Um novo universo educacional chamado Ciclo de Aprendizagem – Nível 1

Você é meu convidado especial para conhecer os valores que vamos agregar ao seu desempenho profissional, após essa jornada juntos. Conheça a proposta completa para se apaixonar pela perspectiva de transformar suas práticas docentes!

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1- Um novo universo chamado Aprendizagem

Ciclos de Aprendizagem são necessários sempre que se busca superar a velha concepção de educação baseada na Pedagogia do Monólogo e da prova. Eles são baseados no desenvolvimento biopsíquico do aprendiz, e sua organização vai além da seriação e da reprovação.

Antes de falar de repertórios e de competências docentes, é necessário ter uma visão macro do novo papel docente no Ensino Superior, porque é preciso construir novas relações mentais sobre o significado das novas expressões educacionais, que dispararam em visibilidade, mas que carecem de dimensionamento dentro da prática docente formal, nas instituições de ensino superior, as IES.

Muitos recursos e estratégias migraram de outras áreas do conhecimento, para a Educação: é o caso da economia da atenção para o engajamento; a gestão da aprendizagem para planejamentos inteligentes; e a inteligência emocional para foco e atenção ativa.

Dentro da própria educação, há conceitos e processos que estão ganhando nova roupagem, nova abordagem, e mais espaço científico e didático. Se por um lado, as metodologias ativas ganharam força, como mudança de paradigma na sala de aula, por outro lado, a grande maioria dos professores ainda carece de certezas sobre quando, como, porquê, e para quê, usar cada tipo de método e/ou de estratégia, em sua sala de aula.

Albert Einstein professor genius scientist mathematician cartoon

Tudo parece um grande emaranhado de novidades, cada uma levando a um desfecho de satisfação dos envolvidos na sala de aula, mas a dúvida de estar (mesmo) “dando conta do conteúdo” sempre paira no ar.

No final das contas, o professor inclui esses momentos de descontração, mas retorna ao velho e bom slide para tirar a tal “dúvida” da cabeça e estar em paz com os planos de ensino e as notas, no final do semestre.

Então, ele conclui que aqueles “momentos diferentes” são só isso: momentos diferentes que ele deve encontrar entre os “momentos necessários” de conteúdo e provas

Você também tem essas dúvidas?

Resumindo, a diversão da mudança ganhou mais visibilidade do que a razão pela qual essas mudanças devem ser feitas. Essa angústia permeia o discurso de todos os que tenho tido a oportunidade de trabalhar, em capacitações e interações – presenciais e online – pelo Brasil afora. Esse é o pilar sobre o qual desenhei esse novo curso.

2- O que você vai aprender?

Percebi que há um trabalho sério que não está sendo feito, tamanha é a ânsia dos professores em mostrar aquela selfie dos alunos no fim de uma aula com carteiras desalinhadas e feições sorridentes e divertidas.

É necessário desvendar a ciência por trás desse novo universo (para nós, do ensino superior) chamado CICLO DE APRENDIZAGEM, composto por 2 elementos-chaves: as TRILHAS e o PROCESSO DE APRENDIZAGEM. É sobre isso que vamos falar e trabalhar.

Acesse aqui a facilitação gráfica do conteúdo e conexões entre os elementos do curso 

Tenho um vídeo no canal que apresenta claramente esses 2 elementos. Veja:

3- O despertar para o novo paradigma é o começo de tudo

Temos que assumir 3 fatos, porque eles existem e são leis:

  • que sua disciplina integra um curso superior, cujo PPC prevê a formação de competências que definem o perfil do egresso, porque isso é o que está na lei e todo curso superior deve possuir esse documento;
  • que a aprendizagem da sua disciplina começou ANTES da seriação onde ela se encontra, e que provavelmente, se continuará em uma ou mais disciplinas APÓS a seriação onde ela se encontra;
  • que o momento da seriação onde essa disciplina se encontra corresponde a um estudante com nível de maturidade cognitiva específico e progressivo, ao longo da formação que recebe, no curso superior onde se encontra essa disciplina.

Assumir esses 3 fatos implica em ter que assumir um quarto fato: você não DEVE (e nem deveria poder) planejar as trilhas de aprendizagem da sua disciplina isoladamente. Ao compreender que a aprendizagem vem antes do seu momento de dirigir a formação, em sua disciplina, e vai além disso, você entendeu que existe um ciclo, contínuo e progressivo. Por isso você deveria trabalhar em planejamentos colegiados, associados ou com pontos de transversalização, para fazer esse ciclo acontecer com mais eficácia.

ENTENDEU O PARADIGMA? Ao aceitar que existem documentos legais que determinam a existência dos 4 fatos acima, e que você deve cumpri-los, porque o processo regulatório do MEC sobre os cursos superiores no Brasil assim o determina, AUTOMATICAMENTE você entende que planejamento colaborativo é fundamental, e você muda de paradigma!

É isso: simples assim. O Ciclo de Aprendizagem existe e flui naturalmente no seu raciocínio, se você despertar para ele. A diferença é que no velho modelo ele não existia como aprendizagem, mas sim, como ensino.

4- O curso conduz você à visão macro dos componentes desse Ciclo

conexoes cerebraisQuando você trabalha com o conceito de CICLO DE APRENDIZAGEM, você muda de paradigma: a disciplina não é mais um fim, em si mesma. Ela passa a integrar uma grande espiral cíclica, que vai além do tempo e espaço da sua sala de aula.

O novo modelo educacional não é feito de momentos de expansão de diversão, mas da continuidade dessa expansão (e diversão, porque não?!) dentro de uma agenda planejada de competências, com foco claro para o desempenho de resultados. Isso, sim, importa para quem contrata um professor e, convenhamos, o mercado de trabalho educacional é um mar que não está para peixes desavisados e perdidos.

Por isso, uma experiência de formação assim, híbrida e densa em ciência, conteúdo e vivências, é um investimento essencial se você já decidiu que “como está não dá para continuar”, mas tem claro que “meu engajamento é determinante no aproveitamento de qualquer formação”.

perguntaViu como tudo começa com a mudança na forma de PENSAR, e não, na forma AGIR?

Se você suspirou nesse momento, é porque seu cérebro entendeu que vai ser necessária uma enoooorme mudança, mas que essa mudança é necessária e que vai lhe abrir muitas novas perspectivas e oportunidades!

5- Como você vai aprender?

5.1. Viva a UX e aprenda mais sobre como dominá-la!

TXT-1aVocê vai viver a experiência de aprender como a nova geração gosta de aprender: de forma híbrida, manuseando tecnologias, buscando informações, construindo suas versões personalizadas de significados.

Para isso o curso começa 10 dias antes do encontro presencial, em uma sala de aula online, onde todo o material prévio, leitura e multimídia, já estará esperando por você!

Há atividades que serão propostas nessa sala virtual e sua execução e entrega ajuda a contar horas de atividades dedicadas ao curso, o que amplia a carga horária cumprida, nessa formação. Essa é a famooooosa sala de aula invertida, ou flipped classroom, que você vai aprender fazendo, e não, no discurso.

Na imersão de 2 dias presenciais (baixe aqui o cronograma geral de atividades) vamos trabalhar produzindo em estações de trabalho alternadas, num outro modelo de método de engajamento e ativação de aprendizagem bem famoso. No presencial não vai haver looongas exposições, mas roteiros de aplicação do material e conhecimento compartilhado virtualmente à prática docentes.

Vamos colocar as mãos na massa, analisar dados, simular cada um dos elementos do ciclo de aprendizagem, e encontrar onde estão nossas dificuldades para compartilhá-las. Ao compartilhar, o grupo buscará por soluções, dentro do que foi apresentado, e meu papel é ajustar – didática e legalmente, frente ao processo regulatório do MEC – as soluções em trajetos factíveis para seu espaço local de atuação profissional.

Aí será você a se divertir percebendo que há um mundo de possibilidades, para uma mesma meta de formação de competências! Aprender a mexer com ferramentas Google for Education, e outras, é a iniciação que você precisa para atingir um outro nível de práticas docentes.

5.2. Aprenda produzindo, em tempo real

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Quando você abre espaço para que o estudante produza a aprendizagem, junto com você, você é obrigado a desligar aquele “cordão umbilical” da tela de projeção do velho e famoso slide, e criar laços, conexões, dúvidas e incertezas.

Esse processo é ligeiramente dolorido para os menos seguros, mas pode se tornar altamente gratificante se você souber como dominá-lo dentro das trilhas de aprendizagem.

Vamos usar um passo a passo que conduzirá você por princípios de Design Thinking, uma das melhores metodologias de soluções empáticas para processos complexos, centrada no usuário. Mas para isso, você deve ter se preparado com o material da sala virtual e já ter encontrado ideias que se ajustem às suas necessidades, da sua disciplina, e da sua IES.

Ter alguém ensinando não significa que você esteja aprendendo: só seu engajamento tem esse poder! Por isso, entenda que esse não vai (mesmo) ser “apenas mais um curso”, e nem vai trazer “aquela velha opinião formada sobre tudo”…

5.3. Descobrir-se no processo também faz parte do curso: aproveite!

TXT-3aNenhuma aprendizagem se dá no vazio, e esse é um princípio batido das neurociências e da inteligência emocional. Portanto, um dos indicadores estabelecidos por mim, no desenho de aprendizagem é despertar para a criação personalizada.

“O que o estudante cria com o que aprendeu?” é a última pergunta a ser respondida, no fluxo de output (ou de saída) das trilhas de aprendizagem. É um dos componentes mais importantes do processo de avaliação do desempenho de aprendizagem, que vai muito além da tal da prova, e vamos trabalhar com isso também.

Como você vai viver a UX no trajeto do curso, meu planejamento de trilha prevê espaço para você se reinventar, dentro do que aprendeu.

Esse processo chama-se meta-cognição e você vai entender como ele funciona porque você vai vivê-lo, em vez de me ouvir falar sobre ele (já tem muito estudo e artigos falando disso).

6- O que você precisa fazer?

legalSem dúvidas, fazer esse curso é uma experiência única, mas que só pode ser VIVIDA, e não, APRESENTADA TEORICAMENTE. Por isso, se você gostou do que leu, se identificou com as atividades e quer muito essa transformação como parte de sua vida, no dia seguinte do curso, a hora é essa!

Aguarde a formação de novas turmas, ou entre em contato para formar uma turma, na sua cidade!

Há sempre uma maneira jeito de viabilizar os recursos que você precisa para agregar ainda mais valor ao seu futuro, e chegar onde deseja. Aposte nela!

Profa. Dra. Denise da VinhaSoluções em Design Educacional

Planner 2019, parte 1: escolha as metas e entenda o desafio

welcomeOlá!

Essa sou eu, na versão second life (que também é um recurso para trabalhar estratégias engajadoras de aprendizagens) e você acaba de chegar ao meu espaço de intercâmbio de ideias e proposição de desafios! Que tal um 2019 desenhado em 365 dias de foco em mudanças, sem que isso se torne um fardo ou um peso para você?

Boralá conhecer o Planner de Inovação Insights Docentes, versão 2019!

Em 2017 eu acompanhei de perto as muitas mudanças no mundo da Educação Superior, e escrevi sobre elas e o Futuro da Educação. Foi assim que nasceu a ideia do primeiro Planner de Inovação Educacional, para esse 2018 que termina.

checkedA experiência foi tão boa em usar um mapa, ou bússola, que sugeria mudanças e motivava a reflexão por meio de acesso direto a material multimídia – via QR-Code – que nesse ano planejei algo mais detalhado, mais interativo e, principalmente, mais focado em descobrir a inovação no dia a dia.

As viagens que fiz em 2018, capacitando e orientando, professores e estudantes, tanto na parte educacional (em metodologias ativas), quanto na parte técnica (em análise do movimento), deram-me novas perspectivas sobre as dores que todos estão vivendo dentro dos muros das faculdades e universidades.

Desde a sala de aula até a gestão dos cursos, a palavra de ordem é INOVAÇÃO, e o verbo de ação é TRANSFORMAR. Muitos estão perdidos: somos (me incluo nessa!) frutos de um modelo ultrapassado de formação, para a profissão queescolhemos.

perguntaEstamos vivendo uma mudança de era, a transformação para um modelo completamente paradoxal àquele que supúnhamos dominado, e onde diploma, conteúdo e aulas – nossos pilares centrais de “atração” para o Ensino Superior, deixaram de ser o objeto de desejo da grande maioria dos egressos do Ensino Médio.

Perdidos nesse limbo, entre o que era e o que será, estamos tentando saber como inovar, como transformar, como nos reposicionar, mas não há modelos ou narrativas prontas capazes de atender a essa necessidade.

legalEntão veio a ideia: as novas competências para o mundo do trabalho (e não é só para os docentes) demandam novos HÁBITOS e novas HABILIDADES, e isso não se adquire por mágica, nem de um dia para outro. Os melhores resultados para quem transformou efetivamente suas práticas vieram do cultivo diário de novas formas de pensar, da busca por repertórios complementares àqueles já dominados, da prática empática do planejamento daquilo que se oferece em processos, produtos ou serviços.

Vale na Educação, vale no mercado de trabalho.

Assim foi nascendo, aos poucos, a ideia de um Planner mais interativo e mais personalizado, com foco em resultados que possam ser medidos porque se converteram em inovações reais, capazes de serem sustentadas no tsunami diário de compromissos e obrigações a serem cumpridas.

O Planner de 2019 é diferente em 3 pontos fundamentais, para quem quer mudar-SE:

1- ele trata a mudança de dentro para fora, desde o planejamento dessa mudança;

2- ele inicia com 6 metas básicas, e 6 sugetões de etapas para concretizar as transformações;

3- cada meta pode ser personalizada, de acordo com a área de atuação, especialidade de trabalho ou campo de estudo, porque as etapas trazem o significado dessa mudança para o mundo de cada um; e

4- ele não está fechado: será alimentado semanalmente com as interações que fazemos nas mídias que nos reúnem: o canal Insights Docentes no Instagram e no YouTube.

sherlockEm síntese: o Planner abre 2019 para uma imersão de trabalho diária, um “curso” de 365 dias de atividades, ora reflexivas, ora ativas, ora compartilhadas. Para dar organização a esse planejamento ousado, eu usei o resultado das enquetes que fizemos durante o mês de Dezembro/2018, no Instagram, com a rede de seguidores do canal.

Assim, essa nossa imersão rumo à transformação e conversão de resultados tem sua participação direta, desde o planejamento, até a execução (vem mais coisa boa por aí!).

Você pode baixar o PDF para impressão das páginas iniciais do Planner, mencionadas nesse texto, clicando aqui (o restante você baixa no próximo post, ou no link está ao final desta página). Elas estão formatadas para impressão em formato A4. Para melhores resultados, imprima em modo normal, colorido, e escolha um papel cuja gramatura esteja entre 90 e 115g/m2. Para a capa, sugiro uma gramatura mínima de 150g/m2. Saiba mais sobre gramaturas e as melhores escolhas para impressão.

Vamos conhecer como os elementos do Planner podem lhe ajudar, em 2019?

Conheça os elementos e a dinâmica que convida você a planejar e realizar mudanças

(a) CAPA

planner2019 CAPA A capa é ilustrada no padrão “flat”, ou seja, ela traz ilustrações planas, simples, geométricas. Aqui a essência é não roubar a atenção do que se deseja: FOCO NAS METAS, não no visual.

Você pode imprimi-la em um papel de gramatura maior, para encadernar todo o Planner e, então, personalizar com seu nome, adesivos, colorir… Divirta-se!

RAZÃO: parte do processo está em recrutar cada vez mais o lado criativo do cérebro para que trabalhe em cooperação com seu lado lógico. Abrir espaço para a personalização significa PENSAR SOBRE O QUE SE FAZ, refletir mais demoradamente.

A proposta é quase um meditar ativo, onde o desejo de mudar as trilhas mentais antigas nasce do comprometimento com o instrumento: acrescentar aquilo que nos agrada, a ludicidade do manuseio, a identidade do colorir. Aqui começa o traçado de novas trilhas mentais, capazes de gerar novas formas de pensar, agir, reagir e interagir com nossos próprios propósitos, antes que mudar a forma como lidamos com nossas tarefas. Detalhes são muito importantes: dê atenção a eles.

(b) INFORMAÇÕES & INSTRUÇÕES GERAIS

planner2019 ORIENTACOES
Preste atenção nessa página impressa: ela conta para você as estratégias do processo que o Planner quer estimular, por meio dos recursos e do formato desenhado para essa experiência de mudanças pessoais, frente às demandas inovadoras do mundo da Educação.

A página inicial foi feita para oferecer um start nesse processo e, como a ideia central é pensar fora da caixa, sair do quadrado, planner foi desenhado com base no conceito de hexágonos. É interessante o porque dessa escolha e basta saber que as formas geométricas possuem significados psicológicos e no design de comunicação.

RAZÃO: Você pode explorar essa ideia e chegar às suas próprias conclusões, porque toda leitura diferente é uma leitura que acrescenta à inovação!

(c) Passo 1: escolha a(s) meta(s) e comprometa-se com ela(s)!

planner2019 PASSO-1 DICAS

A experiência tem mostrado que para o desenvolvimento de comportamentos inovadores em práticas docentes, em qualquer área, são necessários – pelo menos – 6 pilares básicos, muito bem estabelecidos.

Esses 6 pilares estão resumidos no passo 1 e representam sua primeira etapa. O que você pensa ser mais importante transformar primeiro, considerando seu próprio universo de atuação profissional e o momento que está vivendo? Nessa página você vai escolher uma – ou mais – metas.

Mas lembre-se: quanto mais metas, mais complexas serão as ações necessárias se você realmente se comprometer com as mudanças que cada uma delas propõe.

Então, que tal começar com uma a uma?

Quem me conhece sabe: meu primeiro passo foi PENSAR DIFERENTE. Essa foi a minha escolha! Achei incrivelmente essencial, para meu modo de levar a vida e o trabalho, ir em busca de conhecer como pensava a nova geração, para recalibrar meu próprio modo de pensar e planejar minhas práticas docentes.

como ehAssim, investi pesado em mim: em um curso e um weekend de pensamento inovador, em São Paulo, e depois, em uma formação presencial super, de 4 dias, em Design Thinking com um dos melhores designers brasileiros da atualidade. Entenda que, na maior parte das vezes para ter algo diferente você precisa ser “aluno novamente”, ouvir mais atentamente, e olhar o mundo pelos olhos de outras perspectivas (e idades).

RAZÃO: Ler é um começo, mas para mudanças maiores, ler não é suficiente, porque tendemos a filtrar as leituras pelas nossas trilhas mentais. E são exatamente elas que precisamos renovar!

Por outro lado, a maior parte do que é online, muito barato e gratuito, não oferece os recursos essenciais que permitam o aprofundamento necessário na aquisição de novas competências: é preciso ousar e planejar os investimentos também!

Analise suas possibilidades, faça um planejamento e priorize-SE, em detrimento de coisas que podem ser redimensionadas em função de fortalecer – e até repocionar – sua carreira docente, estudantil e/ou profissional. Vale muito à pena!

(d) ESPAÇO DAS IDEIAS: às vezes é preciso começar por aqui…

Você pode escolher sua meta no passo 1, ou ainda não ter muita certeza por onde começar. Está tudo bem: todo processo começa assim. Então eu preparei um espaço especial para você rascunhar aquilo que deseja e dei a eles hashtags para que possamos trazê-los à tona no Instagram e nas nossas interações online.

As neurociências mostram que visualizar recompensas para novos feitos ajudam o lado lógico do cérebro a reforçar uma trilha nova de comportamentos e de aprendizagem, ao mesmo tempo em que permite maior liberdade de ação ao lado criativo no desenvolvimento de novas ideias.

Em outras palavras, o planner tem um ESPAÇO DAS IDEIAS para seu lado criativo registrar expectativas, enquanto seu lado lógico encontra soluções para executá-las, aprendendo novos repertórios e criando novas oportunidades. Quer saber mais como isso funciona?

planner2019 PASSO-IDEIAS
Essa página pode ajudar você a se decidir por uma meta, no PASSO 1, caso você não tenha claro, ainda, por onde começar seu planejamento de mudanças para 2019. Detalhes no texto.

Escreva suas expectativas no lado “e se…” e determine o que é preciso aprender/ fazer no lado “preciso”. Algo como:

E SE… eu fizesse videos animados para explicar os elementos básicos do necessários para desenvolvimento de uma habilidade, que faz parte do meu trabalho (seja você um professor, um estudante ou um profissional, tanto faz)

Portanto, você está inclinado para 3 metas, daquelas 6 apresentadas:

Para tornar realidade esse repertório desejado (ex.: produção de vídeos) e atingir a meta (ex.: produzir ao menos um vídeo), é hora de passar o caminho para a coluna “preciso”:

PRECISO… fazer um curso de edição de vídeos, aprender como produzi-los e publicá-los em espaços digitais, para acesso dos meus estudantes/clientes a ele.

Pronto: expectativa/sonho encontrou com a lógica da realização, ou o caminho. Isso ajudou a entender o que é preciso para chegar a novos resultados (nesse caso: “explicar os elementos básicos do necessários para desenvolvimento de uma habilidade, que faz parte do meu trabalho”). Começa a parte da ação: pesquise, levante preços, faça cursos gratuitos para experimentar como é a produção de vídeos (tenha certeza dos seus desejos antes de investir no aprofundamento das novas competências).

Trabalhe nesse processo e, ao final, APÓS PRODUZIR UM VÍDEO COMPLETO, aí sim marque cada nova conquista circulando o EU FIZ! (note que EU FIZ! é maiúsculo e representa o registro de conquistas pelo seu lado lógico do cérebro, em oposição ao “e se…” e “preciso” que estão grafados em minúsculo).

excelenteÀs vezes é mais fácil determinar o início do que precisamos registrando aquilo que gostaríamos (“preciso”), dando significado ao porque de investir nesse sonho (“e se…”). Preencha esse ESPAÇO DAS IDEIAS com as muitas coisas que você passou 2018 desejando, mas não achou tempo, oportunidade, dinheiro (ah! o dinheiro!), motivação ou que, por qualquer outro motivo, você não levou o desejo adiante.

Talvez muitas delas tivessem acontecido se fossem registradas, pensadas, planejadas e testadas. O Planner vai ajudar para que em 2019 os resultados sejam diferentes.

Gostou? Então agora é hora de ir em frente: no PASSO 2 do Planner de Inovação você vai mergulhar na mudança diariamente e fazer as perguntas que anda evitando, porque elas vão, inevitavelmente, tirá-lo da zona de conforto!

logo planner ID 2019 blog-1Resumão:

Licença Creative Commons
Planner de Inovação Insights Docentes v.2019 de Dra. Denise da Vinha Ricieri está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com/.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://denisedavinha.wordpress.com/.

Aprender a aprender: o que te falta?

criatividade
Uma das dificuldades que mais escuto de professores que querem mudar o estilo de aula e de atuação, de conteudismo para metodologias ativas, é que os estudantes “não querem mudar”.

Ninguém sai da zona de conforto por vontade própria!

Há que se ter uma apresentação sobre o quanto essa mudança vai valer a pena, vai diferenciar e personalizar o profissional que ele quer ser no mercado de trabalho…

Como eu faço para pactuar novas atitudes com meus estudantes?

Esse é o BÔNUS  que trouxe para a minissérie 3 (Estratégias em Ação), do canal Insights Docentes, no YouTube: minha aula completa, que você pode usar como referência (e criar a sua) ou que você pode usar para seus estudantes, diretamente. São 4 vídeos que formam a aula, além de… calma que tem mais! Segue a leitura.

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Essa aula foi desenhada com base nos 9 elementos essenciais para Planos de Ensino Inovadores. Publiquei todos eles em vídeo – em 4 partes – lá no canal. E se você quiser saber mais sobre como integrá-los, no momento de desenhar seu Plano de Ensino, tem o Curso Online na Udemy onde você se aprofunda nesse assunto e ainda encontra tutoriais e materiais para download e impressão (inclusive do pequeno ebook dos 9 elementos), além de uma seção inteira de vídeos para baixar e usar onde quiser!

 

1- SEGURANÇA leva ao ENGAJAMENTO

Tudo começa pelo fato de que é preciso apresentar aos estudantes, em uma linguagem apropriada às trilhas mentais deles, como as coisas funcionam agora, no Ensino Superior. Eu já tive esse papo com você, professor, lá no meu canal, na minissérie 1 (Volta às aulas), mas agora é preciso ter essa conversa com o polo ativo da aprendizagem: o estudante!

ID-gloss ESTUDANTE

Isso precede qualquer outra atitude de mudança na sala de aula, porque é necessário que ele compreenda o processo, antes de aderir a ele.

É preciso deixar claro que estamos deixando o modelo “colégio” porque ele não se aplica mais para essa fase da vida.

É preciso oferecer segurança nessa troca de modelos, e nada faz alguém se sentir mais seguro do que conhecer um processo novo, com novos procedimentos.

 

2- CONFIANÇA leva a NOVOS CAMINHOS

ID-9 1-SEGURANCAPara despertar a confiança e a segurança, que me trarão ENGAJAMENTO, eu tenho uma aula sobre APRENDER A APRENDER. Se você acompanha meu blog, já leu muito material sobre a importância, nos paradigmas profissionais do século XXI, da competência de aprender o novo sobre a capacidade de reter conteúdo.

 

Mas isso deve estar claro para os dois lados: para os estudantes, que terão que mudar a forma como interagem com suas aulas, e para você, professor, que d-e-v-e-r-á sair do esquemão aulinhadesempre-prova-pegadinhas.

É uma via de mão dupla: não exija comprometimento se não consegue comprometer-se também. Não reclame das mesmas atitudes passivas dos estudantes se as suas atitudes são os velhos slides e aula expositiva cheias de letrinhas… Tendeu?!

3- CONTEXTOS levam à CRIATIVIDADE

ID-9 2-CONFIANCANa primeira aula a busca é simples: todos nós (meus estudantes e eu) estamos buscando um novo modelo de aprender, de interagir, de personalizar nossos caminhos dentro do coletivo. Esse é o cenário e o contexto.

O roteiro básico é o mesmo, mas a cada semestre eu vou em busca de algo “do momento” na tribo deles, ou uma “trend” digital que a maior parte acompanhe e se identifique. Já teve Empreendedor de palco, trecho de minissérie da Netflix, Olimpíada…

E como a aprendizagem (especialmente do que é novo!) não se faz no vazio, eu tenho um roteiro inicial de troca de ideias: qual é o novo universo que eu estou propondo na minha sala de aula?

Nesse semestre eu fui em busca de uma YouTuber que a galera adora e tive a “sorte” dela publicar, naquela primeira semana de aulas, um vídeo sobre um livro que caiu como uma luva!

ID-9 4-OBVIOO livro que é tratado no vídeo fala sobre o óbvio, mas é exatamente no óbvio que tudo começa, até a complexidade. Assim, esse meu roteiro de primeira aula mostra como os óbvios do Ensino Superior, da Andragogia e das atitudes de aprender a aprender, confluem para um desempenho diferente, melhor, mais criativo, desafiador e mais prazeroso, acima de tudo!

 

4- MINDSET DE CRESCIMENTO ou MENTALIDADE-EXPANDIDA (Growth Mindset)

Em resumo, estou trazendo a minha primeira aula desse semestre no canal, super c-o-m-p-l-e-t-i-n-h-a, em 4 partes, incluindo o roteiro que distribuí para essa aula, na disciplina de Socorros Urgentes em Educação Física, Esporte e Lazer, por exemplo.

Esse roteiro é dado a cada tema abordado (não em cada aula), e orienta os estudantes no passo a passo do novo caminho que estão percorrendo. Aponta claramente as competências que estão sendo desenvolvidas, como elas se desenvolvem a partir das atividades que eles cumprem, e quais são as atividades que “estão no ar” naquele tema.

Sim, porque há sempre uma atividade em andamento, paralelamente às aulas, onde eles personalizam e aplicam o que estão aprendendo e vivendo na sala de aula. Esse é o segredo: fazer a roda girar, o tempo todo, mas no timing certo. Sem sobrecargas!

São 4 partes da minha primeira aula de todo semestre (a essência é a mesma, mudam os elementos de composição), e essa é a Parte 1 da aula que ministrei nesse semestre.

A aula completa (nas 4 partes, em 4 vídeos) trabalha com eles os mecanismos de arquitetar a aprendizagem em novos moldes, como funcionam os elementos que dão sustentação às formações profissionais no Ensino Superior (partes 2 e 3), para além da diplomação, e como a aprendizagem acontece a aprtir da motivação, em termos de neurociências (parte 4).

ID-9 dica2-MINDSET

É uma abordagem indireta sobre mentalidade-expandida, característica que pode ser diagnosticada e trabalhada “em” e “com” qualquer pessoa, em qualquer contexto. Uma competência muito valorizada no mercado de trabalho exponencial que meus estudantes encontrarão fora dos muros da Universidade, ao se formar.

ID-minisserie3Nessa última semana de Março, esse é meu presente para você, que acompanha o blog, o canal no YouTube, no Instagram e no Facebook. Porque é a sua audiência e o seu retorno, em dúvidas, directs, stories, Messenger e nos meus cursos online, que motivam esse crescimento!

Inscreva-se nos canais, curta os vídeos, acompanhe o material, aproveite as ideias.

Inspire-se e transforme-se. Essa é a minha motivação!

Liderança e repertórios

lideranca peixes1- O fato: novo ano

Início de ano e de novos horizontes na regulamentação do Ensino Superior. Hora de planejar, hora de mudar, hora de liderar. Líderes: quem são?

Você se considera um líder?

 

2- Identifique-se

Aqui vai um Quizz para você responder: em qual dessas 3 situações você entende que se encontra sua liderança?

(1) Você possui um cargo de chefia, mas não lidera. Só executa funções administrativas.

(2) Você lidera (colegas, estudantes, ideias, processos, inovações) mas não possui um cargo de chefia remunerado para isso.

(3) Você é remunerado (também) pela sua competência em liderar (colegas, estudantes, ideias, processos, inovações), mas isso não representa um cargo de chefia.

“Líderes querem ficar melhores no “aqui e agora”, não serem julgados por um mapa de competências ou serem obrigados a aceitar uma teoria abstrata sobre como a liderança deve aparentar. Se você quer se tornar um ótimo líder, se torne um estudante do seu contexto – entenda o sistema social de sua empresa – e se preocupe com seus hábitos. O desenvolvimento da liderança é mais prática do que teoria.”

3- Analise onde está…

Se você está na situação (1) cuide-se, porque sua saída desse cargo não é uma questão de “SE”, mas uma questão de “QUANDO”. O mercado de trabalho não valoriza mais os “tarefeiros” você está sendo remunerado por algo que absolutamente não tem valor. Mais cedo ou mais tarde alguém vai perceber que está pagando muito por pouco retorno.

Se você está na situação (2) então você tem grande potencial, mas não acredita nele a ponto de arriscar suas chances em propor atividades e assessorias que sejam remuneradas. Arrisque-se! Faça planos! Desenvolva modelos de atuação e busque por novas oportunidades! Liderança começa em você mesmo.

Se você está na situação (3) você descobriu o melhor dos dois mundos! Liderar não representa (necessariamente) ocupar um cargo de chefia, mas propor soluções, repensar continuamente as melhorias, inovações e desempenhos, baseados no novo mundo da informação e da tecnologia. Você provavelmente é um consultor, um analista, um designer nato. Há muito campo no mercado de trabalho para pessoas como você: siga em frente!

4- Visualize como a liderança interage com q.u.a.l.q.u.e.r atividade (você não precisa ter cargo de chefia)

Líderes desenvolvem continuamente as competências de inovação, referência pessoal e transformações. Líderes inspiram, agregam, desenvolvem, compartilham e definem um novo status quo para os espaços de trabalho onde atuam.

lideranca xadrez

Nesse texto eu discuti a gestão inteligente do tempo para trabalhar a velha desculpa dos professores que “não têm tempo para fazer mudanças no que fazem”.

Se você não encontrar seu próprio tempo para fazer as mudanças que precisa fazer na forma de conduzir suas práticas docentes, o ano de 2018 vai engolir você e, muito breve, há grandes possibilidades de você ter todo o tempo do mundo para fazer o que precisa fazer, porque terá perdido seu espaço, seu emprego ou sua posição.

Tempo é uma parte da sua vida que não volta e, portanto, não tem preço. Há duas perguntas que, se respondidas com sinceridade, mostram onde está o seu problema e seu mindset.

“Nas férias, seu tempo é seu: o que você faz com ele? Nos dias letivos, seu tempo é da Instituição: o que você faz com ele? Responda a essas duas perguntas com sinceridade e você terá compreendido todo o texto. Você terá aprendido a aprender, dentro do seu próprio contexto.” (Texto original publicado em “O Futuro das Coisas”)

Quando o tempo é seu (férias) você se recusa a empregar uma parte dele em novos planos para sua vida e sua carreira? Quando o seu tempo é da Instituição (ano letivo) você usa todo o tempo para executar aulas, procedimentos, reuniões e planejar o futuro institucional?

Entendeu a lógica invertida?

Você nunca terá tempo para você mesmo se considerar que precisa estar sendo remunerado para isso. Mas nas férias você está sendo remunerado (aliás, chama-se férias remuneradas por essa razão) e não aplica esse tempo com a mesma dedicação porque pensa que o melhor é “descansar”?

O problema não está no tempo, está no mindset (ou na mentalidade, ou na forma de pensar). Você terá tempo quando der prioridade (também) a você mesmo, seu futuro, seus sonhos, sua transformação. Mentalidade industrial, vida industrial, professor industrial, estudantes em processos de massa.

Não há resultados diferentes para as mesmas atitudes e aulas. Mude! Lidere a mudança!

5- Como começar o processo de mudar para liderar?

A questão básica é parar de correr atrás (do tempo, das mudanças, das oportunidades) e passar a andar um passo à frente! Quando você desenvolve competências para estar um passo à frente da maioria, antever os cenários, preparar-se e propor preparação e soluções no seu cenário de trabalho, dentro das suas próprias atividades, você tornou-se um líder. Um líder de si mesmo.

Mas liderança é prática, é habito, é comportamento. Por isso, liderar-se é a tarefa mais difícil porque não é “oficialmente” remunerada. Por outro lado, você pagaria a alguém para liderar se esse profissional não é capaz de mostrar resultados nas suas próprias atividades?

É nesse momento que entra a construção de repertórios para desenvolver as competência de liderança. Para que as oportunidades venham até você é preciso que você se torne conhecido pelo amplo repertório que possui para interagir com pessoas e pela competência em liderar processos complexos.

Na Educação Superior esses processos complexos alinham ensino, pesquisa, extensão e gestão. Então a questão é começar e ter algum tempo para começar. Pronto… Começou o problema do docente!

O discurso mais frequente (e a desculpa mais repetida também!) é a falta de tempo e a multiplicidade de atribuições para gerar um quantum remuneratório melhor, já que é um consenso que a carreira docente é uma atividade profissional desvalorizada. Não vou entrar nesse mérito, mas vou afirmar uma coisa bem simples: tempo é você quem faz.

Escrevi um texto sobre como aproveitar o período de férias e dedicar pequenos espaços de tempo para redimensionar a carreira, fazer novos planos, aproveitar para praticar o “ócio criativo”. Você queria tempo? Taí um bom começo!

6- É preciso mudar o repertório para atingir a liderança

Se você continua com as mesmas aulas, mesmos diapositivos (mesmo que sejam digitais), mesmo discurso e mesmo perfil de condução das atividades de ensino em sala de aula, sinto informar que nesse 2018 você está com dias contados. Se tudo isso é o mesmo nos últimos 3 anos, você está ultrapassado e não percebeu.

Talvez esteja enfrentando conflitos em sala de aula, com estudantes que apresentam baixa atenção e baixo rendimento. Talvez esteja enfrentando problemas com a gestão do curso, com a instituição, com todo o sistema que exige cada vez mais e oferece cada vez menos.

É hora de enfrentar, mas não há soluções mágicas. Então o jeito é arrumar tempo e expandir repertórios para criar novas oportunidades. Desenvolver liderança de atitudes, de pensamento, de ações, de desempenho.

Liderança não acontece no vácuo; líderes estão sempre agindo dentro de um grande contexto social e organizacional. Um líder que possui as competências “certas” não tem garantia de sucesso. Eu vi dúzias de líderes que tiveram suas competências testadas ao extremo, combinadas às funções, e fracassaram – o contexto social quase sempre vence a influência psicológica quando se trata de lideranças bem sucedidas. Liderança é confusa, é relativa e acontece em milhões de interações todos os dias em torno do trabalho. A lição para os líderes? Se você quer ser um ótimo líder, a lista de itens que sua empresa usa para te desenvolver não vai ajudá-lo. Primeiro, você tem que entender o sistema social de onde está trabalhando.

7- Vamos resumir essa ópera?

Vou deixar alguns dos insights que vão fazer parte do material de suporte para o Planner 2018 de Inovação Educacional: uma agenda multimídia desenhada especialmente para docentes que planeja, registra, interage e questiona, com espaços para gerar atitudes de mudanças de comportamentos, no dia a dia das práticas docentes.

Insights de cabeceira nesse primeiro bimestre de 2018:

  • Se você não estiver trabalhando, a sorte não existe.
  • Quando você coloca um desafio grande, você tem de encontrar alguma forma de resolver.
  • Quando você conhece uma pessoa com história incrível, você muda sua referência.
  • Coloque na cabeça que vai dar certo e ignore as possibilidades de não dar certo.
  • Não importa que não saiba tudo: durante o processo, você aprende o que precisa.
  • O foco pode mudar no decorrer da caminhada: mude sem medo.
  • Não importa o que você fez no passado, o que importa é se você está disposto a trabalhar duro e se é inteligente o suficiente.
  • Quando se dedica no que está fazendo, novas oportunidades vão surgindo.
  • Criatividade é um hábito: crie ambientes e atividades que facilitem seu processo criativo.
  • O grande risco de alguém falar que você é “Foda” é você acreditar que é.

 

deniseFeliz 2018. Feliz novas atitudes!

Ah! E se você quer se aprofundar de verdade nesse processo, venha comigo e vamos fazer isso juntos: comece agora os cursos e oficinas online que eu preparei especialmente para professores que querem mudar o curso da sua carreira.

Conhecer o sistema em que você trabalha é o primeiro passo para a formação de competências de liderança! Preparei um curso sob medida para complementar sua semana pedagógica de 2018, mostrando como fazer de um curso superior um  ECOSSISTEMA EDUCACIONAL SUSTENTÁVEL. Como fazer as ações de ensino, pesquisa, extensão e gestão conversarem com a inovação e como as metodologias ativas potencializam esse processo.

Esse é o primeiro curso do ano. Vem mais por aí: em Fevereiro o segundo curso da série!

O sorriso de quem nunca desistiu de transformar sonhos em realidade

Ela é uma menina crescida, ou seria uma mulher que não deixa a alegria da criança morrer?! Não importa… Os sonhos fazem parte da vida dessa profissional, que me dá o orgulho hoje de ser minha amiga (também), colega de profissão (também) e que, um dia, me procurou porque queria fazer uma carreira diferente. Ela queria fazer a diferença: no mundo, na vida das pessoas, mas principalmente, na vida dela mesma. Ela queria (e conseguiu) ser tão feliz quanto ter uma carreira brilhante.

reginaEducadora Física e Fisioterapeuta, Regina é uma profissional como poucas, e para além disso, ela é uma das mais queridas histórias de mentorias que eu abracei, ao longo desses mais de 30 anos de carreira no Magistério Superior. Cada mentoria vem de um contexto, de uma oportunidade, de uma expectativa do próprio estudante, e essa nossa história juntas durou mais de 4 anos, como orientadora, parceira e, finalmente, colega e amiga.

A história é linda e conta o sucesso de uma Guerreira que formou-se em Educação Física e Fisioterapia (no mesmo ano), teve um TCC premiado em um Congresso de Fisioterapia Desportiva, e entrou direto no Mestrado em Engenharia Biomédica em uma universidade federal para estudar sua paixão: o ciclismo e os ciclistas, esporte no qual atua como árbitra.

Essa paixão derrubou fronteiras e a motivou estar em intercâmbio em Portugal durante a graduação, além de levá-la como voluntária nas Olimpíadas do Rio. Pouco depois, ela voltou à cidade maravilhosa como Fisioterapeuta, integrando a equipe do ciclismo paralímpico.

Regina-Mentoria

No dia em que foi convocada, a Regina, essa menina que sabe o que quer, mandou uma mensagem que me fez chorar junto com ela, via WhatsApp. O Instagram dela foi cheio de tanta coisa boa – pessoal e profissional – que eu me tornei sua fã!

No Rio ou em Curitiba (onde mora e trabalha) seu sorriso sincero e pleno da felicidade de ver sonhos realizados é o mesmo da foto do treino que mantém, sob temperatura de 17graus.

Regina paralimpiadas

Hoje ela é a Profa. Ms. Regina, da UFPR e a sua história é um presente para mim. Sempre acreditei que meu papel não era oferecer respostas, mas apontar novos cenários para instigar perguntas diferentes daquelas que geralmente vão pela cabeça de quem está nos bancos da universidade, “estudando para uma carreira”.

Meu papel – e minha história como mentora – convergem para a certeza de que a Mentoria é uma corrente do bem, e que nos dá a possibilidade de formar para além da sala de aula. De formar para uma carreira e uma vida, totalmente inovadoras em resultados e perspectivas!

Regina descobriu seu caminho à luz do esforço e dedicação próprias, mas nunca deixou de procurar aconselhamento e olhares diferentes para situar-se com competência e com vantagem competitiva frente à média daqueles que possuem a mesma formação que ela.

Ela é uma das razões de eu acreditar que Mentorar novos profissionais me renova. Me enche de forças, ideias e me orienta para desenvolver novas perspectivas sobre o que o mundo (e as profissões da Educação e da Saúde, minhas áreas de expertise) foi, o que está sendo, e como será no próximo decênio.

Mais que uma profissional de sucesso, Regina é uma pessoa de sucesso. Ela reflete como é possível desenhar o próprio futuro que se deseja, acreditar nesse desenho, planejar o caminho, e executar o planejamento.

Conheça quem é a Profa. Regina no Currículo Lattes, mas saiba que a Regina, aquela menina-mulher, ou mulher-menina, continua desenhando seus sonhos… Porque ninguém para de sonhar.

A vida profissional da Regina que cruzou com a minha, um dia, porque ela acreditou que eu tinha algumas ideias que podiam fazer a diferença para a carreira dela. Mas ela não só acreditou: ela fez. E essa é a primeira, de algumas histórias, que quero contar por aqui também, porque não é só uma história: essa é uma vida! 

O diploma e o mindset: do pensamento linear à tecnologia exponencial

Eu não sei quanto a vocês, mas eu ando repensando (muito) sobre os papéis desempenhados por professores e estudantes, no atual cenário educacional superior. Aliás, tenho repensado inclusive o próprio cenário da educação superior.

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Há não muito tempo atrás, o diploma era o objeto de desejo dos jovens e de suas famílias. Cursar uma faculdade e ter uma profissão formal, atestada por um diploma, era mais que uma conquista pessoal: em alguns casos era uma conquista de família. Em outros casos, uma conquista de comunidades inteiras que se organizavam para tornar possível o sonho da faculdade para algum de seus membros mais dedicados aos estudos. Uma vitória do coletivo sobre as dificuldades. Quem nunca ouviu “O Pequeno Burguês”, de Martinho da Vila, onde se canta a vitória de ser universitário, mas numa faculdade particular. Um sacríficio que valia a pena naqueles idos anos 70.

No Brasil há esse paradigma do diploma, e eu mesma fui a primeira da minha família a conseguir um diploma universitário. Uma família simples, mas muito dedicada a proporcionar um futuro melhor para seus herdeiros, entendendo que esse futuro melhor era representado por ter um diploma universitário.

Toda essa representatividade do diploma e do seu significado tinha uma razão de ser, ao longo das décadas que antecederam a virada do milênio: o diploma representava o acesso a um novo mundo. Um mundo de ESTABILIDADE, a palavra chave das gerações dos nossos pais, e que herdamos para a nossa Geração X. Para muitos, esse novo mundo era privilegiado, para outros era o mundo onde as respostas encontravam vida, por meio das pesquisas. O importante era o quanto você sabia, a quais círculos de conhecimento privilegiado se tinha acesso, quais eram suas fontes e materiais diferenciados.

O conhecimento era tratado como uma espécie de tesouro para poucos, acessível somente para esses privilegiados. Nesse sentido, eu fui e sou uma pessoa privilegiada. Esse tipo de percepção perdurou por décadas, onde também a instituição de origem do diploma representava um status quo relevante, como uma marca de qualidade para vencedores.

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BIG DATA é uma expressão sem tradução para o português, mas que trata do volume, velocidade, variedade e veracidade das diferentes fontes e formas de dados, para convertê-los em informações orientadas, capazes de gerar insights e com potencial para construir  novos conhecimentos sobre ideias, tendências e comportamentos da sociedade tecnológica.

Os tempos mudaram, mas alguns comportamentos permanecem. Por um lado, o diploma perdeu seu glamour próprio, seu valor agregado. Hoje em dia, mesmos nos bancos da universidade, trabalho com meus estudantes sob a perspectiva de que o diploma não faz o profissional, mas é a atitude do profissional que dá brilho ao seu diploma. Atitude se tornou a palavra-chave dessa nova geração e desse novo mundo, onde a realidade aumentada vem trazendo a marca de uma nova era.

Discuto muito com os estudantes sobre a diferença de acharmos e agirmos como se estivéssemos em uma era de mudanças enquanto estamos, de fato, numa mudança de era. O pensamento linear, ainda cultivado nas muitas universidades ao redor do mundo, não suporta mais as necessidades e exigências de um avanço exponencial. Tecnologias, big data, conectividade, modelos colaborativos: uma grande revolução no modo de pensar e de relacionar vida, sociedade e trabalho, que ganhou o potencial exponencial de avanço.

É preciso preparar e estar preparado para essa nova forma de “ler” o presente, “escrevendo” o futuro em tempo quase real.

É assim que percebo esses novos tempos: tempos em que a preparação técnica, representada pelo diploma, já não oferece base suficiente para os desempenhos esperados em ganhos e crescimento profissional. É assim que trabalho nesses novos tempos: levo meus estudantes (da graduação à pós-graduação) aos espaços digitais não-formais para, juntos, descobrirmos e estimularmos o caráter exponencial da aprendizagem linear oferecida pela universidade.

São futuros profissionais de diferentes áreas (na graduação), e profissionais e pesquisadores das mais variadas especialidades e campos do conhecimento (na pós-graduação e na pesquisa) que despertaram para a necessidade de lançar novos olhares para velhos problemas, já que esses velhos problemas possuem novas potencialidades de solução derivadas dos novíssimos hábitos e comportamentos mediados por tecnologias.

Os resultados dessa nova maneira de ver a formação universitária e de aprender a aprender, de diferentes maneiras, têm se superado, porque eles se superaram! Eles perceberam (ou já sabiam) que o futuro não é de quem tem o melhor diploma, mas de quem sabe como transformar esse diploma em um passaporte sempre atual para as viagens exigidas por um mercado de trabalho cada vez mais exponencial.

Deixo para vocês uma sugestão de reflexão: quais são as palavras/conceitos/ações que borbulham em sua mente ao passar a pensar exponencialmente sobre suas expectativas e preparação para fazer diferente e fazer a diferença no seu CURSO DE GRADUAÇÃO, no seu ESPAÇO DE TRABALHO, e na sua VIDA PESSOAL?

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Só uma coisa não há de mudar, para aqueles que me conhecem (de verdade): exponencial ou linear, um bom café acompanha sempre uma boa história… E um excelente desempenho!

Uma discussão prática sobre Design Educacional

Muito mais que apenas mais um método de medir movimentos em imagens, a BIOFOTOGRAMETRIA© (ou BFG© como passou a se chamar nesse ano de 2016) cresceu e mostrou-se mais versátil, inovadora e u…

Fonte: Uma discussão prática sobre Design Educacional