar, obter sucesso. E se o papel desempenhado por um professor inibe todo esse processo, a pergunta que fica aqui é: QUAL É O PAPEL DESSE PROFESSOR, AFINAL?

superA estratégia de Storytelling, permeando o Plano de Ensino, e Planos de Aulas, recupera o processo acima, em qualquer contexto de metodologia, ou perfil de Projeto de Curso (PPC). Ela personaliza a regionalização, abre espaço para discussões locais, globais, individuais ou coletivas, porque é o professor que abre espaço para isso, usando o melhor cenário e os melhores personagens e conflitos para aquilo que precisa ensinar, dentro do espaço de aprendizagem da sua disciplina.

O estudante se questiona o tempo todo: não há (ou não deve haver) caminhos únicos e seguros, porque os elementos de dificuldades e de pressão o fazem (re)pensar e (re)unir tudo aquilo que já lhe é conhecido, até esse momento, e tomar uma decisão justificada, baseada em evidências, riscos, necessidades de resultados e, principalmente, EMPATIA.

3- É hora da SOLUÇÃO DO HERÓI: momento da tomada de decisão e de assumir riscos!

É assim que o estudante chega à SOLUÇÃO DO HERÓI, respondendo à pergunta:

“Como resolver o CONFLITO, superando as DIFICULDADES e os ELEMENTOS DE PRESSÃO, aplicando uma SOLUÇÃO DE INTERVENÇÃO com inteligência, inovação e criatividade, aplicando o conhecimento recebido?”

A orientação para a solução deve ser a de uma resposta que contenha os quatro elementos-chaves acima, discriminados, ponderados em probabilidades de desfechos e condições claras de aplicação. O cenário e os personagens devem estar aptos a receber, plenamente, a SOLUÇÃO DO HERÓI.

É o momento do diferencial, da personalização, dentro do coletivo! E nesse momento, é ainda possível que o professor abra espaço para passar de um Storytelling para um Storydoing. Como? Eu explico…

3.1. Do Storytelling ao Storydoing: abrindo a SOLUÇÃO DO HERÓI para diferentes tipos de engajamento, na aprendizagem lógico-criativa

A participação cada vez mais ativa dos consumidores que produzem conteúdos, os chamados “prosumers” (anglicismo de produtor + consumidor), e a necessidade das empresas gerarem o vínculo desejado com seus públicos, fazem do storydoing uma das formas de comunicação que se impõe nos dias de hoje.

O eixo que move o storydoing é constituído por histórias reais. A experiência do consumidor é o mais importante neste contexto, tornando-se a base para se construir uma forma atrativa de atingir o  mercado. (Texto completo aqui)

Ao construir o espaço que precede a solução, você pode chegar a esse momento de duas maneiras:

  1. Oferecendo as possibilidades fechadas de escolhas (em torno de 2 a 3 opções): nesse caso, você continua na experiência Storytelling. Toda a narrativa é controlada por você, para assegurar um padrão de desfecho, que atenda a competências de aprendizagem previamente estabelecidas (geralmente eu uso Taxonomia de Bloom para esse planejamento). Essa é uma possibilidade para iniciar seus estudantes na estratégia de Jornada do Herói: é preciso treinar a habilidade de tomar decisões, em níveis menos complexos e arriscados, antes de abrir o cenário para a próxima etapa: a apresentação de soluções abertas, por parte do estudante.
  2. desafioDepois de uma ou duas experiências, no formato anterior, suas turmas estarão preparadas para o formato Storydoing, ou seja, a narrativa passa ao controle da criatividade do estudante que, diante da possibilidade de uma solução aberta, escolhe um final de acordo com suas percepções, aprendizagem, e desejo de assumir o controle do desfecho. É só no Storydoing que o porfessor consegue avaliar como a aprendizagem, oferecida pela disciplina, compôs um itinerário formativo, associado aos conceitos subsunçores (reveja sobre essa definição, nesse texto).

professor de sucesso-2Em outras palavras, ao expandir do Storytelling para o Storydoing, o estudante se torna parte efetiva da narrativa e da construção do desfecho. Ao ter liberdade para escolher a solução, assumindo risco e calculando probabilidades, o professor tem a clara ideia de como o aprendizado se deu, e tem a chance ÚNICA (que não ocorre em outros tipos de estratégias) de fazer correções nesse itinerário, ajustando-o e/ou melhorando sua precisão.

Só o erro dá espaço para ajustes de trilhas mentais, que ocorrem pelo upgrade dos conceitos subsunçores, a partir da nova aprendizagem. Quem consegue fazer isso acontecer, na sua sala de aula, consegue formar um profissional melhor, mais bem preparado para as transformações de mercado, capaz de raciocinar, calcular probabilidades e arriscar soluções mais inovadoras e criativas.

professor de sucesso-3De forma geral, esses egressos também alcançam melhores desempenhos em exames de larga escala (como ENADE) e daí vem o princípio de que é na sala de aula, e nas práticas docentes, que começa a Gestão do Conhecimento de um Curso Superior.

Ou seja, o verdadeiro gestor de um Curso é o corpo docente, e um professor de sucesso é aquele que já compreendeu essa nova competência e a desenvolve, a seu favor, tornando-se peça imprescindível para qualquer Curso, em qualquer Instituição de Ensino Superior (IES).

4- Ao final, no DESFECHO todos construíram a melhor aprendizagem, e treinaram as melhores competências

E o que dizer do desfecho, depois disso tudo? Só que ele é uma consequência natural de todo o planejamento!

Uma Jornada do Herói bem planejada chega ao desfecho com as seguintes características:

  1. Alinhavou (para o estudante) aprendizagem, significado, valores, empatia, riscos e desempenho, tornando real a discussão do processo, e não, do produto.
  2. Ofereceu (ao docente) espaço para treinar competências técnicas (específicas da profissão) e socioemocionais (trabalho com as Big Five), além de trabalhar com competências treináveis, essenciais para o profissional do futuro. O melhor: construiu tudo isso em um só amálgama, chamado trilha de aprendizagem, que renovou os conceitos subsunçores com sucesso, sucesso esse medido pelo desfecho alcançado pela solução do Herói!

O DESFECHO é puro diálogo, tipo “roda viva”: saia da frente da sala, sente em roda, deixe que eles tragam imagens, textos, vídeos para ilustrar sua solução chegando em um desfecho. Os desfechos são espaços de igualdade: rir do erro apresentado e vibrar com a correção para melhores soluções é minha melhor dica para esse momento!

desfechoO desfecho, em si, inicia uma nova história, um novo ciclo: o desfecho pode ou não ser sustentável, pode criar uma nova realidade ou um novo equilíbrio, e tudo isso está aberto para a discussão entre a expertise (aháaa! Aqui sua experiência faz a diferença em formar egressos diferenciados!).

Crie um novo vínculo com suas turmas.

No fundo, todos somos heróis, se nossa sala de aulas for um espaço aberto para o mundo, real e imaginário, e nossas competências profissionais devem tornar esse espaço um lugar melhor para todos. Desenvolver essa percepção e treinar essas habilidades é o que torna a estratégia Jornada do Herói única e flexível, ágil e personalizada, capaz de treinar comportamentos de análises, riscos, decisões e soluções.

Agora que você tem o roteiro completo, explicadinho, é hora de ser “essa metamorfose ambulante”, e não tem mais razão para continuar com “aquela velha opinião formada sobre tudo”.

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Até o próximo desafio de estratégias inovadoras!