Ciclo de Aprendizagem Sênior: uma abordagem especializada para Gestores do Ensino Superior

Entenda a perspectiva de trabalho de gestão de cursos superiores sob a óptica de Ciclos de Aprendizagem, e como ela é uma ferramenta poderosa para a personalização do trabalho, otimização dos recursos (físicos, financeiros e humanos), e reconfiguração dos processos de aprendizagem e de avaliação da aprendizagem, impulsionando a IES e os cursos para conceitos mais robustos, junto ao MEC.

Que tal conversar um pouco sobre as vantagens e os valores que serão agregados ao seu desempenho de Gestão do Conhecimento, a partir dos conhecimentos e ferramentas que vamos lhe proporcionar?

1. Onde tudo começou?

perguntaNão precisa ser um gênio para perceber que a tão falada mudança nos paradigmas educacionais, alardeada desde o novo marco regulatório do EAD, em 2016, chegou para ficar e para demolir completamente o surrado modelo conteudista no Ensino Superior, que nas áreas de saúde se consagrou pelo modelo biomédico de Flexner, para a construção curricular.

Em 2017, quando comecei a escrever para o portal O Futuro das Coisas, um dos meus primeiros textos foi esse, sobre o futuro da Educação ser híbrido e começar em 2019.

Vamos abrir os olhos e dar uma boa analisada na praia da Educação, que é onde eu surfo melhor? O que tem marcado influência nas transformações que acompanhamos pelo mundo, basicamente, é o fato de as gerações estarem se sucedendo nos espaços sociais e profissionais, e exercendo sua influência sobre eles.

Aos poucos, jovens que cresceram digitalmente vão chegando às salas de aula, ao mercado de trabalho, às universidades. Eles trazem para esses espaços comportamentos diferentes em relação às gerações que chegaram aos mesmos espaços, antes deles. E, em breve, a eles se somarão também os que nasceram digitalmente. (trecho destacado do texto “O futuro da Educação é híbrido e começa em 2019“, O Futuro das Coisas, 24/09/2017)

Pronto! Estamos em 2019 e – realmente – o futuro híbrido está entre nós: na legislação que permite que os cursos superiores sejam semipresenciais (coisa inexistente na época), onde a busca por formações de qualidade e na modalidade digital (plena ou semi) cresce vertiginosamente, e momento em que uma nova geração de estudantes ascende às salas de aulas do Ensino Superior.

A questão aqui não é o fato de eu ser cigana, adivinha, leitora de cartas, mas de estar atenta aos sinais e praticar o Futurismo: uma ciência pautada em mapear o passado, registrar o presente e prospectar o futuro, baseado na evolução de fatos e comportamentos envolvidos em um cenário ou contexto real.

2. Ciclo de Aprendizagem: uma nova concepção para as práticas docentes

Foi esse comportamento de cientista futurista que me guiou nos últimos anos, e foi me despertando para entender as mudanças por vir, a partir dos sinais, que iam aparecendo.

No Ensino Superior, isso é fático: analise a legislação e as diretrizes de avaliação do Ministério da Educação e você terá uma bússola infalível para “prever o futuro”, mas (e principalmente) antecipar-se a ele, saindo na frente e mantendo-se tão ou mais competitivo do que era antes.

livros.jpegÉ assim, igualmente, que procedo ao mapeamento, rastreamento e prospecção de todos os aspectos de design envolvidos nas capacitações docentes, que denominei Ciclo de Aprendizagem:

  • no Ciclo 1, o professor entra em contato com o novo universo educacional superior, pautado pela formação de competências, aprendendo que é preciso mudar a narrativa da aula;
  • no Ciclo 2, esse professor, mais maduro e praticando o que aprendeu, nas suas aulas, entende as neurociências envolvidas na inovação e ganha um novo mapa para usar as neurociências da aprendizagem e foco em favor de melhores desempenhos de aprendizagem, para seus estudantes.

Essas formações docentes são roteiros sistematizados das ciências e práticas que contribuíram para a inovação da forma como se ensina e como se aprende, no mundo da Revolução Industrial 4.0. Docentes que assumem esse novo mindset formam a base para que os Gestores institucionais (Diretores, coordenadores, NDE, colegiados de curso) coloquem em ação aquilo que é a verdadeira finalidade das inovações: a mudança do ecossistema educacional de uma Instituição de Ensino Superior/IES, rumo à sustentabilidade didática e financeira.

Sim! É possível (e viável) colocar as palavras sustentabilidade financeira, inovação da aprendizagem, e sustentabilidade na mesma frase e funcionando em harmonia. Mas há que se saber como orientar esse processo, e quem faz isso é o Gestor (esse, com G maiúsculo).

3. Quais as grandes perguntas a serem esclarecidas?

CONQUISTAR (maiúsculo e com mérito!) um conceito 5 na Dimensão 1, e em boa parte da Dimensão 2, só não é exatamente fácil porque requer mudança de comportamentos e de mindset. É aqui que o bicho pega, porque o ser humano apresenta 2 características básicas, quando o assunto é trabalho: zona de conforto e perpetuação dos hábitos.

Nada muda, em nenhuma área do mundo do trablaho, a menos que uma – ou ambas – dessas situações, ameace àquilo que ele mais teme: mexer no seu bolso. Aí a amígdala cerebral é ativada e, basicamente, sai todo mundo “correndo atrás do prejuízo”. Correto?

Aliás já escrevi também sobre essa péssima atitude do “correr atrás”…

“Como dizia, sou dessas: gosto ainda mais de compreender, de fato, quais são os elementos envolvidos em trajetórias de sucesso. Na grande maioria das histórias, esses elementos são científicos, temperados com muita energia e corajosas doses de futurismo reverso.

São pessoas que compreenderam a natureza dos seus próprios universos pessoais sem se desconectarem da visão ampliada dos muitos universos que podem, e devem, coexistir e colaborar entre si, para romper paradigmas.  Na educação, essas pessoas costumavam ser os professores e quem se interessava por ensinar.

Mas de uma década para cá percebe-se uma mudança importante: há mais gente interessada em aprender, em como aprender mais e melhor, aprender para a vida e não (apenas) para o diploma. Curiosamente (e surpreendentemente) essa gente não era, exatamente, professores.” (trecho do texto Quem ‘corre atrás’ está atrasado, perdeu a hora, ou nem sabia o que estava acontecendo”, O Futuro das coisas, 14/04/2018)

Se você leu tudo até aqui, já percebeu que gosto de fazer as perguntas que ninguém quer fazer. Mas percebeu também que gosto ainda mais de responder a essas perguntas com dados, fatos, tendências e ciências. Ser cientista está no meu DNA e é isso que me torna apta a propor levar você, que é Gestor em uma IES, para um mundo onde vamos fazer as perguntas que ninguém faz, para chegar às respostas que ninguém (ou quase ninguém) tem.

Talvez a mais importante delas, para um Gestor engajado nas mudanças da sua IES em um mercado implacável, como o da educação superior particular brasileira, seja:

3.1. “ONDE ESTÁ O CONCEITO 5 QUE EU NÃO ATINGI?”

ondeSim! Essa é a resposta que vale ouro: no marketing, no desempenho ENADE, na empregabilidade do seu egresso, no valor agregado dos cursos que sua IES oferece, e no valor incalculável de um time de docentes capaz de conduzir a esse resultado.

Para responder a essa pergunta, é necessário fazer (e responder) algumas outras:

3.2. O que é um Ecossistema Educacional/EES e como o conceito de Ciclo de Aprendizagem contribui para a “germinação” dessa visão ecossistêmica?

3.3. Como orquestrar a implementação de um EES por meio de ações ordinárias de gestão?

3.4. Como orquestrar a implementação de um EES por meio de ações extraordinárias de gestão?

3.5. Quais são as práticas de gestão da aprendizagem que geram fertilidade para o crescimento sustentável desse ecossistema, e me levam ao 4 e 5 (do MEC) sem traumas e de forma longeva e sustentável?

Conquistar um conceito 5 é um construto coletivo, que começa com a transformação ativa e protagonista dos atores da sala de aula, se expande em repertórios, estratégias e espaços transversais, se fortalece transversalmente entre cursos, e se consolida entre a IES e a comunidade.

Em cada uma dessas perguntas acima, as respostas levam a um impacto sobre os conceitos alcançados nos itens da Dimensão 1 e 2 do IACG. E esse é o melhor resultado para qualquer Gestor.

Com essa visão, a formação “Ciclo de Aprendizagem Sênior: um Ecossistema Educacional Sustentável(apresentação completa da formação nesse linkvem para trabalhar lado a lado, com gestores em atividade nas suas IES, práticas que alinhavem as mudanças da sala de aula às conquistas em performance e resultados dos estudantes, quer em avaliações de larga escala, que na empregabilidade junto ao mercado de trabalho, pela sólida e dinâmica formação que receberam.

No link acima, você acessa toda a apresentação da formação, incluindo a dor a ser curada e os valores agregados, ao comprometer-se nesse salto qualitativo do pensar a Gestão do Conhecimento, em sua IES.

4. Sua melhor versão na Gestão, a um clique de distância!

Agora você já conheceu a ideia e percebeu que está a um passo (ou clique) de agregar mais valores e ideias ao arsenal de Gestão do Conhecimento que já possui. Você agora vai entender como a Gestão macro dos processos de Aprendizagem confluem, junto com os processos macro de Gestão administrativa, rumo à conquista de melhores e maiores conceitos, para seu curso e sua IES.

magicaAqui a grande questão não tem mágica: tem gestão inteligente, empática, dinâmica, focada em resultados. As práticas que vivenciei estão condensadas em exercícios, simulações, soluções, ações e resultados simples, que serão trabalhados no encontro presencial, para apontarem as possibilidades de melhorias nos conceitos do MEC.

Não tem como não querer um planejamento que conduz uma IES inteira a um novo destino: conceitos maiores, melhores e mais robustos, nas avaliações externas do MEC. São APENAS 10 VAGAS/TURMA! Entre em contato para formar sua turma de Gestores “in company”.

 

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O trabalho CICLO DE APRENDIZAGEM SÊNIOR: Ecossistemas Educacionais Sustentáveis de Profa. Dra. Denise da Vinha Ricieri está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional. Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com/2019/08/14/ciclo-de-aprendizagem-senior. Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://www.instagram.com/insightsdocentes/.

MGAP e a peritagem curricular

Há alguns anos me dedico às questões de gestão pedagógica do ensino superior e, entre elas, a desconfiguração comum que uma matriz curricular sofre, pela mutação homeopática dos ementários que dão vida às unidades curriculares que a compõem.

Para quem é do “chão de fábrica” do ensino – ou seja, está na sala de aula e nas reuniões de colegiado para pensar o formar dos egressos, no dia a dia – isso não vai soar como novidade. Afinal, do mesmo modo que o hábito faz o monge, o professor vai moldando a ementa à sua natureza e principalmente, à sua zona de conforto.

Não que esse seja, de todo, um comportamento reprovável, mas a verdade é que poucos estão atentos para os reflexos em cascata que isso é capaz de impactar num Projeto Pedagógico de Curso (PPC). Como uma insuficiência renal ou uma hipertensão arterial, o dano corre silencioso e invisível, por anos a fio.

Até o dia em que um recredenciamento ou a necessidade de uma atualização ou mudança curricular (Diretrizes Curriculares Nacionais estão todas sendo atualizadas neste 2016, atenção!) exige um olhar mais analítico sobre o quê efetivamente está sendo oferecido em sala de aula, em termos de formação curricular. E muitas vezes (na maioria delas, aliás) os resultados são desoladores.

Uma proposta curricular que era clara, com propósitos e objetivos alinhados, de repente (mas não tão de repente assim) encontra-se desfigurada pelo turnover dos professores que passaram e por suas respectivas ementas que foram sendo sutilmente modificadas, “melhorando” a um interesse próprio. Esse é o fenômeno imperceptível mais comum de ser encontrado, e tais mudanças e interesses não são providos de má fé: ao contrário, cada professor pensa sempre em dar o seu melhor.

O problema é que nem sempre “o seu melhor” é aquilo que o PPC entende como melhor no conjunto tecido pelas unidades curriculares, como foram planejadas. Então, tem início um processo onde uma cadeia de conhecimentos sequenciada e planejada fica corrompida e interrompida, perdendo sua lógica inicial.

Tendo em mãos, por inúmeras vezes, esse tipo de acontecimento, meu cérebro (que adora minimizar seu próprio trabalho e tem uma séria mania de buscar por soluções mais permanentes e flexíveis, quanto possível) sempre se incomodava com o processo quase Neantherdal das infindáveis reuniões de discussão para analisar danos e medidas paliativas.

Medidas paliativas não curam, portanto o retrabalho era consequência iminente (e indesejada para esse meu cérebro metido a folgado), embora seja uma constante entre professores negar que tais “pequenas alterações” atinjam de forma substancial o espírito de um PPC. Mas atingem, e da mesma maneira que, em um supermercado, trocos de dez centavos forem sendo negligenciados; no montante de um mês, ou de um ano, o buraco é mais que significativo!

Portanto aceite a realidade e só então conseguirá mudá-la. Foi o que fiz.

10411866_947462095300803_3032084027919842840_nJá era momento de estudar um pouco mais para pensar em uma instrumentação (gosto dessa área de desenvolvimento de instrumentações inovadoras e ágeis!) para acabar com essa novela da reabilitação dos PPCs por meio de consertos dos ementários.

Muitos temas transversais se repetiam, consumindo horas preciosas de encontros (ou aulas) onde se poderiam trabalhar competências, habilidades e atitudes novas e inovadoras. Mas havia mais: nenhum PPC, até onde eu havia tido conhecimento, efetivamente alinhava seus conteúdos claramente com os perfis curriculares demandados pelas DCN.

A pergunta “qual(is) unidade(s) curricular(es) contribui(em), com quanto, para exatamente, qual(is) perfil(s)” não tinha resposta clara e quantitativa. Havia sempre um discurso de que o conjunto do conhecimento, ao final do curso, atendia aos perfis, porém, com a tecnologia correndo solta pelo mundo do trabalho, com os conceitos e conhecimentos se renovando e mudando a cada minuto, como assegurar que estamos formando profissionais que atendam a todos os perfis previstos, se as unidades curriculares são tanto estáticas quanto personalizadas?

A resposta só veio em 2012, dois anos depois que comecei a fazer parte da equipe de elaboradores do Banco Nacional de Itens do Exame Nacional de Desempenho Estudantil (BNI-ENADE). Após os dois primeiros anos de estudos para atender às demandas e regulamentações da elaboração de itens, passei a revisora e então, a partir de um padrão simples, que reverti, surgiu a instrumentação que eu procurava para proceder ao que chamo de Peritagem Curricular.

Pense: por um lado as avaliações internas, na medida em que são feitas pelo professor ou pela própria instituição de ensino, existem para fazer julgamentos de valor, e propor alternativas no âmbito da sala de aula ou da instituição. Por outro lado, as avaliações em larga escala são elaboradas por um órgão externo às escolas, com a finalidade de fazer juízos de valor e propor alternativas em âmbito mais amplo que o da instituição de ensino, na aplicação do conceito internacional de accountability.

Tais avaliações e juízos são viabilizados pela aplicação de instrumentos de aferição e de análise sistematizada dos resultados e, no tocante à Educação Superior, o ENADE é um teste desenhado para medir o desempenho dos participantes em determinadas situações, com o objetivo de realizar inferências sobre o processo educacional em desenvolvimento.

Da mesma maneira que o INEP propõe a forma como os itens serão elaborados para compor o BNI-ENADE, é possível diagramar – inversamente – eixos dos Domínios/Objetos do Conhecimento versus dos perfis pretendidos pelas DCN em matrizes binárias, de maneira que o cruzamento dos eixos ofereça espaço para alocação das unidades curriculares que se lhe atendem e, com isso, gerenciar analiticamente os conteúdos das unidades curriculares.

O raciocínio é simples: se é possível elaborar uma questão que contenha o conhecimento de um determinado domínio (previsto pela DCN de um curso, especificamente) e que a aplicação desse conhecimento atenda à formação de um ou mais perfis, demandados pela mesma DCN, então é possível planejar – e mesmo peritar – uma matriz curricular alocando suas unidades curriculares nos cruzamentos dos eixos supra, a partir do que elas manifestam em suas ementas.

O resultado desse exercício prático de distribuição das unidades curriculares pelos cruzamentos dos dois eixos da matriz levará, em cada cruzamento, ao núcleo de unidades curriculares que compartilham finalidades similares na contribuição para a formação de perfis profissionais, e ainda, uma visão do todo apontará portos fortes (ou mesmo excedentes) e pontos fracos (ou mesmo inexistentes) da relação entre os conteúdos curriculares e o atendimento aos perfis previstos pelas DCN de cada curso de graduação.

A essa estratégia, ou instrumentação, batizei de Matriz Gerencial Analítico-Pedagógica (MGAP), na falta de um nome melhor, e ela acabou por se tornar um guia referencial para peritagens pedagógicas, ou seja, quantificação de valores de uma composição curricular que antes eram só timidamente qualificáveis.

A MGAP agiliza um primeiro olhar global no trabalho de professores, que como eu, são chamados a avaliar PPC de cursos. Mas com o tempo, ela foi se tornando (altamente) útil em treinamentos, capacitações e conferências, a respeito dos caminhos possíveis para implementar introdução de estratégias problematizadoras, de caráter multidisciplinar e multiprofissional, que abracem a transversalidade, de modo simples e claro.

Em tempos de transição no mundo educacional, onde as metodologias ativas urgem por serem implementadas nos cursos que aspiram por diferenciais para a aprendizagem de seus estudantes e destaque de seus egressos no mercado competitivo, a hibridização curricular pode começar do que já se tem – mesmo nas propostas conteudistas flexnerianas – por meio de estratégias pedagógicas simples, desde que se saiba que e como cruzar o planejamento de tais estratégias, dentro da matriz curricular.

Considere 2 aspectos importantes, quando o assunto é gerenciamento do conhecimento de um PPC: (1) os egressos passam, necessariamente, por avaliações externas periódicas, regulamentadoras do ensino superior no país (ENADE); (2) os resultados dessas avaliações impactam, substancialmente, sobre os indicadores institucionais e do próprio curso. Essas são 2 demandas obrigatórias, das quais nenhum curso superior é capaz de se esquivar, certo?

E se fosse possível usar os mesmos elementos dos itens supra para compor um processo que permeasse ativamente – leia-se ágil, flexível e personalizável – a construção  e revisão periódica do PPC de cada curso (por exemplo em semanas pedagógicas)? O resultado teria o potencial de conferir a esse PPC características desejáveis como maior consistência interna, melhor complementaridade e maior transversalidade.

Como resultado final desse processo simples, ágil e fácil de incorporar, passa-se à possibilidade de mapear o desenvolvimento das competências e habilidades, formadas nos egressos, por meio do acompanhamento da integralização progressiva das unidades curriculares.

avatar denise-1Por isso, a MGAP faz-se em uma construção reflexiva das pretensões institucionais, gerenciando a articulação das unidades curriculares como uma bússola, de tal forma que seja possível inferir:

(1) como as unidades curriculares devem distribuir abordar seus universos de conhecimento, num processo de co-criação e colaboração em tempo real;

(2) como e com quais outras unidades mais estão conectadas, ao contribuir para a edificação de um ou mais dos perfis profissionais descritos nas DCN e em seu próprio PPC;

(3) como evitar sobreposições desnecessárias de conteúdos e, assim, otimizar a carga horária a ela destinada com atividades efetivamente relevantes, focalizadas e imprescindíveis ao futuro profissional;

(4) quais as unidades curriculares que contribuem para um mesmo perfil, a partir do conceito dos domínios de conhecimento, viabilizando a proposição de problemas e simulações de situações práticas de modo organizado e sistematizado.

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Nosso trabalho é por um mundo com menos aulas e mais experiências de aprendizagem!