Descomplicando as competências: uma formação online única!

Um novo ano para aplicar novos conhecimentos: é assim que eu encaro cada novo ciclo que a vida traz. E como nada mais é o mesmo de antes, professores também precisam alinhar seus repertórios para desenvolver novas competências para o mercado de trabalho.

Descomplicando as competências: você e eu, juntos na prática, e em edição limitada.

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No seu terceiro ano de vida ativa, resolvi trabalhar o Insights Docentes de forma a oferecer sustentabilidade inteligente àqueles que nos seguem e nos acompanham. Trouxe para o formato online muito daquilo que era compartilhado apenas em cursos presenciais, com a intenção de chegar a mais professores e suas salas de aula, impactando mais egressos de cursos superiores, que podem estar seguros de estarem sendo preparados com as competências necessárias para viver intensamente suas carreiras, ativos nas áreas que escolheram por um longo período de tempo, mesmo em um mundo que evolui e transforma-se exponencialmente.

Para alcançar esse objetivo, desenhei uma formação online em série de 3 cursos independentes: a série Descomplicando as Competências. Os cursos são independentes entre si, mas em solução de continuidade: seu aproveitamento, enquanto aprendiz, será mais aprofundado e mais eficaz se cursar cada uma das etapas, na sequência.

Mas se preferir não fazer todos os temas também conseguirá um excelente aproveitamento porque cada um dos temas é explorado em videoaulas, leituras, material de apoio e links para oferecer a transformação que você deseja na medida em que quiser explorá-la.

Os cursos dessa série estão sendo liberados em partes, de acordo com a sua produção de material e edição. Isso lhe dará tempo para estudar, entender, tirar dúvidas comigo (sim! você pode me chamar no direct do Instagram ou em espaços digitais VIPs, do Insights Docentes), colocando em prática o que aprendeu.

Faça download do mapa geral de partes ou seções do curso clicando aqui

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Trabalharemos juntos, em diferentes plataformas, trocando ideias e formando, pouco a pouco, uma Rede de Inovação para as muitas salas de aula! A flexibilização é parte fundamental desse projeto para que ele chegue redondinho e do tamanho das suas expectativas, aí na sua telinha.

Como fazer esse curso?

Tem um vídeo preliminar que você pode assistir, para entender o contexto da proposta, que é levar suas competências e repertórios docentes para além das paredes de uma sala de aula: que tal pensar em empreender aquilo que sabe?

Curso 1: NEUROCIÊNCIAS & NEURODIDÁTICA

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Vamos dar atenção ao que nunca fizemos antes? Uma parada e tanto para entender o que acontece na cabeça de quem está aprendendo, hoje, nos tempos das tecnologias exponenciais, e como explorar esse conhecimento a seu favor. Esse primeiro curso é fundamental para entender os porquês de todas as mudanças necessárias e ser um agente ativo e diferenciado de negócios educacionais.

No curso 1 a meta é ir fundo, reunindo em um único material as explicações científicas entre a diferença da inteligência cognitiva – e formar por conteúdo, para a inteligência emocional – ou formar de forma composta, agregando as competências como valores diferenciais.

Trouxe para ele as respostas às perguntas que mais encontro, quando converso ou formo professores para novos modelos didáticos: porque seus alunos assistem a aula e não aprendem e como as metodologias ativas fazem a mágica do engajamento. O curso oferece suporte teórico científico para que você aprenda a mudar, desde a sua própria linguagem, até sua forma de pensar o planejamento de curso e de aulas.

O objetivo dessa desse CURSO 1 é que você mergulhe no “aprender para a vida” e expanda seu repertório e suas competências para além da sala de aula, como um diferencial de carreira! Já pensou em montar cursos online? Ter seu conhecimento compartilhado (e remunerado) também fora de salas de aulas físicas? Então o curso 1 lhe empoderará, mostrando como acontece o novo processo de aprender, e como você pode usar esse conhecimento em favor de planejamentos mais atraentes e competitivos, para a sua própria carreira, em um mercado educacional que se expande como nunca!

Como eu me inscrevo para fazer o Curso 1?

Os cursos estão hospedados na plataforma Udemy, e basta clicar aqui para acessar o espaço do curso.

E se quiser conhecer mais sobre os outros cursos que compõem essa formação, acompanhe os posts do blog e nosso perfil, no Instagram: mantenha-se conectado no dia a dia, porque essa é a melhor forma de acessar novos insights para sua carreira docente!

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O curso 2 já está em preparação: saiba mais aqui!

Pronto para desafiar-se em uma formação que transforma sua forma de lidar com o dia a dia da inovação educacional que está batendo na porta da sua sala de aula?

Então 2020 está trazendo o melhor caminho para isso. Não perca!

4 pilares educacionais: o aprender para o século 21

ID2020 insta1No seu terceiro ano de atividades, o Insights Docentes (Instagram e YouTube) recalibra seus perfis para oferecer uma verdadeira escola digital de novas práticas docentes, começando as séries temáticas. As discussões feitas nos posts da timeline do perfil do Instagram foram convertidas em posts, com recortes da visão da inovação educacional, unindo documentos legais e teorias inovadoras do mundo exponencial das tecnologias.

unesco logo blogA primeira série veio em Janeiro/2020, recuperando e atualizando a nomenclatura das chamadas competências de aprendizagem. Da Taxonomia dos Objetivos Educacionais de Bloom (década de 60) para o Relatório “EDUCAÇÃO: UM TESOURO A DESCOBRIR”, produzido pela Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, para a Unesco, no ano de 1996.

Esse relatório influenciou diretrizes educacionais no mundo inteiro, incluindo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação no Brasil, a Lei 9394/96 de 20 de Dezembro de 1996, mais conhecida como LDB, e suas atualizações.

Apesar de ser inovadora, a LDB mantém uma nomenclatura presa ao conceito do “ensino”, quando estabelece os três domínios de competências a serem formadas nos egressos: saber, ou conhecimento; saber-fazer, ou habilidades; e saber-ser, ou atitudes.

As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Superior, as DCN, que datam, em cada curso, a partir de 2002, reproduzem essas competências como foco da formação dos egressos. Mas o mundo já estava abandonando o sistema centrado no professor e no ensino, para assumir processos centrados nos aprendizes e no aprender, que modificam a velha concepção para uma nova visão de competências, acrescida de um quarto domínio: APRENDER a conhecer, APRENDER a fazer, APRENDER a ser, APRENDER A CONVIVER.

É assim, nesse contexto, que o Insights Docentes abriu seu 2020, após girar 2019 em contato com professores do Ensino Superior de diferentes partes do país, por meio do acesso que o mundo digital proporciona. Nesses muitos contatos, percebemos que na cabeça – e na prática dos docentes – há uma confusão latente entre o velho modelo conteudista, e sua nomenclatura, e os novos paradigmas educacionais, e suas vertentes de abordagem.

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Foi para ajudar os colegas docentes do Ensino Superior, já determinados a mudar de paradigmas sobre suas práticas de sala de aula, que abrimos o 2020 resgatando os 4 pilares educacionais do aprender para a vida, em um resumo rápido do Relatório Delors, e lhe agregamos as novas visões e estratégias práticas para a formação do profissional requerido pelo novo mercado de trabalho do século 21.

Baixe aqui o PDF do mapa sobre a integração da visão clássica dos 4 pilares educacionais, acrescidos das abordagens inovadoras associadas a cada um deles. Você pode imprimir e desenvolver suas próprias ideias e atitudes para suas práticas docentes!

 

A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: SOLUÇÃO e DESFECHO

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Os 7 passos da Jornada do Herói fazem parte dessa série de posts que inicia aqui, e compõem uma mini-oficina de capacitação online em Storytelling. Aproveite para inovar suas aulas!

Para quem está ligado nessa sequência de textos, já percebeu duas coisas:

  1. O mundo educacional que vem por aí, pelos próximos 10 anos, é de quem (re)aprendeu a ensinar, ensinando os estudantes a aprender a (re)aprender para a Vida, não para a prova. E se você ainda não é capaz disso, é melhor pensar em outra profissão.
  2. iacg capaÉ preciso muito mais do que os slides e o discurso, para os novos tempos da docência do Ensino Superior. E não sou eu que “acho” isso! Dica de colega para colega: dá uma boa estudada no Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação do Inep/MEC (o IACG de 2018), nos itens que compõem a Dimensão 1. Eles estão mais rígidos que o anterior (de 2012), quanto ao que seja um conceito 3 (conceito mínimo para um curso superior funcionar), e quanto ao papel de cada membro do corpo docente nesse cenário chamado “Objetivos do Curso” e “Perfil do Egresso”.

Em outras palavras: se você não sabe como sintonizar a sala de aula com a gestão do conhecimento, no seu curso, você não é um profissional apropriado para permanecer em um corpo docente competitivo, em tempos tão duros de avaliação. Isso sem contar o ENADE, que é outra história impactante no Curso de Graduação!

desafio-2É assim que o Storytelling vem contribuir para seu repertório de estratégias de inovação educacional, sintonizado com sua realidade, espaço, recursos e especificidade de área.

Combinado? Bora finalizar essa série da Jornada do Herói em 7 elementos fundamentais (que iniciou aqui) para que você apresente já na próxima semana, nos Encontros Pedagógicos, de início de ano/semestre!

1- Revisando o propósito dos elementos anteriores, e como se conectam agora, para os 2 últimos passos

Temos o Cenário e os Personagens, passando por um Conflito/Problema que requerem uma intervenção específica, que só um Herói possui: conhecimentos, habilidades e atitudes, combinadas em uma solução única!

super heroiMas esse Herói (que deve estar identificado com o momento no tempo-espaço de formação com seu estudante) encontra Dificuldades ou Obstáculos para uma solução direta: uma contra-indicação, um momento ruim político ou de mercado (agravantes clínicos ou farmacológicos, para os estudantes de profissões da Saúde). Além disso, a Pressão sobre a solução aumenta o risco de uma tomada de decisões: o que fazer?

Se você percebeu, tudo o que foi planejado anteriormente foi feito para inserir um elemento que, normalmente, você e seu estudante d-e-s-c-o-n-h-e-c-e-m em planejamentos de aprendizagem convencionais (os tais Planos de aula). Estamos trabalhando com o RISCO e o ERRO, como elementos da aprendizagem!

A Jornada do Herói (baixe o material PDF aqui) é uma estratégia simples e fácil, para todos os envolvidos, porque vem de um modelo conhecido desde a infância: contar histórias! Ela abre espaço, em ambiente controlado, para explorar as CONSEQUÊNCIAS DO ERRO, o peso da TOMADA DE DECISÃO, as probabilidades consideradas, quando se ASSUME RISCOS!

E note que isso tudo não vem de uma ação restritiva ou punitiva, o que é comum quando só se faz isso com uma prova. Quando a única oportunidade de tomar uma decisão acontece em um momento de avaliação (seminário, provas, ou similares valendo nota), o professor imprime ao erro um caráter punitivo.

Vamos explorar esse SIGNIFICADO da Jornada do Herói, enquanto estratégia de aprendizagem e incorporação positiva do erro como elemento das trilhas de memorização e de tomadas de decisão, em situações de RISCO?

2- Como a Jornada do Herói e as neurociências interagem em um novo modelo de ensino-aprendizagem?

conexoes cerebraisEm termos de neurociências, usar o RISCO e o ERRO apenas em momentos em que eles representem uma consequência punitiva, significa dar reforço a um circuito de sinais, comandados pelo lado lógico do cérebro, que passará a inibir o lado criativo, na busca por soluções inovadoras e de risco, porque a probabilidade de que elas venham a causar perdas impactantes (nota, reprovação) é muito alta. Mas cuidado ao assumir a relação direita-esquerda como absoluta e imutável: estude bem esse assunto para aplicar estratégias bem-sucedidas, baseadas em lógica-criativa.

Como resultado, o estudante passa a responder “o que o professor quer” e se descola do processo em si: idear, selecionar, avaliar, prototipar, testar, revisar, ajustar, aplicar, obter sucesso. E se o papel desempenhado por um professor inibe todo esse processo, a pergunta que fica aqui é: QUAL É O PAPEL DESSE PROFESSOR, AFINAL?

superA estratégia de Storytelling, permeando o Plano de Ensino, e Planos de Aulas, recupera o processo acima, em qualquer contexto de metodologia, ou perfil de Projeto de Curso (PPC). Ela personaliza a regionalização, abre espaço para discussões locais, globais, individuais ou coletivas, porque é o professor que abre espaço para isso, usando o melhor cenário e os melhores personagens e conflitos para aquilo que precisa ensinar, dentro do espaço de aprendizagem da sua disciplina.

O estudante se questiona o tempo todo: não há (ou não deve haver) caminhos únicos e seguros, porque os elementos de dificuldades e de pressão o fazem (re)pensar e (re)unir tudo aquilo que já lhe é conhecido, até esse momento, e tomar uma decisão justificada, baseada em evidências, riscos, necessidades de resultados e, principalmente, EMPATIA.

3- É hora da SOLUÇÃO DO HERÓI: momento da tomada de decisão e de assumir riscos!

É assim que o estudante chega à SOLUÇÃO DO HERÓI, respondendo à pergunta:

“Como resolver o CONFLITO, superando as DIFICULDADES e os ELEMENTOS DE PRESSÃO, aplicando uma SOLUÇÃO DE INTERVENÇÃO com inteligência, inovação e criatividade, aplicando o conhecimento recebido?”

A orientação para a solução deve ser a de uma resposta que contenha os quatro elementos-chaves acima, discriminados, ponderados em probabilidades de desfechos e condições claras de aplicação. O cenário e os personagens devem estar aptos a receber, plenamente, a SOLUÇÃO DO HERÓI.

É o momento do diferencial, da personalização, dentro do coletivo! E nesse momento, é ainda possível que o professor abra espaço para passar de um Storytelling para um Storydoing. Como? Eu explico…

3.1. Do Storytelling ao Storydoing: abrindo a SOLUÇÃO DO HERÓI para diferentes tipos de engajamento, na aprendizagem lógico-criativa

A participação cada vez mais ativa dos consumidores que produzem conteúdos, os chamados “prosumers” (anglicismo de produtor + consumidor), e a necessidade das empresas gerarem o vínculo desejado com seus públicos, fazem do storydoing uma das formas de comunicação que se impõe nos dias de hoje.

O eixo que move o storydoing é constituído por histórias reais. A experiência do consumidor é o mais importante neste contexto, tornando-se a base para se construir uma forma atrativa de atingir o  mercado. (Texto completo aqui)

Ao construir o espaço que precede a solução, você pode chegar a esse momento de duas maneiras:

  1. Oferecendo as possibilidades fechadas de escolhas (em torno de 2 a 3 opções): nesse caso, você continua na experiência Storytelling. Toda a narrativa é controlada por você, para assegurar um padrão de desfecho, que atenda a competências de aprendizagem previamente estabelecidas (geralmente eu uso Taxonomia de Bloom para esse planejamento). Essa é uma possibilidade para iniciar seus estudantes na estratégia de Jornada do Herói: é preciso treinar a habilidade de tomar decisões, em níveis menos complexos e arriscados, antes de abrir o cenário para a próxima etapa: a apresentação de soluções abertas, por parte do estudante.
  2. desafioDepois de uma ou duas experiências, no formato anterior, suas turmas estarão preparadas para o formato Storydoing, ou seja, a narrativa passa ao controle da criatividade do estudante que, diante da possibilidade de uma solução aberta, escolhe um final de acordo com suas percepções, aprendizagem, e desejo de assumir o controle do desfecho. É só no Storydoing que o porfessor consegue avaliar como a aprendizagem, oferecida pela disciplina, compôs um itinerário formativo, associado aos conceitos subsunçores (reveja sobre essa definição, nesse texto).

professor de sucesso-2Em outras palavras, ao expandir do Storytelling para o Storydoing, o estudante se torna parte efetiva da narrativa e da construção do desfecho. Ao ter liberdade para escolher a solução, assumindo risco e calculando probabilidades, o professor tem a clara ideia de como o aprendizado se deu, e tem a chance ÚNICA (que não ocorre em outros tipos de estratégias) de fazer correções nesse itinerário, ajustando-o e/ou melhorando sua precisão.

Só o erro dá espaço para ajustes de trilhas mentais, que ocorrem pelo upgrade dos conceitos subsunçores, a partir da nova aprendizagem. Quem consegue fazer isso acontecer, na sua sala de aula, consegue formar um profissional melhor, mais bem preparado para as transformações de mercado, capaz de raciocinar, calcular probabilidades e arriscar soluções mais inovadoras e criativas.

professor de sucesso-3De forma geral, esses egressos também alcançam melhores desempenhos em exames de larga escala (como ENADE) e daí vem o princípio de que é na sala de aula, e nas práticas docentes, que começa a Gestão do Conhecimento de um Curso Superior.

Ou seja, o verdadeiro gestor de um Curso é o corpo docente, e um professor de sucesso é aquele que já compreendeu essa nova competência e a desenvolve, a seu favor, tornando-se peça imprescindível para qualquer Curso, em qualquer Instituição de Ensino Superior (IES).

4- Ao final, no DESFECHO todos construíram a melhor aprendizagem, e treinaram as melhores competências

E o que dizer do desfecho, depois disso tudo? Só que ele é uma consequência natural de todo o planejamento!

Uma Jornada do Herói bem planejada chega ao desfecho com as seguintes características:

  1. Alinhavou (para o estudante) aprendizagem, significado, valores, empatia, riscos e desempenho, tornando real a discussão do processo, e não, do produto.
  2. Ofereceu (ao docente) espaço para treinar competências técnicas (específicas da profissão) e socioemocionais (trabalho com as Big Five), além de trabalhar com competências treináveis, essenciais para o profissional do futuro. O melhor: construiu tudo isso em um só amálgama, chamado trilha de aprendizagem, que renovou os conceitos subsunçores com sucesso, sucesso esse medido pelo desfecho alcançado pela solução do Herói!

O DESFECHO é puro diálogo, tipo “roda viva”: saia da frente da sala, sente em roda, deixe que eles tragam imagens, textos, vídeos para ilustrar sua solução chegando em um desfecho. Os desfechos são espaços de igualdade: rir do erro apresentado e vibrar com a correção para melhores soluções é minha melhor dica para esse momento!

desfechoO desfecho, em si, inicia uma nova história, um novo ciclo: o desfecho pode ou não ser sustentável, pode criar uma nova realidade ou um novo equilíbrio, e tudo isso está aberto para a discussão entre a expertise (aháaa! Aqui sua experiência faz a diferença em formar egressos diferenciados!).

Crie um novo vínculo com suas turmas.

No fundo, todos somos heróis, se nossa sala de aulas for um espaço aberto para o mundo, real e imaginário, e nossas competências profissionais devem tornar esse espaço um lugar melhor para todos. Desenvolver essa percepção e treinar essas habilidades é o que torna a estratégia Jornada do Herói única e flexível, ágil e personalizada, capaz de treinar comportamentos de análises, riscos, decisões e soluções.

Agora que você tem o roteiro completo, explicadinho, é hora de ser “essa metamorfose ambulante”, e não tem mais razão para continuar com “aquela velha opinião formada sobre tudo”.

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Até o próximo desafio de estratégias inovadoras!

 

A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: DIFICULDADES e PRESSÃO

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Os 7 passos da Jornada do Herói fazem parte dessa série de posts que inicia aqui, e compõem uma mini-oficina de capacitação online em Storytelling. Não perca nenhum texto!

superSe você já tem cenário e personagens, conflito/problema a ser resolvido, e uma narrativa que conecta essa história à disciplina, ou área do conhecimento, onde deseja que a aprendizagem aconteça, chegou o momento de colocar obstáculos e desafiar o estudante a superá-los, com ajuda do conhecimento que essa aprendizagem proporciona.

Afinal, um Herói só é Herói porque aprendeu a superar desafios com seus superpoderes!

Há duas considerações importantes aqui: (1) o CONFLITO/PROBLEMA selecionado deve – necessariamente – ser um evento que só tem solução nas mãos de um profissional com determinados conhecimentos, habilidades e atitudes; (2) há que se colocar pequenos empecilhos, de início, ou importantes questões éticas, em momentos mais avançados de curso, como elementos de pressão para a tomada de decisão.

Vamos entender melhor isso.

 

1- A solução única deve estar nos “superpoderes profissionais específicos”, mas com DIFICULDADES

Estamos tratando de Ensino Superior. Estamos trabalhando com neurociências do engajamento e da aprendizagem. Estamos em salas de aulas que formam profissionais com competências específicas de cada área do mercado de trabalho. Estamos construindo os sonhos de cada estudante, que quer se tornar um profissional único, naquela área que escolheu.

storytelling-ingEsse é o cenário subliminar da audiência do seu Storytelling: os pontos onde o conflito/problema deve ganhar desafios para dar significado à aprendizagem profissional recebida.

Na identidade do estudante com o Herói da Jornada, os conflitos só ganham poderes de engajamento na aprendizagem se forem solucionados exclusivamente com práticas específicas da profissão. Guarde esse segredo e coloque-o em ação sempre!

Tais práticas específicas da profissão convertem-se nos superpoderes necessários para superar o conflito/problema. O DESAFIO aqui, ou a dificuldade para solução, deve ser a exata maneira de avaliar, diagnosticar, prescrever, executar ou avaliar a implementação dessas práticas. É assim que se agrega valor às práticas profissionais específicas de uma área ou de uma especialidade.

desafio.jpgÉ assim, também, que o ERRO vem fazer parte do cenário como elemento de aprendizagem, em um ambiente controlado, para melhorar e aprimorar: (a) competências de aprendizagem (baseadas na Taxonomia de Bloom); (b) conceitos subsunçores, baseados em conteúdos pregressos e adicionado às competências treináveis (hard skills) e não-treináveis (soft skills).

 

2- ELEMENTOS DE PRESSÃO: usando empecilhos e dificuldades éticas

Treinar a tomada de decisões é treinar a competência de analisar e aceitar RISCOS, dentro do processo de aprendizagem. Afinal, a vida profissional não é sempre um mar de rosas! É preciso aprender a lidar com pressão, riscos e tomadas de decisão: essas são competências não-treináveis, ou socioemocionais, altamente relevantes para os egressos do futuro.

Você deve planejar alguns elementos de pressão (de um a três, no máximo!) na sua Jornada, onde a decisão por um superpoder não é aplicável diretamente, dado a um empecilho, problema, indisponibilidade, impossibilidade ou ausência de qualquer elemento ou evento, necessário para essa decisão ser efetivada.

Como o estudante reagirá? Depende do seu planejamento:

(a) se o elemento de pressão tiver sua solução nas próprias aulas da disciplina,

você está criando uma “novelinha semestral de habilidades”, onde cada aula trará uma possibilidade a ser testada na superação do desafio, ou na eleição de outra forma de solução para o conflito/problema. Nesse caso, suas metas de aprendizagem (estabelecidas lá na Taxonomia de Bloom) gerarão indicadores de desempenho concêntricos, ou seja, a disciplina é uma espiral nela mesma, para todo conflito/problema apresentado, assim como o desempenho estudantil.

Ela tem potencial de formar estudantes com nanocompetências claras, específicas de uma área ou especialidade, mas não de dialogar com o conhecimento para além da sala de aula.

(b) se o elemento de pressão tiver sua solução fora das aulas da disciplina, por meio de busca de informações complementares ou de outras áreas/especialidades,

você estará criando uma espécie de “noticiário semanal de habilidades”, onde cada aula, ou grupo de aulas, demandará a busca por possibilidades, tecnologias e inovações, a serem agregadas à aprendizagem em andamento, e testadas na superação do desafio, ou na eleição de outra forma de solução para esse conflito/problema. Nesse caso, suas metas de aprendizagem gerarão indicadores de desempenho estudantil excêntricos, ou seja, a disciplina abre interfaces para transversalização de conhecimentos e personalização de soluções, para todo conflito/problema apresentado.

Ela tem mais potencial para formar o T-shapped professional, que é um perfil altamente requisitado no mercado de trabalho, nesses tempos de tecnologias.

(c) se o elemento de pressão for impossível de ser superado,

você tem um modelo auto-limitado, que aponta para a finitude ou limitação dos superpoderes. Há situações práticas assim e elas devem, sim, ser discutidas no ambiente de aprendizagem, com o professor e à luz dos dogmas profissionais; mas a eleição desse tipo de elemento de pressão deve ser cuidadosa.

Não faça isso antes de ter aplicado, ao menos, cerca de 4 ou 5 Storytelling bem-sucedidos anteriormente, porque esse tipo de elemento de pressão desencoraja o estudante a concluir a jornada e buscar uma solução para um desfecho desejado. Nesse caso, suas metas de aprendizagem gerarão indicadores disruptivos, ou seja, como a disciplina abre possibilidades para a inserção de pensamentos inovadores, prospecção de cenários tecnológicos e futuristas para o conflito/problema apresentado, será necessário um processo de avaliação de desempenho igualmente diferenciado.

Ela tem mais potencial para formar o estudante empreendedor, capaz de questionar o status quo e os padrões atuais, propor soluções inovadoras e empáticas, para tentar superar a impossibilidade inicial do elemento de pressão.

conexoes cerebraisSeja qual for a sua opção para as dificuldades e para o elemento de pressão, é preciso não perder de vista o objetivo da estratégia da Jornada do Herói:

  1. Você está trazendo uma estratégia para aumentar a captura neural, visando a internalização do novo conhecimento, ampliando e dando densidade aos conceitos subsunçores de cada estudante;
  2. Os elementos da Jornada permitem a flexibilidade de participação individual, a manifestação do erro conceitual ou de implementação de uma ideia, conhecimento ou gesto técnico. Essa é a oportunidade que você tem de corrigir a trilha de aprendizagem, durante o curso da disciplina, melhorando o desempenho e os resultados finais de cada estudante e, por decorrência, da turma;
  3. A Jornada deve ser elaborada com aderência às metas de aprendizagem, definidas pela Taxonomia de Bloom. Faça com que cada passo exercite uma ou mais das categorias estabelecidas inicialmente, no Plano de Ensino.

Taí! Agora é colocar a cabeça para reunir sua experiência profissional e criar dificuldades e elementos de pressão, de acordo com os resultados que você deseja atingir, dentro dos propósitos da disciplina para com o Projeto de Curso (PPC).

Não deixe de interagir, compartilhar material, e levar suas dúvidas ao nosso perfil do Instagram. Inscreva-se no canal do YouTube para ajudar a levar mais repertório a mais docentes.

Quem compartilha conhecimentos, multiplica boas experiências de aprendizagem, e contribui para um mundo que precisa aprender com mais propósitos!

 

 

 

A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: CONFLITO ou problema central

Vamos começar esse tópico lembrando que uma narrativa de impacto, para qualquer finalidade, deve mexer com as emoções, e esse é o assunto central para toda aprendizagem. Aposto que, um dia, lá na sua infância, sua mãe lhe dizia “lembrar do que não interessa é fácil, difícil é você aprender o que deve!”. Toda mãe diz disso (mãe é mãe!) quando a gente tira nota baixa na prova da escola, não é mesmo?!

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Vamos analisar o porque dessa realidade?

Vejamos: você (e qualquer um, criança ou adulto) se lembra com facilidade da letra da música, da fala dos personagens de uma animação/filme, da piada com palavrão, de fatos aleatórios que você leu/viu em alguma mídia.  Assim como você, e qualquer um, tem dificuldades para memorizar/aprender algo relacionado ao trabalho, ou à escola/faculdade, ou mesmo, às necessidades da vida.

Já parou para analisar o porque disso? A resposta é simples: E-M-O-Ç-Ã-O.

A emoção e os processos de aprendizagem, na vida

A letra da música, a história do filme/animação, a notícia das mídias, a piada, e até os novos palavrões, mexem com a sua emoção, de imediato! Os fatos escolares ou do trabalho não lhe emocionam, antes, causam uma carga emocional negativa de obrigatoriedade, peso emocional negativo.

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Aí entram as neurociências: seu cérebro é programado, primitivamente, para reter informações que cheguem com peso emocional considerado importante. Nessa classe estão: felicidade, compaixão, alegria, amor, raiva e até mesmo, sobrevivência ou medo de sofrimento/morte.

Todo o restante, como obrigatoriedade e pesares, são descartados antes de se aderirem aos conceitos subsunçores (trilhas mentais organizadas, de conhecimentos pregressos). Na verdade, esse é um mecanismo de autoproteção emocional: evitar o que causa desgosto, ou desprazer, e dar ênfase no prazer e na autorecompensa.

Lembrar algo bom gera motivação, alegria, liberação de serotoninas e facilitações sinápticas no recrutamento da memória, ou seja, ativam muitas áreas cerebrais ao mesmo tempo, fazendo com que um fato ou um estímulo sensorial (cheiros, sons, toques, imagens) seja capaz de ser fortemente armazenado em muitas áreas, ao mesmo tempo.

A questão não é O QUE foi armazenado assim, ou COMO foi capaz de ser armazenado por meio de múltiplas vias neurais, mas PORQUE foi armazenado assim. E a resposta a esse porque é: porque na narrativa/situação em que foi apresentado a você, foi feito para gerar EMOÇÃO e IDENTIDADE.

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Quando as aulas, a nova função no trabalho, ou outros fatos da vida diária, são apresentados a você no velho esquema “se vira e decora isso”, seu cérebro não identifica motivação emocional positiva para fazê-lo. Então despreza, e não retém a informação, o que torna difícil sua memorização e aprendizagem.

É válido lembrar que por aprendizagem, no sentido stricto da palavra, significa integrar uma nova competência à rede de conceitos subsunçores, agregando valor, sentido e significado à nova rede que se formou. E esse processo não se dá no vazio emocional de aulas expositivas, repletas de tópicos e terminologias novas.

Vale para uma reunião no trabalho, para atender a um cliente/paciente na vida profissional, para uma sala de aula.

A narrativa e o envolvimento real da audiência: EMPATIA

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Portanto, é preciso ter uma boa narrativa para gerar emoção e identidade com a audiência, e convertê-la de ouvintes a aprendizes. Para isso, o principal “tempero” é um conflito/problema que mexa com uma emoção compartilhada pela audiência.

No Storytelling, essa é a alma do negócio, ou seja, é o que vai fazer sua turma querer entender a narrativa e engajar-se na busca por soluções.

Quando você consegue criar esse clima de envolvimento, você conseguiu engajar verdadeiramente seus estudantes na aprendizagem e o desempenho deles será uma consequência natural. E por desempenho entenda-se RESULTADOS DA APRENDIZAGEM. É assim que se planeja e avalia desempenho docente: capacidade de engajar os estudantes na aprendizagem versus o desempenho real, medido em critérios claros de avaliação dessa aprendizagem. Não existe um sem o outro.

Mas atenção:

  • Aqueles velhos estudos de caso, apresentados do modo clássico (velho) não geram 100% de engajamento, portanto, o desempenho estudantil é fraco.
  • Aquelas histórias que conta sobre como você lidou “brilhantemente” com uma situação profissional adversa também pode não gerar engajamento esperado, a menos que você (como personagem principal, ou herói da narrativa) coloque-se em igualdade de condições, e maturidade profissional, que sua audiência possui, no momento da narrativa. Convenhamos: quem conta as próprias histórias, o faz para mostrar alguma vantagem pessoal, e isso não gera engajamento: isso gera resistência.
  • Mostrar narrativas de grandes desastres/catástrofes, geradas por uma decisão errada, pode não surtir o efeito esperado na audiência: o engajamento pela solução. Isso porque boa parte dos estudantes, ainda inseguros na sua maturidade de conhecimentos profissionais, podem apoderar-se do medo do erro, ao invés de engajar-se aprendendo com o erro. Isso também é uma péssima forma de narrativa, do ponto de vista de desempenho de engajamento.

Usando a emoção e a empatia para planejar um CONFLITO na Jornada do Herói

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Agora que você entendeu que o poder da emoção e da identidade da audiência, com a narrativa, são determinantes em processos mentais de aprendizagem e retenção de conhecimento, ampliando e aprofundando as redes de conceitos subsunçores para níveis mais avançados, é hora de aplicar esse conhecimento à sua narrativa da Jornada do Herói, em 7 passos (faça o download do roteiro aqui)

Busque no conhecimento que você desenvolve na sua disciplina, ou no tema que escolheu para construir sua Jornada do Herói, um CONFLITO/PROBLEMA claro, direto e inequívoco, e que só pode ser solucionado por um Herói que possua o conhecimento/aprendizagem sobre a qual você está trabalhando, com suas turmas. Essa é a principal chave!

Em geral, você identifica esse elemento quando responde às seguintes perguntas:

  • Qual a solução que uma intervenção, realizada com esse conhecimento novo, traz para o CONFLITO/PROBLEMA apresentado na narrativa?
  • Como os personagens (que não são heróis) sofrem/perdem com esse conflito/problema?
  • Porque só é possível ao herói essa solução, e não aos outros personagens?

Quando você responde a essas 3 perguntas, você traça um esquema que, na sequência, terá o poder de consolidar o conflito da narrativa, por meio de detalhes técnicos e profissionais, por exemplo.

Storytelling ou Storydoing? Saiba a diferença ao escolher a forma de apresentar a narrativa e o conflito/problema

Você pode dosar a participação da turma na narrativa, sabia?

A diferença entre um Storytelling (totalmente narrado e fechado nos elementos constituintes por você) e um Storydoing (que conta com a participação da audiência para a construção da narrativa e/ou soluções e desfechos) é o quanto dessa narrativa você deseja abrir e entregar nas mãos da audiência, ou nesse caso, da sua turma.

Assim, ao traçar o cenário para o conflito/problema da sua narrativa, há duas possibilidades estratégicas:

  • OPÇÃO 1: fechar a trilha, mantendo o controle da narrativa e do desfecho, porque o interesse principal é assegurar alguns tipos de competências técnicas que são essenciais para um padrão ou normativa, que devem ser seguidos e aprendidos, antes de qualquer outra coisa;
  • OPÇÃO 2: abrir a trilha, em alguns trechos, para que a turma faça suas próprias inserções, a partir de levantamentos, pesquisas e argumentos, quando ao menos uma das metas é a inclusão do erro como elemento de aprendizagem.

Na opção 1, você controla todo o processo, controlando o desenvolvimento da Jornada: esse é um Storytelling completo. Lado bom: você sabe exatamente como deverá ser o dimensionamento de tempo, etapas, participações e resultados. Lado ruim: a estratégia perde um pouco da força, já que a narrativa é empática apenas na identificação do Herói.

Na opção 2, você controla parcialmente o processo, porque controla a LINHA MESTRA da narrativa. Nesse tipo de construção estratégica, você abre espaço para que a turma agregue seus próprios elementos e percepções, como por exemplo, detalhes do conflito, ou número e tipos de personagens, ou cenários diferentes para a mesma narrativa, que podem gerar soluções e desfechos diferentes, por exemplo. Nesse caso, você está abrindo para um Storydoing, um exercício de narrativa que dá significado pela utilidade que a audiência percebe, e que agrega e constrói por ações e valores que considera primordiais.

Partir para o Storydoing é um passo além do Storytelling, e não deve ser usado na primeira experiência de uma turma, na mudança das aulas expositivas para metodologias ativas. Apesar de ser muito mais engajador, já que a história não é apenas “entregue pronta”, mas sim, construída colaborativamente, o Storydoing requer alguma familiaridade com a estrutura de narrativa, que é treinada preliminarmente com o Storytelling. A Jornada do Herói é uma estratégia que aceita esse tipo de variação, com excelentes resultados.

O Storydoing tem maior poder de envolvimento e de engajamento, porque admite o ERRO como elemento de correção na formação da trilha de aprendizagem dos estudantes. Mas todos os envolvidos, estudantes e professor, precisam ter estabelecido um ambiente de confiança no erro controlado para que a estratégia funcione.

Em outras palavras, o estudante não pode ter medo de ser punido (perder nota) por aceitar riscos e errar, e cabe ao professor ter estabelecido esse clima de liberdade e de confiança, em práticas de Storytelling anteriores. Combinado? Lado bom: o engajamento é quase máximo, assim como o envolvimento da turma com a aprendizagem, e a composição da narrativa. Lado ruim: você não tem controle total sobre o desfecho dos fatos, embora mantenha o controle sobre o desdobramento da narrativa, já que analisa, aceita/rejeita cada elemento trazido pela turma, argumentando os porques de cada uma dessas decisões. Também o dimensionamento do tempo pode ser afetado, dependendo de como a turma interage com a narrativa.

Note que no Storydoing o lado ruim não é , na verdade, ruim. Ou melhor, só é ruim para professores controladores e que têm medo de arriscar-se em ir além da zona de conforto da aula expositiva. Usar estratégias Story (telling ou doing) para a construção de aprendizagens mais engajadores requer exercício, desprendimento, ambiente emocional seguro, reciprocidade e liberdade. Vale para estudantes, mas vale – principalmente – para professores.

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Detalhes do Story (telling ou doing) para a construção de um bom conflito/problema

Um boa Jornada de Herói tem riscos, surpresas, e mudanças de ritmo de solução, e se você escolheu qualquer uma das duas opções para traçar sua estratégia de aprendizagem, é bom que anote aí essas ressalvas:

  • O cenário e o conflito/problema não podem ser complexos demais, ou abrir espaço para múltiplas soluções. Isso confunde o ouvinte, drena o impacto da narrativa e dilui a FORÇA MOTIVACIONAL da turma em engajar-se na estratégia.
  • Observe o MOMENTO CURRICULAR em que se encontra a sua turma e trace uma narrativa capaz de usar CONCEITOS SUBSUNÇORES claros, aos quais serão articulados os repertórios do Herói e o engajamento pela solução. Na narrativa, não use elementos que ainda não fazem parte do universo da audiência, sob pena de não atingir os bons resultados que essa estratégia é capaz de promover no desempenho de aprendizagem.

Muito bem! Agora é com você: use o que tem, faça o que sabe, comece começando! E lembre-se dessa máxima: quando o conflito é simples, e a solução é direta, o engajamento é máximo, a apreensão do novo conhecimento fica potencializada, e o estudante aprende para a Vida!

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O próximo texto mostrará que é necessário inserir algumas dificuldades e elementos de pressão, no processo de tomada de decisões e busca por soluções, por parte do Herói, na narrativa. Lembre-se: o Herói deve trazer um elo de identificação com seu estudante e, portanto, as dificuldades e os elementos de pressão deverão ser diretamente relacionados ao significado dessa tomada de decisão, no mundo do trabalho.

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A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: CENÁRIO & PERSONAGENS

Se você está acompanhando os posts anteriores sobre Storytelling e a estratégia da Jornada do Herói,  (já fez seu download do material em PDF?) sabe do que estamos falando. Estamos falando de uma estratégia planejada para oferecer:

  1. Força motivacional, para engajamento estudantil na aprendizagem;
  2. Contextos impactantes, para dar significado à aprendizagem em curso;
  3. Soluções com desafios únicos, para agregar valor à práxis profissional em formação;
  4. Criatividade e inovação, para apropriar o estudante do novo mundo do trabalho, abrindo espaço para a personalização da carreira que ele pode construir.

Para que essa estratégia seja implementada com sucesso, é necessário entender como planejar os 7 passos de acordo com o que você deseja atingir, com seu planejamento da disciplina/unidade curricular.

Onde eu planejo uma Jornada do Herói, no meu Plano de Ensino?

O Storytelling pode ser planejado de 4 formas:

  • para apresentação da finalidade da disciplina, dentro do contexto curricular;
  • para convergir as 3 competências de aprendizagem (conhecimentos, habilidades e atitudes) envolvidas na formação, dentro de uma mesma disciplina;
  • para convergir as 3 competências de aprendizagem (conhecimentos, habilidades e atitudes) envolvidas na formação, transversalizando diferentes disciplinas;
  • para estimular o engajamento estudantil, por meio da empatia e personalização de ações, dentro de um módulo temático, que é uma parte do conteúdo de uma disciplina, dentro do contexto curricular.
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Cada uma dessas formas de planejamento possui peculiaridades e rastreio documental, por exemplo, que é essencial para apresentação nas visitas de Comissões de Especialistas do Inep/MEC, nos momentos de Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento de Cursos Superiores. Ou seja: quando você conhece bem uma estratégia, ela pode ser bem mais que um recurso didático, em sala de aula.

Ela pode ser (e é) uma alavanca importante como recurso na Gestão da Aprendizagem, capaz de impulsionar para cima conceitos envolvidos no Instrumento de Avaliação de Cursos Superiores (Inep/MEC, 2017), na sua Dimensão 1, principalmente, mas com reverberação para a Dimensão 2, indiretamente.

Nessa série sobre Storytelling e a Jornada do Herói vou me ater à última forma de planejamento citada, ou seja, para estimular o engajamento estudantil, por meio da empatia e personalização de ações, dentro de um módulo temático, que é uma parte do conteúdo de uma disciplina, dentro do contexto curricular.

Por onde começar esse planejamento?

A forma mais simples de planejar uma estratégia de engajamento por Storytelling é escolher o FOCO da aprendizagem principal da sua disciplina. Para saber qual é o seu foco você precisa de 2 informações:

  • Perfis profissionais envolvidos na oferta dessa disciplina
  • Competências de aprendizagem formadas pela disciplina

Essas duas informações, via de regra, devem estar claras no Plano de Ensino e/ou no Projeto Pedagógico de Curso, caso ele esteja atualizado. O Ecossistema Educacional do Curso é tão mais eficaz em seus resultados, formando egressos qualificados, quanto mais verdadeiras forem as relações entre as disciplinas e os perfis de egressos, e quanto mais diretas forem as relações entre a forma de oferta (entre aulas teóricas, práticas, atividades, visitas, treinamentos, produção, etc) e as competências formadas.

Para quem já decidiu entrar de “capa e coração” nesse mundo de superpoderes docentes e compor os heróis da aprendizagem, tem uma Oficina 100% Online sobre competências de aprendizagem no Plano de Ensino, que vai preparar você para essa jornada. Muito material, vídeos, downloads e passos para elaborar Planos de Ensino Inovadores. Aproveite o momento e inscreva-se agora!

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Muito bem, o FOCO da disciplina será o REPERTÓRIO DO HERÓI, ou seja, uma parte importante do personagem principal, que deve se identificar com o estudante. A esse momento da formação, o Herói já deve ter se apropriado de alguns repertórios: explore-os de forma clara e completa para criar um desafio capaz de ser solucionado SOMENTE a partir desse repertório. Essa é a chave!

Destaque: não torne o desafio complexo, a ponto de não ser possível a solução APENAS com o repertório que o estudante apresenta, até esse momento da formação. O estudante deve sentir-se estimulado pelo que já aprendeu, e não, desanimado com o que o professor já domina, e ele não sabe.  Na primeira afirmação você o torna centro do processo, na segunda, você é o centro do processo; portanto, o começo do planejamento para uma Jornada do Herói é TORNÁ-LO herói.

Segurança e confiança são os primeiros elementos essenciais para conquistar engajamento estudantil, em qualquer estratégia. Sem isso, eles se sentirão perdidos, insuficientes e, portanto, assumirão atitudes de rejeição todo o restante do processo. Aí sua estratégia terá ido por água abaixo…

Um contexto, um cenário, um lugar: ofereça algo para mexer com as emoções, desde o início

As aprendizagens não se dão no vazio, nem na imparcialidade: elas precisam estar ancoradas em SIGNIFICADOS e precisam mexer com as emoções. Isso é princípio essencial das neurociências. Portanto, a escolha do ponto de partida da narrativa do conflito, que será trabalhado pela Jornada do Herói, é um passo fundamental.

Para escolher o cenário, esqueça o que você conhece, professor, e pense no que o ESTUDANTE CONHECE, domina, interage ou almeja intervir, naquele momento. Seja como estudante, seja como cidadão, seja como usuário de algum produto, processo ou serviço, o estudante deve sentir-se compleido a participar ativamente na narrativa que será apresentada no Storytellig.

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Use, preferencialmente, os conceitos subsunçores existentes na turma. Para isso, na primeira aula de cada semestre, faça um exercício de diagnóstico didático, por meio de dinâmicas e interações, para identificar as expectativas da turma para a disciplina, e para estabelecer pontos balizadores da sua abordagem, nas aulas que se seguirão.

A partir desse diagnóstico, trace possíveis cenários, contextos, conflitos e personagens que permeiam o mundo do estudante e o mundo do conhecimento que você estará oferecendo, a cada aula.

E os personagens?

É chegada a hora dos personagens que comporão o contexto, atuarão no cenário, e que devem possuir uma expectativa de ação, interação e reação com o Herói, no caso, o estudante em ação, como um profissional em exercício.

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Não economize na narrativa: você pode apresentar personagens que tragam uma criptonita, que é um elemento que acaba com a “força de solução” do Herói, e que deve ser evitada a todo custo. Ou a descoberta de um anel, cinturão ou poder secreto, que são recursos próprios da profissão, que elevam a capacidade de solução do conflito, pelo Herói bem preparado.

Você pode, ainda, abrir espaço para que eles colaborem na construção dos personagens, usando os conceitos subsunçores, personalizando cada Storytelling por turma, por exemplo. As opções são muitas e quase infinitas!

A construção dos personagens é uma relação direta do FOCO DA DISCIPLINA. Portanto:

  • se sua disciplina forma para conceituação teórica e fundamentos da profissão, que serão aplicados posteriormente, em disciplinas profissionalizantes, os melhores personagens serão aqueles que incitam discussões conflitantes e com necessidade de argumentação, ou seja, o foco é no SABER-SER (ou atitudes), alinhado com o SABER (conhecimentos) subsunçor até esse momento. Trabalhar as soft skills, ou competências socioemocionais, é uma chave para o sucesso desse planejamento de Storytelling.
  • já se a sua disciplina forma para habilidades técnicas específicas, aplicadas a partir de indicações e contra-indicações profissionais precisas, os melhores personagens serão aqueles que transgridem essas recomendações (pode ser mocinho desavisado ou vilão malvado, por exemplo). A narrativa do conflito trará à baila a lógica do raciocínio ação-reação ou causa-efeito. É o SABER-FAZER (habilidades) entrando em ação com os SABERES (conhecimentos) subsunçores, e aqueles que estão sendo adquiridos a cada etapa da aprendizagem, na disciplina, aprimorando o SABER-SER (ou atitudes) e as soft skills.
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No próximo texto, nossa análise da Jornada do Herói vai mostrar como apresentar uma narrativa de conflito/problema, onde o repertório do Herói seja imperscindível para uma solução, mas que passe – antes – por (algumas) dificuldades e por (certos) elementos que aumentarão a pressão sobre a tomada de decisão do Herói. Não perca!

A Jornada do Herói: 7 passos para um Storytelling de aprendizagem

No texto anterior convidei você a pensar diferente, em relação ao planejamento da aprendizagem, na sua disciplina. Afinal, não há uma única maneira de planejar, e nem de fazer, absolutamente nada, nos tempos atuais.

sherlockAliás, essa única maneira de fazer alguma coisa chama-se método: uma sequência exata para se reproduzir um experimento, ou uma experiência, exatamente como um precursor já o tenha feito. Não é diferente quando o assunto Storytelling: contar histórias pode ter múltiplos propósitos e, portanto, múltiplas maneiras de se fazer.

Na pesquisa, levamos métodos e metodologias muito a sério, mas na sala de aula a realidade é outra, por várias razões. As principais delas são: o planejamento estudante-centrado, foco das novas (e erroneamente chamadas) metodologias ativas; e o fato de que nenhuma turma é igual à sua antecessora, sendo necessário ter flexibilidade para ajustar métodos, convertendo-os em estratégias.

Estratégias são recursos mais flexíveis e podem ser personalizadas de acordo com os múltiplos fatores que diferenciam as IES, os Cursos, as regiões nacionais, as disponibilidades de recursos materiais e de infra-estrutura tecnológica. Assim, vamos deixar nosso primeiro acordo feito: não estamos tratando da metodologia de um Storytelling, mas de estratégias para um Storytelling adaptável às suas necessidades, e às suas realidades de sala de aula.

para ondeHá muito material disponível se você fizer uma pesquisa Google com os termos “jornada do herói” e “storytelling“. As diferenças vão do propósito ao construto do roteiro, mas todas elas têm uma origem comum, e é com essa origem que você deve aprender para, só depois, evoluir para um construto próprio.

Esse é um excelente exercício de se fazer: conhecer outros universos, e outras ferramentas de aplicação, para os mesmos recursos, que agora também podemos usar na Educação. Além do Storytelling, seguem nessa lista de descobertas e pesquisas: Design Thinking, realidade aumentada, machine learning, deep learning, além – claro – de inteligência artificial e analítica.

A questão aqui é: como começar a aplicar essa estratégia, com finalidade de aprendizagem?

É preciso garantir alguns elementos que, em outros formatos e propósitos de Storytelling não sejam assim tão essenciais. É aqui que a experiência prática ganha força em compartilhar uma trajetória.

Eu inicio agora, aqui com você, nesses textos de Storytelling, uma jornada online de formação para professores, estudantes e profissionais. Serão textos sequenciais, e complementares entre si, para você se atualizar, refletir, ousar, tentar, errar, aprender e transformar suas práticas nesse 2019. Aproveite!

Vamos lá!

Todos temos em comum a necessidade de aprender: para o professor, essa necessidade está no estudante; para o estudante, essa necessidade está em si próprio, a caminho da vida profissional; para o profissional, a necessidade está no seu público/consumidores/clientela, em fazer um despertamento para os diferenciais dos processos/produtos/serviços que oferece, perante um mercado de trabalho competitivo.

piscadinhaAtualmente, o papel de formação de opiniões, em todos os níveis, está amplamente centrado nas mídias (sociais e profissionais) e, portanto, para todos os públicos, comunicar de forma eficiente seus valores, propósitos e diferenciais, carece de uma boa narrativa, ou de um bom Storytelling.

Tempos modernos exigem estratégias inovadoras!

A definição que se costuma dar é que storytelling é a prática de se contar uma boa história. E este “boa”, na imensa maioria das vezes, quer dizer relevante. Ou seja, uma história que consiga reter a atenção do interlocutor – esteja ele onde estiver – e que, de preferência, marque-o, fique em sua memória. Uma narrativa bem articulada, com começo, desenvolvimento e final específicos, e que de alguma forma capture o público – seja por meio do drama, da tragédia, da comédia ou da ação, não importa.

Leia esse texto completo da Endeavor aqui

A estratégia da JORNADA DO HERÓI

emotion neurosciencesTodos gostamos de histórias que nos identificam, e essa é uma afirmação que deriva das neurociências da aprendizagem. Tudo o que nos identifica emocionalmente, amplia a captura neural (mecanismo pelo qual se desenvolve a atenção e a memorização) e ativa mais áreas cerebrais, no arquivamento dessa memória. Quanto mais vívida a narrativa, mais áreas podem ser envolvidas nessa captura neural.

Portanto, narrativas com riqueza de detalhes, hipóteses, emoções impactantes (boas ou ruins), memórias olfativas ou gustativas, recursos auditivos (como música, sons “suspeitos”, vozes) tendem a promover duas grandes respostas do sistema nervoso: atenção voluntária e ampliação do recrutamento de áreas cerebrais na composição dessa memória. Em outras palavras: UMA APRENDIZAGEM FORTE E AMPLIADA.

A jornada do herói, em termo erudito, “Monomito”, é uma concepção cíclica presente em narrativas mitológicas. Quem difundiu o conceito foi o antropólogo Joseph Campbell, exímio pesquisador da escrita, que possibilitou o entendimento da narratologia, a ciência da narrativa. (…) Quando posta em prática, esse modelo de narrativa faz o leitor se conectar mais facilmente à história, percebendo uma sintonia entre sua pessoa e o personagem central da trama.

Fonte: “A jornada do herói: conquistando pessoas com histórias”, Paulo Maccedo.

Usar a Jornada do Herói na sala de aula tem como meta a identificação do estudante com o “herói” da narrativa, e a vivência desse estudante, dentro do enredo, como personagem ativo. A construção desse herói-personagem é a chave para que a aprendizagem atinja seus objetivos.

A clássica Jornada possui 12 passos ou etapas, focadas na narrativa sobre o trajeto de vitória do herói e, muitas vezes, é extensa demais ou complexa demais para o modelo conteudista da maior parte dos Projetos de Cursos Superiores, no Brasil. É preciso uma adaptação para que ele reverbere da sala de aula para os registros (necessários) do Curso e da IES, junto ao MEC.

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Esquema ilustrativo da Jornada do Herói, uma estratégia base de roteiros para narrativas em filmes e livros. Aqui, ela foi utilizada na Educação, como estratégia dentro do modelo Problem Based Learning/PBL. Fonte: A PBL Project is Like the Hero’s Journey (acesse o texto completo aqui).

A adaptação da Jornada do Herói para elementos requeridos no Ensino Superior

A experiência prática me mostrou que eram elementos demais para lidar no planejamento, em disciplinas do Ensino Superior. Mais que isso: eu precisava, ainda, alinhar a estratégia da Jornada às competências de aprendizagem (Taxonomia de Bloom), para efeitos de documentação legal (Planos de Ensino, PPC e visitas do MEC), e também ao perfil de competências diretas, cuja formação era a responsabilidade das minhas disciplinas.

Essa necessidade me motivou a estudar mais sobre o assunto, e encontrar uma solução mais viável para minhas práticas docentes, as necessidades legais e locais, bem como alinhá-la ao universo de conhecimento das minhas disciplinas e áreas de conhecimento. Foi assim que a Jornada do Herói em 7 passos (faça o download da facilitação gráfica aqui) acabou ganhando os elementos da Andragogia, adicionados de um desfecho que aproxima essa estratégia do Arco de Maguerez, conhecido de quem trabalha com problematização.

Na área da Saúde, particularmente, esses são nossos melhores pilares de contextualização e essa adaptação da Jornada do Herói atendeu a múltiplos objetivos, de forma clara e rastreável, aos quais todo professor universitário tem de responder, e sobre os quais se responsabilizar, seja perante seus superiores, seja perante a sua classe profissional para a qual forma os egressos.

Nos textos que seguirão, nos próximos dias, ficará mais fácil entender o como e os porquês dessa convergência e adaptações. Explicarei cada um dos 7 elementos da Jornada do Herói, e a forma de compô-los em vários Storytelling, para sua sala de aula. Vá para o texto seguinte e conheça como desenhar Cenário e Personagens do seu Storytelling.

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Vamos trocar figurinhas lá no Instagram?

Storytelling: uma estratégia de aprendizagem personalizada

 

Vivemos a Era da Revolução industrial 4.0, termo usado pela primeira vez em 2011, e que representa um novo período no contexto das grandes revoluções industriais. 

“É um conceito de indústria proposto recentemente e que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura. A partir de Sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e Internet dos Serviços, os processos de produção tendem a se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis.”

FonteO Que é Indústria 4.0 e Como Ela Vai Impactar o Mundo (texto na íntegra aqui)

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As revoluções industriais iniciaram-se muito antes de se popularizarem. Não foi diferente com a automação e os computadores, cujo histórico remonta ao final da década de 60, mas que só nesse século viabilizaram importantes transformações no mundo.

Em um mundo em que tudo é novo, inovador, disruptivo, avançado e tecnológico, tem-se a sensação de que não se sabe mais nada. Parece que nada daquilo que trazemos como experiência se encaixa nas novas expressões, métodos, modelos e filosofias.

Para isso, trouxe aqui uma estratégia chamada Storytelling, que veio do marketing, com o intuito de agregar valor às marcas, e estabelecer propósitos e identificação com o público consumidor. Se você é professor universitário, e está se perguntando porque essa “estratégia marketeira” deve fazer parte do seu repertório, pense da seguinte maneira:

  • Se você forma futuros profissionais, você vende sonhos. Nem adianta discutir essa realidade: os estudantes chegam ao curso superior por um sonho. Sonho de ser como alguém de sucesso que eles conheceram, sonho de fazer algo que eles viram ser feito e com resultados que lhes impactou a ponto de escolherem um curso universitário para “chegar lá”. Trabalhar com o sonho alheio é uma responsabilidade e tanto!
  • Você dá aulas para formar futuros profissionais, em uma determinada área do conhecimento e do mercado de trabalho. Ou seja: você é o maior (e melhor) marketing dessa profissão, tanto quanto desses conhecimentos. E da sua relevância, no mercado de trabalho: relevância social, profissional e financeira (afinal, todo mundo quer viver da profissão em que se forma!).
  • Nesse momento do tempo-espaço, o seu estudante ainda não é profissional: ele aspira a ser um. O que vai determinar que ele desista, desanime, ou mesmo, chegue à conclusão de que “não vale a pena” é a maneira como o marketing da própria profissão é apresentado a ele. Sem boas perspectivas de mercado, de sucesso, de empregabilidade, de adaptabilidade da própria profissão perante o avanço da tecnologia, ele sente que seu sonho é isso: um sonho incapaz de sustentá-lo na vida e no mercado de trabalho. De novo, essa é a responsabilidade em lidar com o sonho alheio: somos sim, a imagem viva daquilo e para aquilo que estamos formando.
  • As teorias são necessárias, mas sonhos precisam de terreno prático para criar raízes: aí vem a necessidade de trazer o mundo do trabalho para a sala de aula, e levar a sala de aula para o mundo do trabalho. Bom, nesse ponto do pensamento é que chegamos ao Storytelling: contar boas histórias depende de contextos, emoção, propósitos, soluções e desfechos. E nada melhor para criar boas marcas e fidelizar consumidores (estudantes de hoje, profissionais de amanhã) do que integrá-los aos propósitos da profissão, e do seu exercício.

O pensamento que desenvolvemos acima dificilmente é uma forma com a qual o professor pensa e planeja a sua disciplina, mas é, muito frequentemente, a expectativa com que cada estudante inicia cada uma das disciplinas do seu curso de formação superior.

think-outside-the-box3.jpgÉ hora de abandonar a velha “caixa”. Mas não se engane: o mercado de trabalho não tem uma só caixa para se pensar, fora dela. E porque esse hiato entre o planejamento docente e as expectativas discentes? Porque vivemos a transição entre um velho modelo professor-centrado, que nasceu na década de 60, para um novo modelo estudante-centrado, que vem tomando força com a era pós-digital.

Simplesmente continuamos a reproduzir os mesmos padrões que nos foram apresentados, em nossa trajetória de formação: ensinar, aula, trabalho, prova, diploma.

Esses padrões vêm mudando desde o início deste século (lembre-se que já vamos para a conclusão da segunda década do século XXI), deixando para trás comportamentos e práticas do século passado. As novas expressões contemplam ações como APRENDER, ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM, PRODUÇÃO, AVALIAÇÃO, DESEMPENHO, FORMAÇÃO.

Para isso, novas estratégias se juntaram à velha sala de aula, e transformaram a produtividade dos estudantes. Há quem ache que isso é “moda”, há quem pense que é “circo”, mas a verdade é que as tais metodologias ativas evoluíram para estratégias, e se multiplicaram até o infinito das possibilidades de um Professor (com inicial maiúscula, aí) trazer o melhor da ciência para a sala de aula e, dela, obter o melhor em desempenho de aprendizagem. Que o digam os conceitos atingidos por esses egressos junto ao ENEM, ENADE e outras formas de exames de escala para accountability,pelo mundo afora.

Então, para responder à pergunta inicial “o que você pode fazer, dentro desse novo universo de conhecimentos e tecnologias, com a experiência que traz na bagagem?” eu sugiro que use estratégias de planejamento que privilegiem (isso mesmo!) o seu diferencial enquanto docente e profissional de sua área: sua EXPERTISE. Uma delas é o Storytelling.

No próximo texto eu falo sobre os 7 passos da Jornada do Herói enquanto uma das estratégias para você aproveitar o que possui de melhor (sua expertise), criando um Storytelling de efeito, com foco naquilo que todo estudante quer: aprender para a Vida!

 

 
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A JORNADA DO HERÓI COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM NO ENSINO SUPERIOR, versão online (blog) e impressa (e-book) de Profa. Dra. Denise da Vinha está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://denisedavinha.wordpress.com.

Planner 2019, parte 2: trabalhe as metas e complete seu álbum!

No post anterior trabalhamos com a ideia de que o comprometimento com uma meta, que só pode ser considerada concluída diante de um resultado concreto, estabelecido ao início do processo, é o ponto chave da inovação. Seja no pensamento, no planejamento ou nas práticas, nenhuma inovação se sustenta se não você não mudar suas trilhas mentais e seu mindset: o Planner 2019 do canal Insights Docentes quer estimular esse novo comportamento em você e ajudar para um novo ano, focado em resultados!

Vamos continuar o caminho do Planner? A gente tá junto nessa e, se você quiser, pode compartilhar seu caminho com a gente, nos Stories do Instagram, marcando @insightsdocentes para eu poder trazer seu desafio e suas conquistas para o meu Stories e, assim, incentivar mais colegas às mudanças!

Definida(s) a(s) meta(s), vamos ao mergulho nas etapas para convertê-las em resultados!

(e) PASSO 2: defina a sua meta (ou mais de uma) e mãos à obra!

planner2019 PASSO-2 DICAS

O PASSO 2 vem com duas páginas, no PDF da segunda parte do Planner:

e.1. Essa aí do lado são orientações e sugestões sobre como explorar sua meta, de forma que esse trabalho conduza-o a ações e resultados.

Note que as respostas às 6 perguntas pilares propostas aí aplicam-se, de alguma maneira, a qualquer área. Seu desafio é convertê-la em detalhes específicos para a sua área, e levar as respostas ao ESPAÇO DAS IDEIAS (vide post anterior) para refiná-las em caminhos, ações e resultados.

Cada um dos hexágonos se converte em planos para sua realização, e a combinatória disso será tão infinita quanto seu comprometimento em torná-las reais. Por isso a sugestão: escolha uma meta de cada vez!

planner2019 PASSO-2 PRINTe.2. A página de print para efetivamente fazer suas anotações diárias e relacionadas à meta.

Nessa página você vai usar o adesivo da meta (super novidade!) para colar ao centro da colméia de mudanças e desdobrar as questões relacionadas à meta em prioridades, etapas, prazos, dias… O que preferir!

Você pode imprimir quantas páginas quiser: uma para cada uma das perguntas que mencioneis no item e.1. acima, ou uma para todos os itens, ou uma para cada etapa trazida lá do ESPAÇO DAS IDEIAS.

RAZÃO: o Planner estimula a divergência criativa inicial para que você aprenda, dia a dia, a organizar suas ideias, metas, rever, refazer, reorganizar sempre que necessário. Num Planner normal, tem espaço pré-estabelecido para tudo, e é e-x-a-t-a-m-e-n-t-e por isso que você vive em uma rotina: você repete padrões, formas de registro, lógicas de organização estabelecidas por outros para uma zona de conforto cujos resultados você conheceu de perto, em 2018.

para ondeO Planner 2019 Insights Docentes propõe algum caos para uma nova ordem. Para reduzir a entropia interna é preciso gerar entropia externa, rever prioridades, obrigar-se a ler, pensar, arquitetar a SUA melhor ordem e organização.

Para estabelecer a SUA melhor meta de RE-organização é preciso treinar suas trilhas mentais de novo, e estaremos juntos nesse 2019 para isso! Lá no Instagram e no YouTube vamos compartilhar muitas novidades e complementações que o ajudarão no desafio de reencontrar aquilo que realmente deseja fazer para agregar valor ao que já faz.

(f) SEMESTRES & BIMESTRES: aprenda a seguir um macroplanejamento para que os resultados convertam-se em produtividade, com foco!

planner2019 SEMESTRE1
Faça aqui seu macroplanejamento por meses, bimestres e semestre, para não perder de vista o significado de cada etapa, rumo a uma meta!

Definiu suas metas? Planejou as etapas, em detalhes?

Chegou a hora de treinar a disciplina para com você mesmo! Quantas vezes você já fez listas de metas para um novo ano e… simplemente esqueceu delas?

Nas páginas dos semestres você encontra ideias e insights para ajudá-lo na divisão de tarefas: o que eu vou fazer primeiro, o que vem depois, quais os resultados e em quanto tempo eles serão atingidos.

São 2 páginas de semestres, divididos em meses, com opção para marcar os bimetres em ação (você pode imprimir a mesma página duas vezes, uma para cada bimestre). Cada página parece igual, mas não é: cada QR-Code no canto inferior direito leva você a um material diferente, para estimulá-lo a pensar em coisas novas ou diferentes.

(g) SEMANAS DE ATIVIDADES: imprima quantas vezes preferir!

Você conta com 4 páginas de semanas, como mostra a figura abaixo.

legalTambém, nessas páginas, cada QR-Code no canto inferior esquerdo leva você a uma discussão diferente. E AQUI TEM NOVIDADE! Essas páginas serão renovadas mensalmente, a partir das experiências que vocês compartilharem pelo Instagram do Insights Docentes.

As melhores do mês serão votadas (precisam estar online e em modo público!) e duas delas ganharão sua versão, em uma página como essa, com um QR-Code especial que levará até o link digital dos autores dos relatos de mudanças mais votado do mês!

As páginas novas mensais serão compartilhadas por link para download para que as experiências se espalhem, e engajem mais e mais colegas para o pensamento de que a transformação é possível, sim!

Então, se você realmente quer mudar, esse é o empurrãozinho que faltava para você ativar seu instagram, ou seu blog, ou seu canal no YouTube, para compartilhar suas próprias histórias de sucesso, e o mais importante para nosso Planner aqui: seus RESULTADOS!

fuiSugestões: imprima as suas páginas, e imprima mais algumas, para presentear colegas na volta às aulas: nas semanas pedagógicas, nas reuniões de colegiado ou NDE. Convide mais gente à mudança, amplie sua rede de pessoas dispostas a um 2019 diferente. O trabalho só COMEÇA aqui no Insights Docentes: ele continua, mesmo, na sua capacidade de – TAMBÉM – exercitar modelos colaborativos de mudanças, no espaço onde atua.

Partiu fazer o Planner acontecer?!

logo planner ID 2019 blog-2Resumão:

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Planner de Inovação Insights Docentes v.2019 de Dra. Denise da Vinha Ricieri está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com/.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://denisedavinha.wordpress.com/.

Planner 2019, parte 1: escolha as metas e entenda o desafio

welcomeOlá!

Essa sou eu, na versão second life (que também é um recurso para trabalhar estratégias engajadoras de aprendizagens) e você acaba de chegar ao meu espaço de intercâmbio de ideias e proposição de desafios! Que tal um 2019 desenhado em 365 dias de foco em mudanças, sem que isso se torne um fardo ou um peso para você?

Boralá conhecer o Planner de Inovação Insights Docentes, versão 2019!

Em 2017 eu acompanhei de perto as muitas mudanças no mundo da Educação Superior, e escrevi sobre elas e o Futuro da Educação. Foi assim que nasceu a ideia do primeiro Planner de Inovação Educacional, para esse 2018 que termina.

checkedA experiência foi tão boa em usar um mapa, ou bússola, que sugeria mudanças e motivava a reflexão por meio de acesso direto a material multimídia – via QR-Code – que nesse ano planejei algo mais detalhado, mais interativo e, principalmente, mais focado em descobrir a inovação no dia a dia.

As viagens que fiz em 2018, capacitando e orientando, professores e estudantes, tanto na parte educacional (em metodologias ativas), quanto na parte técnica (em análise do movimento), deram-me novas perspectivas sobre as dores que todos estão vivendo dentro dos muros das faculdades e universidades.

Desde a sala de aula até a gestão dos cursos, a palavra de ordem é INOVAÇÃO, e o verbo de ação é TRANSFORMAR. Muitos estão perdidos: somos (me incluo nessa!) frutos de um modelo ultrapassado de formação, para a profissão queescolhemos.

perguntaEstamos vivendo uma mudança de era, a transformação para um modelo completamente paradoxal àquele que supúnhamos dominado, e onde diploma, conteúdo e aulas – nossos pilares centrais de “atração” para o Ensino Superior, deixaram de ser o objeto de desejo da grande maioria dos egressos do Ensino Médio.

Perdidos nesse limbo, entre o que era e o que será, estamos tentando saber como inovar, como transformar, como nos reposicionar, mas não há modelos ou narrativas prontas capazes de atender a essa necessidade.

legalEntão veio a ideia: as novas competências para o mundo do trabalho (e não é só para os docentes) demandam novos HÁBITOS e novas HABILIDADES, e isso não se adquire por mágica, nem de um dia para outro. Os melhores resultados para quem transformou efetivamente suas práticas vieram do cultivo diário de novas formas de pensar, da busca por repertórios complementares àqueles já dominados, da prática empática do planejamento daquilo que se oferece em processos, produtos ou serviços.

Vale na Educação, vale no mercado de trabalho.

Assim foi nascendo, aos poucos, a ideia de um Planner mais interativo e mais personalizado, com foco em resultados que possam ser medidos porque se converteram em inovações reais, capazes de serem sustentadas no tsunami diário de compromissos e obrigações a serem cumpridas.

O Planner de 2019 é diferente em 3 pontos fundamentais, para quem quer mudar-SE:

1- ele trata a mudança de dentro para fora, desde o planejamento dessa mudança;

2- ele inicia com 6 metas básicas, e 6 sugetões de etapas para concretizar as transformações;

3- cada meta pode ser personalizada, de acordo com a área de atuação, especialidade de trabalho ou campo de estudo, porque as etapas trazem o significado dessa mudança para o mundo de cada um; e

4- ele não está fechado: será alimentado semanalmente com as interações que fazemos nas mídias que nos reúnem: o canal Insights Docentes no Instagram e no YouTube.

sherlockEm síntese: o Planner abre 2019 para uma imersão de trabalho diária, um “curso” de 365 dias de atividades, ora reflexivas, ora ativas, ora compartilhadas. Para dar organização a esse planejamento ousado, eu usei o resultado das enquetes que fizemos durante o mês de Dezembro/2018, no Instagram, com a rede de seguidores do canal.

Assim, essa nossa imersão rumo à transformação e conversão de resultados tem sua participação direta, desde o planejamento, até a execução (vem mais coisa boa por aí!).

Você pode baixar o PDF para impressão das páginas iniciais do Planner, mencionadas nesse texto, clicando aqui (o restante você baixa no próximo post, ou no link está ao final desta página). Elas estão formatadas para impressão em formato A4. Para melhores resultados, imprima em modo normal, colorido, e escolha um papel cuja gramatura esteja entre 90 e 115g/m2. Para a capa, sugiro uma gramatura mínima de 150g/m2. Saiba mais sobre gramaturas e as melhores escolhas para impressão.

Vamos conhecer como os elementos do Planner podem lhe ajudar, em 2019?

Conheça os elementos e a dinâmica que convida você a planejar e realizar mudanças

(a) CAPA

planner2019 CAPA A capa é ilustrada no padrão “flat”, ou seja, ela traz ilustrações planas, simples, geométricas. Aqui a essência é não roubar a atenção do que se deseja: FOCO NAS METAS, não no visual.

Você pode imprimi-la em um papel de gramatura maior, para encadernar todo o Planner e, então, personalizar com seu nome, adesivos, colorir… Divirta-se!

RAZÃO: parte do processo está em recrutar cada vez mais o lado criativo do cérebro para que trabalhe em cooperação com seu lado lógico. Abrir espaço para a personalização significa PENSAR SOBRE O QUE SE FAZ, refletir mais demoradamente.

A proposta é quase um meditar ativo, onde o desejo de mudar as trilhas mentais antigas nasce do comprometimento com o instrumento: acrescentar aquilo que nos agrada, a ludicidade do manuseio, a identidade do colorir. Aqui começa o traçado de novas trilhas mentais, capazes de gerar novas formas de pensar, agir, reagir e interagir com nossos próprios propósitos, antes que mudar a forma como lidamos com nossas tarefas. Detalhes são muito importantes: dê atenção a eles.

(b) INFORMAÇÕES & INSTRUÇÕES GERAIS

planner2019 ORIENTACOES
Preste atenção nessa página impressa: ela conta para você as estratégias do processo que o Planner quer estimular, por meio dos recursos e do formato desenhado para essa experiência de mudanças pessoais, frente às demandas inovadoras do mundo da Educação.

A página inicial foi feita para oferecer um start nesse processo e, como a ideia central é pensar fora da caixa, sair do quadrado, planner foi desenhado com base no conceito de hexágonos. É interessante o porque dessa escolha e basta saber que as formas geométricas possuem significados psicológicos e no design de comunicação.

RAZÃO: Você pode explorar essa ideia e chegar às suas próprias conclusões, porque toda leitura diferente é uma leitura que acrescenta à inovação!

(c) Passo 1: escolha a(s) meta(s) e comprometa-se com ela(s)!

planner2019 PASSO-1 DICAS

A experiência tem mostrado que para o desenvolvimento de comportamentos inovadores em práticas docentes, em qualquer área, são necessários – pelo menos – 6 pilares básicos, muito bem estabelecidos.

Esses 6 pilares estão resumidos no passo 1 e representam sua primeira etapa. O que você pensa ser mais importante transformar primeiro, considerando seu próprio universo de atuação profissional e o momento que está vivendo? Nessa página você vai escolher uma – ou mais – metas.

Mas lembre-se: quanto mais metas, mais complexas serão as ações necessárias se você realmente se comprometer com as mudanças que cada uma delas propõe.

Então, que tal começar com uma a uma?

Quem me conhece sabe: meu primeiro passo foi PENSAR DIFERENTE. Essa foi a minha escolha! Achei incrivelmente essencial, para meu modo de levar a vida e o trabalho, ir em busca de conhecer como pensava a nova geração, para recalibrar meu próprio modo de pensar e planejar minhas práticas docentes.

como ehAssim, investi pesado em mim: em um curso e um weekend de pensamento inovador, em São Paulo, e depois, em uma formação presencial super, de 4 dias, em Design Thinking com um dos melhores designers brasileiros da atualidade. Entenda que, na maior parte das vezes para ter algo diferente você precisa ser “aluno novamente”, ouvir mais atentamente, e olhar o mundo pelos olhos de outras perspectivas (e idades).

RAZÃO: Ler é um começo, mas para mudanças maiores, ler não é suficiente, porque tendemos a filtrar as leituras pelas nossas trilhas mentais. E são exatamente elas que precisamos renovar!

Por outro lado, a maior parte do que é online, muito barato e gratuito, não oferece os recursos essenciais que permitam o aprofundamento necessário na aquisição de novas competências: é preciso ousar e planejar os investimentos também!

Analise suas possibilidades, faça um planejamento e priorize-SE, em detrimento de coisas que podem ser redimensionadas em função de fortalecer – e até repocionar – sua carreira docente, estudantil e/ou profissional. Vale muito à pena!

(d) ESPAÇO DAS IDEIAS: às vezes é preciso começar por aqui…

Você pode escolher sua meta no passo 1, ou ainda não ter muita certeza por onde começar. Está tudo bem: todo processo começa assim. Então eu preparei um espaço especial para você rascunhar aquilo que deseja e dei a eles hashtags para que possamos trazê-los à tona no Instagram e nas nossas interações online.

As neurociências mostram que visualizar recompensas para novos feitos ajudam o lado lógico do cérebro a reforçar uma trilha nova de comportamentos e de aprendizagem, ao mesmo tempo em que permite maior liberdade de ação ao lado criativo no desenvolvimento de novas ideias.

Em outras palavras, o planner tem um ESPAÇO DAS IDEIAS para seu lado criativo registrar expectativas, enquanto seu lado lógico encontra soluções para executá-las, aprendendo novos repertórios e criando novas oportunidades. Quer saber mais como isso funciona?

planner2019 PASSO-IDEIAS
Essa página pode ajudar você a se decidir por uma meta, no PASSO 1, caso você não tenha claro, ainda, por onde começar seu planejamento de mudanças para 2019. Detalhes no texto.

Escreva suas expectativas no lado “e se…” e determine o que é preciso aprender/ fazer no lado “preciso”. Algo como:

E SE… eu fizesse videos animados para explicar os elementos básicos do necessários para desenvolvimento de uma habilidade, que faz parte do meu trabalho (seja você um professor, um estudante ou um profissional, tanto faz)

Portanto, você está inclinado para 3 metas, daquelas 6 apresentadas:

Para tornar realidade esse repertório desejado (ex.: produção de vídeos) e atingir a meta (ex.: produzir ao menos um vídeo), é hora de passar o caminho para a coluna “preciso”:

PRECISO… fazer um curso de edição de vídeos, aprender como produzi-los e publicá-los em espaços digitais, para acesso dos meus estudantes/clientes a ele.

Pronto: expectativa/sonho encontrou com a lógica da realização, ou o caminho. Isso ajudou a entender o que é preciso para chegar a novos resultados (nesse caso: “explicar os elementos básicos do necessários para desenvolvimento de uma habilidade, que faz parte do meu trabalho”). Começa a parte da ação: pesquise, levante preços, faça cursos gratuitos para experimentar como é a produção de vídeos (tenha certeza dos seus desejos antes de investir no aprofundamento das novas competências).

Trabalhe nesse processo e, ao final, APÓS PRODUZIR UM VÍDEO COMPLETO, aí sim marque cada nova conquista circulando o EU FIZ! (note que EU FIZ! é maiúsculo e representa o registro de conquistas pelo seu lado lógico do cérebro, em oposição ao “e se…” e “preciso” que estão grafados em minúsculo).

excelenteÀs vezes é mais fácil determinar o início do que precisamos registrando aquilo que gostaríamos (“preciso”), dando significado ao porque de investir nesse sonho (“e se…”). Preencha esse ESPAÇO DAS IDEIAS com as muitas coisas que você passou 2018 desejando, mas não achou tempo, oportunidade, dinheiro (ah! o dinheiro!), motivação ou que, por qualquer outro motivo, você não levou o desejo adiante.

Talvez muitas delas tivessem acontecido se fossem registradas, pensadas, planejadas e testadas. O Planner vai ajudar para que em 2019 os resultados sejam diferentes.

Gostou? Então agora é hora de ir em frente: no PASSO 2 do Planner de Inovação você vai mergulhar na mudança diariamente e fazer as perguntas que anda evitando, porque elas vão, inevitavelmente, tirá-lo da zona de conforto!

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