Meeting 1 de neurodidática: sua história de sucesso

nahTudo começou com a necessidade de comunicar-se, profissionalmente, com a audiência.

E o papo seguiu: o crescimento exponencial das tecnologias e do acesso à informação desconfigurou o que tínhamos muito bem estabelecido como espaços e modelos de comunicação: sala de aula, palestras, vídeos loooooongos (dar aula pra câmera não muda o fato, só o meio…) e cansativos. Muitos sentiram-se perdidos.

De repente, isso tudo não funciona (tanto) mais como antes. A audiência não vem, é resistente ao trabalho do deslocamento, da busca, da procura. A audiência quer mais, quer o melhor, ao alcance do clique, na sua própria expectativa.

De repente, falar – e ser ouvido – não é mais (tão) simples assim. E agora?

Negócios despencam, profissionais diferenciados tornam-se esquecidos, mas há influencers (nem sempre tão bons assim) que se tornam o centro do processo de escuta ativa de massa. E não é aí que a história cessa…

como-eh.jpgHá também os cursos e formações de altíssima qualidade que acabam preteridos por invasões online de oferta de formações curtas, rápidas, relâmpago mesmo, altamente duvidosas em qualidade. E esses últimos derrubam tudo o que se tinha por balizador de qualidade e diferencial porque entregam mais palavras agradáveis ao paladar da vez: online, curto, rápido (e parcelado).

Nos últimos meses perdi as contas dos muitos colegas chegaram a mim com essas inquietações. O mundo não é (e nem será) mais o mesmo, e o que eu devo fazer para não “cair do bonde e ficar pelo meio do caminho?”, me perguntaram.

Foi assim que nasceu a ideia desse Meeting presencial (sim, é presencial, por enquanto, fazer o quê?!) para conduzir as ideias de colegas e outros profissionais pelos caminhos mentais que já percorri, há alguns anos, quando me deparei com as mesmas questões inquietantes.

Para você que (ainda) não participou, fica aqui o roteiro e a ideia: que tal fazer essa roda de conversa aí, no seu espaço geográfico também? Me chama que eu vou!

1. Tempos Exponenciais

Vivemos tempos exponenciais e a grande sacada é sair das atitudes lineares e migrar para o pensamento exponencial de tudo aquilo que se é e que se faz, quando se trata de carreira e mercado de trabalho.

Basicamente, eu trabalho esse momentum em 2 situações, quando facilito o desenvolvimento de profissionais:

  • nas capacitações híbridas de Ciclo de Aprendizagem, o nível 2 começa com essa apropriação de cenário, por meio do conceito Momento Iridium: a lição da Motorola da década de 80 pode estar acontecendo a-g-o-r-a na sua vida. Se liga!
  • nos cursos de Biofotogrametria e Design de Movimento, uma formação técnica que desenvolvi em 1999, e que volta em 2020, com formatos híbridos, foco em cinesiometria aplicada (estréia em avaliação específica para Pilates Contemporâneo), e com novas tecnologias e ciência agregadas.

A base desse princípio é que se você continua oferecendo as mesmas velhas experiências (diferente de processos, produtos ou serviços), você fatalmente está em processos lineares de atuação profissional.

O mundo já mudou e você segue dirigindo seu carro profissional olhando pelo retrovisor. Mude! É preciso olhar para frente, antecipar-se aos sinais da estrada, e ajustar a velocidade, o sentido, a ciência e a tecnologia que a sua práxis envolve.

2. A comunicação mudou

E se você ainda se comunica pelos velhos canais, é por isso que está à margem de toda a dinâmica de alcance de audiência, inovação e (o mais importante) comunicação.

ensino-aprendizagemNem sempre que você fala, alguém lhe escuta: isso não é comunicação. Mas é isso que a avassaladora maioria dos profissionais pensa e (pasme!) segue fazendo. Esse é o retrovisor que precisa ser desapegado, abandonado. Nada mais é como antes e não há parâmetros sobre como será, daqui há algum tempo.

Fazer mais do mesmo é seguir em sistemas fechados, de baixa entropia e, portanto, de baixa energia. Eles tendem à morte por esgotamento e foi isso que aconteceu com tanta coisa que você julgava imbatível há uns… digamos, 20 anos atrás: a TV aberta, meios de comunicação convencionais (rádio, jornais), diploma, serviços bancários presenciais, e o celular.

Esses foram sistemas fechados que morreram sufocados na própria falta de adaptação ao caos trazido pela tecnologia ao velho modo de pensar, agir e fazer negócio. Aliás eu trabalho esse conceito de renovação de tecnologia, usando o Storytelling da evolução das telecomunicações, em uma Oficina Online destinada a você mudar seu mindset: Novas tecnologias e o mundo do trabalho. Super recomendo que você use essa experiência para dar um upgrade no seu mindset.

3. A era das experiências

O que é necessário é acompanhar, passo a passo, cada evolução, cada nova tecnologia e seu impacto na própria área de atuação, e diante disso, traçar ajustes de estratégias, narrativas, perspectivas e experiências.

Sim: E-X-P-E-R-I-Ê-N-C-I-A-S! Vivemos a era das experiências, onde o usuário e suas necessidades são o centro de todo o processo de comunicação para negócios, de qualquer natureza. Ninguém mais oferece o preço de um produto, processo ou serviço. A era é do envolvimento no valor da experiência dos diferenciais, em cada área do conhecimento e do mercado.

magicaSentiu a diferença? Preço versus valor. Oferta versus envolvimento. Negócio versus experiência. A mágica da mudança começa aqui! A própria terminologia conduz a mente a desejar sempre a segunda opção, e isso é a aplicação das neurociências para esclarecer um ponto fundamental em todo nosso papo, nesse Meeting: o Human Centered Design veio para ficar, junto com o Growth Mindset e a Inteligência Emocional.

São pilares de mudança de forma de pensar, de encarar o mundo, de agir, reagir e interagir em tudo, nesses novos tempos de tecnologias em expansão exponencial. São os pilares da mudança de resultados.

4. As emoções determinando as histórias

Em um mundo em que tudo é novo, inovador, disruptivo, avançado e tecnológico, tem-se a sensação de que não se sabe mais nada. Parece que nada daquilo que trazemos como experiência se encaixa nas novas expressões, métodos, modelos e filosofias.

É aqui que você se engana, porque não está explorando seu maior VALOR: sua história, enquanto experiência e narrativa. Vivemos num mundo onde a narrativa é mais importante (ou quase) que o conteúdo: se conteúdo é rei, como se diz no marketing, a narrativa é a coroa.

Mudar a narrativa do que faz, para o PORQUÊ se faz, pode ser toda a diferença que você precisa dar à sua comunicação profissional. O Storytelling é uma ferramenta super-eficaz para isso, e o Meeting de Neurodidática junta tudo o que foi apresentado acima para orientar cada profissional na criação da sua própria narrativa, adequada para suas finalidades, sem copiar-colar e de forma genuína.

legalÉ isso que importa nas comunicações profissionais dos tempos atuais: como se conta o que se faz, porque se faz e qual o valor de se fazer dessa (e não de outra) maneira.

Aqui mora o segredo do sucesso da narrativa profissional e, por consequência, da comunicação com a audiência.

Venha você também participar desse encontro que abre portas! Nosso Meeting de Neurodidática tem 2 encontros, e esse foi o primeiro, com foco na captura de atenção e engajamento de audiências por meio do Storytelling.

No próximo, a gente aprofunda no propósito e nas ferramentas, combinado?!

11 Congresso Internacional de Fisioterapia, Workshop – Estação 2: COMUNICAÇÃO & METACOGNIÇÃO nas Trilhas de Aprendizagem

Aqui você encontra 3 textos de apoio para uma dinâmica presencial em Estações Rotativas de Trabalho para conhecer o Ciclo de Aprendizagem em Ação. Uma  sistematização de inovações para a sala de aula, pautada na ANDRAGOGIA DO DIÁLOGO, que considera, que considera: [1] Trilhas de Aprendizagem com mindset de crescimento (pautado em competências) com [2] reorientação da narrativa do conteúdo, centrada na aprendizagem do estudante, [3] que se completa na expansão da sala de aula e nas [4] estratégias conectadas às competências em formação, bem como no [5] desempenho com foco na Legislação para o Ensino Superior (Inep/MEC).

 

Estação 2: as (muitas) formas de COMUNICAÇÃO & a METACOGNIÇÃO na Trilha de Aprendizagem (Profa. Vanessa Amorin, Facilitadora)

A comunicação mudou em todas as áreas, e não seria diferente na Educação. No velho modelo da Pedagogia do Monólogo, o professor de sucesso era o que sabia FALAR: muito e complexamente. Quanto mais conteúdo, mais eficiência. Sim, o termo aqui é eficiência: fazer mais do mesmo, direitinho.

Com as mudanças impostas pela evolução exponencial das tecnologias, e pelas mudanças de hábitos de consumo de toda a sociedade do planeta Terra, o Ensino Superior encontra-se em plena Era da Andragogia do Diálogo, onde o professor de sucesso é aquele que sabe OUVIR e COMUNICAR-SE, por diferentes meios e formatos. Nesses tempos de mudanças, quanto mais domínio de neurodidática, mais eficácia no processo de aprendizagem. E sim, o termo agora é eficácia: tomar decisões melhores, visando melhores desempenhos.

bitm vanessa-3Percebeu a diferença? Essa é só uma (das muitas) delas, e é sobre essa diferença que tratam as experiências de inovação de planejamento e execução de trilhas de aprendizagem da Profa. Vanessa Amorin Braga: fisioterapeuta, docente do Ensino Superior e Tecnológico, ela leva muito a sério a necessidade de renovar as práticas docentes.

Com a Profa. Vanessavamos explorar duas experiências sobre as diferentes formas de comunicação, no processo de aprendizagem: a primeira, a comunicação vertical – professor-estudantes-professor – trabalhando a inteligência emocional dos estudantes para converter o erro em elemento ativo da aprendizagem; e na segunda, a mediação da competência de comunicação horizontal -estudantes-estudantes – desenvolvendo modelos mentais de organização do conhecimento, ou METACOGNIÇÃO.

1. Comunicação vertical e o erro como elemento ativo no processo de aprendizagem

Na escola, o erro é personagem principal (como vilão, é claro!) da novela chamada Avaliação da Aprendizagem. O erro é fruto da análise do professor às respostas dos alunos, em termos de certo ou errado, o que revela o tanto que ainda se cultua a pedagogia da resposta, que, por sua vez, expressa o quanto ainda estamos, como bem definiu Paulo Freire, na era da educação bancária. Paulo Freire propõe, como antídoto à pedagogia da resposta, que o ensino se oriente na direção de uma educação libertadora, que muda o foco cartesiano da resposta certa, para o foco libertador de um ensino que estimule a pergunta e que desenvolva a curiosidade de aprender. (Acesse o texto na íntegra aqui)

Em termos gerais, o estudante só é confrontado para corroborar seu grau de aprendizagem quando chega a avaliação formal, ou a tal “prova”. Nela, o confronto é implacável: cada erro representa uma perda quantitativa de pontos, o que coloca em risco seu processo de aprovação.

Diante desse cenário inexorável, a grande maioria dos estudantes repete o mesmo comportamento primitivo de sobrevivência: repetir o que o professor quer encontrar como resposta, aderindo ao produto de aproveitamento de notas, e abandonando o processo de evolução da aprendizagem.

ensino-aprendizagem
“Não é porque há alguém ensinando, que há alguém aprendendo.”

Nesse relato, real em mais de 90% das práticas docentes em currículos conteudistas, há 3 importantes fatos a serem observados:

 

  • um “confronto” único entre o que o professor acha que ensinou, e o que o estudante efetivamente aprendeu;
  • o fato de que os resultados quantitativos implicam, emocionalmente, em fracasso e perdas, sem chance de lidar com o PORQUÊ do erro ter acontecido, durante o trajeto da aprendizagem;
  • o fato de existir um “poder” unilateral absoluto, que estabelece o que é sucesso e fracasso, muitas vezes em uma oportunidade única, onde discordar pode representar perder todo um semestre de esforço.

Essa é um descrição bem aproximada da maior parte da comunicação vertical que acontece nas salas de aula atuais: a comunicação de desempenho no sentido professor-estudante.

1.1. A experiência da avaliação qualitativa: adesivos, empatia e compartilhamento do poder dentro da trilha de aprendizagem

A Profa. Vanessa preocupou-se com esse cenário, incluindo o fato de que turmas com baixas notas não expressavam, necessariamente, baixa capacidade de aprendizagem. Então, onde estaria o “furo” nessa equação?

Em turmas com dificuldades de aprendizagem, o ERRO assume um papel IMPACTANTE no desempenho estudantil, porque ele sempre surge na “prova” e é tratado como punição. Em reposta, o sistema emocional do estudante abandona o engajamento e assume a “repetição do discurso do professor”, como meio de evitar a punição. É preciso reorganizar esse processo em estratégias de comunicação de erro que permitam aproximação e compartilhamento de poderes, dentro da sala de aula.

Ela apostou em monitorar o processo de aprendizagem – uma estratégia de planejamento do Ciclo de Aprendizagem, do qual é monitora – por meio de avaliações qualitativas. Mas sua ideia foi além: ela produziu uma forma muito pessoal e altamente empática de comunicar o erro para seus estudantes.

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Adesivos personalizados com “Bitmoji” da Profa. Vanessa, em expressões que caracterizaram graus de aproveitamento, para as atividades intermediárias de monitoramento e desempenho de aprendizagem.

Cada adesivo qualificou um desempenho e essa comunicação vertical – professor-estudante – se converteu em aproximação: o estudante era motivado pelo adesivo a questionar o que faltou para ganhar um adesivo de grau melhor.

hexa-ORGOu seja, eles foram em busca da ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO novo, em relação ao universo de conhecimento pregresso (conhecimento subsunçor) que eles trouxeram para essa unidade curricular.

Esses são princípios da Aprendizagem Significativa: processo por meio do qual uma nova informação relaciona-se, de maneira substantiva (não-literal) e não-arbitrária, a um aspecto relevante da estrutura de conhecimento do indivíduo.

conexoes cerebraisQuando o estudante identifica, com clareza onde estão os problemas resolvidos pela aprendizagem, acontece o upgrade das trilhas mentais que organizam o processo, e atualização dos conceitos subsunçores.

Foi assim que a Profa. Vanessa encontrou sua própria solução inteligente para movimentar suas práticas docentes no sentido da Aprendizagem Significativa. Na teoria de Ausubel, o processo de assimilação é fundamental para a compreensão do processo de aquisição e organização de significados na estrutura cognitiva.

“A aprendizagem significativa desenvolvida por Ausubel propõe-se a explicar o processo de assimilação que ocorre com a criança na construção do conhecimento a partir do seu conhecimento prévio. Dessa forma, para que ocorra uma aprendizagem significativa é necessário: disposição do sujeito para relacionar o conhecimento; material a ser assimilado com ‘potencial significativo’; e existência de um conteúdo mínimo na estrutura cognitiva do indivíduo, com subsunçores em suficiência para suprir as necessidades relacionadas.” (Texto na íntegra aqui)

1.2. O impacto dessa experiência em resultados mensuráveis

Usar avaliações intermediárias (qualitativas) às avaliações principais (quantitativas) foi um planejamento de sucesso para impactar sobre os 3 fatos impactantes, citados ao início desse relato:

  1. hexa-FOCOo fim d“confronto” único da prova: sem abandonar o compromisso com o conteúdo, aplicar AVALIAÇÕES INTERMEDIÁRIAS QUALITATIVAS, por meio de ADESIVOS DE DESEMPENHO, cumpriu a função de feedback de dar FOCO no upgrade das redes mentais que inteligam os conceitos subsunçores (redes subsunçoras);
  2. se antes, os resultados quantitativos implicavam, emocionalmente, em fracasso e perdas, agora, a chance de lidar com o PORQUÊ do erro, durante o trajeto da aprendizagem, desenvolveu competências de inteligência emocional dos estudantes para lidar com o erro enquanto uma etapa natural rumo ao acerto;
  3. trabalhar nesse modelo informal de comunicação resultou em empoderamento dos estudantes, por duas vias: pelo compartilhamento do poder sobre o processo, imprimindo caráter de co-responsabilidade na aprendizagem, e pela melhora dos resultados quantitativos posteriores, que impacta positivamente como elemento de estímulo na motivação do estudante em prosseguir engajado e protagonista.

Os estudantes foram perdendo o medo de discordar, agregando interesse em progredir, motivados pela organização, que uma aprendizagem significativa trouxe para essa “nova sala de aula”.

2. Comunicação horizontal mediada e a Metacognição

existe uma necessidade de ensinar a metacognição explicitamente nas universidades, porque nós somos continuamente surpreendidos com o número de estudantes que chegam as universidades apresentando pouco ou nenhum conhecimento em metacognição, sobre diferentes estratégias, diferentes características cognitivas e nenhum conhecimento sobre si mesmo” (Texto na íntegra aqui)

abacaxiVamos confessar que a Metacognição é um osso duro de roer, quando se trata de estimular seu desenvolvimento ao longo do processo de formação profissional. É um abacaxi difícil de descascar, mas não impossível.

A ideia, aqui, é mostrar que compartilhar soluções simples podem potencializar nossa capacidade de transformar as salas de aula, e devolver aos estudantes o desejo de engajar-se na aprendizagem e na profissão, melhorando o desempenho nas avaliações internas e externas, como o Enade (Inep/MEC).

2.1. A construção coletiva de um modelo para sistema linfático

A segunda experiência, envolve outro aspecto dos modelos de comunicação: a comunicação horizontal, entre pares, mediada pelo professor para atingir um objetivo claro de formação de competências.

hexa-MOTIVPara treinar a COMUNICAÇÃO enquanto competência profissional, é preciso oferecer ao estudante a dimensão de RELEVÂNCIA dessa habilidade, e dos potenciais resultados. A estratégia de discussão, entre pares e grupos, foca na construção colaborativa de um modelo, onde a dotação de PROPORCIONALIDADE só é atingida pela plena comunicação.

Vamos entender essa experiência?

Há muitas maneiras de desenvolver as competências de aprendizagem (Taxonomia dos Objetivos Educacionais). O que nem sempre acontece é a construção de trilhas que desenvolvam TAMBÉM outras duas classes de competências: as SOCIOEMOCIONAIS (Soft Skills) e as TÉCNICAS (Hard Skills).

perguntaA proposta da metacognição em “aprender a pensar” e “pensar para aprender” vem baseada em estudos que avaliaram o sistema regulatório cerebral e concluíram que utilizamos esses sistemas para entender e controlar nossas próprias capacidades cognitivas. O que acontece é que todas as competências – de aprendizagem, socioemocionais e técnicas – devem ser “tecidas juntas”, na complexidade de um processo de aprendizagem significativa, seguindo a Teoria da Complexidade de Edgard Morin.

Para o pensador, os saberes tradicionais foram submetidos a um processo reducionista que acarretou a perda das noções de multiplicidade e diversidade. A simplificação, de acordo com Morin, está a serviço de uma falsa racionalidade, que passa por cima da desordem e das contradições existentes em todos os fenômenos e nas relações entre eles. (Texto na íntegra aqui)

É necessário que, para além das competências de aprendizagem (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes), outras competências se juntem a elas. A Profa. Vanessa vai contar, nessa estação de trabalho do Workshop, como as regras que usou para dividir as equipes de trabalho e estabelecer a comunicação entre elas na elaboração de cada parte do modelo segmentar do Sistema Linfático.

bitm vanessa-1Ela guardou uma carta na manga, para o final da dinâmica, que revisou aspectos de morfologia e fisiologia linfática, conhecimentos fundantes para sua unidade curricular.

Seu planejamento criou um elemento surpresa para a solução final, relacionada à proporcionalidade do modelo versus a capacidade de comunicação entre as equipes, que fez com que seus estudantes despertassem ativamente suas redes de conceitos subsunçores.

É como assistir a um filme de suspense e, só ao final, descobrir a chave da trama. A surpresa faz você reviver, mentalmente, cada memória do filme e encontrar sentido e significado para o desfecho final.

2.2. Resultados alcançados pela atividade

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Felizes por terem descoberto “o segredo da proporcionalidade” do modelo final, os estudantes desenvolveram competências socioemocionais e técnicas que completam o processo de aprendizagem e, principalmente, de formação de profissionais do futuro e para o Futuro!

hexa-SIGNAqui, consideramos a Teoria das Big Five para apontar que a atividade desenvolvida pelo planejamento da Profa. Vanessa ESTIMULOU duas soft-skills:

  • CONSCIÊNCIA: na orientação por metas, inclinação a ser organizado, esforçado e responsável;
  • AMABILIDADE: pela necessidade de colaborar e ser cooperativo, caracterizado como tolerante, simpático, não teimoso e objetivo.

Além disso, a atividade TREINOU três, das 10 hard-skills consideradas essenciais até 2020, segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial:

  • Habilidades de Comunicação e Expressão: comunicar-se com pessoas é um constante negociar, por isso estão incluídas nas habilidades de negociação e conciliação de diferenças, imprescindíveis para todos os tipos de profissionais;
  • Cooperação/Colaboração: capacidade de coordenar as próprias ações de acordo com as ações de outras pessoas, e aspectos ligados à colaboração e facilitação de processos;
  • Flexibilidade cognitiva: capacidade de criar ou usar diferentes conjuntos de regras para combinar ou agrupar as coisas de diferentes maneiras.

hexa-ENGAJA estratégia foi além do compromisso com o CONTEÚDO: ela ENGAJOU pela intercomunicação na construção dos segmentos corporais. Para resultados desproporcionais, foi ativada a METACOGNIÇÃO sobre a relevância do conteúdo, bem como das competências requeridas pela prática.

A metacognição, portanto, foi o fio invisível que costurou a consciência da relação entre a proporcionalidade atingida no modelo construído e a densidade das comunicações horizontais. Ela foi a chave do segredo que trouxe consciência à própria consciência da aprendizagem, pela visualização do processo e dos resultados.

Tendeu?

IMPORTANTE: se você não domina (ainda) como planejar as competências de aprendizagem, e como elas se conectam com as demais competências, tem OFICINA ONLINE sobre TAXONOMIA DE BLOOM, para docentes, explicando esse passo a passo. Clique aqui e comece a entender esse novo universo agora mesmo!

 

3. Conclusão

Aproveite o material dessa estação de trabalho e converse com a Profa. Vanessa, que está presente para trocar ideias e mostrar que mudanças de mindset geram mais resultados que recursos randomicamente aplicados, como estratégias isoladas para “adornar” velhas aulas teórico-expositivas.

Essa estação de experiência de trabalho contém, ainda:

  • 2 Design de Aprendizagem, para você fazer download nos links a seguir, e entender como funcionou o processo que viu aqui: o primeiro link trata da experiência com adesivos de avaliação qualitativa; o segundo link, da experiência da modelagem do sistema linfático e a metacognição;
  • Uma experiência em Realidade Aumentada (que será apresentada nessa estação de trabalho) para você se inspirar e saber que mudar é possível, requer dedicação (mas vale muuuuito à pena), e tem ferramentas gratuitas online, para lhe ajudar nesse processo.
  • Tem uma SUPER oficina online AQUI para estudantes, professores e profissionais entrarem nesse novo mundo da tecnologia e da experiência de usuário como eixo fundante de novos processos, produtos e serviços profissionais. Faça e recomende aos seus colegas e/ou estudantes: saia da zona de conforto!

magicaGostou?! São 3 estações de trabalho, 3 oportunidades de conhecer uma nova maneira de trazer o mundo para a sala de aula, e de levar a sala de aula para esse novo mundo exponencial!

Não perca um só minuto dessa oportunidade e leve para sua IES as novas ideias e capacitações. Mudar de conceito (no MEC) é mudar os conceitos (de práticas docentes).

Vamos à próxima estação de trabalho?

 

 

11 Congresso Internacional de Fisioterapia, Workshop – Estação 1: a GESTÃO DE COMPETÊNCIAS na Trilha de Aprendizagem

Aqui você encontra 3 textos de apoio para uma dinâmica presencial em Estações Rotativas de Trabalho para conhecer o Ciclo de Aprendizagem em Ação. Uma  sistematização de inovações para a sala de aula, pautada na ANDRAGOGIA DO DIÁLOGO, que considera, que considera: [1] Trilhas de Aprendizagem com mindset de crescimento (pautado em competências) com [2] reorientação da narrativa do conteúdo, centrada na aprendizagem do estudante, [3] que se completa na expansão da sala de aula e nas [4] estratégias conectadas às competências em formação, bem como no [5] desempenho com foco na Legislação para o Ensino Superior (Inep/MEC).

 

Estação 1: GESTÃO DE COMPETÊNCIAS: uma sala de aula que forma muito além do conteúdo (Profa. Marília Santos, Facilitadora)

sherlockVamos fundo e falar sério, em termos de inovação da sala de aula?

O papel do professor do Ensino Superior, neste século 21,  requer muito mais que habilidade de reunir/reproduzir conteúdo e aplicar provas, visando a diplomação. É fundamental que ele compreenda e engaje-se ativamente no mundo do mercado de trabalho educacional.

Essa nova competência docente demanda protagonismo docente da sala de aula à gestão dos processos de aprendizagem para produzir as evidências necessárias, que transformarão desempenhos: dos estudantes, frente ao mercado de trabalho e avaliações externas (Enade); e do conceito de curso, junto ao Inep/MEC.

Se você está em dúvida sobre o porquê dessa mudança nas competências docentes, esta estação de trabalho do nosso Workshop Docente, no 11o. Congresso Internacional de Fisioterapia, vai ajudá-lo (e muito) com a experiência de sala de aula da Profa. Marília Danielle Menezes dos Santos.

 

1. O professor e a intimidade com o IACG

“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” (Artigo 205 da Constituição Federal de 1988)

É necessário que todo professor entenda 2 pontos-chaves nesses novos tempos de inovação educacional:

  1. Que, por ser uma prerrogativa de Estado, o Ensino Superior está sob tutela do Governo Federal, por meio do MEC, que monitora a qualidade da oferta de cursos de acordo com parâmetros estabelecidos por órgãos destinados a essa finalidade;
  2. Que o monitoramento inclui 3 fatores principais: [1] uma Legislação específica sobre o assunto, para cada nível educacional; [2] um plano nacional de educação, que determina as metas a serem atingidas pela oferta de educação no país, a cada decênio; e [3] a publicização de notas de desempenho das instituições de ensino, em todos os níveis, perante esses fatores.

ondeSabendo disso, fica fácil entender porque o trabalho docente transformou-se para além da sala de aula, e para (muito) além do conteúdo. É da atuação (eficaz) docente que nascem os elementos para que os cursos atinjam excelência na formação dos seus egressos e impactem positivamente na comunidade onde se inserem.

É preciso levar a sala de aula para o mundo, e o mundo para a sala de aula, planejando esse itinerário com a formação das competências previstas pelas DCN, e com recursos/estratégias que atendam a legislação com excelência.

Onde está o conceito 5, na Dimensão 1 do Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação/IACG, que seu PPC não atingiu? Ele está nas práticas que você (e o corpo docente do seu Curso) não implementaram, seguindo o que requer o MEC. Simples assim.

“O perfil profissional do egresso consta no PPC, está de acordo com as DCN (quando houver), expressa as competências a serem desenvolvidas pelo discente e as articula com necessidades locais e regionais, sendo ampliado em função de novas demandas apresentadas pelo mundo do trabalho.” (Texto do IACG para atribuição de CONCEITO 5 para o Indicador 1.3 – Perfil profissional do egresso – da Dimensão 1/Organização Didático pedagógica do Curso)

iacg capaEsse é o ponto de vista da Gestão da Aprendizagem, que todo docente deve (ou deveria) possuir, ao atuar no Ensino Superior: minha sala de aula e minhas práticas constroem conceitos melhores, na mesma proporção em que observo, e sigo, as “dicas” sobre como inovar tendo foco no processo de independência e de aprendizagem ativa do estudante. Essas “dicas” estão na Dimensão 1 do IACG.

Embora todos estejam sujeitos aos procedimentos integrantes das avaliações externas dos Cursos Superiores, poucos docentes perceberam que inovar é mais simples do que parece, porém mais complexo que levar “diversão e tecnologias” para a sala de aula.

1.1. Muito além do conteúdo: conceitos de curso nascem das suas práticas docentes em sala de aula

bim Marilia-2É aqui que a Profa. Marília mostra como a sua criatividade e experiência docente desenvolveram estratégias de simples execução, porém com alto poder de formação de competências, para além do conteúdo.

Ela é ninja quando o assunto é ir além do conteúdo e (como todos nós) está desenvolvendo as próprias competências para que suas práticas docentes desenvolvam competências nos estudantes, muito além do conteúdo.

Monitora dos cursos de Ciclo de Aprendizagem, ela aplicou um planejamento de Gestão de Competências para uma antiga necessidade da formação acadêmica de seus estudantes: a Prática Baseada em Evidências. Vamos explicar passo a passo…

1.1.a. Como planejar competências, em sua melhor performance (para os estudantes e para o curso)?

Simples: siga as dicas do IACG!

Quer oferecer o melhor conteúdo para sua unidade curricular? Observe o que reza o conceito 5 do INDICADOR 1.5, sobre CONTEÚDOS CURRICULARES:

Os conteúdos curriculares, constantes no PPC, promovem o efetivo desenvolvimento do perfil profissional do egresso, considerando a atualização da área, a adequação das cargas horárias (em horas-relógio), a adequação da bibliografia, a acessibilidade metodológica, a abordagem de conteúdos pertinentes às políticas de educação ambiental, de educação em direitos humanos e de educação das relações étnico-raciais e o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, diferenciam o curso dentro da área profissional e induzem o contato com conhecimento recente e inovador.

Vejamos como uma estratégia de JÚRI SIMULADO, usado pela Profa. Marília, na unidade curricular de Fisioterapia Dermatofuncional/Estética, salta de um conceito 3 para um conceito 4, muito facilmente (e pode chegar ao 5 se a estratégia contemplar inovações na área).

1.2. As regras do JÚRI SIMULADO: o PORQUÊ em evidência

Marilia-juri simuladoTodo professor de unidades curriculares profissionalizantes passam pelo mesmo dilema, todo início de semestre: a tal “revisão” dos conceitos subsunçores essenciais para dar a largada na nova aprendizagem.

Problemas nesse clássico dilema docente: revisar é chato (não é sua temática), é repetitivo (falar tudo de novo, revisa mesmo?), toma um tempo precioso (ai, ai, o conteúdo…) e ninguém em sala leva muito a sério.

Como reverter esse cenário e tornar uma aplicação de conhecimentos dinâmica, ativa, com gatilhos emocionais que têm o potencial de ancorar a nova aprendizagem na rede de conceitos subsunçores existente e, ainda, desenvolver competências técnicas e socioemocionais?

A solução, para a turma da Profa. Marília, foi a realização de um júri simulado, contemplando argumentações para os prós e contras das modalidades de TERMOTERAPIA, em procedimentos na área de Fisioterapia Dermatofuncional/Estética.

Regras simples, desempenho máximo:

  1. Somente Práticas Baseadas em Evidências/PBE, podem ser trazidas como argumentação de defesa;
  2. Para cada PBE é necessário argumentar o PORQUÊ: seja da indicação, seja da contra-indicação;
  3. Há os “advogados” para CALOR e FRIO e há o júri: temos aqui defesas, manifestações e contestações sobre prós e contras, indicações e contra-indicações, pesquisas mais atuais, mitos, etc…
  4. Argumentos escolhidos por cada equipe: só as melhores evidências serão levadas ao “júri”;
  5. Postura, vocabulário, formas de citação, tom de voz, respeito e liderança são pontos chaves para cada equipe.

2. Resultados do Júri Simulado: a chave está no PORQUÊ

Vamos analisar como essa estratégia, sob 2 ópticas:

2.1. Em busca do conceito 5 no Indicador 1.5, sobre CONTEÚDOS CURRICULARES, Dimensão 1 do IACG:

  • conteúdos curriculares, constantes no PPC, promovem o efetivo desenvolvimento do perfil profissional do egresso: por desenvolvimento entenda independência, e para independência é necessário abrir espaço para a expressão individual. Ou seja: é preciso (e é possível) personalizar, mesmo no coletivo, de forma a assegurar o desenvolvimento da aplicação do conteúdo (nesse caso, a ciência envolvida no conteúdo)
  • considerando a atualização da área/carga-horária: usando as PBE como fio condutor do desenvolvimento da estratégia, assegura-se a relação carga-horária/atualização na área, o que torna a aprendizagem densa e consistente, do ponto de vista científico, e de perfil profissional (vide DCN);
  • adequação da bibliografia: excelente momento para que cada estudante busque, em tempo real, mais referências (ou argumentos) para contestar e/ou sustentar sua tese, na dinâmica do Júri Simulado;
  • acessibilidade metodológica: pouco considerada pela maior parte dos docentes (que preferem a verborragia da inacessibilidade), um Júri Simulado é uma excelente escolha, em termos de estratégias, para desinibir e permitir aflorar a atitude profissional que está em construção interna, em cada estudante, dentro dos Cursos Superiores;
  • induzem o contato com conhecimento recente e inovador: precisa explicar isso, nessa estratégia? Se sim, pergunte à Profa. Marília!

2.2. Em busca das competências em desenvolvimento:

Golden Circle PORTUsar uma estratégia assim é ousado, e requer domínio pleno do assunto, por parte do docente. Esse tipo de estratégia traz à tona muito mais do que o conteúdo, pautado em evidências: ele conduz toda a discussão para a aprendizagem baseada no PORQUÊ.

Inspirada no Golden Circle, de Simon Sinek (2009), incentivar o debate e argumentação dos PORQUÊS faz muito mais que estimular a aprendizagem: os melhores desempenhos no Júri Simulado podem, também, inspirar lideranças.

“A ideia mais simples do mundo. É assim que Simon Sinek, autor do best seller “Por que? Como Grandes Líderes Inspiram Ação”, resume o círculo dourado, ou Golden Circle – seu conceito de liderança que explica como grandes líderes e organizações obtêm influência. Sinek afirma que o padrão seguido por grandes líderes da história (sejam eles indivíduos icônicos ou mesmo a companhia mais valiosa do mundo) é inspirar as pessoas a tomarem uma ação. Para ele, no entanto, isso só acontece quando as pessoas não compram o que você faz, mas sim sua motivação para fazê-lo.” (Texto na íntegra aqui)

Para entender essa tendência (inovadora, sem ser nova) que é a chave da Aprendizagem Significativa, vamos mostrar o Design da Trilha de Aprendizagem dessa aula, contemplando 3 elementos da Andragogia do Diálogo:

hexa-ENGAJUm Júri Simulado é, de per se, uma estratégia engajadora: exige que se vá além do conteúdo. Nela, o importante não é o que foi ensinado, mas como os estudantes lidam e o que fazem, com o que foi ensinado.

Ela demanda performance de ativação, em tempo real, de todas as competências, mas em especial da HABILIDADE DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO, e da CAPACIDADE DE TOMAR DECISÕES (hard skills) em espaços de tempo curtos, correndo riscos e considerando valores profissionais (a PBE, em si).

Quando se entendeu o PORQUÊ de uma modalidade (frio ou calor) em uma determinada condição clínica de indicação, isso é o Golden Circle em atividade!

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É imprescindível organizar a nova aprendizagem, agregar  referências fortes, estimular a autonomia e o desenvolvimento vocabulário técnico para buscas bibliográficas, melhores e com maior potencial de trazer publicações mais “fortes”.

O PORQUÊ demanda saber os COMOs e os O QUÊs, e isso é um processo de decorrência natural.

É possível que os estudantes tragam um pouco do material que utilizarão na simulação, mas muito do que emerge durante a dinâmica, e no calor (ou frio) das defesas, vem em tempo real, das buscas online para contrapor um argumento inesperado da parte oposta.

Nesse tipo de dinâmica não há espaço para “jogral” ensaiado, e nem “chutes”: tudo acontece a cliques de duração.

hexa-COMPET

Trabalha-se a SOLUÇÃO DE PROBLEMAS, a partir do conhecimento adquirido, com aplicação desse conhecimento acrescida da argumentação dessa aplicação, na forma de evidência coletada em publicações científicas.

Nessa dinâmica, o conteúdo é um fio invisível que costura algo ainda com maior densidade: a aprendizagem por competências, no sentido lato da expressão.

IMPORTANTE: se você não domina (ainda) como planejar as competências de aprendizagem, e como elas se conectam com as demais competências, tem OFICINA ONLINE sobre TAXONOMIA DE BLOOM, para docentes, explicando esse passo a passo. Clique aqui e comece a entender esse novo universo agora mesmo!

Essa é a base de um trabalho docente pautado na sistematização em Ciclos de Aprendizageme que possui 3 princípios:

  1. A aprendizagem começou antes do tempo/espaço de uma unidade curricular, e se prorrogará para o resto da Vida. Portanto, ensine para a Vida, não para a prova;
  2. Ao formar por competências, você forma o estudante em (pelo menos) 5 dimensões: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes (competências de Aprendizagem), Soft-Skills (competências socioemocionais) e Hard-Skills (competências técnicas).
  3. As 5 dimensões acima devem estar intimamente tecidas naquelas competências previstas pelas DCN dos Cursos Superiores (Teoria da Complexidade de Morin). Portanto, planeje trilhas de aprendizagem a partir da contribuição que elas trazem à formação de uma, ou mais, competências profissionais previstas pelas DCN.

 

3. Conclusão

O porquê é um propósito, uma causa, algo que a organização acredita de verdade. Faz com que exista uma resposta clara para ‘Por que você sai da cama todas as manhãs?’, “Por que a sua organização existe?” e ‘O que o mundo ganha com a existência dela?’. significado precisa ser maior que a simples soma dos componentes, como diz Guy Kawasaki.” (Texto na íntegra aqui)

bim Marilia-1Aproveite o material dessa estação de trabalho e converse com a Profa. Marília, que está presente para trocar ideias e mostrar que mudanças de mindset geram mais resultados que recursos randomicamente aplicados, como estratégias isoladas para “adornar” velhas aulas teórico-expositivas.

Essa estação de experiência de trabalho contém, ainda:

  • 1 Design de Aprendizagem, para você fazer download nesse link, e entender como funcionou o processo que viu aqui;
  • Uma experiência em Realidade Aumentada (que será apresentada nessa estação de trabalho) para você se inspirar e saber que mudar é possível, requer dedicação (mas vale muuuuito à pena), e tem ferramentas gratuitas online, para lhe ajudar nesse processo;
  • Tem uma SUPER oficina online AQUI para estudantes, professores e profissionais entrarem nesse novo mundo da tecnologia e da experiência de usuário como eixo fundante de novos processos, produtos e serviços profissionais. Faça e recomende aos seus colegas e/ou estudantes: saia da zona de conforto!

magicaGostou?! São 3 estações de trabalho, 3 oportunidades de conhecer uma nova maneira de trazer o mundo para a sala de aula, e de levar a sala de aula para esse novo mundo exponencial!

Não perca um só minuto dessa oportunidade e leve para sua IES as novas ideias e capacitações. Mudar de conceito (no MEC) é mudar os conceitos (de práticas docentes).

Vamos à próxima estação de trabalho?

 

 

Protegido: EES, Sessão 2: é preciso estar conectado também para o mundo!

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Protegido: EES, Sessão 1: olhando para dentro do Curso

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Ecossistema Educacional Sustentável: a nova visão do Ensino Superior

sherlockHá quase 3 anos, em Novembro/2016, eu já percebia que era impossível seguir o caminho de práticas docentes que se sustentaram em sala de aula desde os anos 70, quando da grande reforma do ensino brasileiro. Nessa época, o sucesso das empresas de garagem do Vale do Silício era a grande discussão de um modelo de negócios que chegava para ficar, a exemplo de grandes empresas.

Escrevi um texto refletindo sobre o assunto das mudanças de paradigmas e apontando para o que eu (então) entendia como os 3 pilares para assegurar os caminhos institucionais de AUTOSSUSTENTABILIDADE DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM. Desse texto, retirei o trecho abaixo:

“Nesses anos da década de 2010-2020 os sujeitos vivem um momento de importantes redescobertas de seus próprios papéis e responsabilidades perante o que deveria ser APRENDIZAGEM, mas que se convencionou tratar como ENSINO. A diferença entre essas duas designações do processo educacional é o ponto de inflexão, que separa os comuns dos extraordinários, e que está no objeto e na ação.”

[ “DO ECOSSISTEMA EDUCACIONAL AO ECOSSISTEMA DE APRENDIZAGEM“, publicado em 

1. PORQUE FAZER ESSA OFICINA ONLINE?

O curso foi desenhado para docentes que desejam sair do pensamento linear e passar a uma visão exponencial, orgânica, funcional, interativa e multifacetada da Educação Superior e do mercado de trabalho educacional do século XXI.

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Trabalhar a visão da Educação Superior como um ecossistema que demanda ações sustentáveis, para a manutenção de sua força vital, não é bem uma novidade. Para modelos educacionais engajadores e ativos é preciso que o sistema onde o Curso Superior está inserido tenha um funcionamento diferente do padrão atual, elaborado há mais de 50 anos atrás, para as necessidades da época.

Os sistemas de acreditação e gestão universitária mudaram muito, desde então, assim como as ferramentas para formar os profissionais do mercado de trabalho do futuro. É necessário a mentalidade de crescimento aplicada ao desenho educacional de projetos de cursos superiores, para que a formação não seja resumida à diplomação.

Essa Oficina Online foi resultado da necessidade de trabalhar um novo mindset para acompanhar a inovação das “tais” metodologias ativas, que muitos falam que fazem, mas pouquíssimos realmente entendem como devem ser implementadas, e quais os processos de avaliação dos resultados que precisam acompanhar essa inovação.

2. O QUE VOCÊ VAI APRENDER?

Sob o tema ECOSSISTEMA EDUCACIONAL SUSTENTÁVEL (EES), você é meu convidado para desenvolver uma visão diferenciada de ferramentas, condutas, ações e planejamentos voltados para a Gestão do Conhecimento em Cursos Superiores.

Todas as ferramentas mencionadas nessa Oficina já foram testadas no contexto em que são apresentadas e se mostraram eficientes na sustentabilidade da gestão do conhecimento como produto final, e maior proposta de valor da entrega, de uma IES e sua comunidade (professores, técnicos, gestores) para seus clientes: os estudantes.

Essa oficina de EES prepara seu mindset para discutir uma nova dinâmica de mercado e de negócio: a GESTÃO DO CONHECIMENTO. Ela oferece cenários e contextos para a proposição de projetos de atuação inovadores, mais ágeis, com maior abrangência de captação e retenção de estudantes. Esse novo conhecimento vai despertar em você um interesse maior sobre a sua instituição e, juntos, vamos abrir caminhos para criar a sua nova marca, nesse mercado exponencial e tecnológico!

3. COMO VOCÊ VAI APRENDER?

Essa oficina possui 6 videoaulas + 2 vídeos bônus que conduzem você por um mapa mental dinâmico e comentado do que seja um EES em pleno funcionamento, apontando as ações que devem ser planejadas e executadas, em cada um dos “nichos” desse Ecossistema.

Por Ecossistema, entenda-se a IES onde um Curso encontra-se em oferta, a interação dessa IES com seus cursos, com a comunidade. Para o equilíbrio do sistema, cada Curso possui ações de interação com o macro-sistema da IES, o micro-sistema do seu PPC, e o universo da comunidade – da qual e para a qual – recebe estudantes e forma seus egressos.

Nesse universo, e somente com todas essas interações em atividade, é que as metodologias ativas conseguem desempenhar seu papel em toda a plenitude de resultados: aprendizagem estudantil eficaz e aplicada ao mundo real, capaz de propor soluções em tempo real, adaptar-se às mudanças de mercado de trabalho e de perfil de consumo, determinadas pela evolução exponencial das tecnologias.

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Se você não está inscrito nos meus cursos, não possui senha de acesso para prosseguir, mas não fique triste! Essa Oficina Online está à sua disposição, também, na Plataforma Udemy e você pode cursá-la lá, CLICANDO AQUI.

Se você é meu passageiro nessa grande viagem de transformação das práticas docentes, já possui a senha (fornecida na sala virtual) para prosseguir e acessar sua próxima parada: clique aqui para a SESSÃO 1 DE VIDEOAULAS.

Aperte os cintos e boa viagem!

Licença Creative Commons
O trabalho ECOSSISTEMA EDUCACIONAL SUSTENTÁVEL de Profa. Dra. Denise da Vinha está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://youtu.be/OA0lK_pkPhc.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://www.instagram.com/insightsdocentes/.

Ciclo de Aprendizagem 2: curadoria, expansão e fixação da aprendizagem

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”

Albert Einstein professor genius scientist mathematician cartoon

Isso era o que dizia Einstein, e é a exata percepção de quem participou da formação Ciclo de Aprendizagem 1, oferecida em formato blended, ou híbrido, e que transformou a forma de pensar do docente do Ensino Superior. Não dá mais para fazer do “velho jeito” porque ele não tem mais sentido, em si próprio.

Chega agora o aprofundamento nas Trilhas de Aprendizagem para os fortes, mas as próximas turmas só em 2020! Enquanto isso, entenda como essa capacitação eleva e reorienta suas práticas para um novo nível de maturidade didática e profissional.

Na Oficina anterior, migramos do “ensino” para a “aprendizagem”; da “aula” para a “trilha de aprendizagem e suas ações”; do conceito de “aproveitamento” para “indicadores de desempenho de aprendizagem”. Foram conquistas importantes para o professor que deseja uma nova perspectiva de carreira, já que aprender é a ferramenta essencial para um mundo tecnológico, e que evolui em ritmo exponencial.

Com o novo conhecimento de organização de ações, elementos e fluxos, vem a necessidade de aprofundar o conhecimento e a prática nos elementos que formam o fluxo de entrada da Trilha de Aprendizagem (veja aqui a facilitação gráfica desse conceito).

viagem 2Foi assim que nasceu o Nível 2 do Ciclo de Aprendizagem: uma abordagem voltada para praticar novos conceitos e novas habilidades docentes, capazes de serem adaptadas a todo o tipo de organização de conhecimento (PPC e PDI), bem como aos mais diversos níveis de recursos (com pouca ou muita tecnologia disponível).

Venha conhecer essa nova viagem de crescimento pessoal e profissional!

1- O que você vai aprender no Ciclo 2?

Todas as ações de uma trilha de aprendizagem inovadora partem do princípio de que é necessário trabalhar sobre propósitos claros. E por clareza de propósitos entenda-se metas a serem atingidas pelos estudantes, em seu processo de aprendizagem.TRILHA acoes do INPUT

É assim que a CURADORIA da experiência de aprendizagem torna-se a ação central para definição de PROPÓSITOS CLAROS DE APRENDIZAGEM, e nunca, de aula. E como no Ensino Superior os propósitos estão sempre ligados às competências profissionais, estabelecidas pelas DCN do Curso, então nosso plano de curadoria precisa de uma ferramenta de precisão para guiá-lo nessa jornada. E a ferramenta nova que será apresentada será o Golden Circle, aplicado aos Planos de Aulas e ao Plano de Ensino da Unidade Curricular.

Você vai aprender como estabelecer o PROPÓSITO central da trilha com o Golden Circle, inspirando os estudantes no protagonismo da jornada de aprendizagem, tornando cada aula um espaço aberto para o “PORQUE?” (competência), muito mais do que o “O QUÊ?” (conteúdo) e o “COMO?” (método). É assim que atendemos ao elemento COMPREENSÃO do processo de aprendizagem.

Desenvolver o planejamento de curadoria, no dia a dia, estabelece o DESENVOLVIMENTO da aprendizagem e, com ela, a RETENÇÃO do novo conhecimento. É aqui que vamos trabalhar as neurociências do foco e atenção, trazendo detalhes do trabalho de Daniel Goleman com o Foco Triplo e como usar esses conceitos na inovação da aprendizagem por competências.

“O foco interno trata de prestar atenção a si mesmo, em seu mundo interior para nos conectarmos com nossas aspirações e propositivos. O segundo tipo de foco trata-se da importância de sintonizarmos com outras pessoas, de termos empatia e sermos capazes de compreender a realidade alheia e de nos relacionar com essas realidades sob a perspectiva do outro. Peter Senge fez um trabalho incrível explicando o foco externo. É ele que dará para a criança a habilidade de perceber os sistemas e como eles se relacionam entre si, seja dentro da família, da escola, de uma empresa e do mundo como um todo. É muito mais do que levá-los a perceber o modo simplista ‘A causa B’, mas levá-los gradativamente a perceber que muitas vezes não há uma resposta certa ou errada.”

2- Como você vai aprender?

2.1. A UX está de volta, em novos níveis!

Vamos seguir experimentando viver o ponto de vista do estudante, por meio da experiência de usuário (UX), mas agora em novos níveis: trabalhar com Mapas de Empatia, delimitar as PERSONAS envolvidas nas audiências, planejar para curar dores. É o Design Thinking tomando espaço no planejamento para a produção de Trilhas de Aprendizagem inspiradoras, pensadas e executadas com o Golden Circle!

Design-Thinking
Quem é seu estudante? Como entender seu mundo e suas expectativas? Como usar tudo isso em seu favor, no engajamento e na produtividade da aprendizagem?

Os resultados dessas novas práticas é que vão impulsionar os espaços de FIXAÇÃO & EXPANSÃO da aprendizagem. E com isso, será possível contabilizar resultados, medidos em desempenho e aplicação da aprendizagem no mundo real.

2.2. A sala continua invertida, mas agora tem 2 oficinas online de BÔNUS pra fazer, antes do encontro presencial.

Seguimos com a sala virtual no Google, colocando-nos em comunicação e atividade 10 dias antes do encontro presencial. Só que dessa vez teremos DUAS OFICINAS ONLINE EXTRAS, antes do início das atividades presenciais: é a UX trabalhando a todo vapor!

Você vai sentir na pele toda a responsabilidade de levar para a sala de aula uma tarefa cumprida, na forma de videoaulas, tarefas a serem cumpridas e exercícios realizados (e sem mimimi de “não tenho tempo”, combinado?!). E sabe porque isso é relevante, na sua formação?

Por duas razões principais:

1- Porque você vai aprender como hospedar gratuitamente oficinas e cursos online inteiros, usando ferramentas bem populares e empáticas. Com isso você pode agregar mais valor ao que faz, diferenciar a formação daqueles que têm sob sua tutela – dentro e fora das IES, e pode também abrir repertório para novas atividades remuneradas (porque não?) de produção de conteúdo especializado.

2- Porque sentir na pele ajuda a entender os elementos necessários para planejar tempos, atividades e eficiência, quando precisar inverter a sua sala de aula, para seus estudantes. Além disso, você poderá relatar sua experiência nessa modalidade de aprendizagem, e como superou as dificuldades para cumprir a programação, quando foi estudante também!

Ambos Storytelling acima (1 e 2) são fundamentais no desenvolvimento de empatia e conexão com suas turmas, porque eles creem que nós, os “mais velhos” nunca passamos por isso de “gerenciar tempo e aprender sob demanda”…

Hora de mostrar que a gente “quebra o coco, mas não arrebenta a sapucaia!”

2.3. Storytelling e Storydoing na prática: inserindo essas novas e poderosas ferramentas de engajamento e aprendizagem.

Storytelling e Storydoing serão as estrelas: vamos trabalhar a Jornada do Herói em diferentes níveis de complexidade, para ambientar a curadoria, o desenvolvimento e a fixação/expansão da aprendizagem.

Você vai aprender os elementos essenciais, vai usar mapas de desenvolvimento para o seu Storytelling e aprender como convertê-lo em Storydoing, dentro de uma Trilha de Aprendizagem.

3- Dois dias presenciais e quase 15 dias online, de muita “mãos na massa” para aprender a aprender…

O Ciclo 2 é para os fortes! Vem “dicumforça”trazendo o máximo de informações e requerendo o máximo produtividade para uma formação plena, de dentro para fora, e com foco no sujeito da aprendizagem (baixe aqui o PDF com a programação).

São exercícios aplicando os mapas do Ciclo 1 (que você já tem acesso no Drive do seu curso, se fez) de uma forma dinâmica, em novos contextos, dinâmicas mais ágeis, além da introdução Storytelling e Storydoing, Oficinas Online que farão o suporte pré-presencial, da dinâmica de sala de aula invertida.

Uma capacitação para quem já aprendeu que pensar diferente nos leva além dos limites, e que quem estabelece os tais limites somos nós. Derrube-os! Encontre seu melhor caminho usando as ferramentas que aprendeu, aprenda e se aprofunde em novas ferramentas, a finalize essa transformação de “dar aulas” para “desenhar trilhas de aprendizagens”.

checkedVocê está pronto para se tornar um especialista em Soluções Educacionais?

Pois então temos um encontro marcado em 2020! Aguarde a formação de novas turma, ou entre em contato para formar uma turma na sua cidade.

Um novo universo educacional chamado Ciclo de Aprendizagem – Nível 1

Você é meu convidado especial para conhecer os valores que vamos agregar ao seu desempenho profissional, após essa jornada juntos. Conheça a proposta completa para se apaixonar pela perspectiva de transformar suas práticas docentes!

Fique ligado no Instagram do Insights Docentes e acompanhe toda a programação, em tempo real. Não deixe a oportunidade de fazer seu 2020 com uma nova carreira docente!

1- Um novo universo chamado Aprendizagem

Ciclos de Aprendizagem são necessários sempre que se busca superar a velha concepção de educação baseada na Pedagogia do Monólogo e da prova. Eles são baseados no desenvolvimento biopsíquico do aprendiz, e sua organização vai além da seriação e da reprovação.

Antes de falar de repertórios e de competências docentes, é necessário ter uma visão macro do novo papel docente no Ensino Superior, porque é preciso construir novas relações mentais sobre o significado das novas expressões educacionais, que dispararam em visibilidade, mas que carecem de dimensionamento dentro da prática docente formal, nas instituições de ensino superior, as IES.

Muitos recursos e estratégias migraram de outras áreas do conhecimento, para a Educação: é o caso da economia da atenção para o engajamento; a gestão da aprendizagem para planejamentos inteligentes; e a inteligência emocional para foco e atenção ativa.

Dentro da própria educação, há conceitos e processos que estão ganhando nova roupagem, nova abordagem, e mais espaço científico e didático. Se por um lado, as metodologias ativas ganharam força, como mudança de paradigma na sala de aula, por outro lado, a grande maioria dos professores ainda carece de certezas sobre quando, como, porquê, e para quê, usar cada tipo de método e/ou de estratégia, em sua sala de aula.

Albert Einstein professor genius scientist mathematician cartoon

Tudo parece um grande emaranhado de novidades, cada uma levando a um desfecho de satisfação dos envolvidos na sala de aula, mas a dúvida de estar (mesmo) “dando conta do conteúdo” sempre paira no ar.

No final das contas, o professor inclui esses momentos de descontração, mas retorna ao velho e bom slide para tirar a tal “dúvida” da cabeça e estar em paz com os planos de ensino e as notas, no final do semestre.

Então, ele conclui que aqueles “momentos diferentes” são só isso: momentos diferentes que ele deve encontrar entre os “momentos necessários” de conteúdo e provas

Você também tem essas dúvidas?

Resumindo, a diversão da mudança ganhou mais visibilidade do que a razão pela qual essas mudanças devem ser feitas. Essa angústia permeia o discurso de todos os que tenho tido a oportunidade de trabalhar, em capacitações e interações – presenciais e online – pelo Brasil afora. Esse é o pilar sobre o qual desenhei esse novo curso.

2- O que você vai aprender?

Percebi que há um trabalho sério que não está sendo feito, tamanha é a ânsia dos professores em mostrar aquela selfie dos alunos no fim de uma aula com carteiras desalinhadas e feições sorridentes e divertidas.

É necessário desvendar a ciência por trás desse novo universo (para nós, do ensino superior) chamado CICLO DE APRENDIZAGEM, composto por 2 elementos-chaves: as TRILHAS e o PROCESSO DE APRENDIZAGEM. É sobre isso que vamos falar e trabalhar.

Acesse aqui a facilitação gráfica do conteúdo e conexões entre os elementos do curso 

Tenho um vídeo no canal que apresenta claramente esses 2 elementos. Veja:

3- O despertar para o novo paradigma é o começo de tudo

Temos que assumir 3 fatos, porque eles existem e são leis:

  • que sua disciplina integra um curso superior, cujo PPC prevê a formação de competências que definem o perfil do egresso, porque isso é o que está na lei e todo curso superior deve possuir esse documento;
  • que a aprendizagem da sua disciplina começou ANTES da seriação onde ela se encontra, e que provavelmente, se continuará em uma ou mais disciplinas APÓS a seriação onde ela se encontra;
  • que o momento da seriação onde essa disciplina se encontra corresponde a um estudante com nível de maturidade cognitiva específico e progressivo, ao longo da formação que recebe, no curso superior onde se encontra essa disciplina.

Assumir esses 3 fatos implica em ter que assumir um quarto fato: você não DEVE (e nem deveria poder) planejar as trilhas de aprendizagem da sua disciplina isoladamente. Ao compreender que a aprendizagem vem antes do seu momento de dirigir a formação, em sua disciplina, e vai além disso, você entendeu que existe um ciclo, contínuo e progressivo. Por isso você deveria trabalhar em planejamentos colegiados, associados ou com pontos de transversalização, para fazer esse ciclo acontecer com mais eficácia.

ENTENDEU O PARADIGMA? Ao aceitar que existem documentos legais que determinam a existência dos 4 fatos acima, e que você deve cumpri-los, porque o processo regulatório do MEC sobre os cursos superiores no Brasil assim o determina, AUTOMATICAMENTE você entende que planejamento colaborativo é fundamental, e você muda de paradigma!

É isso: simples assim. O Ciclo de Aprendizagem existe e flui naturalmente no seu raciocínio, se você despertar para ele. A diferença é que no velho modelo ele não existia como aprendizagem, mas sim, como ensino.

4- O curso conduz você à visão macro dos componentes desse Ciclo

conexoes cerebraisQuando você trabalha com o conceito de CICLO DE APRENDIZAGEM, você muda de paradigma: a disciplina não é mais um fim, em si mesma. Ela passa a integrar uma grande espiral cíclica, que vai além do tempo e espaço da sua sala de aula.

O novo modelo educacional não é feito de momentos de expansão de diversão, mas da continuidade dessa expansão (e diversão, porque não?!) dentro de uma agenda planejada de competências, com foco claro para o desempenho de resultados. Isso, sim, importa para quem contrata um professor e, convenhamos, o mercado de trabalho educacional é um mar que não está para peixes desavisados e perdidos.

Por isso, uma experiência de formação assim, híbrida e densa em ciência, conteúdo e vivências, é um investimento essencial se você já decidiu que “como está não dá para continuar”, mas tem claro que “meu engajamento é determinante no aproveitamento de qualquer formação”.

perguntaViu como tudo começa com a mudança na forma de PENSAR, e não, na forma AGIR?

Se você suspirou nesse momento, é porque seu cérebro entendeu que vai ser necessária uma enoooorme mudança, mas que essa mudança é necessária e que vai lhe abrir muitas novas perspectivas e oportunidades!

5- Como você vai aprender?

5.1. Viva a UX e aprenda mais sobre como dominá-la!

TXT-1aVocê vai viver a experiência de aprender como a nova geração gosta de aprender: de forma híbrida, manuseando tecnologias, buscando informações, construindo suas versões personalizadas de significados.

Para isso o curso começa 10 dias antes do encontro presencial, em uma sala de aula online, onde todo o material prévio, leitura e multimídia, já estará esperando por você!

Há atividades que serão propostas nessa sala virtual e sua execução e entrega ajuda a contar horas de atividades dedicadas ao curso, o que amplia a carga horária cumprida, nessa formação. Essa é a famooooosa sala de aula invertida, ou flipped classroom, que você vai aprender fazendo, e não, no discurso.

Na imersão de 2 dias presenciais (baixe aqui o cronograma geral de atividades) vamos trabalhar produzindo em estações de trabalho alternadas, num outro modelo de método de engajamento e ativação de aprendizagem bem famoso. No presencial não vai haver looongas exposições, mas roteiros de aplicação do material e conhecimento compartilhado virtualmente à prática docentes.

Vamos colocar as mãos na massa, analisar dados, simular cada um dos elementos do ciclo de aprendizagem, e encontrar onde estão nossas dificuldades para compartilhá-las. Ao compartilhar, o grupo buscará por soluções, dentro do que foi apresentado, e meu papel é ajustar – didática e legalmente, frente ao processo regulatório do MEC – as soluções em trajetos factíveis para seu espaço local de atuação profissional.

Aí será você a se divertir percebendo que há um mundo de possibilidades, para uma mesma meta de formação de competências! Aprender a mexer com ferramentas Google for Education, e outras, é a iniciação que você precisa para atingir um outro nível de práticas docentes.

5.2. Aprenda produzindo, em tempo real

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Quando você abre espaço para que o estudante produza a aprendizagem, junto com você, você é obrigado a desligar aquele “cordão umbilical” da tela de projeção do velho e famoso slide, e criar laços, conexões, dúvidas e incertezas.

Esse processo é ligeiramente dolorido para os menos seguros, mas pode se tornar altamente gratificante se você souber como dominá-lo dentro das trilhas de aprendizagem.

Vamos usar um passo a passo que conduzirá você por princípios de Design Thinking, uma das melhores metodologias de soluções empáticas para processos complexos, centrada no usuário. Mas para isso, você deve ter se preparado com o material da sala virtual e já ter encontrado ideias que se ajustem às suas necessidades, da sua disciplina, e da sua IES.

Ter alguém ensinando não significa que você esteja aprendendo: só seu engajamento tem esse poder! Por isso, entenda que esse não vai (mesmo) ser “apenas mais um curso”, e nem vai trazer “aquela velha opinião formada sobre tudo”…

5.3. Descobrir-se no processo também faz parte do curso: aproveite!

TXT-3aNenhuma aprendizagem se dá no vazio, e esse é um princípio batido das neurociências e da inteligência emocional. Portanto, um dos indicadores estabelecidos por mim, no desenho de aprendizagem é despertar para a criação personalizada.

“O que o estudante cria com o que aprendeu?” é a última pergunta a ser respondida, no fluxo de output (ou de saída) das trilhas de aprendizagem. É um dos componentes mais importantes do processo de avaliação do desempenho de aprendizagem, que vai muito além da tal da prova, e vamos trabalhar com isso também.

Como você vai viver a UX no trajeto do curso, meu planejamento de trilha prevê espaço para você se reinventar, dentro do que aprendeu.

Esse processo chama-se meta-cognição e você vai entender como ele funciona porque você vai vivê-lo, em vez de me ouvir falar sobre ele (já tem muito estudo e artigos falando disso).

6- O que você precisa fazer?

legalSem dúvidas, fazer esse curso é uma experiência única, mas que só pode ser VIVIDA, e não, APRESENTADA TEORICAMENTE. Por isso, se você gostou do que leu, se identificou com as atividades e quer muito essa transformação como parte de sua vida, no dia seguinte do curso, a hora é essa!

Aguarde a formação de novas turmas, ou entre em contato para formar uma turma, na sua cidade!

Há sempre uma maneira jeito de viabilizar os recursos que você precisa para agregar ainda mais valor ao seu futuro, e chegar onde deseja. Aposte nela!

Profa. Dra. Denise da VinhaSoluções em Design Educacional

Aprendizagem: você sabe como gerir esse processo, no Ensino Superior?

Gestão da Aprendizagem é uma expressão que vem ganhando espaço no mercado de trabalho educacional do século 21, e conceitua um novo arranjo para velhas competências docentes, acrescidas de inovações e de visão sustentável do ecossistema educacional de um curso superior. Ela faz parte de um universo novo, que ganhou impulso com a era das tecnologias, chamado Ciclo de Aprendizagem.

Gerir a Aprendizagem é uma característica do Professor de Sucesso do século 21, e demanda múltiplos olhares sobre a mesma questão. É por isso que eu reuni toda a minha experiência, desenhei muito material novo e reuni, para você, em uma só Oficina Online que solucionará uma questão que incomoda muitos professores com quem tenho contato, presencial e virtualmente: o que eu preciso para mudar minha prática docente e me tornar um professor de sucesso?

O curso vai ensinar quais são as 3 competências e as 4 classes de repertórios que um docente deve desenvolver para fazer a gestão de um Ciclo de Aprendizagem de sucesso em desempenho estudantil. Isso tudo está alinhado com 2 coceitos chaves da inovação educacional que estamos vivendo: as TRILHAS e o PROCESSO de Aprendizagem.

Essa oficina online tem um Storytelling e tanto!

Nos últimos meses tenho ouvido (e lido também) enormes equívocos sobre o que seria uma coisa e outra, além de acompanhar diariamente a noticiação de muita informação divergente em palavras (porque todo mundo quer criar alguma novidade!) mas convergente em propósitos. Há uma espécie de ânsia docente em noticiar que “está fazendo o novo”, e isso se espalhou Brasil afora.

perguntaAh! Um ponto importante: quem me conhece sabe que trabalho com inovação educacional e trilhas de aprendizagem antes mesmo disso tudo ter esse nome. Em 1998, registrei em Plano de Aula minha primeira “turma oficial” de aprendizagem no modelo maker (mãos na massa), para um conteúdo de fisiologia aplicada da contração muscular, em um Curso de Fisioterapia.

O material era muito simples, mas altamente eficaz: massinha de modelar; as telas (retroprojetor!) mostravam as ilustrações que haviam nos livros de histologia e fisiologia.

Aprendizagem 1: não precisa complicar para alcançar resultados!

Juntos, passo a passo, construímos em massa de modelar as proteínas contráteis, revisamos sua histologia, e fomos fazendo acontecer, na ponta dos dedos, o ciclo completo de pontes cruzadas. Da ativação da contração ao relaxamento muscular, os estudantes passaram a compreender o processo (essencial para o exercício plano da profissão) porque usaram mais de um código para a retenção do conhecimento (e dos nomes!):

  • haviam as cores das massinhas;
  • havia a cinestesia em manusear o complexo de “proteínas (massinha) contráteis”, em fazer uma ponte cruzada acontecer (com íons cálcio e tudo) às vistas;
  • e havia o relaxamento de uma atividade que alternava prazer e recompensa, em termos de circuitos de aprendizagem (o prazer de entender e construir a estrutura microscópica, antes só imaginada, e a recompensa clara de vê-la se reproduzir um evento real, macroscópico).

Aprendizagem 2: boas trilhas de aprendizagem integram os 5 elementos do processo de aprendizagem e, por essa razão, geram estratégias que superam tempo, teorias e mudanças.

As transparências de ontem, e os slides – que vieram bem depois – deram lugar a esse vídeo, que orienta o processo maker da trilha de aprendizagem que eu desenhei, anos atrás.

Ainda hoje, sigo aplicando essa mesma trilha de aprendizagem, para pontes cruzadas na contração muscular, com absoluto sucesso de resultados. Sigo aplicando porque tais práticas são atemporais e, quando bem planejadas e executadas, se convertem em excelentes resultados, mesmo se utilizadas em rápidas oficinas demonstrativas, que é o que acontece quando sou chamada a capacitar docentes e profissionais, nas semanas pedagógicas e nos congressos.

einstein.jpgA minha melhor recompensa, e que gerava o reforço dos sinais de retenção do aprendizado, era chegar ao final de uma única aula e eles terem olhos brilhando por ter a-p-r-e-n-d-i-d-o, mesmo, de verdade, todos os nomes, fatos, eventos, processos e significados. Isso fazia-os perceber que a decoreba era absolutamente inútil mesmo. Um grande passo rumo à mudança!

Experiência agrega valor ao conhecimento: aposte em quem FAZ

Einstein dizia que uma mente que se expande jamais consegue voltar ao seu tamanho original: pois bem, eu acredito que essa seja a razão do porque, de lá para cá, eu só continuei a planejar aulas focadas em aprendizagem e centradas nos estudantes.

Esse “de lá para cá” já somam 20 anos, tempo em que eu pratico, cada semestre mais, planejamentos e práticas docentes que hoje recebem o nome de inovadoras. Durante muito tempo isso era “loucura, coisa de moda dessa tal tecnologia”, mas eu achava sinceramente que estava no caminho certo, e segui minha intuição.

Foram cursos e formações, práticas e tentativas, erros e rejeições por parte de alguns estudantes (nada é unânime, afinal), porém a grande e devastadora maioria dos meus estudantes adorava daquelas aulas “diferentes”.

Para a surpresa de todos, as tais provas teóricas que vinham depois não eram fáceis, mas as médias eram melhores que quando só havia uma fala na sala, com muitos ouvidos silenciosos (com alguns cérebros dormindo, até). Isso fazia com que ninguém ousasse me parar ” naquela coisa de aula diferente”.

E eu? Passei a acreditar mais na minha intuição e nos meus resultados, e passei a registrar minhas aulas e metodologias tais como eram ministradas. Uma outra revolução nos documentos legais, porque “plano de ensino é só copiar e colar!”, diziam os colegas mais antigos e “experientes”. “Está cumprindo todo o conteúdo, mesmo?”, preocupavam-se – desconfiados – os coordenadores de curso que desacreditavam dessa “moda chamada metodologia ativa”.

Pronta para compartilhar ideias e descobrir novos caminhos com você

super heroiAo final desses 20 anos de experiências tantas, com inovação educacional (viva as novas terminologias educacionais, que agora dão nome “aos bois”!) juntei muita aprendizagem, em experiências vividas em salas, de todas as regiões brasileiras (sim, já tive o prazer de rodar salas de aula de Graduação nas 5 regiões do país, meu grande orgulho de diversidade e de identidade docente!).

Pois bem, pensei que já estava na hora de dar uma mãozinha a quem está percorrendo o mesmo caminho que eu já percorri. E qual seria esse caminho?

  1. Aceitar que é um caminho onde nada está totalmente estabelecido e que está em transformação a cada semana que passa;
  2. Um caminho onde ainda não há “aquela velha opinião formada sobre tudo”, onde cada um fala de um jeito e apresenta uma nova “solução”, e nos perdemos diante de tanta informação;
  3. Entender que o vital não é qual a teoria a ser seguida, mas compreender onde e como as coisas se juntam e fazem sentido dentro dos instrumentos e preceitos legais, estabelecidos para o Ensino Superior.
  4. E, seguramente (diferente de 20 anos atrás), um caminho facilitado pela tecnologia, que nos aproxima e nos consola nessa grande dor chamada transformação docente, irremediavelmente necessária para o crescimento e a evolução, porque a nova onda educacional não é mais pautada nas teorias e nos livros, mas nas demandas, hábitos e consumo de mercado de trabalho extremamente competitivo.

Percebo, na ânsia dos professores de agora, essa dor genuína, e que acaba por não encontrar solução definitiva em nenhum espaço formal da docência tradicional. Não encontra porque não há, e é isso que trago na Oficina Online sobre Competências Docentes para gestão da Aprendizagem, com foco para ensino superior e pós-graduação, e que será liberada em Abril/2019.

A oficina tem um conteúdo específico, exclusivo e único (você não encontra esse conhecimento organizado por aí, em livros ou cursos), e ao mesmo tempo, claro e objetivo. As videoaulas, as facilitações gráficas, e os mapas e roteiros de apoio, tudo o que você precisar saber sobre aprendizagem, para usar em seu favor, e trabalhar em algo que torna você e seu currículo únicos e diferenciado em um mercado de trabalho tão competitivo!

Não tem receita de bolo, mas tem muuuuito material para apoiar você em boas tomadas de decisão. Não tem mapa da mina de ouro, mas tem mapas para você se guiar em planejamentos inovadores, até que consiga encontrar seu próprio eixo de trabalho.

Não tem enrolação, porque não sou fluente em mimimi: sou prática, na medida do necessária, e reflexiva, na medida das necessidades de encontrar o rumo, a partir das minhas bússolas interiores. O grande tesouro que compartilho é o que aprendi fazendo, o que FIZ (sim, não falo do que não conheço, nem recomendo aquilo que só li) mesmo errando, e como criei SOLUÇÕES, tanto para aprender com meur erros, como para os conflitos – naturais – com colegas professores mais apegados ao modelo do passado.

superSe você me leu até aqui com interesse, mas não entendeu boa parte dos termos e ideias apresentados, relaxe: esse curso foi feito para você!

Se você leu e entendeu as expressões (pode dar um Google nelas), e quer saber mais sobre a programação dessa Oficina, se liga no vídeo de divulgação, que está no meu canal do Youtube:

E é isso: contagem regressiva aberta para mais uma arte profissional docente: acreditar no poder das tecnologias a serviço da Educação, e usá-las para espalhar conhecimento, compartilhar experiências e multiplicar bons inovação em salas de aula pelo Brasil afora!

Para você, que quer ler um pouco mais sobre as muitas coisas que andam mudando na Educação Superior (minha praia), e se preparar para fazer uma Oficina Online focada em Trilhas e Processos de Aprendizagem, deixo aqui algumas sugestões:

  1. Vamos começar pelo básico? Planos de Ensino! Tem uma minissérie inteira sobre esse assunto, lá no nosso canal do YouTube. Na minissérie 2 (Planos de Ensino), você encontra 13 vídeos curtos, focados em pontos importantes para se ter em mente quando o assunto é Plano de Ensino, incluindo como aplicar a Lei de Pareto para dar foco no Plano de Ensino. Dá pra assistir tudo pelo smartphone, onde você estiver: na fila do mercado, na espera da consulta médica, no transporte para o trabalho…
  2. O Curso vai trazer luz sobre planejamentos e execuções focados em competências. Portanto 2 coisas são essenciais: você conhecer quais são os Domínios de Aprendizagem e como suas categorias se dividem e se complexificam, dependendo da meta que você estabelece para sua unidade curricular. Essa é a Taxonomia de Bloom, essencial para quem quer mostrar como e porque as mudanças em sala de aula são necessárias e capazes de produzir resultados. Na minissérie acima tem 3 vídeos que resumem esse assunto: Domínio Cognitivo (saber); Domínio Psicomotor (saber-fazer); Domínio Psicoafetivo (saber-ser).
  3. Os vídeos do canal são uma amostra da Oficina Online sobre Taxonomia de Bloom em Planos de Ensino, que está disponível para quem quer realmente transformar suas práticas! Esse é um conhecimento preliminar imprescindível, então, sugiro que você aproveite o tempo até o lançamento do novo curso para conhecer o universo das competências e já começar a usar os mapas que  essa Oficina de Bloom traz para você. Corre lá e comece seu curso agora mesmo!

Pronto! Comece por aí e expanda seu interesse pelo assunto. Nos encontramos em breve, em uma nova Oficina Online: Gestão da Aprendizagem

Licença Creative Commons
Oficina Online de Gestão da Aprendizagem de Profa. Dra. Denise da Vinha está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com/2019/03/15/aprendizagem-voce-sabe-como-gerir-esse-processo-no-ensino-superior/.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://denisedavinha.wordpress.com/.

A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: SOLUÇÃO e DESFECHO

storytelling-7p blog
Os 7 passos da Jornada do Herói fazem parte dessa série de posts que inicia aqui, e compõem uma mini-oficina de capacitação online em Storytelling. Aproveite para inovar suas aulas!

Para quem está ligado nessa sequência de textos, já percebeu duas coisas:

  1. O mundo educacional que vem por aí, pelos próximos 10 anos, é de quem (re)aprendeu a ensinar, ensinando os estudantes a aprender a (re)aprender para a Vida, não para a prova. E se você ainda não é capaz disso, é melhor pensar em outra profissão.
  2. iacg capaÉ preciso muito mais do que os slides e o discurso, para os novos tempos da docência do Ensino Superior. E não sou eu que “acho” isso! Dica de colega para colega: dá uma boa estudada no Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação do Inep/MEC (o IACG de 2018), nos itens que compõem a Dimensão 1. Eles estão mais rígidos que o anterior (de 2012), quanto ao que seja um conceito 3 (conceito mínimo para um curso superior funcionar), e quanto ao papel de cada membro do corpo docente nesse cenário chamado “Objetivos do Curso” e “Perfil do Egresso”.

Em outras palavras: se você não sabe como sintonizar a sala de aula com a gestão do conhecimento, no seu curso, você não é um profissional apropriado para permanecer em um corpo docente competitivo, em tempos tão duros de avaliação. Isso sem contar o ENADE, que é outra história impactante no Curso de Graduação!

desafio-2É assim que o Storytelling vem contribuir para seu repertório de estratégias de inovação educacional, sintonizado com sua realidade, espaço, recursos e especificidade de área.

Combinado? Bora finalizar essa série da Jornada do Herói em 7 elementos fundamentais (que iniciou aqui) para que você apresente já na próxima semana, nos Encontros Pedagógicos, de início de ano/semestre!

1- Revisando o propósito dos elementos anteriores, e como se conectam agora, para os 2 últimos passos

Temos o Cenário e os Personagens, passando por um Conflito/Problema que requerem uma intervenção específica, que só um Herói possui: conhecimentos, habilidades e atitudes, combinadas em uma solução única!

super heroiMas esse Herói (que deve estar identificado com o momento no tempo-espaço de formação com seu estudante) encontra Dificuldades ou Obstáculos para uma solução direta: uma contra-indicação, um momento ruim político ou de mercado (agravantes clínicos ou farmacológicos, para os estudantes de profissões da Saúde). Além disso, a Pressão sobre a solução aumenta o risco de uma tomada de decisões: o que fazer?

Se você percebeu, tudo o que foi planejado anteriormente foi feito para inserir um elemento que, normalmente, você e seu estudante d-e-s-c-o-n-h-e-c-e-m em planejamentos de aprendizagem convencionais (os tais Planos de aula). Estamos trabalhando com o RISCO e o ERRO, como elementos da aprendizagem!

A Jornada do Herói (baixe o material PDF aqui) é uma estratégia simples e fácil, para todos os envolvidos, porque vem de um modelo conhecido desde a infância: contar histórias! Ela abre espaço, em ambiente controlado, para explorar as CONSEQUÊNCIAS DO ERRO, o peso da TOMADA DE DECISÃO, as probabilidades consideradas, quando se ASSUME RISCOS!

E note que isso tudo não vem de uma ação restritiva ou punitiva, o que é comum quando só se faz isso com uma prova. Quando a única oportunidade de tomar uma decisão acontece em um momento de avaliação (seminário, provas, ou similares valendo nota), o professor imprime ao erro um caráter punitivo.

Vamos explorar esse SIGNIFICADO da Jornada do Herói, enquanto estratégia de aprendizagem e incorporação positiva do erro como elemento das trilhas de memorização e de tomadas de decisão, em situações de RISCO?

2- Como a Jornada do Herói e as neurociências interagem em um novo modelo de ensino-aprendizagem?

conexoes cerebraisEm termos de neurociências, usar o RISCO e o ERRO apenas em momentos em que eles representem uma consequência punitiva, significa dar reforço a um circuito de sinais, comandados pelo lado lógico do cérebro, que passará a inibir o lado criativo, na busca por soluções inovadoras e de risco, porque a probabilidade de que elas venham a causar perdas impactantes (nota, reprovação) é muito alta. Mas cuidado ao assumir a relação direita-esquerda como absoluta e imutável: estude bem esse assunto para aplicar estratégias bem-sucedidas, baseadas em lógica-criativa.

Como resultado, o estudante passa a responder “o que o professor quer” e se descola do processo em si: idear, selecionar, avaliar, prototipar, testar, revisar, ajustar, aplicar, obter sucesso. E se o papel desempenhado por um professor inibe todo esse processo, a pergunta que fica aqui é: QUAL É O PAPEL DESSE PROFESSOR, AFINAL?

superA estratégia de Storytelling, permeando o Plano de Ensino, e Planos de Aulas, recupera o processo acima, em qualquer contexto de metodologia, ou perfil de Projeto de Curso (PPC). Ela personaliza a regionalização, abre espaço para discussões locais, globais, individuais ou coletivas, porque é o professor que abre espaço para isso, usando o melhor cenário e os melhores personagens e conflitos para aquilo que precisa ensinar, dentro do espaço de aprendizagem da sua disciplina.

O estudante se questiona o tempo todo: não há (ou não deve haver) caminhos únicos e seguros, porque os elementos de dificuldades e de pressão o fazem (re)pensar e (re)unir tudo aquilo que já lhe é conhecido, até esse momento, e tomar uma decisão justificada, baseada em evidências, riscos, necessidades de resultados e, principalmente, EMPATIA.

3- É hora da SOLUÇÃO DO HERÓI: momento da tomada de decisão e de assumir riscos!

É assim que o estudante chega à SOLUÇÃO DO HERÓI, respondendo à pergunta:

“Como resolver o CONFLITO, superando as DIFICULDADES e os ELEMENTOS DE PRESSÃO, aplicando uma SOLUÇÃO DE INTERVENÇÃO com inteligência, inovação e criatividade, aplicando o conhecimento recebido?”

A orientação para a solução deve ser a de uma resposta que contenha os quatro elementos-chaves acima, discriminados, ponderados em probabilidades de desfechos e condições claras de aplicação. O cenário e os personagens devem estar aptos a receber, plenamente, a SOLUÇÃO DO HERÓI.

É o momento do diferencial, da personalização, dentro do coletivo! E nesse momento, é ainda possível que o professor abra espaço para passar de um Storytelling para um Storydoing. Como? Eu explico…

3.1. Do Storytelling ao Storydoing: abrindo a SOLUÇÃO DO HERÓI para diferentes tipos de engajamento, na aprendizagem lógico-criativa

A participação cada vez mais ativa dos consumidores que produzem conteúdos, os chamados “prosumers” (anglicismo de produtor + consumidor), e a necessidade das empresas gerarem o vínculo desejado com seus públicos, fazem do storydoing uma das formas de comunicação que se impõe nos dias de hoje.

O eixo que move o storydoing é constituído por histórias reais. A experiência do consumidor é o mais importante neste contexto, tornando-se a base para se construir uma forma atrativa de atingir o  mercado. (Texto completo aqui)

Ao construir o espaço que precede a solução, você pode chegar a esse momento de duas maneiras:

  1. Oferecendo as possibilidades fechadas de escolhas (em torno de 2 a 3 opções): nesse caso, você continua na experiência Storytelling. Toda a narrativa é controlada por você, para assegurar um padrão de desfecho, que atenda a competências de aprendizagem previamente estabelecidas (geralmente eu uso Taxonomia de Bloom para esse planejamento). Essa é uma possibilidade para iniciar seus estudantes na estratégia de Jornada do Herói: é preciso treinar a habilidade de tomar decisões, em níveis menos complexos e arriscados, antes de abrir o cenário para a próxima etapa: a apresentação de soluções abertas, por parte do estudante.
  2. desafioDepois de uma ou duas experiências, no formato anterior, suas turmas estarão preparadas para o formato Storydoing, ou seja, a narrativa passa ao controle da criatividade do estudante que, diante da possibilidade de uma solução aberta, escolhe um final de acordo com suas percepções, aprendizagem, e desejo de assumir o controle do desfecho. É só no Storydoing que o porfessor consegue avaliar como a aprendizagem, oferecida pela disciplina, compôs um itinerário formativo, associado aos conceitos subsunçores (reveja sobre essa definição, nesse texto).

professor de sucesso-2Em outras palavras, ao expandir do Storytelling para o Storydoing, o estudante se torna parte efetiva da narrativa e da construção do desfecho. Ao ter liberdade para escolher a solução, assumindo risco e calculando probabilidades, o professor tem a clara ideia de como o aprendizado se deu, e tem a chance ÚNICA (que não ocorre em outros tipos de estratégias) de fazer correções nesse itinerário, ajustando-o e/ou melhorando sua precisão.

Só o erro dá espaço para ajustes de trilhas mentais, que ocorrem pelo upgrade dos conceitos subsunçores, a partir da nova aprendizagem. Quem consegue fazer isso acontecer, na sua sala de aula, consegue formar um profissional melhor, mais bem preparado para as transformações de mercado, capaz de raciocinar, calcular probabilidades e arriscar soluções mais inovadoras e criativas.

professor de sucesso-3De forma geral, esses egressos também alcançam melhores desempenhos em exames de larga escala (como ENADE) e daí vem o princípio de que é na sala de aula, e nas práticas docentes, que começa a Gestão do Conhecimento de um Curso Superior.

Ou seja, o verdadeiro gestor de um Curso é o corpo docente, e um professor de sucesso é aquele que já compreendeu essa nova competência e a desenvolve, a seu favor, tornando-se peça imprescindível para qualquer Curso, em qualquer Instituição de Ensino Superior (IES).

4- Ao final, no DESFECHO todos construíram a melhor aprendizagem, e treinaram as melhores competências

E o que dizer do desfecho, depois disso tudo? Só que ele é uma consequência natural de todo o planejamento!

Uma Jornada do Herói bem planejada chega ao desfecho com as seguintes características:

  1. Alinhavou (para o estudante) aprendizagem, significado, valores, empatia, riscos e desempenho, tornando real a discussão do processo, e não, do produto.
  2. Ofereceu (ao docente) espaço para treinar competências técnicas (específicas da profissão) e socioemocionais (trabalho com as Big Five), além de trabalhar com competências treináveis, essenciais para o profissional do futuro. O melhor: construiu tudo isso em um só amálgama, chamado trilha de aprendizagem, que renovou os conceitos subsunçores com sucesso, sucesso esse medido pelo desfecho alcançado pela solução do Herói!

O DESFECHO é puro diálogo, tipo “roda viva”: saia da frente da sala, sente em roda, deixe que eles tragam imagens, textos, vídeos para ilustrar sua solução chegando em um desfecho. Os desfechos são espaços de igualdade: rir do erro apresentado e vibrar com a correção para melhores soluções é minha melhor dica para esse momento!

desfechoO desfecho, em si, inicia uma nova história, um novo ciclo: o desfecho pode ou não ser sustentável, pode criar uma nova realidade ou um novo equilíbrio, e tudo isso está aberto para a discussão entre a expertise (aháaa! Aqui sua experiência faz a diferença em formar egressos diferenciados!).

Crie um novo vínculo com suas turmas.

No fundo, todos somos heróis, se nossa sala de aulas for um espaço aberto para o mundo, real e imaginário, e nossas competências profissionais devem tornar esse espaço um lugar melhor para todos. Desenvolver essa percepção e treinar essas habilidades é o que torna a estratégia Jornada do Herói única e flexível, ágil e personalizada, capaz de treinar comportamentos de análises, riscos, decisões e soluções.

Agora que você tem o roteiro completo, explicadinho, é hora de ser “essa metamorfose ambulante”, e não tem mais razão para continuar com “aquela velha opinião formada sobre tudo”.

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1-desenhe
Até o próximo desafio de estratégias inovadoras!