Inovação

Senta e toma um café, porque a conversa é boa…

Café é bom para (quase) tudo! E a concepção do “tudo” começa com sua visão de mundo, sua perspectiva educacional (se é professor), ou sua expectativa de aprendizagem (se é ser humano, porque aprender é para a vida e não só para a escola). A isso quero somar um conceito que passou a estruturar meus estudos e minhas ações como docente, pesquisadora e ser humano: INOVAÇÃO.

Basicamente, existem dois tipos de inovação: a sustentada e a disruptiva. Cada uma segue sua própria trajetória e conduz a um resultado diferente. As inovações sustentadas melhoram serviços e produtos já existentes, agregando valor e, via de regra aplicada no meio empresarial, levam a maiores lucros porque servem aos consumidores já existentes, de acordo com o que o mercado já definiu que é bom.

Em resumo: é fazer mais do mesmo, de uma maneira melhor ou mais atualizada, frequentemente mais cara que a forma anterior. Sob essa perspectiva, as inovações sustentadas são vitais para qualquer setor manter-se saudável e robusto, uma vez que há um esforço para oferecer melhores produtos e melhores serviços (CHRISTENSEN et al., 2013).

Inovações disruptivas tem uma concepção diferenciada. Elas não procuram trazer produtos melhores para clientes já existentes em mercados estabelecidos. Ao contrário, as inovações disruptivas visam uma nova definição do seja bom, assumindo a forma de produtos mais simples, mais convenientes e mais baratos, que atraem clientes novos ou menos exigentes, de início.

Com o tempo, elas aperfeiçoam o suficiente para que possam atender às necessidades de clientes mais exigentes, transformando os conceitos de um setor, transformando a forma de conceber, perceber e oferecer um determinado serviço ou produto (CHRISTENSEN et al., 2013).

Sobre essa visão de inovação disruptiva, um slide interessante resumiu o conceito. Durante uma conferência interna da IBM para Empreendedores, Sandy Carter[1] resumiu em como a inovação disruptiva já aconteceu no mundo digital, impactando outros setores de serviços (VALICH, 2015; KENNEDY, 2015).

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Figura 1: Slide de Sandy Carter em um evento interno da IBM para Empreendedores. Fonte: KENNEDY, 2015 (online)[2].

Carter mostrou com maestria quase disruptiva que aconteceram mudanças radicais na arquitetura do pensar, de forma diferente, processos e serviços cujos conceitos já eram muito bem estabelecidos.

Ele comprovou que a disrupção tecnológica mudou oito das principais indústrias de serviços do mundo (KENNEDY, 2015): (1) a maior companhia de taxis do mundo não possui nenhum veículo (Uber); (2) a maior rede de hospedagem mundial não possui nenhum imóvel (Airbnb); (3) as maiores companhias de comunicação telefônica não possuem infraestrutura de telecomunicações (Skype, WeChat); (4) o maior varejista do mundo não possui inventário (Alibaba); (5) a mídia social mais popular no mundo não cria nenhum conteúdo (Facebook); (6) o banco de crescimento mais rápido não possui moeda atual (SocietyOne); (7) a maior distribuidora de filmes e entretenimento não possui nenhuma sala de cinema (Netflix); (8) as maiores vendedoras de softwares não escrevem nenhum aplicativo (AppStore e Google).

Assim caminha esse “mundo lá fora”, numa expressão muito usada pelos estudantes e egressos de qualquer curso superior, e que reflete muito bem o quanto é preciso que a Educação mude e se renove “no mundo aqui dentro”. É momento de se antecipar à disrupção na educação, propondo modelos educacionais centrados na aprendizagem, ao invés do ensino, e no protagonismo do estudante, ao invés da determinação conteudista demandada pelo professor.

O caminho já foi iniciado e descrito por Clayton M. Christensen[3] e chama-se Ensino Híbrido. Esse caminho chegou com força à Educação brasileira em 2016, e veio para ficar. Você já está preparado para atuar nesse novo caminho?!

Referências Bibliográficas:

[1] Tweeter: @sandy_carter

[2] KENNEDY J. How digital disruption changed 8 industries forever. Online: https://www.siliconrepublic.com/companies/2015/11/25/digital-disruption-changed-8-industries-forever Última atualização: Nov2015. Acesso: 22Jan, 2016.

[3] Clayton Christensen Institute, URL: www.christenseninstitute.org

 

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