Competências e Pilares Educacionais

Curso 2: COMPETÊNCIAS & PILARES

lupa-1Já fez o Curso 1 dessa série? Ele trata das Neurociências e a Neurodidática para práticas didáticas focadas em metodologias ativas e competências e pode ser acessado diretamente na plataforma Udemy clicando aqui.

Agora que você já entendeu como funciona a mente de quem aprende, e principalmente, como criar organizadores prévios para a nova aprendizagem significada, chegou a hora de construir as competências, junto com a aprendizagem cognitiva.

Conhecer cada tipo de competência e dominar as formas de aplicá-las, na prática da sala de aula (presencial ou virtual), e no dia a dia, é um dos maiores problemas da geração de professores que se encontra em sala de aula, atualmente. O curso 2 vem para curar essa “dor”.

Para isso, aprenda a usar as 3 grandes classes de competências, no planejamento e nas aulas: a Taxonomia dos objetivos de Aprendizagem (Taxonomia de Bloom, original e revisada para incorporação de tecnologias como recurso de aprendizagem), o O.C.E.A.N. Model para as competências socioemocionais (conhecido como Big Five Soft Skills), e as competências técnicas ou treináveis (as Hard Skills), que são estabelecidas por relatórios internacionais de projeção de expectativas para as transformações, no mercado de trabalho.

É nessa PARTE 2 do curso Descomplicando as Competências, que eu trabalho os 4 pilares educacionais, do Relatório Jacques Delors da Unesco, considerado a base das inovações que se seguiram nos modelos educacionais do século 21.

Dissecaremos cada pilar, associando-o a uma teoria moderna de aprendizagem e/ou de inteligência, para que você elabore roteiros, aulas, atividades, estratégias e comportamentos que mudem o comportamento dos estudantes, e seus resultados de aprendizagem!

Como eu me inscrevo para fazer o Curso 2?

O programa de formação, assim como o desenho da trilha de aprendizagem, estão imperdíveis! Todo o material de apoio foi desenhado, passo a passo, para atender à melhor proposta de formação: o aprender fazendo para um novo pensar, aprendendo.

Estou trabalhando duro na finalização e sincronização de material e ele deve ir ao ar ainda no mês de Maio de 2020. Aguarde para acessar o link por aqui também!

super 100Desafie-se em uma formação que veio para transformar sua forma de lidar com o dia a dia da inovação educacional.

O futuro não está mais batendo à porta: ele entrou sem cerimônias na sua carreira e procura lugar para sentar… Vai mandar ele embora?

Então não fique de fora dessa oportunidade que agrega conhecimento, ciência, qualidade e experiência prática das melhores práticas inovadoras em sala de aula!

5 lições para a “volta” a um mundo pós-pandemia

live-post1Esse post é o material de suporte para acesso dos participantes e interessados na live do perfil INSIGHTS DOCENTES (Instagram). Essa live aconteceu no dia 16/04/2020, e foi gravada nos Stories do aplicativo, trazendo à tona a discussão dos aspectos do retorno à rotina de atividades docentes presenciais no Ensino Superior, após a quarentena global causada pelo corona vírus e a pandemia da Covid-19. Aproveite!

1. Entendendo o contexto

Nosso contexto está na timeline do perfil do @insightsdocentes, no Instagram, a partir das discussões e conflitos que todos vivemos no período da quarentena, no Brasil: primeiro, as discordâncias e discussões sobre as diferenças de definições sobre prioridades e vida, proteção, direitos e deveres, levadas a público e defendidas por diferentes segmentos do governo e da sociedade.

Nem precisa dizer que a ciência precisou impor (à força dos números) que não estamos mais na Idade Média para tomar decisões, e que cada cidadão desse planeta teve que tomar uma decisão não só para si, mas para aqueles no seu entorno, familiares ou não.

Superada a crise de campo semântico, passamos a uma nova e inédita realidade: o trabalho remoto e a mudança completa de hábitos e rotinas de vida. Isso mexeu com todos, em diferentes intensidades e de diferentes formas, mas MEXEU (maiúsculamente) COM TODOS.

lancamento

Logo, nos vimos com pirâmides de necessidades básicas invertidas, descobrindo que internet é mais do que um conceito: ela passou a ser o meio de vida e comunicação, de todos no planeta.

Da dona de casa e seu filho, maratonando desenhos ou jogos online, aos pesquisadores e profissionais da linha de campo, com o cuidado com os infectados, passando pelas reuniões online, de família ou de trabalho remoto, parece que o mais importante compromisso, nesse período, foi estar em dia com o pagamento dos provedores de sinal de internet.

Mais importante do que a nóia do papel higiênico, aliás…

Quarentena, quarenta dias.

Mas parece que já faz uma eternidade. Dentro dessa eternidade, cada um de nós – isolados do outro e em íntimo contato com o próprio “EU” – passou a novos comportamentos, ações, reações e interações. Com tudo e com todos.

E é dessa revolução tsunâmica, do eu, do nós, do trabalho, da razão, das incertezas, do medo e das ansiedades e perspectivas, que nasceu, pouco a pouco, uma nova dinâmica social digital.

Pesquisadores e atentos vêm coletando metadados, estudando seus impactos, projetando tendências, unindo reverberações: o impacto do distanciamento social versus realidade econômica dos países; atividades remotas no mundo do trabalho e na Educação; a diferença – e os percalços – da implementação da atividade remota no modelo educacional brasileiro.

Pronto! Chegamos ao ponto: o que foi feito nessa pandemia que possui o potencial de refletir na “volta” aos espaços do Ensino Superior?

2. Pegando carona ou analisando cenários futuristas?

O formato masterclass, escolhido para essa live, é pouco conhecido e pouco praticado, fora de circuitos de negócios de alto impacto financeiro. Aliás, na minha opinião, esse é um dos resultados das convergências transversais de modelos, para a Educação, durante o período de trabalho remoto: o contato e a consciência de que há muitos, e milhares, de novos formatos para comunicar, aprender, ensinar e formar competências.

Passou da hora do professor de verdade desapegar do modelo slide-prova e começar a considerar a flexibilização de formatos novos, para diferentes trilhas de aprendizagem.

Esse é o assunto da live, cujo formato foi planejado para compartilhar o melhor volume de análises possível, com complexidade compatível ao nível de esclarecimento de uma audiência seleta de professores. Combinamos ambientes informais, como uma mídia social e um blog, para mostrar um resultado da pandemia: como a formalidade da qualidade pode compartilhar espaço na informalidade das mídias.

super 100Não pegamos carona no modelo de live “polêmica pra fazer número”, tampouco só falar de amenidades. Vamos trabalhar sobre um roteiro de 5 ELEMENTOS (reais) CHAVES que determinaram profundas mudanças de MINDSET e de COMPORTAMENTO, e que devem se perpetuar nessa “volta”.

Acredito que esses 5 elementos (provavelmente) abrirão caminhos para as mudanças, de demandas e de velocidade de transformação, nos ambientes de formação superior, e na Educação, de modo geral.

Ou seja, trabalhamos com ferramentas para projeção de cenários futuristas, e analisar como cada um desses 5 elementos tem o potencial de transformar nossa vida profissional no pós-pandemia. Aliás, venho escrevendo (e praticando) sobre essas mudanças há muito tempo, em muitos espaços presenciais e virtuais.

3. Os 5 elementos em análise

Esse masterclass sobre volta a um Ensino Superior Pós-Pandemia é um tema vivo, e ainda em evolução. Não temos precedentes para uma situação global, dessa magnitude, nem nos tempos de Guerra.

A discussão dessa “volta”, em si, é um sinal da transformação, porque não se percebe ninguém que tenha consciência e conhecimento ativo e atualizado do mundo, como um todo, que não admita a necessidade de se discutir, nicho a nicho, área a área, as mudanças que ocorrerão na tal “volta”.

“Somos adultos inéditos. Nunca houve adultos iguais a nós. Os adultos do passado não precisavam se reciclar, não precisavam mudar, pois quando eram jovens, tinham que se adaptar aos mais velhos e às suas premissas. O adulto de agora – para continuar com algum espaço profissional e alguma aceitação social – deve adaptar-se aos jovens de hoje.”

Dado Schneider, em 2017.

Para discutir com você cada um dos 5 elementos, e suas tendências de pós-pandemia, eu usei um conceito que se aplica à análise futurista: a espiral do Ciclo de Renovação Tecnológica (faça download aqui).

Já escrevi sobre futurismo na Educação Superior, e sobre o grande desafio de cada geração em adaptar seu conhecimento à contínua evolução de um mercado de trabalho onde as tecnologias reconfiguram os hábitos de consumo e percepções de necessidades. Aliás, tenho até um curso (online, claro!) que lhe ensina como fazer essa transição de mindset.

CRT-mapa VPA
Ciclo de Renovação Tecnológica: um conceito convertido em ferramenta para mapeamento de mudanças e fundamentação de análise futurista, de comportamentos e de tendências, em nichos do mercado de trabalho.

O conceito foi convertido em ferramenta e é ela que eu aplicarei a cada um dos 5 elementos em destaque, para a prospecção de tendências futuras, na nossa volta aos espaços de trabalho, no Ensino Superior.

Vamos à eles!

3.1. REMOTO como um novo conceito de trabalho

internetPROBLEMA: o estado ATIVO REMOTO para (quase) todas as áreas, em algum momento do processo de entrega de processos, produtos e serviços, foi colocada “goela abaixo” de todos os setores, mesmo os mais resistentes, e que afirmavam que essa era uma impossibilidade.

MAPA CRT (download aqui): em cada uma das 6 etapas de análise, vemos que a “bola de neve” do velho conceito do que pode/não pode fazer, remotamente, foi sendo reconstruída pelas experiências, pelo compartilhamento de resultados de movimentos culturais e sociais, pela necessidade imperativa de adaptar-se à nova situação, sob risco de perder o posto de trabalho.

LIÇÕES: aqui, acabou o mimimi de uma geração inteira (Geração X) sobre o “não quero, não preciso, não vou”. Especialmente no Ensino Superior onde essa é, ainda, uma maioria nos altos postos de decisão. Não teve querer, nem resistir mais: ou faz ou tá fora. E o “tá fora” não é perder emprego agora: e estar fora da reformulação de práticas e diretrizes de trabalho, o inviabilizará a permanência no cargo, para uma próxima rodada.

TENDÊNCIAS PÓS-PANDEMIA: quem aproveitou todas as oportunidades para o tal upgrade, está mais que garantido! Percebeu, na adversidade, muitas novas oportunidades e espaços onde sua expertise, combinada com o tal upgrade nas competências de sustentação de práticas remotas, tornou-o um profissional único e ideal para trabalhar em equipes, rumo a um novo salto no desenvolvimento do Ensino Superior no país.

Os estudantes também voltarão outros: mais conscientes e ágeis tecnologicamente, eles se posicionarão mais ativamente nas suas turmas, aulas e aprendizagens. Protagonistas nesse novo modelo, eles mudarão de atitude e demandarão que seus professores mudem também, num jogo de ganha-ganha do processo de formação por competências, para uma nova realidade de mercado global.

3.2. PRODUTIVIDADE enquanto modelo de entrega

fightPROBLEMA: a cultura do home office ainda era remota no Brasil pré-pandemia. Aquela turma do “não dá!” era a mesma turma que não acreditava no remoto como uma possibilidade. Trabalho só era contado em horas, em presença física, quase independente do conceito de ENTREGA.

Por isso, não havia a preocupação de balizar parâmetros de entrega e, com isso, abrir as portas para o remoto e a produtividade como marcadores de desempenho profissional.

O mesmo valia para a relação entre professores e estudantes: confundir ensino remoto síncrono, emergencial ou não (que é uma tradução para a hibridização dos cursos presenciais), com EAD (sigla que, no Brasil, carrega um estigma negativo quanto à qualidade, ao contrário do resto do planeta). Critérios de produtividade e desempenho estudantil de aprendizagem pouco eram considerados na formação, antes da pandemia, apesar de serem a pedra angular das avaliações de cursos (IACG, 2017) e de egressos (ENADE), adotada pelo Inep/MEC.

MAPA CRT (download aqui): o mapa mostra que o caminho para desconstruir essa resistência passou pela necessidade do remoto e de estabelecer METAS DE PRODUTIVIDADE, para quem passou a home office no desempenho de suas funções. A aquisição de novas COMPETÊNCIAS DIGITAIS fez com que a bolha estourasse: gestores descobriram que certos nichos produzem até melhor, em home office, e profissionais se reinventaram nessa nova rotina.

Primeiro, veio a sobrecarga. Afinal, qual era o professor que já tinha trilhas e material planejado previamente para hibridizar a sala de aula? Passada a sobrecarga e iniciada a fase de ação, no ENSINO REMOTO SÍNCRONO EMERGENCIAL, cada um – gestor, professor e estudante – foi se reinventando e aprendendo na prática (mãos na massa) que há muitas outras formas de avaliação de produtividade e desempenho.

LIÇÕES: os multimeios remotos, adotados durante o período remoto da pandemia expandiu a sala de aula. Esse movimento já era recomendado há anos, mas tinha aquela grande parcela da turma do “não quero, não dá!”, lembra? Pois bem, atualmente todos os envolvidos no setor de Educação Superior – gestores, professores e estudantes – sabem que dá, sim! E essa é a lição que vira a mesa e muda os rumos do pós-pandemia…

TENDÊNCIAS PÓS-PANDEMIA: cientes de que “dá, sim!”, agora vem uma nova questão, muis mais do que uma nova tendência. Temos legislação que permite, fomos forçados a ver que é possível, quem resistia teve que entrar na roda e sambar junto… Por quanto tempo você acredita que as relações didáticas permanecerão restritas ao que eram, antes da pandemia.

Aqui, o fator principal – a PRODUTIVIDADE de todos os envolvidos – já criou critérios e parâmetros de avaliação, que era a enorme “preguiça” do setor. Os sinais apontam na direção de uma reorganização de trabalho docente (incluindo formas de contrato) em um breve e curto espaço de tempo, assim como a preferência por aqueles que já estavam preparados para a situação remota e mostraram QUALIDADE NA PRODUTIVIDADE que apresentaram.

3.3. COMPETÊNCIAS como busca primária pela formação profissional

super heroiPROBLEMAvivíamos os resquício da era do diploma e do conteúdo como o sonho de carreira dos indivíduos de uma sociedade, porque uma grande parcela já havia percebido – e paulatinamente migrado – para a oferta de formação por competências, junto com a diplomação.

Parece louco falando, mas era isso mesmo: até as iniciativas de aulas gravadas online, em plataformas de conteúdo, guardavam horas e horas de alguém falando com a câmera (ao invés da audiência), incontáveis slides em uma tela, e conteúdos organizados em uma narrativa desconectada com a aplicação. Era o velho modelo travestido de tecnologias, que as plataformas de conteúdo vendiam (ou vendem).

MAPA CRT (download aqui): alinhando o mapa para esse elemento, vemos que a busca por competências, por parte de quem quer estudar, rejeita esse modelo e sai em busca de formas ágeis e inteligentes de colocar o conteúdo em ação, dando propósito claro para a aprendizagem. Crescem, então, os cursos oferecidos por empreendedores, mais que aqueles oferecidos por professores, simplesmente porque os primeiros falam do PORQUÊ aprender, enquanto os últimos insistem em desfilar O QUÊ aprender.

Essa diferença de visão de entrega de formação (e não de diploma) fez com que, na pandemia, explodisse a busca – e a compra – por cursos que claramente formem competências aplicadas, no tempo imediato, às práticas desejadas.

LIÇÕES: reconfigurar conteúdos para uma narrativa de COMPETÊNCIAS (conteúdos em ação) foi o que mais sobrecarregou os professores despreparados, no trabalho remoto. mas essa reconfiguração, por outro lado, melhorou a produtividade de quem aprende, porque abriu as portas para que novas estratégias e mídias passassem a integrar as trilhas de aprendizagem.

Ah! ESSA FOI UMA LIÇÃO CENTRAL nessa pandemia: a nova cultura do aprender fazendo foi gerada pelo remoto e pela necessidade de produtividade, mas que tornou-se PILAR PARA AS OUTRAS TENDÊNCIAS, como veremos mais à frente.

TENDÊNCIAS PÓS-PANDEMIA: formar por competências não é uma novidade, mas seguir por esse caminho, na pós-pandemia, será uma temanda irreversível. Aprendemos a dar sentido ao que ensinamos, para manter os estudantes interessados do outro lado da tela: porque não fazê-lo, quando estamos todos juntos? A flexibilização do tempo de formação, para os estudantes de cursos da saúde é um sinalizador de que o MEC já tem o entendimento de que as competências profissionais podem ser formadas fora do âmbito das IES. Isso é muito sintomático.

Não haverá mais o retorno ao velho modelo da Pedagogia do Monólogo, na pós-pandemia, e isso é fato. Qual a implicação desse conjunto de sinais, na vida do professor?

O que haverá, com a FORMAÇÃO POR COMPETÊNCIAS sendo base dos novos PPC, e a hibridização tornando-se uma realidade, é que professores sejam designers de trilhas de aprendizagem e facilitadores de curadoria especializada. Isso significa que haverá um intenso movimento (imprescindível) de investimento no próprio repertório, por parte dos docentes, coisa que (a maioria deles) não faziam antes.

Toda necessidade de formação para a inovação era delegada às IES, e isso, sim, tem os dias contados na pós-pandemia. Contrata-se quem sabe o que deve fazer. Quem (ainda) não sabe…

3.4. COMUNICAÇÃO não é o que você fala, mas o que o outro ouve

como ehPROBLEMA: esse elemento parece confuso e desproposital, mas ele emergiu com força na pandemia, mostrando que a velha forma de falar não significava, exatamente, comunicar claramente as mensagens. Formar para a vida é comunicar competências de tal maneira que a mensagem seja apreendida, facilitando a aprendizagem. Comunicação é um elemento das acessibilidades, previstas no IACG do MEC, e está compreendida na atribuição de conceitos em muitos dos itens de avaliação da Dimensão 1.

MAPA CRT (download aqui): entenda melhor esse elemento acompanhando o desenrolar do mapa. Para ser professor era preciso SABER FALAR, até pouco tempo atrás, certo?! Quanto mais exposição de conteúdos e complexidade na fala, melhor era o professor, e isso revelava que não havia preocupação com a COMUNICAÇÃO, ou a ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL E METODOLÓGICA. Aliás, esses passaram a ser itens relevantes desde a implementação do ENADE, enquanto instrumento de avaliação externa dos egressos (portanto do desempenho de aprendizagem), e passaram a pontuar nos conceitos de curso, com o IACG de 2017.

LIÇÕES: na pandemia, os modelos de APRENDIZAGEM REMOTA dependiam da compreensão de quem OUVE, muito mais do que a complexidade de quem FALA. É o Human Centered Design em ação, ou o estudante como o centro do processo de planejamento e execução de trilhas de aprendizagem.

Então, de repente, a pandemia deixou uma coisa muito clara: O MELHOR PROFESSOR É AQUELE QUE APRENDEU A OUVIR os seus estudantes, nas diversas formas do ouvir enquanto escuta ativa didática (perguntas, dúvidas, desempenho em avaliações, produtividade). Com o que ouve, ele é capaz de RECALIBRAR SUA COMUNICAÇÃO, melhorando os parâmetros de acessibilidade e, com isso, criando espaços de aprendizagem híbridos e mais eficazes no propósito de formar por competências (conteúdo em ação).

TENDÊNCIAS PÓS-PANDEMIA: Aprender a ouvir, nas práticas didáticas, é saber fazer as perguntas certas, em momentos precisos do processo de neuroaprendizagem, para poder usar as respostas e os dados como feedback na recalibração das trilhas e das ações didáticas, visando PRODUTIVIDADE e DESEMPENHO dos estudantes na formação de  COMPETÊNCIAS profissionais específicas. Tudo se interliga, no final.

É uma tendência forte, quase uma nova obrigatoriedade do professor, o SABER OUVIR por meio de uma escuta ativa, que reverbera e melhoria do ambiente de aprendizagem híbrido – presencial e digital – estimulando os estudantes para fazerem o mesmo. Ouvir audiências, seja uma sala ou seguidores, é uma COMPETÊNCIA DE QUEM QUER SE COMUNICAR. E no mundo pós-pandemia, essa simplicidade, fluidez e clareza da comunicação divide aqueles que sofrem rejeição pelo que disseram, e têm que se desculpar em público, e aqueles que levam uma mensagem de liderança.

3.5. VÍDEOS confirmam-se como grandes motores do interesse digital

cerebroPROBLEMA: os modelos didáticos conteudistas estão centrados em slides, leitura e avaliação somativa; modelos adequados para uma época e uma realidade socioeconômica. Aquelas aulas que usavam papers científicos, como leitura e exercício de apoio à aprendizagem, o faziam de forma desconectada com cenários de ação desse conhecimento, no mundo, seja esse o  mundo do trabalho ou outras perspectivas de “mundo”.

Esse modelo, por muitas razões que se somam a essa, não se sustenta mais, e a pandemia só precipitou o que já era óbvio: a necessidade de novos formatos de comunicação para a aprendizagem por competências, em ambientes multimídia, multiplataforma e mobile, ou abordagens 3M.

MAPA CRT (download aqui): a evolução dessa realidade, na pandemia, trouxe mais dados que reforçaram estatísticas anteriores. As novas gerações aprendem mais, e melhor, por meio de narrativas significadas, conhecimento colocados em ação, estimulando competências de diferentes naturezas para o mesmo objeto de aprendizagem, e a paixão pelas estratégias em vídeos. Vemos essa evolução, ao longo do período da pandemia, com a facilitação do acesso a app e programas de edição de vídeos, muitos deles ágeis e mobile centrados, para facilitar a produção do tipo everywhere e anywhere.

LIÇÕES: As trilhas de neuroaprendizagem acionadas pelos vídeos, usados de forma educacional (note que eu não disse videos educacionais), ampliaram o engajamento de estudantes, especialmente quando trechos de séries e filmes traziam conflitos ou dilemas que despertavam para a aplicação da aprendizagem do dia, não sem dificuldades e obstáculos de implicações éticas. Isso é usar distratores emocionais para despertar a atenção ativa e, com isso, uma qualidade melhor na retenção do que se aprende.

TENDÊNCIAS PÓS-PANDEMIA: alguma dúvida de que o caminho para as produções educacionais em vídeo ganhem novos formatos e storyboard? Nada mais de professores dando aulas presenciais para câmeras: isso é tecnologização, não evolução. Nada de narrativas conteudistas: isso é perpetuar um modelo inadequado para as necessidades e a formação por competências. Nada de gravar “bate-papos” na tentativa (terrível) de mudar a narrativa: isso é falta de conhecimento e de repertório neurodidático e tecnológico.

Videos reúnem possibilidades quase infinitas de condução das trilhas mentais de quem aprende, especialmente quando oferecem contextos claros para aplicação dessa aprendizagem e desafiam o uso das competências para solução de conflitos e dilemas não-lineares. O repertório de qualquer professor, daqui para frente, tem que incluir o domínio das etapas de produção de material em vídeo (feita por ele ou terceirizada) como parte das competências docentes em liderar processos de aprendizagem híbridos.

4. Conclusões e provocações

A Gestão do Conhecimento é a grande tendência de competência docente, para o pós-pandemia. Essa gestão se dá mais verticalmente que o velho “dar aulas”. Ela inicia no planejamento e execução de narrativas, que contemplem trilhas sistematicamente organizadas, onde os estímulos para atenção criam organizadores prévios que facilitam a aprendizagem significada. E se continua, criando pontos de avaliação de desempenho de aprendizagem, formativas e somativas, capazes de refletir nos processos de avaliação de cursos, previstos pela Lei SINAES/MEC.

Os formatos de apoio para tais trilhas passam, necessariamente, por dinâmicas de contextos onde se aplica a “ciência do dia”, conferindo significado claro à aprendizagem. Simplicidade, clareza e propósito: essas são as formas de desenvolver novos caminhos de acessibilidade, em todas as definições, para os estudantes de Cursos Superiores.

mundo-de-beakmanSe você acha que eu estou inventando a roda, então deixa eu fazer uma viagem no tempo e lembrar que, em 1982, essas tendências apresentadas já eram percebidas (estamos quase 30 anos atrasados, então) e foram convertidas em um dos programas educacionais infantis de maior sucesso pelo mundo: “O Mundo de Beackman”.

Olha que louco pensar nisso tudo que falamos como tendências pós-pandemia, sendo executado com clareza, há quase 30 anos:

  1. A narrativa do programa possuía o foco na competência do aprender, inIciando pelo “FATO!”;
  2. Em sua estrutura, o programa possuía aquilo que em neurodidática dá-se o nome de marcação de foco: organizadores ou sinalizadores que chamam a atenção para uma ação clara e subsequente, que gera maior retenção da aprendizagem. Era o caso do “- Parem! Parem tudo! Estão ouvindo esse som?”: no programa isso significava que estava na hora do “Desafio de Beakman”;
  3. Os pinguins, conversando na abertura e no encerramento, faziam a conexão com o mundo: não importa quão longe ou isolado você esteja, a televisão pode levar a ciência e a aprendizagem até você (só que hoje é a internet, ok?!);
  4. Misto de cientista e professor, o personagem Beackman recuperava as mescla dessas identidades, junto com a acessibilidade na comunicação (verbal, visual e gestual), que se completava com a assistente inteligente, e o rato de laboratório, nem tanto.

O programa adotava uma linguagem direta, simples e bem humorada, iniciando com o Beakman contando algum fato científico curioso e convidando o telespectador, através da frase “Eu sou Beakman. E você acaba de entrar no Mundo de Beakman…”, a participar do programa.

Portanto, se quase 30 anos depois do Beackman, você ainda acha difícil a possibilidade da volta pós-pandemia mudar alguma coisa, lembre-se de que tudo isso aí acima eram realidades isoladas que a pandemia tornou acelerada e generalizada.

Mais que um vírus, somos dinossauros atingidos pelo fim de uma Era, e nossa sobrevivência, nos tempos que virão, dependerá tão somente da nossa agilidade em flexibilizar repertórios e competências para nos adaptarmos. Lembre-se disso quando voltar:

Dinossauros não foram extinguidos progressivamente. O impacto no planeta matou muitos, imediatamente. A propagação de radiação matou outros, tardiamente. A escassez de comida pelas mudanças climáticas e geográficas, necessária para sustentar os grandes tamanhos, obrigaram à migração de grandes manadas; essa migração era lenta e pesada, o que matou muitos no caminho.

Sobreviveu quem aprendeu a voar (ou já sabia). Sobreviveu quem aprendeu a ser mais leve, a diversificar suas necessidades, a ser mais ágil em busca do sustento, e atento aos sinais de novas mudanças climáticas. Sobreviventes desenvolvem-se e evoluem.

Não seja dinossauro: seja sobrevivente!

live-post2Muito obrigada pela sua participação nessa masterclass adaptada para uma nova visão de compartilhamento de conhecimento específico e especializado!

Sigam acompanhando nossos canais nas mídias e aproveitem os cursos online que já estão disponíveis para formar algumas das competências e mindset apresentadas na live e aqui, no ambiente de apoio!

Descomplicando as competências: uma formação online única!

Um novo ano para aplicar novos conhecimentos: é assim que eu encaro cada novo ciclo que a vida traz. E como nada mais é o mesmo de antes, professores também precisam alinhar seus repertórios para desenvolver novas competências para o mercado de trabalho.

Descomplicando as competências: você e eu, juntos na prática, e em edição limitada.

conexoes-mentaisNo seu terceiro ano de vida ativa, o Insights Docentes resolveu trabalhar ativamente para oferecer, online, muito do que era compartilhado apenas em cursos presenciais, para chegar a mais colegas e suas salas de aula, e impactar mais egressos de cursos superiores, preparados para viver intensamente suas carreiras, nesse mundo de evolução exponencial.

Para conseguir esse objetivo, desenhei uma formação online diferente: o Descomplicando as Competências. Essa formação será composta de cursos independentes entre si, mas em solução de continuidade: seu aproveitamento, enquanto aprendiz, será mais aprofundado e mais eficaz se cursar cada uma das etapas, na sequência.

Ele será composto de partes, liberadas progressivamente, para que você tenha tempo de estudar, entender, tirar dúvidas comigo (sim! você pode me chamar no direct do Instagram) e colocar em prática o que aprendeu.

Faça download do mapa geral de partes ou seções do curso clicando aqui

internetTrabalharemos juntos, em diferentes plataformas, trocando ideias e formando, pouco a pouco, uma Rede de Inovação para as muitas salas de aula! Cada curso dessa formação possui começo, meio e fim em si mesmo. Ou seja, se você se interessar pelo tema do curso 2, mas não quiser o tema do curso 1, tudo bem! A flexibilização é parte fundamental desse projeto para que ele chegue redondinho e do tamanho das suas expectativas, aí na sua telinha.

Como fazer esse curso?

Tem um vídeo preliminar que você pode assistir, para entender o contexto da proposta, que é levar suas competências e repertórios docentes para além das paredes de uma sala de aula: que tal pensar em empreender aquilo que sabe? Essa formação vai lhe mostrar os caminhos neurodidáticos e mais atuais para atrair a atenção, presencial ou digital: formar por competências, planejando de forma sólida e científica, com ferramentas atuais e criativas, em processos mais fortes em desempenho final de aprendizagem.

Curso 1: NEUROCIÊNCIAS & NEURODIDÁTICA

cerebroQue tal uma paradinha para entender o que acontece na cabeça de quem está aprendendo, hoje, nos tempos das tecnologias exponenciais, e como explorar esse conhecimento a seu favor? Essa sessão é fundamental para entender os porquês de todas as mudanças necessárias e ser um agente ativo e diferenciado de negócios educacionais.

No curso 1 a meta é ir fundo, reunindo em um único material as explicações científicas entre a diferença da inteligência cognitiva – e formar por conteúdo, para a inteligência emocional – ou formar de forma composta, agregando as competências como valores diferenciais.

Mostrarei porque seus alunos assistem a aula e não aprendem, como as metodologias ativas fazem a mágica e, principalmente, oferecerei suporte teórico científico para que você aprenda a mudar, desde a sua própria linguagem até seu planejamento, de curso e de aulas.

O objetivo dessa desse CURSO 1 é que você mergulhe no “aprender para a vida” e expanda seu repertório e suas competências para além da sala de aula, como um diferencial de carreira! Já pensou em montar cursos online? Ter seu conhecimento compartilhado (e remunerado) também fora de salas de aulas físicas? Então o curso 1 lhe ajudará mostrando como o novo processo de aprender acontece, e como você pode usar esse conhecimento em favor de planejamentos mais atraentes e competitivos, para a sua própria carreira, em um mercado educacional que se expande como nunca!

Como eu me inscrevo para fazer o Curso 1?

Os cursos estão hospedados na plataforma Udemy, e basta clicar aqui para acessar o espaço do curso.

E se quiser conhecer mais sobre os outros cursos que compõem essa formação, acompanhe os posts do blog e nosso perfil, no Instagram: mantenha-se conectado no dia a dia, porque essa é a melhor forma de acessar novos insights para sua carreira docente!

perguntaO curso 2 já está em preparação: saiba mais aqui!

Pronto para desafiar-se em uma formação que transforma sua forma de lidar com o dia a dia da inovação educacional que está batendo na porta da sua sala de aula?

Então 2020 está trazendo o melhor caminho para isso. Não perca!

4 pilares educacionais: o aprender para o século 21

ID2020 insta1No seu terceiro ano de atividades, o Insights Docentes (Instagram e YouTube) recalibra seus perfis para oferecer uma verdadeira escola digital de novas práticas docentes, começando as séries temáticas. As discussões feitas nos posts da timeline do perfil do Instagram foram convertidas em posts, com recortes da visão da inovação educacional, unindo documentos legais e teorias inovadoras do mundo exponencial das tecnologias.

unesco logo blogA primeira série veio em Janeiro/2020, recuperando e atualizando a nomenclatura das chamadas competências de aprendizagem. Da Taxonomia dos Objetivos Educacionais de Bloom (década de 60) para o Relatório “EDUCAÇÃO: UM TESOURO A DESCOBRIR”, produzido pela Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, para a Unesco, no ano de 1996.

Esse relatório influenciou diretrizes educacionais no mundo inteiro, incluindo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação no Brasil, a Lei 9394/96 de 20 de Dezembro de 1996, mais conhecida como LDB, e suas atualizações.

Apesar de ser inovadora, a LDB mantém uma nomenclatura presa ao conceito do “ensino”, quando estabelece os três domínios de competências a serem formadas nos egressos: saber, ou conhecimento; saber-fazer, ou habilidades; e saber-ser, ou atitudes.

As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Superior, as DCN, que datam, em cada curso, a partir de 2002, reproduzem essas competências como foco da formação dos egressos. Mas o mundo já estava abandonando o sistema centrado no professor e no ensino, para assumir processos centrados nos aprendizes e no aprender, que modificam a velha concepção para uma nova visão de competências, acrescida de um quarto domínio: APRENDER a conhecer, APRENDER a fazer, APRENDER a ser, APRENDER A CONVIVER.

É assim, nesse contexto, que o Insights Docentes abriu seu 2020, após girar 2019 em contato com professores do Ensino Superior de diferentes partes do país, por meio do acesso que o mundo digital proporciona. Nesses muitos contatos, percebemos que na cabeça – e na prática dos docentes – há uma confusão latente entre o velho modelo conteudista, e sua nomenclatura, e os novos paradigmas educacionais, e suas vertentes de abordagem.

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Foi para ajudar os colegas docentes do Ensino Superior, já determinados a mudar de paradigmas sobre suas práticas de sala de aula, que abrimos o 2020 resgatando os 4 pilares educacionais do aprender para a vida, em um resumo rápido do Relatório Delors, e lhe agregamos as novas visões e estratégias práticas para a formação do profissional requerido pelo novo mercado de trabalho do século 21.

Baixe aqui o PDF do mapa sobre a integração da visão clássica dos 4 pilares educacionais, acrescidos das abordagens inovadoras associadas a cada um deles. Você pode imprimir e desenvolver suas próprias ideias e atitudes para suas práticas docentes!

 

Os muitos resultados da personalização da experiência de aprendizagem

Em um mundo de CTRL+C / CTRL+V, personalização cativa a atenção de forma imediata, e vamos lembrar aqui que atenção é uma commoditie altamente disputada em todas as áreas do mercado de trabalho. Porque seria diferente na sala de aula?

Você ainda usa aquele velho fundo de Power Point? Seus slides ainda tem a mesma cor e imagens do semestre passado? Do ano passado? Você vai à frente de uma audiência – seja na sala de aula, em uma palestra ou uma apresentação pessoal como candidato a uma vaga – e mostra mais do mesmo? Sinto informar, mas a atenção (e os resultados) que você não conquista é diretamente proporcional ao diferencial que você não mostra… Mude essa realidade!

magicaQuero lhe apresentar 3 excelentes motivos para repensar seu material e sua abordagem, migrando para a personalização de roteiros, slides e material de apoio à aprendizagem. Abrir espaço para o estímulo visual

Se você quiser um material personalizado, desenvolvido por mim, é só escrever para insightsdocentes@gmail.com solicitando maiores informações.

O processo é todinho online e os resultados são inenarráveis! Vamos lá?

Ah! Surpresinha: quem ler até o final, vai ganhar P-R-E-S-E-N-T-E-E-E-E!

1. Economia da atenção: já ouviu falar?

Mudanças de mindset (para professores e estudantes) são processos, e não produtos. São processos espelho: um estudante que não percebe o engajamento do professor em transformar as aulas, também não se sentirá compelido a se engajar, para transformar seu papel na aprendizagem. Esse é todo o segredo do sucesso: mudanças de dentro para fora.” (Texto na íntegra aqui)

Há muito escrevi sobre a importância de aplicar os novos conceitos de Economia da Atenção ao planejamento didático: um recurso simples e altamente eficaz para transformar a sala de aula e os resultados dos estudantes, frente à aprendizagem e a aquisição de competências (leia o texto na íntegra aqui). Isso é ir além do conteúdo.

economia-da-atencao
Trecho destacado do livro O guia completo do Storytelling, de Fernando Palacios & Martha Terenzzo, Editora Alta Books, Rio de Janeiro/RJ (2016).

A aplicação do conceito de Economia da Atenção modifica um paradigma essencial da atuação docente, qual seja, passar do “dar aulas” para o “desenhar trilhas de aprendizagens”. O conceito aplicado da economia da atenção modifica substancialmente o fluxo do trabalho docente, passando o centro do processo de si, para o estudante.

Em termos de economia da atenção, mais-é-menos. Em outras palavras, se um professor deseja – de verdade – ganhar a atenção do estudante e, assim, despertá-lo para seu papel protagonista no processo de aprender, ele precisa não preencher horas e horas de aulas com assuntos prontos, mas com pontos de contato (ou touch-points) capazes de instigar o desejo do estudante em engajar-se no assunto, explorando-o de forma significada.

Esse é o primeiro resultado da personalização do material didático: a ATENÇÃO DO ESTUDANTE para um processo todinho pensado nele e feito para ele. Isso mexe com o emocional, e as neurociências já nos ensinaram (e eu já ensinei nos cursos de Ciclo de Aprendizagem) como as emoções são importantes marcadores de adesão do novo conhecimento às redes de conceitos subsunçores, perfazendo o circuito neural da aprendizagem.

Trabalhei esse conceito de emoções e aprendizagem nos textos sobre como usar o modelo Jornada do Herói de Storytelling, e o componente de emoções versus retenção da aprendizagem você pode ler aqui.

Em outras palavras, ao se tornar o foco claro da atenção do professor, cada estudante reage e interage a essa atenção, a seu modo e repertório, dedicando mais tempo para explorar o “novo” (afinal o material é novo, e a turma anterior nem viu!), o que de per se já implica em maior dedicação à aprendizagem e desenvolvimento de protagonismo.

conexoes-mentaisO material personalizado amplia a captura de fase das áreas envolvidas com a aprendizagem, aumentando a captura neural, melhorando a atualização das redes de conceitos subsunçores que são os determinantes da aprendizagem atingida.

Um estudante envolvido com o material e processos que esse material estimula, desenvolve competências para além do conteúdo, em uma formação para a Vida, e não, para a prova.

Resumo puro e prático das teorias de Inteligência Emocional e Neurociências do Foco e Atenção, do super Daniel Goleman.

2. Ativar lógica-criativa como modelo mental de engajamento na aprendizagem

E já que falamos de neurociências, é impossível não destacar a necessidade de desenvolvimento de processos lógico-criativos como caminhos para a aprendizagem significativa. Falamos mais desse assunto nesse post, que foi parte do material de trabalho do Workshop para Docentes e Coordenadores de Cursos de Fisioterapia, no 11o. Congresso Internacional de Fisioterapia (Salvador/BA, Setembro/2019).

Nas capacitações do modelo Ciclo de Aprendizagem (nível 1 e nível 2) essa é a tônica das atividades: mudar a narrativa para uma cadência mais criativa, estimulando áreas cerebrais direitas a trabalharem em parceria com o lado lógico esquerdo, mais “dominador e autoritário”.

C2 modelo protagonista
Tudo baseia-se em estimular um set-point emocional favorável ao desenvolvimento de um Growth Mindset no estudante: (a) acreditar que habilidades podem ser treinadas e que competências podem ser desenvolvidas; (2) superar desafios, para desenvolver resiliência; (3) adotar modelos colaborativos, para soluções melhores e mais ágeis.

Mais do que uma realidade de mercado, isso é uma verdade científica: explorar soluções junto com evidências, inovação e treinamento, em processos modulados e simultâneos.

Outra base desse segundo resultado da personalização é trabalhar com o foco no PORQUÊ, um princípio dos líderes, explicados pelo Golden Circle. Já escrevi sobre isso aqui no blog, e esse princípio faz parte da formação em Ciclo de Aprendizagem Nível 2.

3. Líderes inspiram: esse é o papel fundamental do professor

Há competências que podem ser treinadas pela repetição de movimentos, trajetos ou métodos: essas são as competências de Aprendizagem (domínios cognitivo e psicomotor de Bloom) e as hard-skills (técnicas). Há outras, porém, que precisam ser estimuladas repetidamente, até que se tornem um hábito: essas são as atitudes (domínio psicoafetivo de Bloom) e as soft-skills (socioemocionais).

A escolha da identidade visual; do material de apoio didático à aprendizagem é tão importante quanto o próprio planejamento de competências.

cocriar2Ele estimula o engajamento na medida em que emoldura o compromisso docente com a personalização da trilha de aprendizagem formativa, a partir do perfil de cada turma. Não é refazer todo o material, a cada semestre: isso é o conteúdo. É usar dinâmicas de diagnóstico didático para identificar expectativas e perfil de cada turma para adaptar a narrativa: isso é formar competências, com o conteúdo.

Um material personalizado é um espelho para o estudante: ele também estimula competências indiretas, como criatividade, inovação e personalização, pelo exemplo e pela liderança que o professor e suas práticas didáticas inspiram. Personalizar material, aulas e interações, traz para a sala de aula essa, que é uma prática altamente valorizada no mercado de trabalho: agregar repertório e valores à oferta de processos, produtos e serviços.

É assim que vamos além do conteúdo e das competências, na formação de egressos aptos a atuar e adaptar-se a um mercado de trabalho em contínua evolução e aos hábitos de consumo que se transmutam com a dinâmica do desenvolvimento tecnológico.

Personalizar é o bicho!

Se você é professor ou estudante, que vai apresentar algum trabalho ou seminário (sim, porque aí você se torna o professor da vez!), essa é a grande dica: PERSONALIZE! Use sua criatividade, seu repertório, desenvolva mais habilidades, comunique suas ideias em novos formatos e cores, imprima mais de você ao agir e interagir com qualquer audiência.

O sucesso não tem segredo nem mapa garantido, mas se tem uma coisa que o sucesso tem é a característica de se destacar pelo diferencial. Portanto, ao se diferenciar da média – quando comunica-se com sua audiência – você já andou metade do caminho do sucesso.

Veja um exemplo de quem já personalizou seu material visual e alcançou transformações na experiência de aprendizagem, no engajamento da atenção, na comunicação com mais eficácia, e na estimulação de competências. Essa mudança proporciona descobertas na audiência, seja em sala de aula seja em palestras e apresentações, abrindo espaços para que cada um descubra seus próprios repertórios para personalizar sua interação, no processo de aprendizagem:

TEM PRESENTEEEEE!

Gostou desse universo? Se você quiser um material personalizado, desenvolvido por mim, é só enviar um e-mail para insightsdocentes@gmail.com  solicitando informações sobre como podemos personalizar seu material. O processo é todinho online e os resultados são inenarráveis!

Mas para ajudar você a-g-o-r-a a personalizar suas experiências didáticas (aulas, apresentações, palestras ou seminários), você tem 3 presentes abaixo:

  1. minha apresentação de palestra, no 11o. Congresso Brasileiro de Fisioterapia, sobre Neurociências e Inteligência Emocional: perceba que imagens, cores e disposição de elementos possuem um papel mais importante na indução da ideia, do que as letras e o conteúdo propriamente escrito. Aqui o foco era trazer a atenção para o que eu falava, com o lado lógico cerebral, enquanto a tela era um grande pano de fundo estimulando, visualmente, o lado criativo. Foi assim que criei mais vias para fixação da mensagem que eu queria passar: neurodidática cativa, engaja e estimula protagonismo, na audiência.
  2. quer mudar seus slides? Vai aqui uma mãozinha (um arquivo de Power-Point) para usar em apresentações que despertem para a criatividade e inovação;
  3. mais um presente? Teeeemmmmm! Aqui vai mais um arquivo de Power-Point para mudar os velhos modelos…

Junte-se a nós no Instagram e no YouTube e venha conhecer mais sobre as mudanças de paradigmas educacionais e transformações da prática docente, no Insights Docentes.

11 Congresso Internacional de Fisioterapia, Workshop – Estação 3: CO-CRIAÇÃO como estratégia ativa de aprendizagens complexas

Aqui você encontra 4 textos de apoio para uma dinâmica presencial em Estações Rotativas de Trabalho para conhecer o Ciclo de Aprendizagem em Ação. Uma  sistematização de inovações para a sala de aula, pautada na ANDRAGOGIA DO DIÁLOGO, que considera, que considera: [1] Trilhas de Aprendizagem com mindset de crescimento (pautado em competências) com [2] reorientação da narrativa do conteúdo, centrada na aprendizagem do estudante, [3] que se completa na expansão da sala de aula e nas [4] estratégias conectadas às competências em formação, bem como no [5] desempenho com foco na Legislação para o Ensino Superior (Inep/MEC).

 

Estação 3: CO-CRIAÇÃO e COMPLEXIDADE (Prof. Mayron Souza e Silva, Facilitador)

Vamos falar de estratégias, seus tipos e desempenho, dentro de um Design de Aprendizagem? Você pode buscar mais conhecimento sobre esse assunto usando a terminologia de estratégias neurodidáticas, ou neuroeducação.

Há muitas classificações para as estratégias de ativação da aprendizagem, e cada uma delas considera um ponto de vista, dentro desse processo. Nas capacitações docentes baseadas no conceito de Ciclo de Aprendizagem adotamos o conceito que assume 3 tipos clássicos de estratégias, segundo a conexão que fazem entre as competências envolvidas e o perfil de conhecimento que está em processamento.

bitm-mayron-1.jpgAs experiências que o Prof. Francisco Mayron de Sousa e Silva trouxe para compartilhar abordam o tipo mais complexo: ESTRATÉGIAS GENERATIVAS, onde a CO-CRIAÇÃO DE MODELOS recupera e estabelece novas e mais fortes relações entre rede subsunçora, nova aprendizagem e aplicação prática.

Essa classificação compila 3 grandes áreas de teorias da aprendizagem e, particularmente as experiências compartilhadas pelo Prof. Mayron, usam como base a TEORIA DA APRENDIZAGEM GENERATIVA DE WITTROCK (1974).

“De acordo com esta teoria, os sujeitos apreendem o significado da
informação através da produção ou construção de relações entre a nova
informação e o conhecimento já guardado na memória a longo-prazo.
Inclui quatro componentes principais – criação (generation), motivação,
atenção e memória … (Wittrock, 1990)”. Leia material na íntegra aqui.

1. Os tipos de estratégias e a experiência de co-criação

Para situar o leitor no cenário das estratégias, apresentemos as 3 classes:

  1. Mnemônicas, quando a meta é memorizar dados brutos, sem razões rastreáveis. Aplicadas, de forma geral, para unidades curriculares do ciclo básico de cursos superiores, que utilizem normativas, fatos, eventos, datas e nomenclatura técnica. Nessa classe encontram-se as codificações duais, as técnicas de organização e as de associação de ideias.
  2. Estruturais, mais eficazes quando aplicadas para o desenvolvimento de competências não-técnicas ou socioemocionais, porque organizam a aprendizagem em pequenas ideias relacionadas entre si de modo a agilizar a recuperação da memória neural. Nelas se encontram os mapas conceituais, diagramas, fluxos, esquemas e todos os recursos que combinam textos a imagens.
  3. Generativas: também chamadas de matemagênicas (Rothkopf), usam a co-criação de material, por parte dos estudantes, ajudando a estabelecer relações entre ideias e integrar o novo conhecimento às redes subsunçoras. Usadas principalmente na aquisição e desenvolvimento de competências técnicas (hard-skills), incluem destaques, notas, formas de responder e perguntar, modelos, maquetes e detalhamentos.

Dessa maneira, as estratégias de modelagem e co-criação que se encontram apresentadas nessa estação de trabalho, pertencem à classe de mais alta complexidade na formação de competências e de aprendizagem.

2. Co-criação como estratégia de aprendizagem: o coletivo e a complexidade

Temos 2 experiências em momentos curriculares diferentes, mas que o mesmo design de trilha de aprendizagem foi aplicado: a co-criação pela modelagem. De um lado, Fisioterapia em Queimados; do outro, Administração em Fisioterapia.

Mas o que é co-criar?

Um grande exemplo para demonstrar o quanto ideias revolucionárias são produto de um conjunto de ideias de várias pessoas é se nos atentarmos em descobrir como surgiu a teoria da evolução e da seleção natural. Se alguém chegar a você e perguntar quem foi o responsável pelas ideias que sustentam a teoria da evolução e da seleção natural, quase que de imediato a resposta será Charles Darwin.

cocriar2O que poucos sabem é que para que essas teorias fossem desenvolvidas várias pessoas estavam envolvidas nesse projeto. Assim como Darwin, o cientista Alfred Wallace também estava debruçado em ler os mesmos livros e viajar para lugares, próximos aos de Darwin. Foi a junção das ideias, e do trabalho de todos envolvidos em desenvolver esse mesmo projeto, que chegamos aos resultados que comprovaram essas teorias.

Esse “fenômeno” pode ser denominado como cocriação. A Cocriação nada mais é do que o “criar junto”, é um conceito importante e bastante fortalecedor, pois todos nós sabemos que não podemos fazer nada em nossas vidas sozinhos. Sozinhos não vamos a lugar algum.

Co-criação é uma expressão que vem ganhando força no mundo do trabalho, sob diferentes aspectos. Essencialmente co-criar é criar coletivamente uma realidade, e significa trazer inovação por meio da associação de pessoas, ideias ou elementos de fora de um sistema (empresa, curso, aula), agregando valor, conteúdo, inovação ou marketing ao negócio, e recebendo algum tipo de benefício pela contribuição contribuído.

Co-criar em sala de aula é um exercício de recuperação coletiva de memória e construção, modelando externamente aquilo que queremos remodelar internamente, em trilhas mentais de aprendizagem. Co-criar resgata 4 dimensões de competências no estudante: saber, fazer, ser, empatizar.

Para o docente, é preciso selecionar o melhor momento na trilha de aprendizagem para aplicar esse tipo de estratégia generativa: se precoce demais, ela não alcança seus objetivos de estabelecer e atualizar as relações de conhecimentos; se tardia em demasia, ela perde o sentido de interesse e de vínculo, sendo incapaz de despertar a 4a dimensão de competência, que é a empatia.

2.1. O co-criar em queimados: a densidade dos conhecimentos nas redes subsunçoras

bitm Mayron-2O Prof. Mayron mergulhou fundo no potencial da unidade curricular de Fisioterapia em Queimados quando reuniu todas as 4 dimensões em um momento crucial: depois da revisão de morfofisiopatologia dos tecidos e graus de queimaduras, e antes de seguir rumo às intervenções fisioterapêuticas.

hexa-FOCOEsse momento, considerado ideal na trilha de aprendizagem, faz a união entre o foco da aprendizagem e as habilidades de comunicação, do coletivo dos estudantes (grupos) que devem co-criar a experiência de um caso clínico de queimadura, por meio de tintas, maquiagem e material de artes, para simular uma realidade.

mayron Q

Ao todo, 4 grupos se dividiram em 4 regiões/graus de queimadura, de acordo com o caso clínico recebido, e passaram ao processo de co-criação visual da queimadura, tendo como meta a visualização dos elementos morfopatológicos que deveriam estar presentes, de acordo com o relato do caso que receberam.

hexa-ENGAJQuando se associa o conhecimento lógico à expressão criativa de aspectos de sua essência – neste caso, o aspecto visual do relato de uma queimadura – a mobilização mais complexa das vias neurais ocorre como resultado do acionamento de muitas e múltiplas áreas cerebrais envolvidas. Nasce, de forma espontânea, o ENGAJAMENTO dos estudantes no aprofundamento da aprendizagem.

hexa-SIGNEntre a recuperação da memória (escrita e visual) dos elementos necessários para compor a tarefa (anatomia, fisiologia, fisiopatologia) e a expressão concreta do resultado (cores, texturas, densidades e elementos), acontece o construto coletivo, ou seja, a contribuição do individual para a co-criação, inteligente e criativa, do resultado almejado.

A aplicação dessa estratégia combina as relações de elaboração, reflexão, julgamento e design do tema, de acordo com a personalização do estudante, e a expressão, de acordo com o repertório coletivo de habilidades.

2.2. O co-criar em Administração: detalhes da EMPATIA

Na unidade curricular de Administração, o componente empático define investimentos e estrutura, design de ambientes, e soluções para o bem-estar do paciente em trânsito pelas instalações de uma clínica de Fisioterapia.

dicas-EMP

Usar a modelagem de maquetes, em unidades curriculares teóricas como Administração, transporta o estudante para o mundo empresarial onde o diferencial é oferecer mais que o acesso a um atendimento: é preciso oferecer uma experiência memorável de recuperação funcional, e cada elemento arquitetônico possui uma função para essa finalidade.

dicas-OCEANO

IMPORTANTE: se você não domina (ainda) como planejar as competências de aprendizagem, e como elas se conectam com as demais competências, tem OFICINA ONLINE sobre TAXONOMIA DE BLOOM, para docentes, explicando esse passo a passo. Clique aqui e comece a entender esse novo universo agora mesmo!

 

3. Conclusão

Aproveite o material dessa estação de trabalho e converse com o Prof. Mayron, que está presente para trocar ideias e mostrar que mudanças de mindset geram mais resultados que recursos randomicamente aplicados, como estratégias isoladas para “adornar” velhas aulas teórico-expositivas.

Essa estação de experiência de trabalho contém, ainda:

  • 1 Design de Aprendizagem para você fazer download aquireferente a esta experiência de trabalho com Ciclo de Aprendizagem, e entender como funcionou o processo que viu aqui;
  • Uma experiência em Realidade Aumentada (que será apresentada nessa estação de trabalho) para você se inspirar e saber que mudar é possível, requer dedicação (mas vale muuuuito à pena), e tem ferramentas gratuitas online, para lhe ajudar nesse processo.
  • Tem uma SUPER oficina online AQUI para estudantes, professores e profissionais entrarem nesse novo mundo da tecnologia e da experiência de usuário como eixo fundante de novos processos, produtos e serviços profissionais. Faça e recomende aos seus colegas e/ou estudantes: saia da zona de conforto!

magicaGostou?! São 3 estações de trabalho, 3 oportunidades de conhecer novas maneirsa de trazer o mundo para a sala de aula, e de levar a sala de aula para esse novo mundo exponencial!

Não perca um só minuto dessa oportunidade e leve para sua IES as novas ideias e capacitações. Mudar de conceito (no MEC) é mudar os conceitos (de práticas docentes).

 

 

 

11 Congresso Internacional de Fisioterapia, Workshop – Estação 2: COMUNICAÇÃO & METACOGNIÇÃO nas Trilhas de Aprendizagem

Aqui você encontra 3 textos de apoio para uma dinâmica presencial em Estações Rotativas de Trabalho para conhecer o Ciclo de Aprendizagem em Ação. Uma  sistematização de inovações para a sala de aula, pautada na ANDRAGOGIA DO DIÁLOGO, que considera, que considera: [1] Trilhas de Aprendizagem com mindset de crescimento (pautado em competências) com [2] reorientação da narrativa do conteúdo, centrada na aprendizagem do estudante, [3] que se completa na expansão da sala de aula e nas [4] estratégias conectadas às competências em formação, bem como no [5] desempenho com foco na Legislação para o Ensino Superior (Inep/MEC).

Estação 2: as (muitas) formas de COMUNICAÇÃO & a METACOGNIÇÃO na Trilha de Aprendizagem (Profa. Vanessa Amorin, Facilitadora)

A comunicação mudou em todas as áreas, e não seria diferente na Educação. No velho modelo da Pedagogia do Monólogo, o professor de sucesso era o que sabia FALAR: muito e complexamente. Quanto mais conteúdo, mais eficiência. Sim, o termo aqui é eficiência: fazer mais do mesmo, direitinho.

Com as mudanças impostas pela evolução exponencial das tecnologias, e pelas mudanças de hábitos de consumo de toda a sociedade do planeta Terra, o Ensino Superior encontra-se em plena Era da Andragogia do Diálogo, onde o professor de sucesso é aquele que sabe OUVIR e COMUNICAR-SE, por diferentes meios e formatos. Nesses tempos de mudanças, quanto mais domínio de neurodidática, mais eficácia no processo de aprendizagem. E sim, o termo agora é eficácia: tomar decisões melhores, visando melhores desempenhos.

bitm vanessa-3Percebeu a diferença? Essa é só uma (das muitas) delas, e é sobre essa diferença que tratam as experiências de inovação de planejamento e execução de trilhas de aprendizagem da Profa. Vanessa Amorin Braga: fisioterapeuta, docente do Ensino Superior e Tecnológico, ela leva muito a sério a necessidade de renovar as práticas docentes.

Com a Profa. Vanessavamos explorar duas experiências sobre as diferentes formas de comunicação, no processo de aprendizagem: a primeira, a comunicação vertical – professor-estudantes-professor – trabalhando a inteligência emocional dos estudantes para converter o erro em elemento ativo da aprendizagem; e na segunda, a mediação da competência de comunicação horizontal -estudantes-estudantes – desenvolvendo modelos mentais de organização do conhecimento, ou METACOGNIÇÃO.

1. Comunicação vertical e o erro como elemento ativo no processo de aprendizagem

Na escola, o erro é personagem principal (como vilão, é claro!) da novela chamada Avaliação da Aprendizagem. O erro é fruto da análise do professor às respostas dos alunos, em termos de certo ou errado, o que revela o tanto que ainda se cultua a pedagogia da resposta, que, por sua vez, expressa o quanto ainda estamos, como bem definiu Paulo Freire, na era da educação bancária. Paulo Freire propõe, como antídoto à pedagogia da resposta, que o ensino se oriente na direção de uma educação libertadora, que muda o foco cartesiano da resposta certa, para o foco libertador de um ensino que estimule a pergunta e que desenvolva a curiosidade de aprender. (Acesse o texto na íntegra aqui)

Em termos gerais, o estudante só é confrontado para corroborar seu grau de aprendizagem quando chega a avaliação formal, ou a tal “prova”. Nela, o confronto é implacável: cada erro representa uma perda quantitativa de pontos, o que coloca em risco seu processo de aprovação.

Diante desse cenário inexorável, a grande maioria dos estudantes repete o mesmo comportamento primitivo de sobrevivência: repetir o que o professor quer encontrar como resposta, aderindo ao produto de aproveitamento de notas, e abandonando o processo de evolução da aprendizagem.

ensino-aprendizagem
“Não é porque há alguém ensinando, que há alguém aprendendo.”

Nesse relato, real em mais de 90% das práticas docentes em currículos conteudistas, há 3 importantes fatos a serem observados:

 

  • um “confronto” único entre o que o professor acha que ensinou, e o que o estudante efetivamente aprendeu;
  • o fato de que os resultados quantitativos implicam, emocionalmente, em fracasso e perdas, sem chance de lidar com o PORQUÊ do erro ter acontecido, durante o trajeto da aprendizagem;
  • o fato de existir um “poder” unilateral absoluto, que estabelece o que é sucesso e fracasso, muitas vezes em uma oportunidade única, onde discordar pode representar perder todo um semestre de esforço.

Essa é um descrição bem aproximada da maior parte da comunicação vertical que acontece nas salas de aula atuais: a comunicação de desempenho no sentido professor-estudante.

1.1. A experiência da avaliação qualitativa: adesivos, empatia e compartilhamento do poder dentro da trilha de aprendizagem

A Profa. Vanessa preocupou-se com esse cenário, incluindo o fato de que turmas com baixas notas não expressavam, necessariamente, baixa capacidade de aprendizagem. Então, onde estaria o “furo” nessa equação?

Em turmas com dificuldades de aprendizagem, o ERRO assume um papel IMPACTANTE no desempenho estudantil, porque ele sempre surge na “prova” e é tratado como punição. Em reposta, o sistema emocional do estudante abandona o engajamento e assume a “repetição do discurso do professor”, como meio de evitar a punição. É preciso reorganizar esse processo em estratégias de comunicação de erro que permitam aproximação e compartilhamento de poderes, dentro da sala de aula.

vanessa-foto stickersEla apostou em monitorar o processo de aprendizagem – uma estratégia de planejamento do Ciclo de Aprendizagem, do qual é monitora – por meio de avaliações qualitativas.

Mas sua ideia foi além: ela produziu uma forma muito pessoal e altamente empática de comunicar o erro para seus estudantes.

Cada adesivo qualificou um desempenho e essa comunicação vertical professor-estudante se converteu em aproximação: o estudante era motivado pelo adesivo a questionar o que faltou para ganhar um adesivo de grau melhor.

hexa-ORGOu seja, eles foram em busca da ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO novo, em relação ao universo de conhecimento pregresso (conhecimento subsunçor) que eles trouxeram para essa unidade curricular.

Esses são princípios da Aprendizagem Significativa: processo por meio do qual uma nova informação relaciona-se, de maneira substantiva (não-literal) e não-arbitrária, a um aspecto relevante da estrutura de conhecimento do indivíduo.

conexoes cerebraisQuando o estudante identifica, com clareza onde estão os problemas resolvidos pela aprendizagem, acontece o upgrade das trilhas mentais que organizam o processo, e atualização dos conceitos subsunçores.

Foi assim que a Profa. Vanessa encontrou sua própria solução inteligente para movimentar suas práticas docentes no sentido da Aprendizagem Significativa. Na teoria de Ausubel, o processo de assimilação é fundamental para a compreensão do processo de aquisição e organização de significados na estrutura cognitiva.

“A aprendizagem significativa desenvolvida por Ausubel propõe-se a explicar o processo de assimilação que ocorre com a criança na construção do conhecimento a partir do seu conhecimento prévio. Dessa forma, para que ocorra uma aprendizagem significativa é necessário: disposição do sujeito para relacionar o conhecimento; material a ser assimilado com ‘potencial significativo’; e existência de um conteúdo mínimo na estrutura cognitiva do indivíduo, com subsunçores em suficiência para suprir as necessidades relacionadas.” (Texto na íntegra aqui)

1.2. O impacto dessa experiência em resultados mensuráveis

Usar avaliações intermediárias (qualitativas) às avaliações principais (quantitativas) foi um planejamento de sucesso para impactar sobre os 3 fatos impactantes, citados ao início desse relato:

hexa-FOCO

  1. o fim d“confronto” único da prova: sem abandonar o compromisso com o conteúdo, aplicar AVALIAÇÕES INTERMEDIÁRIAS QUALITATIVAS, por meio de ADESIVOS DE DESEMPENHO, cumpriu a função de feedback de dar FOCO no upgrade das redes mentais que inteligam os conceitos subsunçores (redes subsunçoras);
  2. se antes, os resultados quantitativos implicavam, emocionalmente, em fracasso e perdas, agora, a chance de lidar com o PORQUÊ do erro, durante o trajeto da aprendizagem, desenvolveu competências de inteligência emocional dos estudantes para lidar com o erro enquanto uma etapa natural rumo ao acerto;
  3. trabalhar nesse modelo informal de comunicação resultou em empoderamento dos estudantes, por duas vias: pelo compartilhamento do poder sobre o processo, imprimindo caráter de co-responsabilidade na aprendizagem, e pela melhora dos resultados quantitativos posteriores, que impacta positivamente como elemento de estímulo na motivação do estudante em prosseguir engajado e protagonista.

Os estudantes foram perdendo o medo de discordar, agregando interesse em progredir, motivados pela organização, que uma aprendizagem significativa trouxe para essa “nova sala de aula”.

2. Comunicação horizontal mediada e a Metacognição

existe uma necessidade de ensinar a metacognição explicitamente nas universidades, porque nós somos continuamente surpreendidos com o número de estudantes que chegam as universidades apresentando pouco ou nenhum conhecimento em metacognição, sobre diferentes estratégias, diferentes características cognitivas e nenhum conhecimento sobre si mesmo” (Texto na íntegra aqui)

abacaxiVamos confessar que a Metacognição é um osso duro de roer, quando se trata de estimular seu desenvolvimento ao longo do processo de formação profissional. É um abacaxi difícil de descascar, mas não impossível.

A ideia, aqui, é mostrar que compartilhar soluções simples podem potencializar nossa capacidade de transformar as salas de aula, e devolver aos estudantes o desejo de engajar-se na aprendizagem e na profissão, melhorando o desempenho nas avaliações internas e externas, como o Enade (Inep/MEC).

2.1. A construção coletiva de um modelo para sistema linfático

A segunda experiência, envolve outro aspecto dos modelos de comunicação: a comunicação horizontal, entre pares, mediada pelo professor para atingir um objetivo claro de formação de competências.

hexa-MOTIVPara treinar a COMUNICAÇÃO enquanto competência profissional, é preciso oferecer ao estudante a dimensão de RELEVÂNCIA dessa habilidade, e dos potenciais resultados. A estratégia de discussão, entre pares e grupos, foca na construção colaborativa de um modelo, onde a dotação de PROPORCIONALIDADE só é atingida pela plena comunicação.

Vamos entender essa experiência?

Há muitas maneiras de desenvolver as competências de aprendizagem (Taxonomia dos Objetivos Educacionais). O que nem sempre acontece é a construção de trilhas que desenvolvam TAMBÉM outras duas classes de competências: as SOCIOEMOCIONAIS (Soft Skills) e as TÉCNICAS (Hard Skills).

perguntaA proposta da metacognição em “aprender a pensar” e “pensar para aprender” vem baseada em estudos que avaliaram o sistema regulatório cerebral e concluíram que utilizamos esses sistemas para entender e controlar nossas próprias capacidades cognitivas. O que acontece é que todas as competências – de aprendizagem, socioemocionais e técnicas – devem ser “tecidas juntas”, na complexidade de um processo de aprendizagem significativa, seguindo a Teoria da Complexidade de Edgard Morin.

Para o pensador, os saberes tradicionais foram submetidos a um processo reducionista que acarretou a perda das noções de multiplicidade e diversidade. A simplificação, de acordo com Morin, está a serviço de uma falsa racionalidade, que passa por cima da desordem e das contradições existentes em todos os fenômenos e nas relações entre eles. (Texto na íntegra aqui)

É necessário que, para além das competências de aprendizagem (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes), outras competências se juntem a elas. A Profa. Vanessa vai contar, nessa estação de trabalho do Workshop, como as regras que usou para dividir as equipes de trabalho e estabelecer a comunicação entre elas na elaboração de cada parte do modelo segmentar do Sistema Linfático.

bitm vanessa-1Ela guardou uma carta na manga, para o final da dinâmica, que revisou aspectos de morfologia e fisiologia linfática, conhecimentos fundantes para sua unidade curricular.

Seu planejamento criou um elemento surpresa para a solução final, relacionada à proporcionalidade do modelo versus a capacidade de comunicação entre as equipes, que fez com que seus estudantes despertassem ativamente suas redes de conceitos subsunçores.

É como assistir a um filme de suspense e, só ao final, descobrir a chave da trama. A surpresa faz você reviver, mentalmente, cada memória do filme e encontrar sentido e significado para o desfecho final.

2.2. Resultados alcançados pela atividade

vanessa-foto comunic

Felizes por terem descoberto “o segredo da proporcionalidade” do modelo final, os estudantes desenvolveram competências socioemocionais e técnicas que completam o processo de aprendizagem e, principalmente, de formação de profissionais do futuro e para o Futuro!

hexa-SIGNAqui, consideramos a Teoria das Big Five para apontar que a atividade desenvolvida pelo planejamento da Profa. Vanessa ESTIMULOU duas soft-skills:

  • CONSCIÊNCIA: na orientação por metas, inclinação a ser organizado, esforçado e responsável;
  • AMABILIDADE: pela necessidade de colaborar e ser cooperativo, caracterizado como tolerante, simpático, não teimoso e objetivo.

Além disso, a atividade TREINOU três, das 10 hard-skills consideradas essenciais até 2020, segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial:

  • Habilidades de Comunicação e Expressão: comunicar-se com pessoas é um constante negociar, por isso estão incluídas nas habilidades de negociação e conciliação de diferenças, imprescindíveis para todos os tipos de profissionais;
  • Cooperação/Colaboração: capacidade de coordenar as próprias ações de acordo com as ações de outras pessoas, e aspectos ligados à colaboração e facilitação de processos;
  • Flexibilidade cognitiva: capacidade de criar ou usar diferentes conjuntos de regras para combinar ou agrupar as coisas de diferentes maneiras.

hexa-ENGAJA estratégia foi além do compromisso com o CONTEÚDO: ela ENGAJOU pela intercomunicação na construção dos segmentos corporais. Para resultados desproporcionais, foi ativada a METACOGNIÇÃO sobre a relevância do conteúdo, bem como das competências requeridas pela prática.

A metacognição, portanto, foi o fio invisível que costurou a consciência da relação entre a proporcionalidade atingida no modelo construído e a densidade das comunicações horizontais. Ela foi a chave do segredo que trouxe consciência à própria consciência da aprendizagem, pela visualização do processo e dos resultados.

Tendeu?

IMPORTANTE: se você não domina (ainda) como planejar as competências de aprendizagem, e como elas se conectam com as demais competências, tem OFICINA ONLINE sobre TAXONOMIA DE BLOOM, para docentes, explicando esse passo a passo. Clique aqui e comece a entender esse novo universo agora mesmo!

3. Conclusão

Aproveite o material dessa estação de trabalho e converse com a Profa. Vanessa, que está presente para trocar ideias e mostrar que mudanças de mindset geram mais resultados que recursos randomicamente aplicados, como estratégias isoladas para “adornar” velhas aulas teórico-expositivas.

Essa estação de experiência de trabalho contém, ainda:

  • 2 Design de Aprendizagem, para você fazer download nos links a seguir, e entender como funcionou o processo que viu aqui: o primeiro link trata da experiência com adesivos de avaliação qualitativa; o segundo link, da experiência da modelagem do sistema linfático e a metacognição;
  • Uma experiência em Realidade Aumentada (que será apresentada nessa estação de trabalho) para você se inspirar e saber que mudar é possível, requer dedicação (mas vale muuuuito à pena), e tem ferramentas gratuitas online, para lhe ajudar nesse processo.
  • Tem uma SUPER oficina online AQUI para estudantes, professores e profissionais entrarem nesse novo mundo da tecnologia e da experiência de usuário como eixo fundante de novos processos, produtos e serviços profissionais. Faça e recomende aos seus colegas e/ou estudantes: saia da zona de conforto!

magicaGostou?! São 3 estações de trabalho, 3 oportunidades de conhecer uma nova maneira de trazer o mundo para a sala de aula, e de levar a sala de aula para esse novo mundo exponencial!

Não perca um só minuto dessa oportunidade e leve para sua IES as novas ideias e capacitações. Mudar de conceito (no MEC) é mudar os conceitos (de práticas docentes).

Vamos à próxima estação de trabalho?

 

 

11 Congresso Internacional de Fisioterapia, Workshop – Estação 1: a GESTÃO DE COMPETÊNCIAS na Trilha de Aprendizagem

Aqui você encontra 3 textos de apoio para uma dinâmica presencial em Estações Rotativas de Trabalho para conhecer o Ciclo de Aprendizagem em Ação. Uma  sistematização de inovações para a sala de aula, pautada na ANDRAGOGIA DO DIÁLOGO, que considera, que considera: [1] Trilhas de Aprendizagem com mindset de crescimento (pautado em competências) com [2] reorientação da narrativa do conteúdo, centrada na aprendizagem do estudante, [3] que se completa na expansão da sala de aula e nas [4] estratégias conectadas às competências em formação, bem como no [5] desempenho com foco na Legislação para o Ensino Superior (Inep/MEC).

 

Estação 1: GESTÃO DE COMPETÊNCIAS: uma sala de aula que forma muito além do conteúdo (Profa. Marília Santos, Facilitadora)

sherlockVamos fundo e falar sério, em termos de inovação da sala de aula?

O papel do professor do Ensino Superior, neste século 21,  requer muito mais que habilidade de reunir/reproduzir conteúdo e aplicar provas, visando a diplomação. É fundamental que ele compreenda e engaje-se ativamente no mundo do mercado de trabalho educacional.

Essa nova competência docente demanda protagonismo docente da sala de aula à gestão dos processos de aprendizagem para produzir as evidências necessárias, que transformarão desempenhos: dos estudantes, frente ao mercado de trabalho e avaliações externas (Enade); e do conceito de curso, junto ao Inep/MEC.

Se você está em dúvida sobre o porquê dessa mudança nas competências docentes, esta estação de trabalho do nosso Workshop Docente, no 11o. Congresso Internacional de Fisioterapia, vai ajudá-lo (e muito) com a experiência de sala de aula da Profa. Marília Danielle Menezes dos Santos.

 

1. O professor e a intimidade com o IACG

“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” (Artigo 205 da Constituição Federal de 1988)

É necessário que todo professor entenda 2 pontos-chaves nesses novos tempos de inovação educacional:

  1. Que, por ser uma prerrogativa de Estado, o Ensino Superior está sob tutela do Governo Federal, por meio do MEC, que monitora a qualidade da oferta de cursos de acordo com parâmetros estabelecidos por órgãos destinados a essa finalidade;
  2. Que o monitoramento inclui 3 fatores principais: [1] uma Legislação específica sobre o assunto, para cada nível educacional; [2] um plano nacional de educação, que determina as metas a serem atingidas pela oferta de educação no país, a cada decênio; e [3] a publicização de notas de desempenho das instituições de ensino, em todos os níveis, perante esses fatores.

ondeSabendo disso, fica fácil entender porque o trabalho docente transformou-se para além da sala de aula, e para (muito) além do conteúdo. É da atuação (eficaz) docente que nascem os elementos para que os cursos atinjam excelência na formação dos seus egressos e impactem positivamente na comunidade onde se inserem.

É preciso levar a sala de aula para o mundo, e o mundo para a sala de aula, planejando esse itinerário com a formação das competências previstas pelas DCN, e com recursos/estratégias que atendam a legislação com excelência.

Onde está o conceito 5, na Dimensão 1 do Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação/IACG, que seu PPC não atingiu? Ele está nas práticas que você (e o corpo docente do seu Curso) não implementaram, seguindo o que requer o MEC. Simples assim.

“O perfil profissional do egresso consta no PPC, está de acordo com as DCN (quando houver), expressa as competências a serem desenvolvidas pelo discente e as articula com necessidades locais e regionais, sendo ampliado em função de novas demandas apresentadas pelo mundo do trabalho.” (Texto do IACG para atribuição de CONCEITO 5 para o Indicador 1.3 – Perfil profissional do egresso – da Dimensão 1/Organização Didático pedagógica do Curso)

iacg capaEsse é o ponto de vista da Gestão da Aprendizagem, que todo docente deve (ou deveria) possuir, ao atuar no Ensino Superior: minha sala de aula e minhas práticas constroem conceitos melhores, na mesma proporção em que observo, e sigo, as “dicas” sobre como inovar tendo foco no processo de independência e de aprendizagem ativa do estudante. Essas “dicas” estão na Dimensão 1 do IACG.

Embora todos estejam sujeitos aos procedimentos integrantes das avaliações externas dos Cursos Superiores, poucos docentes perceberam que inovar é mais simples do que parece, porém mais complexo que levar “diversão e tecnologias” para a sala de aula.

1.1. Muito além do conteúdo: conceitos de curso nascem das suas práticas docentes em sala de aula

bim Marilia-2É aqui que a Profa. Marília mostra como a sua criatividade e experiência docente desenvolveram estratégias de simples execução, porém com alto poder de formação de competências, para além do conteúdo.

Ela é ninja quando o assunto é ir além do conteúdo e (como todos nós) está desenvolvendo as próprias competências para que suas práticas docentes desenvolvam competências nos estudantes, muito além do conteúdo.

Monitora dos cursos de Ciclo de Aprendizagem, ela aplicou um planejamento de Gestão de Competências para uma antiga necessidade da formação acadêmica de seus estudantes: a Prática Baseada em Evidências. Vamos explicar passo a passo…

1.1.a. Como planejar competências, em sua melhor performance (para os estudantes e para o curso)?

Simples: siga as dicas do IACG!

Quer oferecer o melhor conteúdo para sua unidade curricular? Observe o que reza o conceito 5 do INDICADOR 1.5, sobre CONTEÚDOS CURRICULARES:

Os conteúdos curriculares, constantes no PPC, promovem o efetivo desenvolvimento do perfil profissional do egresso, considerando a atualização da área, a adequação das cargas horárias (em horas-relógio), a adequação da bibliografia, a acessibilidade metodológica, a abordagem de conteúdos pertinentes às políticas de educação ambiental, de educação em direitos humanos e de educação das relações étnico-raciais e o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, diferenciam o curso dentro da área profissional e induzem o contato com conhecimento recente e inovador.

Vejamos como uma estratégia de JÚRI SIMULADO, usado pela Profa. Marília, na unidade curricular de Fisioterapia Dermatofuncional/Estética, salta de um conceito 3 para um conceito 4, muito facilmente (e pode chegar ao 5 se a estratégia contemplar inovações na área).

1.2. As regras do JÚRI SIMULADO: o PORQUÊ em evidência

Marilia-juri simuladoTodo professor de unidades curriculares profissionalizantes passam pelo mesmo dilema, todo início de semestre: a tal “revisão” dos conceitos subsunçores essenciais para dar a largada na nova aprendizagem.

Problemas nesse clássico dilema docente: revisar é chato (não é sua temática), é repetitivo (falar tudo de novo, revisa mesmo?), toma um tempo precioso (ai, ai, o conteúdo…) e ninguém em sala leva muito a sério.

Como reverter esse cenário e tornar uma aplicação de conhecimentos dinâmica, ativa, com gatilhos emocionais que têm o potencial de ancorar a nova aprendizagem na rede de conceitos subsunçores existente e, ainda, desenvolver competências técnicas e socioemocionais?

A solução, para a turma da Profa. Marília, foi a realização de um júri simulado, contemplando argumentações para os prós e contras das modalidades de TERMOTERAPIA, em procedimentos na área de Fisioterapia Dermatofuncional/Estética.

Regras simples, desempenho máximo:

  1. Somente Práticas Baseadas em Evidências/PBE, podem ser trazidas como argumentação de defesa;
  2. Para cada PBE é necessário argumentar o PORQUÊ: seja da indicação, seja da contra-indicação;
  3. Há os “advogados” para CALOR e FRIO e há o júri: temos aqui defesas, manifestações e contestações sobre prós e contras, indicações e contra-indicações, pesquisas mais atuais, mitos, etc…
  4. Argumentos escolhidos por cada equipe: só as melhores evidências serão levadas ao “júri”;
  5. Postura, vocabulário, formas de citação, tom de voz, respeito e liderança são pontos chaves para cada equipe.

2. Resultados do Júri Simulado: a chave está no PORQUÊ

Vamos analisar como essa estratégia, sob 2 ópticas:

2.1. Em busca do conceito 5 no Indicador 1.5, sobre CONTEÚDOS CURRICULARES, Dimensão 1 do IACG:

  • conteúdos curriculares, constantes no PPC, promovem o efetivo desenvolvimento do perfil profissional do egresso: por desenvolvimento entenda independência, e para independência é necessário abrir espaço para a expressão individual. Ou seja: é preciso (e é possível) personalizar, mesmo no coletivo, de forma a assegurar o desenvolvimento da aplicação do conteúdo (nesse caso, a ciência envolvida no conteúdo)
  • considerando a atualização da área/carga-horária: usando as PBE como fio condutor do desenvolvimento da estratégia, assegura-se a relação carga-horária/atualização na área, o que torna a aprendizagem densa e consistente, do ponto de vista científico, e de perfil profissional (vide DCN);
  • adequação da bibliografia: excelente momento para que cada estudante busque, em tempo real, mais referências (ou argumentos) para contestar e/ou sustentar sua tese, na dinâmica do Júri Simulado;
  • acessibilidade metodológica: pouco considerada pela maior parte dos docentes (que preferem a verborragia da inacessibilidade), um Júri Simulado é uma excelente escolha, em termos de estratégias, para desinibir e permitir aflorar a atitude profissional que está em construção interna, em cada estudante, dentro dos Cursos Superiores;
  • induzem o contato com conhecimento recente e inovador: precisa explicar isso, nessa estratégia? Se sim, pergunte à Profa. Marília!

2.2. Em busca das competências em desenvolvimento:

Golden Circle PORTUsar uma estratégia assim é ousado, e requer domínio pleno do assunto, por parte do docente. Esse tipo de estratégia traz à tona muito mais do que o conteúdo, pautado em evidências: ele conduz toda a discussão para a aprendizagem baseada no PORQUÊ.

Inspirada no Golden Circle, de Simon Sinek (2009), incentivar o debate e argumentação dos PORQUÊS faz muito mais que estimular a aprendizagem: os melhores desempenhos no Júri Simulado podem, também, inspirar lideranças.

“A ideia mais simples do mundo. É assim que Simon Sinek, autor do best seller “Por que? Como Grandes Líderes Inspiram Ação”, resume o círculo dourado, ou Golden Circle – seu conceito de liderança que explica como grandes líderes e organizações obtêm influência. Sinek afirma que o padrão seguido por grandes líderes da história (sejam eles indivíduos icônicos ou mesmo a companhia mais valiosa do mundo) é inspirar as pessoas a tomarem uma ação. Para ele, no entanto, isso só acontece quando as pessoas não compram o que você faz, mas sim sua motivação para fazê-lo.” (Texto na íntegra aqui)

Para entender essa tendência (inovadora, sem ser nova) que é a chave da Aprendizagem Significativa, vamos mostrar o Design da Trilha de Aprendizagem dessa aula, contemplando 3 elementos da Andragogia do Diálogo:

hexa-ENGAJUm Júri Simulado é, de per se, uma estratégia engajadora: exige que se vá além do conteúdo. Nela, o importante não é o que foi ensinado, mas como os estudantes lidam e o que fazem, com o que foi ensinado.

Ela demanda performance de ativação, em tempo real, de todas as competências, mas em especial da HABILIDADE DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO, e da CAPACIDADE DE TOMAR DECISÕES (hard skills) em espaços de tempo curtos, correndo riscos e considerando valores profissionais (a PBE, em si).

Quando se entendeu o PORQUÊ de uma modalidade (frio ou calor) em uma determinada condição clínica de indicação, isso é o Golden Circle em atividade!

hexa-ORG

É imprescindível organizar a nova aprendizagem, agregar  referências fortes, estimular a autonomia e o desenvolvimento vocabulário técnico para buscas bibliográficas, melhores e com maior potencial de trazer publicações mais “fortes”.

O PORQUÊ demanda saber os COMOs e os O QUÊs, e isso é um processo de decorrência natural.

É possível que os estudantes tragam um pouco do material que utilizarão na simulação, mas muito do que emerge durante a dinâmica, e no calor (ou frio) das defesas, vem em tempo real, das buscas online para contrapor um argumento inesperado da parte oposta.

Nesse tipo de dinâmica não há espaço para “jogral” ensaiado, e nem “chutes”: tudo acontece a cliques de duração.

hexa-COMPET

Trabalha-se a SOLUÇÃO DE PROBLEMAS, a partir do conhecimento adquirido, com aplicação desse conhecimento acrescida da argumentação dessa aplicação, na forma de evidência coletada em publicações científicas.

Nessa dinâmica, o conteúdo é um fio invisível que costura algo ainda com maior densidade: a aprendizagem por competências, no sentido lato da expressão.

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Essa é a base de um trabalho docente pautado na sistematização em Ciclos de Aprendizageme que possui 3 princípios:

  1. A aprendizagem começou antes do tempo/espaço de uma unidade curricular, e se prorrogará para o resto da Vida. Portanto, ensine para a Vida, não para a prova;
  2. Ao formar por competências, você forma o estudante em (pelo menos) 5 dimensões: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes (competências de Aprendizagem), Soft-Skills (competências socioemocionais) e Hard-Skills (competências técnicas).
  3. As 5 dimensões acima devem estar intimamente tecidas naquelas competências previstas pelas DCN dos Cursos Superiores (Teoria da Complexidade de Morin). Portanto, planeje trilhas de aprendizagem a partir da contribuição que elas trazem à formação de uma, ou mais, competências profissionais previstas pelas DCN.

 

3. Conclusão

O porquê é um propósito, uma causa, algo que a organização acredita de verdade. Faz com que exista uma resposta clara para ‘Por que você sai da cama todas as manhãs?’, “Por que a sua organização existe?” e ‘O que o mundo ganha com a existência dela?’. significado precisa ser maior que a simples soma dos componentes, como diz Guy Kawasaki.” (Texto na íntegra aqui)

bim Marilia-1Aproveite o material dessa estação de trabalho e converse com a Profa. Marília, que está presente para trocar ideias e mostrar que mudanças de mindset geram mais resultados que recursos randomicamente aplicados, como estratégias isoladas para “adornar” velhas aulas teórico-expositivas.

Essa estação de experiência de trabalho contém, ainda:

  • 1 Design de Aprendizagem, para você fazer download nesse link, e entender como funcionou o processo que viu aqui;
  • Uma experiência em Realidade Aumentada (que será apresentada nessa estação de trabalho) para você se inspirar e saber que mudar é possível, requer dedicação (mas vale muuuuito à pena), e tem ferramentas gratuitas online, para lhe ajudar nesse processo;
  • Tem uma SUPER oficina online AQUI para estudantes, professores e profissionais entrarem nesse novo mundo da tecnologia e da experiência de usuário como eixo fundante de novos processos, produtos e serviços profissionais. Faça e recomende aos seus colegas e/ou estudantes: saia da zona de conforto!

magicaGostou?! São 3 estações de trabalho, 3 oportunidades de conhecer uma nova maneira de trazer o mundo para a sala de aula, e de levar a sala de aula para esse novo mundo exponencial!

Não perca um só minuto dessa oportunidade e leve para sua IES as novas ideias e capacitações. Mudar de conceito (no MEC) é mudar os conceitos (de práticas docentes).

Vamos à próxima estação de trabalho?

 

 

Ciclo de Aprendizagem Sênior: uma abordagem especializada para Gestores do Ensino Superior

Entenda a perspectiva de trabalho de gestão de cursos superiores sob a óptica de Ciclos de Aprendizagem, e como ela é uma ferramenta poderosa para a personalização do trabalho, otimização dos recursos (físicos, financeiros e humanos), e reconfiguração dos processos de aprendizagem e de avaliação da aprendizagem, impulsionando a IES e os cursos para conceitos mais robustos, junto ao MEC.

Que tal conversar um pouco sobre as vantagens e os valores que serão agregados ao seu desempenho de Gestão do Conhecimento, a partir dos conhecimentos e ferramentas que vamos lhe proporcionar?

1. Onde tudo começou?

perguntaNão precisa ser um gênio para perceber que a tão falada mudança nos paradigmas educacionais, alardeada desde o novo marco regulatório do EAD, em 2016, chegou para ficar e para demolir completamente o surrado modelo conteudista no Ensino Superior, que nas áreas de saúde se consagrou pelo modelo biomédico de Flexner, para a construção curricular.

Em 2017, quando comecei a escrever para o portal O Futuro das Coisas, um dos meus primeiros textos foi esse, sobre o futuro da Educação ser híbrido e começar em 2019.

Vamos abrir os olhos e dar uma boa analisada na praia da Educação, que é onde eu surfo melhor? O que tem marcado influência nas transformações que acompanhamos pelo mundo, basicamente, é o fato de as gerações estarem se sucedendo nos espaços sociais e profissionais, e exercendo sua influência sobre eles.

Aos poucos, jovens que cresceram digitalmente vão chegando às salas de aula, ao mercado de trabalho, às universidades. Eles trazem para esses espaços comportamentos diferentes em relação às gerações que chegaram aos mesmos espaços, antes deles. E, em breve, a eles se somarão também os que nasceram digitalmente. (trecho destacado do texto “O futuro da Educação é híbrido e começa em 2019“, O Futuro das Coisas, 24/09/2017)

Pronto! Estamos em 2019 e – realmente – o futuro híbrido está entre nós: na legislação que permite que os cursos superiores sejam semipresenciais (coisa inexistente na época), onde a busca por formações de qualidade e na modalidade digital (plena ou semi) cresce vertiginosamente, e momento em que uma nova geração de estudantes ascende às salas de aulas do Ensino Superior.

A questão aqui não é o fato de eu ser cigana, adivinha, leitora de cartas, mas de estar atenta aos sinais e praticar o Futurismo: uma ciência pautada em mapear o passado, registrar o presente e prospectar o futuro, baseado na evolução de fatos e comportamentos envolvidos em um cenário ou contexto real.

2. Ciclo de Aprendizagem: uma nova concepção para as práticas docentes

Foi esse comportamento de cientista futurista que me guiou nos últimos anos, e foi me despertando para entender as mudanças por vir, a partir dos sinais, que iam aparecendo.

No Ensino Superior, isso é fático: analise a legislação e as diretrizes de avaliação do Ministério da Educação e você terá uma bússola infalível para “prever o futuro”, mas (e principalmente) antecipar-se a ele, saindo na frente e mantendo-se tão ou mais competitivo do que era antes.

livros.jpegÉ assim, igualmente, que procedo ao mapeamento, rastreamento e prospecção de todos os aspectos de design envolvidos nas capacitações docentes, que denominei Ciclo de Aprendizagem:

  • no Ciclo 1, o professor entra em contato com o novo universo educacional superior, pautado pela formação de competências, aprendendo que é preciso mudar a narrativa da aula;
  • no Ciclo 2, esse professor, mais maduro e praticando o que aprendeu, nas suas aulas, entende as neurociências envolvidas na inovação e ganha um novo mapa para usar as neurociências da aprendizagem e foco em favor de melhores desempenhos de aprendizagem, para seus estudantes.

Essas formações docentes são roteiros sistematizados das ciências e práticas que contribuíram para a inovação da forma como se ensina e como se aprende, no mundo da Revolução Industrial 4.0. Docentes que assumem esse novo mindset formam a base para que os Gestores institucionais (Diretores, coordenadores, NDE, colegiados de curso) coloquem em ação aquilo que é a verdadeira finalidade das inovações: a mudança do ecossistema educacional de uma Instituição de Ensino Superior/IES, rumo à sustentabilidade didática e financeira.

Sim! É possível (e viável) colocar as palavras sustentabilidade financeira, inovação da aprendizagem, e sustentabilidade na mesma frase e funcionando em harmonia. Mas há que se saber como orientar esse processo, e quem faz isso é o Gestor (esse, com G maiúsculo).

3. Quais as grandes perguntas a serem esclarecidas?

CONQUISTAR (maiúsculo e com mérito!) um conceito 5 na Dimensão 1, e em boa parte da Dimensão 2, só não é exatamente fácil porque requer mudança de comportamentos e de mindset. É aqui que o bicho pega, porque o ser humano apresenta 2 características básicas, quando o assunto é trabalho: zona de conforto e perpetuação dos hábitos.

Nada muda, em nenhuma área do mundo do trablaho, a menos que uma – ou ambas – dessas situações, ameace àquilo que ele mais teme: mexer no seu bolso. Aí a amígdala cerebral é ativada e, basicamente, sai todo mundo “correndo atrás do prejuízo”. Correto?

Aliás já escrevi também sobre essa péssima atitude do “correr atrás”…

“Como dizia, sou dessas: gosto ainda mais de compreender, de fato, quais são os elementos envolvidos em trajetórias de sucesso. Na grande maioria das histórias, esses elementos são científicos, temperados com muita energia e corajosas doses de futurismo reverso.

São pessoas que compreenderam a natureza dos seus próprios universos pessoais sem se desconectarem da visão ampliada dos muitos universos que podem, e devem, coexistir e colaborar entre si, para romper paradigmas.  Na educação, essas pessoas costumavam ser os professores e quem se interessava por ensinar.

Mas de uma década para cá percebe-se uma mudança importante: há mais gente interessada em aprender, em como aprender mais e melhor, aprender para a vida e não (apenas) para o diploma. Curiosamente (e surpreendentemente) essa gente não era, exatamente, professores.” (trecho do texto Quem ‘corre atrás’ está atrasado, perdeu a hora, ou nem sabia o que estava acontecendo”, O Futuro das coisas, 14/04/2018)

Se você leu tudo até aqui, já percebeu que gosto de fazer as perguntas que ninguém quer fazer. Mas percebeu também que gosto ainda mais de responder a essas perguntas com dados, fatos, tendências e ciências. Ser cientista está no meu DNA e é isso que me torna apta a propor levar você, que é Gestor em uma IES, para um mundo onde vamos fazer as perguntas que ninguém faz, para chegar às respostas que ninguém (ou quase ninguém) tem.

Talvez a mais importante delas, para um Gestor engajado nas mudanças da sua IES em um mercado implacável, como o da educação superior particular brasileira, seja:

3.1. “ONDE ESTÁ O CONCEITO 5 QUE EU NÃO ATINGI?”

ondeSim! Essa é a resposta que vale ouro: no marketing, no desempenho ENADE, na empregabilidade do seu egresso, no valor agregado dos cursos que sua IES oferece, e no valor incalculável de um time de docentes capaz de conduzir a esse resultado.

Para responder a essa pergunta, é necessário fazer (e responder) algumas outras:

3.2. O que é um Ecossistema Educacional/EES e como o conceito de Ciclo de Aprendizagem contribui para a “germinação” dessa visão ecossistêmica?

3.3. Como orquestrar a implementação de um EES por meio de ações ordinárias de gestão?

3.4. Como orquestrar a implementação de um EES por meio de ações extraordinárias de gestão?

3.5. Quais são as práticas de gestão da aprendizagem que geram fertilidade para o crescimento sustentável desse ecossistema, e me levam ao 4 e 5 (do MEC) sem traumas e de forma longeva e sustentável?

Conquistar um conceito 5 é um construto coletivo, que começa com a transformação ativa e protagonista dos atores da sala de aula, se expande em repertórios, estratégias e espaços transversais, se fortalece transversalmente entre cursos, e se consolida entre a IES e a comunidade.

Em cada uma dessas perguntas acima, as respostas levam a um impacto sobre os conceitos alcançados nos itens da Dimensão 1 e 2 do IACG. E esse é o melhor resultado para qualquer Gestor.

Com essa visão, a formação “Ciclo de Aprendizagem Sênior: um Ecossistema Educacional Sustentável(apresentação completa da formação nesse linkvem para trabalhar lado a lado, com gestores em atividade nas suas IES, práticas que alinhavem as mudanças da sala de aula às conquistas em performance e resultados dos estudantes, quer em avaliações de larga escala, que na empregabilidade junto ao mercado de trabalho, pela sólida e dinâmica formação que receberam.

No link acima, você acessa toda a apresentação da formação, incluindo a dor a ser curada e os valores agregados, ao comprometer-se nesse salto qualitativo do pensar a Gestão do Conhecimento, em sua IES.

4. Sua melhor versão na Gestão, a um clique de distância!

Agora você já conheceu a ideia e percebeu que está a um passo (ou clique) de agregar mais valores e ideias ao arsenal de Gestão do Conhecimento que já possui. Você agora vai entender como a Gestão macro dos processos de Aprendizagem confluem, junto com os processos macro de Gestão administrativa, rumo à conquista de melhores e maiores conceitos, para seu curso e sua IES.

magicaAqui a grande questão não tem mágica: tem gestão inteligente, empática, dinâmica, focada em resultados. As práticas que vivenciei estão condensadas em exercícios, simulações, soluções, ações e resultados simples, que serão trabalhados no encontro presencial, para apontarem as possibilidades de melhorias nos conceitos do MEC.

Não tem como não querer um planejamento que conduz uma IES inteira a um novo destino: conceitos maiores, melhores e mais robustos, nas avaliações externas do MEC. São APENAS 10 VAGAS/TURMA! Entre em contato para formar sua turma de Gestores “in company”.

 

 Licença Creative Commons
O trabalho CICLO DE APRENDIZAGEM SÊNIOR: Ecossistemas Educacionais Sustentáveis de Profa. Dra. Denise da Vinha Ricieri está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional. Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com/2019/08/14/ciclo-de-aprendizagem-senior. Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://www.instagram.com/insightsdocentes/.

Protegido: EES, Sessão 2: é preciso estar conectado também para o mundo!

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