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Uma nova fase, uma nova trend: CINESIOMETRIA

Se você leu meu texto anterior, já entendeu que vem coisa boa por aí!

Não me leve a mal, não é falta de modéstia! É a certeza de quem está acostumada a ruminar muito uma ideia, ir a campo, sentir as dores dos atores de cada cenário, e voltar em busca de soluções empáticas, práticas e úteis.

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Time da Soy Experience Design Studio que oferece o curso CREATHON, uma maratona de Design Thinking e criatividade inovadora.

Nos últimos anos me especializei em Design Thinking com um time fera no assunto. Investi pesado no desenvolvimento de ferramentas diferenciadas para perícias pedagógicas em cursos de Graduação, e entrei de cabeça no mundo das inovações incrementais e disrupturas.

Em comum, essas experiências tiveram como convergência a busca por melhores resultados e, porquê não, o desenvolvimento de novas abordagens, que facilitem e melhorem os processos profissionais. Afinal, sempre houve várias formas de avaliar movimentos, em diferentes especialidades da clínica e da funcionalidade, a questão é que elas permanecem quase completamente surdo-mudas entre si.

Quantos de nós faz isso, no dia a dia? A resposta sincera é: não fomos formados assim, nem para isso. É como se cada professor que já tivemos, e que nos ensinou uma avaliação especializada (na biomecânica, na neurologia, na ortopedia, na pediatria, por exemplo) ignorasse a existência das outras formas de avaliar, a indicação de cada uma delas, e os caminhos pelos quais se deveria integrar os resultados dessas diferentes avaliações.

11059445_980540081991126_8938698962105624069_nAfinal, sempre houve várias formas de avaliar movimentos, em diferentes especialidades da clínica e da funcionalidade, a questão é que elas permanecem quase completamente surdo-mudas entre si.

Cada profissional, cansado de tentar fazer o alinhavo desse grande patchwork de modelos e métodos de avaliação acaba escolhendo uma ou duas formas de avaliar – em geral as mais faladas na sua especialidade – e aborta todas as outras.

Reconheço as razões para esse tipo de decisão: falta tempo (sempre escasso), faltam recursos (especialmente para aquelas que demandam muita tecnologia), e há uma lacuna enorme para unir os resultados de cada tipo de avaliação em uma trajetória personalizada de acompanhamento do paciente, que sinalize evoluções baseadas em evidências, de acordo com a evolução do seu quadro clínico e seu retorno à funcionalidade.

Uma necessidade fundamental desse novo século (e que poucos profissionais da saúde do movimento conhecem/incorporam) é a Classificação Internacional de Funcionalidade, a CIF como ferramenta de expressão de diagnósticos envolvendo movimentos e funcionalidade, nas diferentes condições de saúde.

Assim, além do paciente encaminhado pelo médico, passamos a ter nos consultórios e clínicas (e por decorrência, a necessidade desse tipo de abordagem na formação profissional de graduação) o cliente: aquele que busca os serviços de intervenção terapêutica sobre o movimento, não por estar doente (não vem com CID-10), mas por buscar melhor qualidade de saúde e de vida funcional.

Esse novo CLIENTE (não mais “paciente”) é o perfil mais abundante nos consultórios de Pilates, RPG, Iso-Stretching e outras formas de terapia não-convencionais, cuja procura pelo fisioterapeuta não está mais vinculada (necessariamente) aos episódios de dor e/ou de doença.

Mas, afinal, como preencher a lacuna e unir as pontas do hiato entre múltiplas formas de avaliar movimentos corporais, patológicos e funcionais?

Como ordenar as necessidades de avaliar “X” ou “Y” aspectos agora, e daqui a algum tempo, novos aspectos “W” ou “Z”, que se relacionam cinesiopatologicamente com aqueles primeiros, devido à evolução das condições funcionais?

Para alinhavar esse patchwork, nasceu a CINESIOMETRIA.

O conceito: INTEGRAR ELEMENTOS

Independente das perspectivas, necessitamos de pilares sobre os quais construir um caminho nas avaliações, caminho esse que torne o diagnóstico uma conclusão tão consistente quanto dinâmica. Dinâmica o suficiente para se conhecer o momento de reavaliar, sob novas perspectivas e modelos, novas variáveis e as melhores condições de avaliação.

Por esse conceito, cada paciente/cliente ganha, inicialmente, um mapa (ou uma trilha) de acompanhamento das avaliações, onde são agregadas as novas conclusões, e sobre o qual serão traçados os novos objetivos terapêuticos.

Cinesiometria pilares
Elementos fundantes da Cinesiometria, que orientam sobre a melhor ferramenta e a melhor forma de se analisar um movimento.

Três elementos chaves compõem a CINESIOMETRIA: os INDICADORES, que se referem às condições clínico-funcionais; os MARCADORES, que são delimitadores das estruturas e funções do corpo que se pretende medir; e os BALIZADORES, que representam o tempo e momento em que um movimento e/ou função será medida e analisada.

Não importa qual seja o(s) método(s) ou tecnologia(s) que você vai utilizar para realizar uma análise de movimentos. Tampouco importa o movimento que será medido e analisado. O fato que importa é que haja uma SISTEMATIZAÇÃO entre o quê se deseja medir (OBJETO DA MEDIDA), como se fará essa medida (METODOLOGIA DA MEDIDA), e a finalidade dos resultados (APLICABILIDADE DA MEDIDA). Esses são os principios cinesiométricos: objeto, metodologia e aplicabilidade.

A chave: SISTEMATIZAÇÃO

Sistematizar significa estabelecer sequências de procedimentos que assegurem o melhor resultado para uma determinada tarefa ou meta. Por essa razão, na área de saúde, temos os chamado “protocolos” ou “rotinas” para a execução de exames, tratamentos, intervenções e cirurgias.

Na Educação Física isso não é uma novidade. Para a área de treinamento desportivo dos movimentos, as rotinas são fato e estão consagradas, principalmente, para a preparação de atletas de alta performance.

Para o treinamento muscular e o treinamento funcional, em academias e programas personalizados, as rotinas abrangem formas e sequências de prescrição dos exercícios, tempos de execução de cada série e duração de cada sessão, e períodos para verificação de resultados e computação de metas atingidas.

No entanto, na Fisioterapia, quando se trata de cinesiopatologias (movimentos alterados patologicamente por diagnósticos clínicos estabelecidos), as rotinas existem como um fio condutor do tratamento, mas não são determinantes do processo.

biomecanica azEm que se pese a individualidade biológica na forma como uma cinesiopatologia se estabelece, ainda assim, há a necessidade de diagnósticos mais precisos, sistematização e integração nos procedimentos diagnósticos para uma melhor seleção de abordagem terapêutica, baseada em resultados.

Não obstante as muitas publicações científicas na área do tratamento e verificação dos resultados, os procedimentos diagnósticos em Fisioterapia ainda deixam a desejar, no quesito sistematização e foi para preencher essa lacuna que desenvolveu-se a Cinesiometria.

Essa sistematização é importante para esclarecer e definir quais serão os melhores modelos e métodos disponíveis para cada tarefa diagnóstica. Por isso, além de ter claro o PORQUÊ de se medir e analisar um determinado movimento (já escrevi sobre o método dos 5 Porquês e ele se aplica bem a este momento)  é preciso ter clara a utilidade desse procedimento e em quais momentos ele é capaz de oferecer resultados relevantes.

Afinal, porquê e quando analisar detalhadamente um movimento?

Em uma análise de movimentos bem conduzida, os resultados serão convertidos em evidências clínicas e terão o potencial de dar suporte a tomadas de decisão terapêuticas, agregando qualidade, valor e resolutividade ao processo de atenção à saúde do movimento.

O resultado dessa trilha de pensamento analítico é a CINESIOPATOLOGIA, que se refletirá em diagnósticos.

Simples, prático, efetivo. Uma ciência e uma arte em que a sistematização e a personalização podem caminhar lado a lado e agregar valor e empatia aos serviços prestados em saúde do movimento corporal.

Sistematizar sem perder a arte do foco no sujeito. Personalizar sem abrir mão da ciência que assegura resultados. Um balanço entre extremos opostos que se equilibram nos ser humano, como persona e figura central do processo de saúde.

 

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Licença Creative Commons
CINESIOMETRIA: A CIÊNCIA E A ARTE DE MEDIR E ANALISAR MOVIMENTOS CORPORAIS de Denise da Vinha Ricieri está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com/2017/07/07/cinesiometria-a-ciencia-e-a-arte-de-medir-e-analisar-movimentos.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://www.facebook.com/denisedavinharicieri.