Os muitos resultados da personalização da experiência de aprendizagem

Em um mundo de CTRL+C / CTRL+V, personalização cativa a atenção de forma imediata, e vamos lembrar aqui que atenção é uma commoditie altamente disputada em todas as áreas do mercado de trabalho. Porque seria diferente na sala de aula?

Você ainda usa aquele velho fundo de Power Point? Seus slides ainda tem a mesma cor e imagens do semestre passado? Do ano passado? Você vai à frente de uma audiência – seja na sala de aula, em uma palestra ou uma apresentação pessoal como candidato a uma vaga – e mostra mais do mesmo? Sinto informar, mas a atenção (e os resultados) que você não conquista é diretamente proporcional ao diferencial que você não mostra… Mude essa realidade!

magicaQuero lhe apresentar 3 excelentes motivos para repensar seu material e sua abordagem, migrando para a personalização de roteiros, slides e material de apoio à aprendizagem. Abrir espaço para o estímulo visual

Se você quiser um material personalizado, desenvolvido por mim, é só escrever para dradenisedavinha@gmail.com solicitando maiores informações.

O processo é todinho online e os resultados são inenarráveis! Vamos lá?

Ah! Surpresinha: quem ler até o final, vai ganhar P-R-E-S-E-N-T-E-E-E-E!

 

1. Economia da atenção: já ouviu falar?

Mudanças de mindset (para professores e estudantes) são processos, e não produtos. São processos espelho: um estudante que não percebe o engajamento do professor em transformar as aulas, também não se sentirá compelido a se engajar, para transformar seu papel na aprendizagem. Esse é todo o segredo do sucesso: mudanças de dentro para fora.” (Texto na íntegra aqui)

Há muito escrevi sobre a importância de aplicar os novos conceitos de Economia da Atenção ao planejamento didático: um recurso simples e altamente eficaz para transformar a sala de aula e os resultados dos estudantes, frente à aprendizagem e a aquisição de competências (leia o texto na íntegra aqui). Isso é ir além do conteúdo.

economia-da-atencao
Trecho destacado do livro O guia completo do Storytelling, de Fernando Palacios & Martha Terenzzo, Editora Alta Books, Rio de Janeiro/RJ (2016).

A aplicação do conceito de Economia da Atenção modifica um paradigma essencial da atuação docente, qual seja, passar do “dar aulas” para o “desenhar trilhas de aprendizagens”. O conceito aplicado da economia da atenção modifica substancialmente o fluxo do trabalho docente, passando o centro do processo de si, para o estudante.

Em termos de economia da atenção, mais-é-menos. Em outras palavras, se um professor deseja – de verdade – ganhar a atenção do estudante e, assim, despertá-lo para seu papel protagonista no processo de aprender, ele precisa não preencher horas e horas de aulas com assuntos prontos, mas com pontos de contato (ou touch-points) capazes de instigar o desejo do estudante em engajar-se no assunto, explorando-o de forma significada.

Esse é o primeiro resultado da personalização do material didático: a ATENÇÃO DO ESTUDANTE para um processo todinho pensado nele e feito para ele. Isso mexe com o emocional, e as neurociências já nos ensinaram (e eu já ensinei nos cursos de Ciclo de Aprendizagem) como as emoções são importantes marcadores de adesão do novo conhecimento às redes de conceitos subsunçores, perfazendo o circuito neural da aprendizagem.

Trabalhei esse conceito de emoções e aprendizagem nos textos sobre como usar o modelo Jornada do Herói de Storytelling, e o componente de emoções versus retenção da aprendizagem você pode ler aqui.

Em outras palavras, ao se tornar o foco claro da atenção do professor, cada estudante reage e interage a essa atenção, a seu modo e repertório, dedicando mais tempo para explorar o “novo” (afinal o material é novo, e a turma anterior nem viu!), o que de per se já implica em maior dedicação à aprendizagem e desenvolvimento de protagonismo.

conexoes-mentaisO material personalizado amplia a captura de fase das áreas envolvidas com a aprendizagem, aumentando a captura neural, melhorando a atualização das redes de conceitos subsunçores que são os determinantes da aprendizagem atingida.

Um estudante envolvido com o material e processos que esse material estimula, desenvolve competências para além do conteúdo, em uma formação para a Vida, e não, para a prova.

Resumo puro e prático das teorias de Inteligência Emocional e Neurociências do Foco e Atenção, do super Daniel Goleman.

 

2. Ativar lógica-criativa como modelo mental de engajamento na aprendizagem

E já que falamos de neurociências, é impossível não destacar a necessidade de desenvolvimento de processos lógico-criativos como caminhos para a aprendizagem significativa. Falamos mais desse assunto nesse post, que foi parte do material de trabalho do Workshop para Docentes e Coordenadores de Cursos de Fisioterapia, no 11o. Congresso Internacional de Fisioterapia (Salvador/BA, Setembro/2019).

Nas capacitações do modelo Ciclo de Aprendizagem (nível 1 e nível 2) essa é a tônica das atividades: mudar a narrativa para uma cadência mais criativa, estimulando áreas cerebrais direitas a trabalharem em parceria com o lado lógico esquerdo, mais “dominador e autoritário”.

C2 modelo protagonista
Tudo baseia-se em estimular um set-point emocional favorável ao desenvolvimento de um Growth Mindset no estudante: (a) acreditar que habilidades podem ser treinadas e que competências podem ser desenvolvidas; (2) superar desafios, para desenvolver resiliência; (3) adotar modelos colaborativos, para soluções melhores e mais ágeis.

Mais do que uma realidade de mercado, isso é uma verdade científica: explorar soluções junto com evidências, inovação e treinamento, em processos modulados e simultâneos.

Outra base desse segundo resultado da personalização é trabalhar com o foco no PORQUÊ, um princípio dos líderes, explicados pelo Golden Circle. Já escrevi sobre isso aqui no blog, e esse princípio faz parte da formação em Ciclo de Aprendizagem Nível 2.

 

3. Líderes inspiram: esse é o papel fundamental do professor

Há competências que podem ser treinadas pela repetição de movimentos, trajetos ou métodos: essas são as competências de Aprendizagem (domínios cognitivo e psicomotor de Bloom) e as hard-skills (técnicas). Há outras, porém, que precisam ser estimuladas repetidamente, até que se tornem um hábito: essas são as atitudes (domínio psicoafetivo de Bloom) e as soft-skills (socioemocionais).

A escolha da identidade visual; do material de apoio didático à aprendizagem é tão importante quanto o próprio planejamento de competências.

cocriar2Ele estimula o engajamento na medida em que emoldura o compromisso docente com a personalização da trilha de aprendizagem formativa, a partir do perfil de cada turma. Não é refazer todo o material, a cada semestre: isso é o conteúdo. É usar dinâmicas de diagnóstico didático para identificar expectativas e perfil de cada turma para adaptar a narrativa: isso é formar competências, com o conteúdo.

Um material personalizado é um espelho para o estudante: ele também estimula competências indiretas, como criatividade, inovação e personalização, pelo exemplo e pela liderança que o professor e suas práticas didáticas inspiram. Personalizar material, aulas e interações, traz para a sala de aula essa, que é uma prática altamente valorizada no mercado de trabalho: agregar repertório e valores à oferta de processos, produtos e serviços.

É assim que vamos além do conteúdo e das competências, na formação de egressos aptos a atuar e adaptar-se a um mercado de trabalho em contínua evolução e aos hábitos de consumo que se transmutam com a dinâmica do desenvolvimento tecnológico.

 

Personalizar é o bicho!

Se você é professor ou estudante, que vai apresentar algum trabalho ou seminário (sim, porque aí você se torna o professor da vez!), essa é a grande dica: PERSONALIZE! Use sua criatividade, seu repertório, desenvolva mais habilidades, comunique suas ideias em novos formatos e cores, imprima mais de você ao agir e interagir com qualquer audiência.

O sucesso não tem segredo nem mapa garantido, mas se tem uma coisa que o sucesso tem é a característica de se destacar pelo diferencial. Portanto, ao se diferenciar da média – quando comunica-se com sua audiência – você já andou metade do caminho do sucesso.

Veja um exemplo de quem já entendeu que a personalização transforma a experiência de aprendizagem, engaja a atenção, comunica com mais eficácia e estimula competências para que cada estudante descubra seus próprios repertórios para personalizar sua interação, no processo de aprendizagem:

TEM PRESENTEEEEE!

Gostou desse universo? Se você quiser um material personalizado, desenvolvido por mim, é só enviar um e-mail para dradenisedavinha@gmail.com solicitando maiores informações. O processo é todinho online e os resultados são inenarráveis!

Para ajudar você a personalizar suas experiências didáticas (aulas, apresentações, palestras ou seminários), você tem 3 presentes abaixo:

  1. minha apresentação de palestra, no 11o. Congresso Brasileiro de Fisioterapia, sobre Neurociências e Inteligência Emocional: perceba que imagens, cores e disposição de elementos possuem um papel mais importante na indução da ideia, do que as letras e o conteúdo propriamente escrito. Aqui o foco era trazer a atenção para o que eu falava, com o lado lógico cerebral, enquanto a tela era um grande pano de fundo estimulando, visualmente, o lado criativo. Foi assim que criei mais vias para fixação da mensagem que eu queria passar: neurodidática cativa, engaja e estimula protagonismo, na audiência.
  2. quer mudar seus slides? Vai aqui uma mãozinha (um arquivo de Power-Point) para você usar em apresentações que desejam despertar para a criatividade e inovação;
  3. mais um presente? Teeeemmmmm! Aqui vai mais um arquivo de Power-Point para mudar os velhos modelos…

 

11 Congresso Internacional de Fisioterapia, Workshop – Estação 3: CO-CRIAÇÃO como estratégia ativa de aprendizagens complexas

Aqui você encontra 4 textos de apoio para uma dinâmica presencial em Estações Rotativas de Trabalho para conhecer o Ciclo de Aprendizagem em Ação. Uma  sistematização de inovações para a sala de aula, pautada na ANDRAGOGIA DO DIÁLOGO, que considera, que considera: [1] Trilhas de Aprendizagem com mindset de crescimento (pautado em competências) com [2] reorientação da narrativa do conteúdo, centrada na aprendizagem do estudante, [3] que se completa na expansão da sala de aula e nas [4] estratégias conectadas às competências em formação, bem como no [5] desempenho com foco na Legislação para o Ensino Superior (Inep/MEC).

 

Estação 3: CO-CRIAÇÃO e COMPLEXIDADE (Prof. Mayron Souza e Silva, Facilitador)

Vamos falar de estratégias, seus tipos e desempenho, dentro de um Design de Aprendizagem? Você pode buscar mais conhecimento sobre esse assunto usando a terminologia de estratégias neurodidáticas, ou neuroeducação.

Há muitas classificações para as estratégias de ativação da aprendizagem, e cada uma delas considera um ponto de vista, dentro desse processo. Nas capacitações docentes baseadas no conceito de Ciclo de Aprendizagem adotamos o conceito que assume 3 tipos clássicos de estratégias, segundo a conexão que fazem entre as competências envolvidas e o perfil de conhecimento que está em processamento.

bitm-mayron-1.jpgAs experiências que o Prof. Francisco Mayron de Sousa e Silva trouxe para compartilhar abordam o tipo mais complexo: ESTRATÉGIAS GENERATIVAS, onde a CO-CRIAÇÃO DE MODELOS recupera e estabelece novas e mais fortes relações entre rede subsunçora, nova aprendizagem e aplicação prática.

Essa classificação compila 3 grandes áreas de teorias da aprendizagem e, particularmente as experiências compartilhadas pelo Prof. Mayron, usam como base a TEORIA DA APRENDIZAGEM GENERATIVA DE WITTROCK (1974).

“De acordo com esta teoria, os sujeitos apreendem o significado da
informação através da produção ou construção de relações entre a nova
informação e o conhecimento já guardado na memória a longo-prazo.
Inclui quatro componentes principais – criação (generation), motivação,
atenção e memória … (Wittrock, 1990)”. Leia material na íntegra aqui.

1. Os tipos de estratégias e a experiência de co-criação

Para situar o leitor no cenário das estratégias, apresentemos as 3 classes:

  1. Mnemônicas, quando a meta é memorizar dados brutos, sem razões rastreáveis. Aplicadas, de forma geral, para unidades curriculares do ciclo básico de cursos superiores, que utilizem normativas, fatos, eventos, datas e nomenclatura técnica. Nessa classe encontram-se as codificações duais, as técnicas de organização e as de associação de ideias.
  2. Estruturais, mais eficazes quando aplicadas para o desenvolvimento de competências não-técnicas ou socioemocionais, porque organizam a aprendizagem em pequenas ideias relacionadas entre si de modo a agilizar a recuperação da memória neural. Nelas se encontram os mapas conceituais, diagramas, fluxos, esquemas e todos os recursos que combinam textos a imagens.
  3. Generativas: também chamadas de matemagênicas (Rothkopf), usam a co-criação de material, por parte dos estudantes, ajudando a estabelecer relações entre ideias e integrar o novo conhecimento às redes subsunçoras. Usadas principalmente na aquisição e desenvolvimento de competências técnicas (hard-skills), incluem destaques, notas, formas de responder e perguntar, modelos, maquetes e detalhamentos.

Dessa maneira, as estratégias de modelagem e co-criação que se encontram apresentadas nessa estação de trabalho, pertencem à classe de mais alta complexidade na formação de competências e de aprendizagem.

2. Co-criação como estratégia de aprendizagem: o coletivo e a complexidade

Temos 2 experiências em momentos curriculares diferentes, mas que o mesmo design de trilha de aprendizagem foi aplicado: a co-criação pela modelagem. De um lado, Fisioterapia em Queimados; do outro, Administração em Fisioterapia.

Mas o que é co-criar?

Um grande exemplo para demonstrar o quanto ideias revolucionárias são produto de um conjunto de ideias de várias pessoas é se nos atentarmos em descobrir como surgiu a teoria da evolução e da seleção natural. Se alguém chegar a você e perguntar quem foi o responsável pelas ideias que sustentam a teoria da evolução e da seleção natural, quase que de imediato a resposta será Charles Darwin.

cocriar2O que poucos sabem é que para que essas teorias fossem desenvolvidas várias pessoas estavam envolvidas nesse projeto. Assim como Darwin, o cientista Alfred Wallace também estava debruçado em ler os mesmos livros e viajar para lugares, próximos aos de Darwin. Foi a junção das ideias, e do trabalho de todos envolvidos em desenvolver esse mesmo projeto, que chegamos aos resultados que comprovaram essas teorias.

Esse “fenômeno” pode ser denominado como cocriação. A Cocriação nada mais é do que o “criar junto”, é um conceito importante e bastante fortalecedor, pois todos nós sabemos que não podemos fazer nada em nossas vidas sozinhos. Sozinhos não vamos a lugar algum.

Co-criação é uma expressão que vem ganhando força no mundo do trabalho, sob diferentes aspectos. Essencialmente co-criar é criar coletivamente uma realidade, e significa trazer inovação por meio da associação de pessoas, ideias ou elementos de fora de um sistema (empresa, curso, aula), agregando valor, conteúdo, inovação ou marketing ao negócio, e recebendo algum tipo de benefício pela contribuição contribuído.

Co-criar em sala de aula é um exercício de recuperação coletiva de memória e construção, modelando externamente aquilo que queremos remodelar internamente, em trilhas mentais de aprendizagem. Co-criar resgata 4 dimensões de competências no estudante: saber, fazer, ser, empatizar.

Para o docente, é preciso selecionar o melhor momento na trilha de aprendizagem para aplicar esse tipo de estratégia generativa: se precoce demais, ela não alcança seus objetivos de estabelecer e atualizar as relações de conhecimentos; se tardia em demasia, ela perde o sentido de interesse e de vínculo, sendo incapaz de despertar a 4a dimensão de competência, que é a empatia.

2.1. O co-criar em queimados: a densidade dos conhecimentos nas redes subsunçoras

bitm Mayron-2O Prof. Mayron mergulhou fundo no potencial da unidade curricular de Fisioterapia em Queimados quando reuniu todas as 4 dimensões em um momento crucial: depois da revisão de morfofisiopatologia dos tecidos e graus de queimaduras, e antes de seguir rumo às intervenções fisioterapêuticas.

hexa-FOCOEsse momento, considerado ideal na trilha de aprendizagem, faz a união entre o foco da aprendizagem e as habilidades de comunicação, do coletivo dos estudantes (grupos) que devem co-criar a experiência de um caso clínico de queimadura, por meio de tintas, maquiagem e material de artes, para simular uma realidade.

mayron Q

Ao todo, 4 grupos se dividiram em 4 regiões/graus de queimadura, de acordo com o caso clínico recebido, e passaram ao processo de co-criação visual da queimadura, tendo como meta a visualização dos elementos morfopatológicos que deveriam estar presentes, de acordo com o relato do caso que receberam.

hexa-ENGAJQuando se associa o conhecimento lógico à expressão criativa de aspectos de sua essência – neste caso, o aspecto visual do relato de uma queimadura – a mobilização mais complexa das vias neurais ocorre como resultado do acionamento de muitas e múltiplas áreas cerebrais envolvidas. Nasce, de forma espontânea, o ENGAJAMENTO dos estudantes no aprofundamento da aprendizagem.

hexa-SIGNEntre a recuperação da memória (escrita e visual) dos elementos necessários para compor a tarefa (anatomia, fisiologia, fisiopatologia) e a expressão concreta do resultado (cores, texturas, densidades e elementos), acontece o construto coletivo, ou seja, a contribuição do individual para a co-criação, inteligente e criativa, do resultado almejado.

A aplicação dessa estratégia combina as relações de elaboração, reflexão, julgamento e design do tema, de acordo com a personalização do estudante, e a expressão, de acordo com o repertório coletivo de habilidades.

2.2. O co-criar em Administração: detalhes da EMPATIA

Na unidade curricular de Administração, o componente empático define investimentos e estrutura, design de ambientes, e soluções para o bem-estar do paciente em trânsito pelas instalações de uma clínica de Fisioterapia.

dicas-EMP

Usar a modelagem de maquetes, em unidades curriculares teóricas como Administração, transporta o estudante para o mundo empresarial onde o diferencial é oferecer mais que o acesso a um atendimento: é preciso oferecer uma experiência memorável de recuperação funcional, e cada elemento arquitetônico possui uma função para essa finalidade.

dicas-OCEANO

IMPORTANTE: se você não domina (ainda) como planejar as competências de aprendizagem, e como elas se conectam com as demais competências, tem OFICINA ONLINE sobre TAXONOMIA DE BLOOM, para docentes, explicando esse passo a passo. Clique aqui e comece a entender esse novo universo agora mesmo!

 

3. Conclusão

Aproveite o material dessa estação de trabalho e converse com o Prof. Mayron, que está presente para trocar ideias e mostrar que mudanças de mindset geram mais resultados que recursos randomicamente aplicados, como estratégias isoladas para “adornar” velhas aulas teórico-expositivas.

Essa estação de experiência de trabalho contém, ainda:

  • 1 Design de Aprendizagem para você fazer download aquireferente a esta experiência de trabalho com Ciclo de Aprendizagem, e entender como funcionou o processo que viu aqui;
  • Uma experiência em Realidade Aumentada (que será apresentada nessa estação de trabalho) para você se inspirar e saber que mudar é possível, requer dedicação (mas vale muuuuito à pena), e tem ferramentas gratuitas online, para lhe ajudar nesse processo.
  • Tem uma SUPER oficina online AQUI para estudantes, professores e profissionais entrarem nesse novo mundo da tecnologia e da experiência de usuário como eixo fundante de novos processos, produtos e serviços profissionais. Faça e recomende aos seus colegas e/ou estudantes: saia da zona de conforto!

magicaGostou?! São 3 estações de trabalho, 3 oportunidades de conhecer novas maneirsa de trazer o mundo para a sala de aula, e de levar a sala de aula para esse novo mundo exponencial!

Não perca um só minuto dessa oportunidade e leve para sua IES as novas ideias e capacitações. Mudar de conceito (no MEC) é mudar os conceitos (de práticas docentes).

 

 

 

11 Congresso Internacional de Fisioterapia, Workshop – Estação 2: COMUNICAÇÃO & METACOGNIÇÃO nas Trilhas de Aprendizagem

Aqui você encontra 3 textos de apoio para uma dinâmica presencial em Estações Rotativas de Trabalho para conhecer o Ciclo de Aprendizagem em Ação. Uma  sistematização de inovações para a sala de aula, pautada na ANDRAGOGIA DO DIÁLOGO, que considera, que considera: [1] Trilhas de Aprendizagem com mindset de crescimento (pautado em competências) com [2] reorientação da narrativa do conteúdo, centrada na aprendizagem do estudante, [3] que se completa na expansão da sala de aula e nas [4] estratégias conectadas às competências em formação, bem como no [5] desempenho com foco na Legislação para o Ensino Superior (Inep/MEC).

 

Estação 2: as (muitas) formas de COMUNICAÇÃO & a METACOGNIÇÃO na Trilha de Aprendizagem (Profa. Vanessa Amorin, Facilitadora)

A comunicação mudou em todas as áreas, e não seria diferente na Educação. No velho modelo da Pedagogia do Monólogo, o professor de sucesso era o que sabia FALAR: muito e complexamente. Quanto mais conteúdo, mais eficiência. Sim, o termo aqui é eficiência: fazer mais do mesmo, direitinho.

Com as mudanças impostas pela evolução exponencial das tecnologias, e pelas mudanças de hábitos de consumo de toda a sociedade do planeta Terra, o Ensino Superior encontra-se em plena Era da Andragogia do Diálogo, onde o professor de sucesso é aquele que sabe OUVIR e COMUNICAR-SE, por diferentes meios e formatos. Nesses tempos de mudanças, quanto mais domínio de neurodidática, mais eficácia no processo de aprendizagem. E sim, o termo agora é eficácia: tomar decisões melhores, visando melhores desempenhos.

bitm vanessa-3Percebeu a diferença? Essa é só uma (das muitas) delas, e é sobre essa diferença que tratam as experiências de inovação de planejamento e execução de trilhas de aprendizagem da Profa. Vanessa Amorin Braga: fisioterapeuta, docente do Ensino Superior e Tecnológico, ela leva muito a sério a necessidade de renovar as práticas docentes.

Com a Profa. Vanessavamos explorar duas experiências sobre as diferentes formas de comunicação, no processo de aprendizagem: a primeira, a comunicação vertical – professor-estudantes-professor – trabalhando a inteligência emocional dos estudantes para converter o erro em elemento ativo da aprendizagem; e na segunda, a mediação da competência de comunicação horizontal -estudantes-estudantes – desenvolvendo modelos mentais de organização do conhecimento, ou METACOGNIÇÃO.

1. Comunicação vertical e o erro como elemento ativo no processo de aprendizagem

Na escola, o erro é personagem principal (como vilão, é claro!) da novela chamada Avaliação da Aprendizagem. O erro é fruto da análise do professor às respostas dos alunos, em termos de certo ou errado, o que revela o tanto que ainda se cultua a pedagogia da resposta, que, por sua vez, expressa o quanto ainda estamos, como bem definiu Paulo Freire, na era da educação bancária. Paulo Freire propõe, como antídoto à pedagogia da resposta, que o ensino se oriente na direção de uma educação libertadora, que muda o foco cartesiano da resposta certa, para o foco libertador de um ensino que estimule a pergunta e que desenvolva a curiosidade de aprender. (Acesse o texto na íntegra aqui)

Em termos gerais, o estudante só é confrontado para corroborar seu grau de aprendizagem quando chega a avaliação formal, ou a tal “prova”. Nela, o confronto é implacável: cada erro representa uma perda quantitativa de pontos, o que coloca em risco seu processo de aprovação.

Diante desse cenário inexorável, a grande maioria dos estudantes repete o mesmo comportamento primitivo de sobrevivência: repetir o que o professor quer encontrar como resposta, aderindo ao produto de aproveitamento de notas, e abandonando o processo de evolução da aprendizagem.

ensino-aprendizagem
“Não é porque há alguém ensinando, que há alguém aprendendo.”

Nesse relato, real em mais de 90% das práticas docentes em currículos conteudistas, há 3 importantes fatos a serem observados:

 

  • um “confronto” único entre o que o professor acha que ensinou, e o que o estudante efetivamente aprendeu;
  • o fato de que os resultados quantitativos implicam, emocionalmente, em fracasso e perdas, sem chance de lidar com o PORQUÊ do erro ter acontecido, durante o trajeto da aprendizagem;
  • o fato de existir um “poder” unilateral absoluto, que estabelece o que é sucesso e fracasso, muitas vezes em uma oportunidade única, onde discordar pode representar perder todo um semestre de esforço.

Essa é um descrição bem aproximada da maior parte da comunicação vertical que acontece nas salas de aula atuais: a comunicação de desempenho no sentido professor-estudante.

1.1. A experiência da avaliação qualitativa: adesivos, empatia e compartilhamento do poder dentro da trilha de aprendizagem

A Profa. Vanessa preocupou-se com esse cenário, incluindo o fato de que turmas com baixas notas não expressavam, necessariamente, baixa capacidade de aprendizagem. Então, onde estaria o “furo” nessa equação?

Em turmas com dificuldades de aprendizagem, o ERRO assume um papel IMPACTANTE no desempenho estudantil, porque ele sempre surge na “prova” e é tratado como punição. Em reposta, o sistema emocional do estudante abandona o engajamento e assume a “repetição do discurso do professor”, como meio de evitar a punição. É preciso reorganizar esse processo em estratégias de comunicação de erro que permitam aproximação e compartilhamento de poderes, dentro da sala de aula.

Ela apostou em monitorar o processo de aprendizagem – uma estratégia de planejamento do Ciclo de Aprendizagem, do qual é monitora – por meio de avaliações qualitativas. Mas sua ideia foi além: ela produziu uma forma muito pessoal e altamente empática de comunicar o erro para seus estudantes.

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Adesivos personalizados com “Bitmoji” da Profa. Vanessa, em expressões que caracterizaram graus de aproveitamento, para as atividades intermediárias de monitoramento e desempenho de aprendizagem.

Cada adesivo qualificou um desempenho e essa comunicação vertical – professor-estudante – se converteu em aproximação: o estudante era motivado pelo adesivo a questionar o que faltou para ganhar um adesivo de grau melhor.

hexa-ORGOu seja, eles foram em busca da ORGANIZAÇÃO DO CONHECIMENTO novo, em relação ao universo de conhecimento pregresso (conhecimento subsunçor) que eles trouxeram para essa unidade curricular.

Esses são princípios da Aprendizagem Significativa: processo por meio do qual uma nova informação relaciona-se, de maneira substantiva (não-literal) e não-arbitrária, a um aspecto relevante da estrutura de conhecimento do indivíduo.

conexoes cerebraisQuando o estudante identifica, com clareza onde estão os problemas resolvidos pela aprendizagem, acontece o upgrade das trilhas mentais que organizam o processo, e atualização dos conceitos subsunçores.

Foi assim que a Profa. Vanessa encontrou sua própria solução inteligente para movimentar suas práticas docentes no sentido da Aprendizagem Significativa. Na teoria de Ausubel, o processo de assimilação é fundamental para a compreensão do processo de aquisição e organização de significados na estrutura cognitiva.

“A aprendizagem significativa desenvolvida por Ausubel propõe-se a explicar o processo de assimilação que ocorre com a criança na construção do conhecimento a partir do seu conhecimento prévio. Dessa forma, para que ocorra uma aprendizagem significativa é necessário: disposição do sujeito para relacionar o conhecimento; material a ser assimilado com ‘potencial significativo’; e existência de um conteúdo mínimo na estrutura cognitiva do indivíduo, com subsunçores em suficiência para suprir as necessidades relacionadas.” (Texto na íntegra aqui)

1.2. O impacto dessa experiência em resultados mensuráveis

Usar avaliações intermediárias (qualitativas) às avaliações principais (quantitativas) foi um planejamento de sucesso para impactar sobre os 3 fatos impactantes, citados ao início desse relato:

  1. hexa-FOCOo fim d“confronto” único da prova: sem abandonar o compromisso com o conteúdo, aplicar AVALIAÇÕES INTERMEDIÁRIAS QUALITATIVAS, por meio de ADESIVOS DE DESEMPENHO, cumpriu a função de feedback de dar FOCO no upgrade das redes mentais que inteligam os conceitos subsunçores (redes subsunçoras);
  2. se antes, os resultados quantitativos implicavam, emocionalmente, em fracasso e perdas, agora, a chance de lidar com o PORQUÊ do erro, durante o trajeto da aprendizagem, desenvolveu competências de inteligência emocional dos estudantes para lidar com o erro enquanto uma etapa natural rumo ao acerto;
  3. trabalhar nesse modelo informal de comunicação resultou em empoderamento dos estudantes, por duas vias: pelo compartilhamento do poder sobre o processo, imprimindo caráter de co-responsabilidade na aprendizagem, e pela melhora dos resultados quantitativos posteriores, que impacta positivamente como elemento de estímulo na motivação do estudante em prosseguir engajado e protagonista.

Os estudantes foram perdendo o medo de discordar, agregando interesse em progredir, motivados pela organização, que uma aprendizagem significativa trouxe para essa “nova sala de aula”.

2. Comunicação horizontal mediada e a Metacognição

existe uma necessidade de ensinar a metacognição explicitamente nas universidades, porque nós somos continuamente surpreendidos com o número de estudantes que chegam as universidades apresentando pouco ou nenhum conhecimento em metacognição, sobre diferentes estratégias, diferentes características cognitivas e nenhum conhecimento sobre si mesmo” (Texto na íntegra aqui)

abacaxiVamos confessar que a Metacognição é um osso duro de roer, quando se trata de estimular seu desenvolvimento ao longo do processo de formação profissional. É um abacaxi difícil de descascar, mas não impossível.

A ideia, aqui, é mostrar que compartilhar soluções simples podem potencializar nossa capacidade de transformar as salas de aula, e devolver aos estudantes o desejo de engajar-se na aprendizagem e na profissão, melhorando o desempenho nas avaliações internas e externas, como o Enade (Inep/MEC).

2.1. A construção coletiva de um modelo para sistema linfático

A segunda experiência, envolve outro aspecto dos modelos de comunicação: a comunicação horizontal, entre pares, mediada pelo professor para atingir um objetivo claro de formação de competências.

hexa-MOTIVPara treinar a COMUNICAÇÃO enquanto competência profissional, é preciso oferecer ao estudante a dimensão de RELEVÂNCIA dessa habilidade, e dos potenciais resultados. A estratégia de discussão, entre pares e grupos, foca na construção colaborativa de um modelo, onde a dotação de PROPORCIONALIDADE só é atingida pela plena comunicação.

Vamos entender essa experiência?

Há muitas maneiras de desenvolver as competências de aprendizagem (Taxonomia dos Objetivos Educacionais). O que nem sempre acontece é a construção de trilhas que desenvolvam TAMBÉM outras duas classes de competências: as SOCIOEMOCIONAIS (Soft Skills) e as TÉCNICAS (Hard Skills).

perguntaA proposta da metacognição em “aprender a pensar” e “pensar para aprender” vem baseada em estudos que avaliaram o sistema regulatório cerebral e concluíram que utilizamos esses sistemas para entender e controlar nossas próprias capacidades cognitivas. O que acontece é que todas as competências – de aprendizagem, socioemocionais e técnicas – devem ser “tecidas juntas”, na complexidade de um processo de aprendizagem significativa, seguindo a Teoria da Complexidade de Edgard Morin.

Para o pensador, os saberes tradicionais foram submetidos a um processo reducionista que acarretou a perda das noções de multiplicidade e diversidade. A simplificação, de acordo com Morin, está a serviço de uma falsa racionalidade, que passa por cima da desordem e das contradições existentes em todos os fenômenos e nas relações entre eles. (Texto na íntegra aqui)

É necessário que, para além das competências de aprendizagem (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes), outras competências se juntem a elas. A Profa. Vanessa vai contar, nessa estação de trabalho do Workshop, como as regras que usou para dividir as equipes de trabalho e estabelecer a comunicação entre elas na elaboração de cada parte do modelo segmentar do Sistema Linfático.

bitm vanessa-1Ela guardou uma carta na manga, para o final da dinâmica, que revisou aspectos de morfologia e fisiologia linfática, conhecimentos fundantes para sua unidade curricular.

Seu planejamento criou um elemento surpresa para a solução final, relacionada à proporcionalidade do modelo versus a capacidade de comunicação entre as equipes, que fez com que seus estudantes despertassem ativamente suas redes de conceitos subsunçores.

É como assistir a um filme de suspense e, só ao final, descobrir a chave da trama. A surpresa faz você reviver, mentalmente, cada memória do filme e encontrar sentido e significado para o desfecho final.

2.2. Resultados alcançados pela atividade

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Felizes por terem descoberto “o segredo da proporcionalidade” do modelo final, os estudantes desenvolveram competências socioemocionais e técnicas que completam o processo de aprendizagem e, principalmente, de formação de profissionais do futuro e para o Futuro!

hexa-SIGNAqui, consideramos a Teoria das Big Five para apontar que a atividade desenvolvida pelo planejamento da Profa. Vanessa ESTIMULOU duas soft-skills:

  • CONSCIÊNCIA: na orientação por metas, inclinação a ser organizado, esforçado e responsável;
  • AMABILIDADE: pela necessidade de colaborar e ser cooperativo, caracterizado como tolerante, simpático, não teimoso e objetivo.

Além disso, a atividade TREINOU três, das 10 hard-skills consideradas essenciais até 2020, segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial:

  • Habilidades de Comunicação e Expressão: comunicar-se com pessoas é um constante negociar, por isso estão incluídas nas habilidades de negociação e conciliação de diferenças, imprescindíveis para todos os tipos de profissionais;
  • Cooperação/Colaboração: capacidade de coordenar as próprias ações de acordo com as ações de outras pessoas, e aspectos ligados à colaboração e facilitação de processos;
  • Flexibilidade cognitiva: capacidade de criar ou usar diferentes conjuntos de regras para combinar ou agrupar as coisas de diferentes maneiras.

hexa-ENGAJA estratégia foi além do compromisso com o CONTEÚDO: ela ENGAJOU pela intercomunicação na construção dos segmentos corporais. Para resultados desproporcionais, foi ativada a METACOGNIÇÃO sobre a relevância do conteúdo, bem como das competências requeridas pela prática.

A metacognição, portanto, foi o fio invisível que costurou a consciência da relação entre a proporcionalidade atingida no modelo construído e a densidade das comunicações horizontais. Ela foi a chave do segredo que trouxe consciência à própria consciência da aprendizagem, pela visualização do processo e dos resultados.

Tendeu?

IMPORTANTE: se você não domina (ainda) como planejar as competências de aprendizagem, e como elas se conectam com as demais competências, tem OFICINA ONLINE sobre TAXONOMIA DE BLOOM, para docentes, explicando esse passo a passo. Clique aqui e comece a entender esse novo universo agora mesmo!

 

3. Conclusão

Aproveite o material dessa estação de trabalho e converse com a Profa. Vanessa, que está presente para trocar ideias e mostrar que mudanças de mindset geram mais resultados que recursos randomicamente aplicados, como estratégias isoladas para “adornar” velhas aulas teórico-expositivas.

Essa estação de experiência de trabalho contém, ainda:

  • 2 Design de Aprendizagem, para você fazer download nos links a seguir, e entender como funcionou o processo que viu aqui: o primeiro link trata da experiência com adesivos de avaliação qualitativa; o segundo link, da experiência da modelagem do sistema linfático e a metacognição;
  • Uma experiência em Realidade Aumentada (que será apresentada nessa estação de trabalho) para você se inspirar e saber que mudar é possível, requer dedicação (mas vale muuuuito à pena), e tem ferramentas gratuitas online, para lhe ajudar nesse processo.
  • Tem uma SUPER oficina online AQUI para estudantes, professores e profissionais entrarem nesse novo mundo da tecnologia e da experiência de usuário como eixo fundante de novos processos, produtos e serviços profissionais. Faça e recomende aos seus colegas e/ou estudantes: saia da zona de conforto!

magicaGostou?! São 3 estações de trabalho, 3 oportunidades de conhecer uma nova maneira de trazer o mundo para a sala de aula, e de levar a sala de aula para esse novo mundo exponencial!

Não perca um só minuto dessa oportunidade e leve para sua IES as novas ideias e capacitações. Mudar de conceito (no MEC) é mudar os conceitos (de práticas docentes).

Vamos à próxima estação de trabalho?

 

 

11 Congresso Internacional de Fisioterapia, Workshop – Estação 1: a GESTÃO DE COMPETÊNCIAS na Trilha de Aprendizagem

Aqui você encontra 3 textos de apoio para uma dinâmica presencial em Estações Rotativas de Trabalho para conhecer o Ciclo de Aprendizagem em Ação. Uma  sistematização de inovações para a sala de aula, pautada na ANDRAGOGIA DO DIÁLOGO, que considera, que considera: [1] Trilhas de Aprendizagem com mindset de crescimento (pautado em competências) com [2] reorientação da narrativa do conteúdo, centrada na aprendizagem do estudante, [3] que se completa na expansão da sala de aula e nas [4] estratégias conectadas às competências em formação, bem como no [5] desempenho com foco na Legislação para o Ensino Superior (Inep/MEC).

 

Estação 1: GESTÃO DE COMPETÊNCIAS: uma sala de aula que forma muito além do conteúdo (Profa. Marília Santos, Facilitadora)

sherlockVamos fundo e falar sério, em termos de inovação da sala de aula?

O papel do professor do Ensino Superior, neste século 21,  requer muito mais que habilidade de reunir/reproduzir conteúdo e aplicar provas, visando a diplomação. É fundamental que ele compreenda e engaje-se ativamente no mundo do mercado de trabalho educacional.

Essa nova competência docente demanda protagonismo docente da sala de aula à gestão dos processos de aprendizagem para produzir as evidências necessárias, que transformarão desempenhos: dos estudantes, frente ao mercado de trabalho e avaliações externas (Enade); e do conceito de curso, junto ao Inep/MEC.

Se você está em dúvida sobre o porquê dessa mudança nas competências docentes, esta estação de trabalho do nosso Workshop Docente, no 11o. Congresso Internacional de Fisioterapia, vai ajudá-lo (e muito) com a experiência de sala de aula da Profa. Marília Danielle Menezes dos Santos.

 

1. O professor e a intimidade com o IACG

“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” (Artigo 205 da Constituição Federal de 1988)

É necessário que todo professor entenda 2 pontos-chaves nesses novos tempos de inovação educacional:

  1. Que, por ser uma prerrogativa de Estado, o Ensino Superior está sob tutela do Governo Federal, por meio do MEC, que monitora a qualidade da oferta de cursos de acordo com parâmetros estabelecidos por órgãos destinados a essa finalidade;
  2. Que o monitoramento inclui 3 fatores principais: [1] uma Legislação específica sobre o assunto, para cada nível educacional; [2] um plano nacional de educação, que determina as metas a serem atingidas pela oferta de educação no país, a cada decênio; e [3] a publicização de notas de desempenho das instituições de ensino, em todos os níveis, perante esses fatores.

ondeSabendo disso, fica fácil entender porque o trabalho docente transformou-se para além da sala de aula, e para (muito) além do conteúdo. É da atuação (eficaz) docente que nascem os elementos para que os cursos atinjam excelência na formação dos seus egressos e impactem positivamente na comunidade onde se inserem.

É preciso levar a sala de aula para o mundo, e o mundo para a sala de aula, planejando esse itinerário com a formação das competências previstas pelas DCN, e com recursos/estratégias que atendam a legislação com excelência.

Onde está o conceito 5, na Dimensão 1 do Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação/IACG, que seu PPC não atingiu? Ele está nas práticas que você (e o corpo docente do seu Curso) não implementaram, seguindo o que requer o MEC. Simples assim.

“O perfil profissional do egresso consta no PPC, está de acordo com as DCN (quando houver), expressa as competências a serem desenvolvidas pelo discente e as articula com necessidades locais e regionais, sendo ampliado em função de novas demandas apresentadas pelo mundo do trabalho.” (Texto do IACG para atribuição de CONCEITO 5 para o Indicador 1.3 – Perfil profissional do egresso – da Dimensão 1/Organização Didático pedagógica do Curso)

iacg capaEsse é o ponto de vista da Gestão da Aprendizagem, que todo docente deve (ou deveria) possuir, ao atuar no Ensino Superior: minha sala de aula e minhas práticas constroem conceitos melhores, na mesma proporção em que observo, e sigo, as “dicas” sobre como inovar tendo foco no processo de independência e de aprendizagem ativa do estudante. Essas “dicas” estão na Dimensão 1 do IACG.

Embora todos estejam sujeitos aos procedimentos integrantes das avaliações externas dos Cursos Superiores, poucos docentes perceberam que inovar é mais simples do que parece, porém mais complexo que levar “diversão e tecnologias” para a sala de aula.

1.1. Muito além do conteúdo: conceitos de curso nascem das suas práticas docentes em sala de aula

bim Marilia-2É aqui que a Profa. Marília mostra como a sua criatividade e experiência docente desenvolveram estratégias de simples execução, porém com alto poder de formação de competências, para além do conteúdo.

Ela é ninja quando o assunto é ir além do conteúdo e (como todos nós) está desenvolvendo as próprias competências para que suas práticas docentes desenvolvam competências nos estudantes, muito além do conteúdo.

Monitora dos cursos de Ciclo de Aprendizagem, ela aplicou um planejamento de Gestão de Competências para uma antiga necessidade da formação acadêmica de seus estudantes: a Prática Baseada em Evidências. Vamos explicar passo a passo…

1.1.a. Como planejar competências, em sua melhor performance (para os estudantes e para o curso)?

Simples: siga as dicas do IACG!

Quer oferecer o melhor conteúdo para sua unidade curricular? Observe o que reza o conceito 5 do INDICADOR 1.5, sobre CONTEÚDOS CURRICULARES:

Os conteúdos curriculares, constantes no PPC, promovem o efetivo desenvolvimento do perfil profissional do egresso, considerando a atualização da área, a adequação das cargas horárias (em horas-relógio), a adequação da bibliografia, a acessibilidade metodológica, a abordagem de conteúdos pertinentes às políticas de educação ambiental, de educação em direitos humanos e de educação das relações étnico-raciais e o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, diferenciam o curso dentro da área profissional e induzem o contato com conhecimento recente e inovador.

Vejamos como uma estratégia de JÚRI SIMULADO, usado pela Profa. Marília, na unidade curricular de Fisioterapia Dermatofuncional/Estética, salta de um conceito 3 para um conceito 4, muito facilmente (e pode chegar ao 5 se a estratégia contemplar inovações na área).

1.2. As regras do JÚRI SIMULADO: o PORQUÊ em evidência

Marilia-juri simuladoTodo professor de unidades curriculares profissionalizantes passam pelo mesmo dilema, todo início de semestre: a tal “revisão” dos conceitos subsunçores essenciais para dar a largada na nova aprendizagem.

Problemas nesse clássico dilema docente: revisar é chato (não é sua temática), é repetitivo (falar tudo de novo, revisa mesmo?), toma um tempo precioso (ai, ai, o conteúdo…) e ninguém em sala leva muito a sério.

Como reverter esse cenário e tornar uma aplicação de conhecimentos dinâmica, ativa, com gatilhos emocionais que têm o potencial de ancorar a nova aprendizagem na rede de conceitos subsunçores existente e, ainda, desenvolver competências técnicas e socioemocionais?

A solução, para a turma da Profa. Marília, foi a realização de um júri simulado, contemplando argumentações para os prós e contras das modalidades de TERMOTERAPIA, em procedimentos na área de Fisioterapia Dermatofuncional/Estética.

Regras simples, desempenho máximo:

  1. Somente Práticas Baseadas em Evidências/PBE, podem ser trazidas como argumentação de defesa;
  2. Para cada PBE é necessário argumentar o PORQUÊ: seja da indicação, seja da contra-indicação;
  3. Há os “advogados” para CALOR e FRIO e há o júri: temos aqui defesas, manifestações e contestações sobre prós e contras, indicações e contra-indicações, pesquisas mais atuais, mitos, etc…
  4. Argumentos escolhidos por cada equipe: só as melhores evidências serão levadas ao “júri”;
  5. Postura, vocabulário, formas de citação, tom de voz, respeito e liderança são pontos chaves para cada equipe.

2. Resultados do Júri Simulado: a chave está no PORQUÊ

Vamos analisar como essa estratégia, sob 2 ópticas:

2.1. Em busca do conceito 5 no Indicador 1.5, sobre CONTEÚDOS CURRICULARES, Dimensão 1 do IACG:

  • conteúdos curriculares, constantes no PPC, promovem o efetivo desenvolvimento do perfil profissional do egresso: por desenvolvimento entenda independência, e para independência é necessário abrir espaço para a expressão individual. Ou seja: é preciso (e é possível) personalizar, mesmo no coletivo, de forma a assegurar o desenvolvimento da aplicação do conteúdo (nesse caso, a ciência envolvida no conteúdo)
  • considerando a atualização da área/carga-horária: usando as PBE como fio condutor do desenvolvimento da estratégia, assegura-se a relação carga-horária/atualização na área, o que torna a aprendizagem densa e consistente, do ponto de vista científico, e de perfil profissional (vide DCN);
  • adequação da bibliografia: excelente momento para que cada estudante busque, em tempo real, mais referências (ou argumentos) para contestar e/ou sustentar sua tese, na dinâmica do Júri Simulado;
  • acessibilidade metodológica: pouco considerada pela maior parte dos docentes (que preferem a verborragia da inacessibilidade), um Júri Simulado é uma excelente escolha, em termos de estratégias, para desinibir e permitir aflorar a atitude profissional que está em construção interna, em cada estudante, dentro dos Cursos Superiores;
  • induzem o contato com conhecimento recente e inovador: precisa explicar isso, nessa estratégia? Se sim, pergunte à Profa. Marília!

2.2. Em busca das competências em desenvolvimento:

Golden Circle PORTUsar uma estratégia assim é ousado, e requer domínio pleno do assunto, por parte do docente. Esse tipo de estratégia traz à tona muito mais do que o conteúdo, pautado em evidências: ele conduz toda a discussão para a aprendizagem baseada no PORQUÊ.

Inspirada no Golden Circle, de Simon Sinek (2009), incentivar o debate e argumentação dos PORQUÊS faz muito mais que estimular a aprendizagem: os melhores desempenhos no Júri Simulado podem, também, inspirar lideranças.

“A ideia mais simples do mundo. É assim que Simon Sinek, autor do best seller “Por que? Como Grandes Líderes Inspiram Ação”, resume o círculo dourado, ou Golden Circle – seu conceito de liderança que explica como grandes líderes e organizações obtêm influência. Sinek afirma que o padrão seguido por grandes líderes da história (sejam eles indivíduos icônicos ou mesmo a companhia mais valiosa do mundo) é inspirar as pessoas a tomarem uma ação. Para ele, no entanto, isso só acontece quando as pessoas não compram o que você faz, mas sim sua motivação para fazê-lo.” (Texto na íntegra aqui)

Para entender essa tendência (inovadora, sem ser nova) que é a chave da Aprendizagem Significativa, vamos mostrar o Design da Trilha de Aprendizagem dessa aula, contemplando 3 elementos da Andragogia do Diálogo:

hexa-ENGAJUm Júri Simulado é, de per se, uma estratégia engajadora: exige que se vá além do conteúdo. Nela, o importante não é o que foi ensinado, mas como os estudantes lidam e o que fazem, com o que foi ensinado.

Ela demanda performance de ativação, em tempo real, de todas as competências, mas em especial da HABILIDADE DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO, e da CAPACIDADE DE TOMAR DECISÕES (hard skills) em espaços de tempo curtos, correndo riscos e considerando valores profissionais (a PBE, em si).

Quando se entendeu o PORQUÊ de uma modalidade (frio ou calor) em uma determinada condição clínica de indicação, isso é o Golden Circle em atividade!

hexa-ORG

É imprescindível organizar a nova aprendizagem, agregar  referências fortes, estimular a autonomia e o desenvolvimento vocabulário técnico para buscas bibliográficas, melhores e com maior potencial de trazer publicações mais “fortes”.

O PORQUÊ demanda saber os COMOs e os O QUÊs, e isso é um processo de decorrência natural.

É possível que os estudantes tragam um pouco do material que utilizarão na simulação, mas muito do que emerge durante a dinâmica, e no calor (ou frio) das defesas, vem em tempo real, das buscas online para contrapor um argumento inesperado da parte oposta.

Nesse tipo de dinâmica não há espaço para “jogral” ensaiado, e nem “chutes”: tudo acontece a cliques de duração.

hexa-COMPET

Trabalha-se a SOLUÇÃO DE PROBLEMAS, a partir do conhecimento adquirido, com aplicação desse conhecimento acrescida da argumentação dessa aplicação, na forma de evidência coletada em publicações científicas.

Nessa dinâmica, o conteúdo é um fio invisível que costura algo ainda com maior densidade: a aprendizagem por competências, no sentido lato da expressão.

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Essa é a base de um trabalho docente pautado na sistematização em Ciclos de Aprendizageme que possui 3 princípios:

  1. A aprendizagem começou antes do tempo/espaço de uma unidade curricular, e se prorrogará para o resto da Vida. Portanto, ensine para a Vida, não para a prova;
  2. Ao formar por competências, você forma o estudante em (pelo menos) 5 dimensões: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes (competências de Aprendizagem), Soft-Skills (competências socioemocionais) e Hard-Skills (competências técnicas).
  3. As 5 dimensões acima devem estar intimamente tecidas naquelas competências previstas pelas DCN dos Cursos Superiores (Teoria da Complexidade de Morin). Portanto, planeje trilhas de aprendizagem a partir da contribuição que elas trazem à formação de uma, ou mais, competências profissionais previstas pelas DCN.

 

3. Conclusão

O porquê é um propósito, uma causa, algo que a organização acredita de verdade. Faz com que exista uma resposta clara para ‘Por que você sai da cama todas as manhãs?’, “Por que a sua organização existe?” e ‘O que o mundo ganha com a existência dela?’. significado precisa ser maior que a simples soma dos componentes, como diz Guy Kawasaki.” (Texto na íntegra aqui)

bim Marilia-1Aproveite o material dessa estação de trabalho e converse com a Profa. Marília, que está presente para trocar ideias e mostrar que mudanças de mindset geram mais resultados que recursos randomicamente aplicados, como estratégias isoladas para “adornar” velhas aulas teórico-expositivas.

Essa estação de experiência de trabalho contém, ainda:

  • 1 Design de Aprendizagem, para você fazer download nesse link, e entender como funcionou o processo que viu aqui;
  • Uma experiência em Realidade Aumentada (que será apresentada nessa estação de trabalho) para você se inspirar e saber que mudar é possível, requer dedicação (mas vale muuuuito à pena), e tem ferramentas gratuitas online, para lhe ajudar nesse processo;
  • Tem uma SUPER oficina online AQUI para estudantes, professores e profissionais entrarem nesse novo mundo da tecnologia e da experiência de usuário como eixo fundante de novos processos, produtos e serviços profissionais. Faça e recomende aos seus colegas e/ou estudantes: saia da zona de conforto!

magicaGostou?! São 3 estações de trabalho, 3 oportunidades de conhecer uma nova maneira de trazer o mundo para a sala de aula, e de levar a sala de aula para esse novo mundo exponencial!

Não perca um só minuto dessa oportunidade e leve para sua IES as novas ideias e capacitações. Mudar de conceito (no MEC) é mudar os conceitos (de práticas docentes).

Vamos à próxima estação de trabalho?

 

 

Ciclo de Aprendizagem Sênior: uma abordagem especializada para Gestores do Ensino Superior

Entenda a perspectiva de trabalho de gestão de cursos superiores sob a óptica de Ciclos de Aprendizagem, e como ela é uma ferramenta poderosa para a personalização do trabalho, otimização dos recursos (físicos, financeiros e humanos), e reconfiguração dos processos de aprendizagem e de avaliação da aprendizagem, impulsionando a IES e os cursos para conceitos mais robustos, junto ao MEC.

Que tal conversar um pouco sobre as vantagens e os valores que serão agregados ao seu desempenho de Gestão do Conhecimento, a partir dos conhecimentos e ferramentas que vamos lhe proporcionar?

1. Onde tudo começou?

perguntaNão precisa ser um gênio para perceber que a tão falada mudança nos paradigmas educacionais, alardeada desde o novo marco regulatório do EAD, em 2016, chegou para ficar e para demolir completamente o surrado modelo conteudista no Ensino Superior, que nas áreas de saúde se consagrou pelo modelo biomédico de Flexner, para a construção curricular.

Em 2017, quando comecei a escrever para o portal O Futuro das Coisas, um dos meus primeiros textos foi esse, sobre o futuro da Educação ser híbrido e começar em 2019.

Vamos abrir os olhos e dar uma boa analisada na praia da Educação, que é onde eu surfo melhor? O que tem marcado influência nas transformações que acompanhamos pelo mundo, basicamente, é o fato de as gerações estarem se sucedendo nos espaços sociais e profissionais, e exercendo sua influência sobre eles.

Aos poucos, jovens que cresceram digitalmente vão chegando às salas de aula, ao mercado de trabalho, às universidades. Eles trazem para esses espaços comportamentos diferentes em relação às gerações que chegaram aos mesmos espaços, antes deles. E, em breve, a eles se somarão também os que nasceram digitalmente. (trecho destacado do texto “O futuro da Educação é híbrido e começa em 2019“, O Futuro das Coisas, 24/09/2017)

Pronto! Estamos em 2019 e – realmente – o futuro híbrido está entre nós: na legislação que permite que os cursos superiores sejam semipresenciais (coisa inexistente na época), onde a busca por formações de qualidade e na modalidade digital (plena ou semi) cresce vertiginosamente, e momento em que uma nova geração de estudantes ascende às salas de aulas do Ensino Superior.

A questão aqui não é o fato de eu ser cigana, adivinha, leitora de cartas, mas de estar atenta aos sinais e praticar o Futurismo: uma ciência pautada em mapear o passado, registrar o presente e prospectar o futuro, baseado na evolução de fatos e comportamentos envolvidos em um cenário ou contexto real.

2. Ciclo de Aprendizagem: uma nova concepção para as práticas docentes

Foi esse comportamento de cientista futurista que me guiou nos últimos anos, e foi me despertando para entender as mudanças por vir, a partir dos sinais, que iam aparecendo.

No Ensino Superior, isso é fático: analise a legislação e as diretrizes de avaliação do Ministério da Educação e você terá uma bússola infalível para “prever o futuro”, mas (e principalmente) antecipar-se a ele, saindo na frente e mantendo-se tão ou mais competitivo do que era antes.

livros.jpegÉ assim, igualmente, que procedo ao mapeamento, rastreamento e prospecção de todos os aspectos de design envolvidos nas capacitações docentes, que denominei Ciclo de Aprendizagem:

  • no Ciclo 1, o professor entra em contato com o novo universo educacional superior, pautado pela formação de competências, aprendendo que é preciso mudar a narrativa da aula;
  • no Ciclo 2, esse professor, mais maduro e praticando o que aprendeu, nas suas aulas, entende as neurociências envolvidas na inovação e ganha um novo mapa para usar as neurociências da aprendizagem e foco em favor de melhores desempenhos de aprendizagem, para seus estudantes.

Essas formações docentes são roteiros sistematizados das ciências e práticas que contribuíram para a inovação da forma como se ensina e como se aprende, no mundo da Revolução Industrial 4.0. Docentes que assumem esse novo mindset formam a base para que os Gestores institucionais (Diretores, coordenadores, NDE, colegiados de curso) coloquem em ação aquilo que é a verdadeira finalidade das inovações: a mudança do ecossistema educacional de uma Instituição de Ensino Superior/IES, rumo à sustentabilidade didática e financeira.

Sim! É possível (e viável) colocar as palavras sustentabilidade financeira, inovação da aprendizagem, e sustentabilidade na mesma frase e funcionando em harmonia. Mas há que se saber como orientar esse processo, e quem faz isso é o Gestor (esse, com G maiúsculo).

3. Quais as grandes perguntas a serem esclarecidas?

CONQUISTAR (maiúsculo e com mérito!) um conceito 5 na Dimensão 1, e em boa parte da Dimensão 2, só não é exatamente fácil porque requer mudança de comportamentos e de mindset. É aqui que o bicho pega, porque o ser humano apresenta 2 características básicas, quando o assunto é trabalho: zona de conforto e perpetuação dos hábitos.

Nada muda, em nenhuma área do mundo do trablaho, a menos que uma – ou ambas – dessas situações, ameace àquilo que ele mais teme: mexer no seu bolso. Aí a amígdala cerebral é ativada e, basicamente, sai todo mundo “correndo atrás do prejuízo”. Correto?

Aliás já escrevi também sobre essa péssima atitude do “correr atrás”…

“Como dizia, sou dessas: gosto ainda mais de compreender, de fato, quais são os elementos envolvidos em trajetórias de sucesso. Na grande maioria das histórias, esses elementos são científicos, temperados com muita energia e corajosas doses de futurismo reverso.

São pessoas que compreenderam a natureza dos seus próprios universos pessoais sem se desconectarem da visão ampliada dos muitos universos que podem, e devem, coexistir e colaborar entre si, para romper paradigmas.  Na educação, essas pessoas costumavam ser os professores e quem se interessava por ensinar.

Mas de uma década para cá percebe-se uma mudança importante: há mais gente interessada em aprender, em como aprender mais e melhor, aprender para a vida e não (apenas) para o diploma. Curiosamente (e surpreendentemente) essa gente não era, exatamente, professores.” (trecho do texto Quem ‘corre atrás’ está atrasado, perdeu a hora, ou nem sabia o que estava acontecendo”, O Futuro das coisas, 14/04/2018)

Se você leu tudo até aqui, já percebeu que gosto de fazer as perguntas que ninguém quer fazer. Mas percebeu também que gosto ainda mais de responder a essas perguntas com dados, fatos, tendências e ciências. Ser cientista está no meu DNA e é isso que me torna apta a propor levar você, que é Gestor em uma IES, para um mundo onde vamos fazer as perguntas que ninguém faz, para chegar às respostas que ninguém (ou quase ninguém) tem.

Talvez a mais importante delas, para um Gestor engajado nas mudanças da sua IES em um mercado implacável, como o da educação superior particular brasileira, seja:

3.1. “ONDE ESTÁ O CONCEITO 5 QUE EU NÃO ATINGI?”

ondeSim! Essa é a resposta que vale ouro: no marketing, no desempenho ENADE, na empregabilidade do seu egresso, no valor agregado dos cursos que sua IES oferece, e no valor incalculável de um time de docentes capaz de conduzir a esse resultado.

Para responder a essa pergunta, é necessário fazer (e responder) algumas outras:

3.2. O que é um Ecossistema Educacional/EES e como o conceito de Ciclo de Aprendizagem contribui para a “germinação” dessa visão ecossistêmica?

3.3. Como orquestrar a implementação de um EES por meio de ações ordinárias de gestão?

3.4. Como orquestrar a implementação de um EES por meio de ações extraordinárias de gestão?

3.5. Quais são as práticas de gestão da aprendizagem que geram fertilidade para o crescimento sustentável desse ecossistema, e me levam ao 4 e 5 (do MEC) sem traumas e de forma longeva e sustentável?

Conquistar um conceito 5 é um construto coletivo, que começa com a transformação ativa e protagonista dos atores da sala de aula, se expande em repertórios, estratégias e espaços transversais, se fortalece transversalmente entre cursos, e se consolida entre a IES e a comunidade.

Em cada uma dessas perguntas acima, as respostas levam a um impacto sobre os conceitos alcançados nos itens da Dimensão 1 e 2 do IACG. E esse é o melhor resultado para qualquer Gestor.

Com essa visão, a formação “Ciclo de Aprendizagem Sênior: um Ecossistema Educacional Sustentável(apresentação completa da formação nesse linkvem para trabalhar lado a lado, com gestores em atividade nas suas IES, práticas que alinhavem as mudanças da sala de aula às conquistas em performance e resultados dos estudantes, quer em avaliações de larga escala, que na empregabilidade junto ao mercado de trabalho, pela sólida e dinâmica formação que receberam.

No link acima, você acessa toda a apresentação da formação, incluindo a dor a ser curada e os valores agregados, ao comprometer-se nesse salto qualitativo do pensar a Gestão do Conhecimento, em sua IES.

4. Sua melhor versão na Gestão, a um clique de distância!

Agora você já conheceu a ideia e percebeu que está a um passo (ou clique) de agregar mais valores e ideias ao arsenal de Gestão do Conhecimento que já possui. Você agora vai entender como a Gestão macro dos processos de Aprendizagem confluem, junto com os processos macro de Gestão administrativa, rumo à conquista de melhores e maiores conceitos, para seu curso e sua IES.

magicaAqui a grande questão não tem mágica: tem gestão inteligente, empática, dinâmica, focada em resultados. As práticas que vivenciei estão condensadas em exercícios, simulações, soluções, ações e resultados simples, que serão trabalhados no encontro presencial, para apontarem as possibilidades de melhorias nos conceitos do MEC.

Não tem como não querer um planejamento que conduz uma IES inteira a um novo destino: conceitos maiores, melhores e mais robustos, nas avaliações externas do MEC. São APENAS 10 VAGAS/TURMA! Entre em contato para formar sua turma de Gestores “in company”.

 

 Licença Creative Commons
O trabalho CICLO DE APRENDIZAGEM SÊNIOR: Ecossistemas Educacionais Sustentáveis de Profa. Dra. Denise da Vinha Ricieri está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional. Baseado no trabalho disponível em https://denisedavinha.wordpress.com/2019/08/14/ciclo-de-aprendizagem-senior. Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://www.instagram.com/insightsdocentes/.

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Ecossistema Educacional Sustentável: a nova visão do Ensino Superior

sherlockHá quase 3 anos, em Novembro/2016, eu já percebia que era impossível seguir o caminho de práticas docentes que se sustentaram em sala de aula desde os anos 70, quando da grande reforma do ensino brasileiro. Nessa época, o sucesso das empresas de garagem do Vale do Silício era a grande discussão de um modelo de negócios que chegava para ficar, a exemplo de grandes empresas.

Escrevi um texto refletindo sobre o assunto das mudanças de paradigmas e apontando para o que eu (então) entendia como os 3 pilares para assegurar os caminhos institucionais de AUTOSSUSTENTABILIDADE DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM. Desse texto, retirei o trecho abaixo:

“Nesses anos da década de 2010-2020 os sujeitos vivem um momento de importantes redescobertas de seus próprios papéis e responsabilidades perante o que deveria ser APRENDIZAGEM, mas que se convencionou tratar como ENSINO. A diferença entre essas duas designações do processo educacional é o ponto de inflexão, que separa os comuns dos extraordinários, e que está no objeto e na ação.”

[ “DO ECOSSISTEMA EDUCACIONAL AO ECOSSISTEMA DE APRENDIZAGEM“, publicado em 

1. PORQUE FAZER ESSA OFICINA ONLINE?

O curso foi desenhado para docentes que desejam sair do pensamento linear e passar a uma visão exponencial, orgânica, funcional, interativa e multifacetada da Educação Superior e do mercado de trabalho educacional do século XXI.

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Trabalhar a visão da Educação Superior como um ecossistema que demanda ações sustentáveis, para a manutenção de sua força vital, não é bem uma novidade. Para modelos educacionais engajadores e ativos é preciso que o sistema onde o Curso Superior está inserido tenha um funcionamento diferente do padrão atual, elaborado há mais de 50 anos atrás, para as necessidades da época.

Os sistemas de acreditação e gestão universitária mudaram muito, desde então, assim como as ferramentas para formar os profissionais do mercado de trabalho do futuro. É necessário a mentalidade de crescimento aplicada ao desenho educacional de projetos de cursos superiores, para que a formação não seja resumida à diplomação.

Essa Oficina Online foi resultado da necessidade de trabalhar um novo mindset para acompanhar a inovação das “tais” metodologias ativas, que muitos falam que fazem, mas pouquíssimos realmente entendem como devem ser implementadas, e quais os processos de avaliação dos resultados que precisam acompanhar essa inovação.

2. O QUE VOCÊ VAI APRENDER?

Sob o tema ECOSSISTEMA EDUCACIONAL SUSTENTÁVEL (EES), você é meu convidado para desenvolver uma visão diferenciada de ferramentas, condutas, ações e planejamentos voltados para a Gestão do Conhecimento em Cursos Superiores.

Todas as ferramentas mencionadas nessa Oficina já foram testadas no contexto em que são apresentadas e se mostraram eficientes na sustentabilidade da gestão do conhecimento como produto final, e maior proposta de valor da entrega, de uma IES e sua comunidade (professores, técnicos, gestores) para seus clientes: os estudantes.

Essa oficina de EES prepara seu mindset para discutir uma nova dinâmica de mercado e de negócio: a GESTÃO DO CONHECIMENTO. Ela oferece cenários e contextos para a proposição de projetos de atuação inovadores, mais ágeis, com maior abrangência de captação e retenção de estudantes. Esse novo conhecimento vai despertar em você um interesse maior sobre a sua instituição e, juntos, vamos abrir caminhos para criar a sua nova marca, nesse mercado exponencial e tecnológico!

3. COMO VOCÊ VAI APRENDER?

Essa oficina possui 6 videoaulas + 2 vídeos bônus que conduzem você por um mapa mental dinâmico e comentado do que seja um EES em pleno funcionamento, apontando as ações que devem ser planejadas e executadas, em cada um dos “nichos” desse Ecossistema.

Por Ecossistema, entenda-se a IES onde um Curso encontra-se em oferta, a interação dessa IES com seus cursos, com a comunidade. Para o equilíbrio do sistema, cada Curso possui ações de interação com o macro-sistema da IES, o micro-sistema do seu PPC, e o universo da comunidade – da qual e para a qual – recebe estudantes e forma seus egressos.

Nesse universo, e somente com todas essas interações em atividade, é que as metodologias ativas conseguem desempenhar seu papel em toda a plenitude de resultados: aprendizagem estudantil eficaz e aplicada ao mundo real, capaz de propor soluções em tempo real, adaptar-se às mudanças de mercado de trabalho e de perfil de consumo, determinadas pela evolução exponencial das tecnologias.

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Se você não está inscrito nos meus cursos, não possui senha de acesso para prosseguir, mas não fique triste! Essa Oficina Online está à sua disposição, também, na Plataforma Udemy e você pode cursá-la lá, CLICANDO AQUI.

Se você é meu passageiro nessa grande viagem de transformação das práticas docentes, já possui a senha (fornecida na sala virtual) para prosseguir e acessar sua próxima parada: clique aqui para a SESSÃO 1 DE VIDEOAULAS.

Aperte os cintos e boa viagem!

Licença Creative Commons
O trabalho ECOSSISTEMA EDUCACIONAL SUSTENTÁVEL de Profa. Dra. Denise da Vinha está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://youtu.be/OA0lK_pkPhc.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://www.instagram.com/insightsdocentes/.

Ciclo de Aprendizagem 2: curadoria, expansão e fixação da aprendizagem

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”

Albert Einstein professor genius scientist mathematician cartoon

Isso era o que dizia Einstein, e é a exata percepção de quem participou da formação Ciclo de Aprendizagem 1, oferecida em formato blended, ou híbrido, e que transformou a forma de pensar do docente do Ensino Superior. Não dá mais para fazer do “velho jeito” porque ele não tem mais sentido, em si próprio.

Chega agora o aprofundamento nas Trilhas de Aprendizagem para os fortes, mas as próximas turmas só em 2020! Enquanto isso, entenda como essa capacitação eleva e reorienta suas práticas para um novo nível de maturidade didática e profissional.

Na Oficina anterior, migramos do “ensino” para a “aprendizagem”; da “aula” para a “trilha de aprendizagem e suas ações”; do conceito de “aproveitamento” para “indicadores de desempenho de aprendizagem”. Foram conquistas importantes para o professor que deseja uma nova perspectiva de carreira, já que aprender é a ferramenta essencial para um mundo tecnológico, e que evolui em ritmo exponencial.

Com o novo conhecimento de organização de ações, elementos e fluxos, vem a necessidade de aprofundar o conhecimento e a prática nos elementos que formam o fluxo de entrada da Trilha de Aprendizagem (veja aqui a facilitação gráfica desse conceito).

viagem 2Foi assim que nasceu o Nível 2 do Ciclo de Aprendizagem: uma abordagem voltada para praticar novos conceitos e novas habilidades docentes, capazes de serem adaptadas a todo o tipo de organização de conhecimento (PPC e PDI), bem como aos mais diversos níveis de recursos (com pouca ou muita tecnologia disponível).

Venha conhecer essa nova viagem de crescimento pessoal e profissional!

1- O que você vai aprender no Ciclo 2?

Todas as ações de uma trilha de aprendizagem inovadora partem do princípio de que é necessário trabalhar sobre propósitos claros. E por clareza de propósitos entenda-se metas a serem atingidas pelos estudantes, em seu processo de aprendizagem.TRILHA acoes do INPUT

É assim que a CURADORIA da experiência de aprendizagem torna-se a ação central para definição de PROPÓSITOS CLAROS DE APRENDIZAGEM, e nunca, de aula. E como no Ensino Superior os propósitos estão sempre ligados às competências profissionais, estabelecidas pelas DCN do Curso, então nosso plano de curadoria precisa de uma ferramenta de precisão para guiá-lo nessa jornada. E a ferramenta nova que será apresentada será o Golden Circle, aplicado aos Planos de Aulas e ao Plano de Ensino da Unidade Curricular.

Você vai aprender como estabelecer o PROPÓSITO central da trilha com o Golden Circle, inspirando os estudantes no protagonismo da jornada de aprendizagem, tornando cada aula um espaço aberto para o “PORQUE?” (competência), muito mais do que o “O QUÊ?” (conteúdo) e o “COMO?” (método). É assim que atendemos ao elemento COMPREENSÃO do processo de aprendizagem.

Desenvolver o planejamento de curadoria, no dia a dia, estabelece o DESENVOLVIMENTO da aprendizagem e, com ela, a RETENÇÃO do novo conhecimento. É aqui que vamos trabalhar as neurociências do foco e atenção, trazendo detalhes do trabalho de Daniel Goleman com o Foco Triplo e como usar esses conceitos na inovação da aprendizagem por competências.

“O foco interno trata de prestar atenção a si mesmo, em seu mundo interior para nos conectarmos com nossas aspirações e propositivos. O segundo tipo de foco trata-se da importância de sintonizarmos com outras pessoas, de termos empatia e sermos capazes de compreender a realidade alheia e de nos relacionar com essas realidades sob a perspectiva do outro. Peter Senge fez um trabalho incrível explicando o foco externo. É ele que dará para a criança a habilidade de perceber os sistemas e como eles se relacionam entre si, seja dentro da família, da escola, de uma empresa e do mundo como um todo. É muito mais do que levá-los a perceber o modo simplista ‘A causa B’, mas levá-los gradativamente a perceber que muitas vezes não há uma resposta certa ou errada.”

2- Como você vai aprender?

2.1. A UX está de volta, em novos níveis!

Vamos seguir experimentando viver o ponto de vista do estudante, por meio da experiência de usuário (UX), mas agora em novos níveis: trabalhar com Mapas de Empatia, delimitar as PERSONAS envolvidas nas audiências, planejar para curar dores. É o Design Thinking tomando espaço no planejamento para a produção de Trilhas de Aprendizagem inspiradoras, pensadas e executadas com o Golden Circle!

Design-Thinking
Quem é seu estudante? Como entender seu mundo e suas expectativas? Como usar tudo isso em seu favor, no engajamento e na produtividade da aprendizagem?

Os resultados dessas novas práticas é que vão impulsionar os espaços de FIXAÇÃO & EXPANSÃO da aprendizagem. E com isso, será possível contabilizar resultados, medidos em desempenho e aplicação da aprendizagem no mundo real.

2.2. A sala continua invertida, mas agora tem 2 oficinas online de BÔNUS pra fazer, antes do encontro presencial.

Seguimos com a sala virtual no Google, colocando-nos em comunicação e atividade 10 dias antes do encontro presencial. Só que dessa vez teremos DUAS OFICINAS ONLINE EXTRAS, antes do início das atividades presenciais: é a UX trabalhando a todo vapor!

Você vai sentir na pele toda a responsabilidade de levar para a sala de aula uma tarefa cumprida, na forma de videoaulas, tarefas a serem cumpridas e exercícios realizados (e sem mimimi de “não tenho tempo”, combinado?!). E sabe porque isso é relevante, na sua formação?

Por duas razões principais:

1- Porque você vai aprender como hospedar gratuitamente oficinas e cursos online inteiros, usando ferramentas bem populares e empáticas. Com isso você pode agregar mais valor ao que faz, diferenciar a formação daqueles que têm sob sua tutela – dentro e fora das IES, e pode também abrir repertório para novas atividades remuneradas (porque não?) de produção de conteúdo especializado.

2- Porque sentir na pele ajuda a entender os elementos necessários para planejar tempos, atividades e eficiência, quando precisar inverter a sua sala de aula, para seus estudantes. Além disso, você poderá relatar sua experiência nessa modalidade de aprendizagem, e como superou as dificuldades para cumprir a programação, quando foi estudante também!

Ambos Storytelling acima (1 e 2) são fundamentais no desenvolvimento de empatia e conexão com suas turmas, porque eles creem que nós, os “mais velhos” nunca passamos por isso de “gerenciar tempo e aprender sob demanda”…

Hora de mostrar que a gente “quebra o coco, mas não arrebenta a sapucaia!”

2.3. Storytelling e Storydoing na prática: inserindo essas novas e poderosas ferramentas de engajamento e aprendizagem.

Storytelling e Storydoing serão as estrelas: vamos trabalhar a Jornada do Herói em diferentes níveis de complexidade, para ambientar a curadoria, o desenvolvimento e a fixação/expansão da aprendizagem.

Você vai aprender os elementos essenciais, vai usar mapas de desenvolvimento para o seu Storytelling e aprender como convertê-lo em Storydoing, dentro de uma Trilha de Aprendizagem.

3- Dois dias presenciais e quase 15 dias online, de muita “mãos na massa” para aprender a aprender…

O Ciclo 2 é para os fortes! Vem “dicumforça”trazendo o máximo de informações e requerendo o máximo produtividade para uma formação plena, de dentro para fora, e com foco no sujeito da aprendizagem (baixe aqui o PDF com a programação).

São exercícios aplicando os mapas do Ciclo 1 (que você já tem acesso no Drive do seu curso, se fez) de uma forma dinâmica, em novos contextos, dinâmicas mais ágeis, além da introdução Storytelling e Storydoing, Oficinas Online que farão o suporte pré-presencial, da dinâmica de sala de aula invertida.

Uma capacitação para quem já aprendeu que pensar diferente nos leva além dos limites, e que quem estabelece os tais limites somos nós. Derrube-os! Encontre seu melhor caminho usando as ferramentas que aprendeu, aprenda e se aprofunde em novas ferramentas, a finalize essa transformação de “dar aulas” para “desenhar trilhas de aprendizagens”.

checkedVocê está pronto para se tornar um especialista em Soluções Educacionais?

Pois então temos um encontro marcado em 2020! Aguarde a formação de novas turma, ou entre em contato para formar uma turma na sua cidade.

Um novo universo educacional chamado Ciclo de Aprendizagem – Nível 1

Você é meu convidado especial para conhecer os valores que vamos agregar ao seu desempenho profissional, após essa jornada juntos. Conheça a proposta completa para se apaixonar pela perspectiva de transformar suas práticas docentes!

Fique ligado no Instagram do Insights Docentes e acompanhe toda a programação, em tempo real. Não deixe a oportunidade de fazer seu 2020 com uma nova carreira docente!

1- Um novo universo chamado Aprendizagem

Ciclos de Aprendizagem são necessários sempre que se busca superar a velha concepção de educação baseada na Pedagogia do Monólogo e da prova. Eles são baseados no desenvolvimento biopsíquico do aprendiz, e sua organização vai além da seriação e da reprovação.

Antes de falar de repertórios e de competências docentes, é necessário ter uma visão macro do novo papel docente no Ensino Superior, porque é preciso construir novas relações mentais sobre o significado das novas expressões educacionais, que dispararam em visibilidade, mas que carecem de dimensionamento dentro da prática docente formal, nas instituições de ensino superior, as IES.

Muitos recursos e estratégias migraram de outras áreas do conhecimento, para a Educação: é o caso da economia da atenção para o engajamento; a gestão da aprendizagem para planejamentos inteligentes; e a inteligência emocional para foco e atenção ativa.

Dentro da própria educação, há conceitos e processos que estão ganhando nova roupagem, nova abordagem, e mais espaço científico e didático. Se por um lado, as metodologias ativas ganharam força, como mudança de paradigma na sala de aula, por outro lado, a grande maioria dos professores ainda carece de certezas sobre quando, como, porquê, e para quê, usar cada tipo de método e/ou de estratégia, em sua sala de aula.

Albert Einstein professor genius scientist mathematician cartoon

Tudo parece um grande emaranhado de novidades, cada uma levando a um desfecho de satisfação dos envolvidos na sala de aula, mas a dúvida de estar (mesmo) “dando conta do conteúdo” sempre paira no ar.

No final das contas, o professor inclui esses momentos de descontração, mas retorna ao velho e bom slide para tirar a tal “dúvida” da cabeça e estar em paz com os planos de ensino e as notas, no final do semestre.

Então, ele conclui que aqueles “momentos diferentes” são só isso: momentos diferentes que ele deve encontrar entre os “momentos necessários” de conteúdo e provas

Você também tem essas dúvidas?

Resumindo, a diversão da mudança ganhou mais visibilidade do que a razão pela qual essas mudanças devem ser feitas. Essa angústia permeia o discurso de todos os que tenho tido a oportunidade de trabalhar, em capacitações e interações – presenciais e online – pelo Brasil afora. Esse é o pilar sobre o qual desenhei esse novo curso.

2- O que você vai aprender?

Percebi que há um trabalho sério que não está sendo feito, tamanha é a ânsia dos professores em mostrar aquela selfie dos alunos no fim de uma aula com carteiras desalinhadas e feições sorridentes e divertidas.

É necessário desvendar a ciência por trás desse novo universo (para nós, do ensino superior) chamado CICLO DE APRENDIZAGEM, composto por 2 elementos-chaves: as TRILHAS e o PROCESSO DE APRENDIZAGEM. É sobre isso que vamos falar e trabalhar.

Acesse aqui a facilitação gráfica do conteúdo e conexões entre os elementos do curso 

Tenho um vídeo no canal que apresenta claramente esses 2 elementos. Veja:

3- O despertar para o novo paradigma é o começo de tudo

Temos que assumir 3 fatos, porque eles existem e são leis:

  • que sua disciplina integra um curso superior, cujo PPC prevê a formação de competências que definem o perfil do egresso, porque isso é o que está na lei e todo curso superior deve possuir esse documento;
  • que a aprendizagem da sua disciplina começou ANTES da seriação onde ela se encontra, e que provavelmente, se continuará em uma ou mais disciplinas APÓS a seriação onde ela se encontra;
  • que o momento da seriação onde essa disciplina se encontra corresponde a um estudante com nível de maturidade cognitiva específico e progressivo, ao longo da formação que recebe, no curso superior onde se encontra essa disciplina.

Assumir esses 3 fatos implica em ter que assumir um quarto fato: você não DEVE (e nem deveria poder) planejar as trilhas de aprendizagem da sua disciplina isoladamente. Ao compreender que a aprendizagem vem antes do seu momento de dirigir a formação, em sua disciplina, e vai além disso, você entendeu que existe um ciclo, contínuo e progressivo. Por isso você deveria trabalhar em planejamentos colegiados, associados ou com pontos de transversalização, para fazer esse ciclo acontecer com mais eficácia.

ENTENDEU O PARADIGMA? Ao aceitar que existem documentos legais que determinam a existência dos 4 fatos acima, e que você deve cumpri-los, porque o processo regulatório do MEC sobre os cursos superiores no Brasil assim o determina, AUTOMATICAMENTE você entende que planejamento colaborativo é fundamental, e você muda de paradigma!

É isso: simples assim. O Ciclo de Aprendizagem existe e flui naturalmente no seu raciocínio, se você despertar para ele. A diferença é que no velho modelo ele não existia como aprendizagem, mas sim, como ensino.

4- O curso conduz você à visão macro dos componentes desse Ciclo

conexoes cerebraisQuando você trabalha com o conceito de CICLO DE APRENDIZAGEM, você muda de paradigma: a disciplina não é mais um fim, em si mesma. Ela passa a integrar uma grande espiral cíclica, que vai além do tempo e espaço da sua sala de aula.

O novo modelo educacional não é feito de momentos de expansão de diversão, mas da continuidade dessa expansão (e diversão, porque não?!) dentro de uma agenda planejada de competências, com foco claro para o desempenho de resultados. Isso, sim, importa para quem contrata um professor e, convenhamos, o mercado de trabalho educacional é um mar que não está para peixes desavisados e perdidos.

Por isso, uma experiência de formação assim, híbrida e densa em ciência, conteúdo e vivências, é um investimento essencial se você já decidiu que “como está não dá para continuar”, mas tem claro que “meu engajamento é determinante no aproveitamento de qualquer formação”.

perguntaViu como tudo começa com a mudança na forma de PENSAR, e não, na forma AGIR?

Se você suspirou nesse momento, é porque seu cérebro entendeu que vai ser necessária uma enoooorme mudança, mas que essa mudança é necessária e que vai lhe abrir muitas novas perspectivas e oportunidades!

5- Como você vai aprender?

5.1. Viva a UX e aprenda mais sobre como dominá-la!

TXT-1aVocê vai viver a experiência de aprender como a nova geração gosta de aprender: de forma híbrida, manuseando tecnologias, buscando informações, construindo suas versões personalizadas de significados.

Para isso o curso começa 10 dias antes do encontro presencial, em uma sala de aula online, onde todo o material prévio, leitura e multimídia, já estará esperando por você!

Há atividades que serão propostas nessa sala virtual e sua execução e entrega ajuda a contar horas de atividades dedicadas ao curso, o que amplia a carga horária cumprida, nessa formação. Essa é a famooooosa sala de aula invertida, ou flipped classroom, que você vai aprender fazendo, e não, no discurso.

Na imersão de 2 dias presenciais (baixe aqui o cronograma geral de atividades) vamos trabalhar produzindo em estações de trabalho alternadas, num outro modelo de método de engajamento e ativação de aprendizagem bem famoso. No presencial não vai haver looongas exposições, mas roteiros de aplicação do material e conhecimento compartilhado virtualmente à prática docentes.

Vamos colocar as mãos na massa, analisar dados, simular cada um dos elementos do ciclo de aprendizagem, e encontrar onde estão nossas dificuldades para compartilhá-las. Ao compartilhar, o grupo buscará por soluções, dentro do que foi apresentado, e meu papel é ajustar – didática e legalmente, frente ao processo regulatório do MEC – as soluções em trajetos factíveis para seu espaço local de atuação profissional.

Aí será você a se divertir percebendo que há um mundo de possibilidades, para uma mesma meta de formação de competências! Aprender a mexer com ferramentas Google for Education, e outras, é a iniciação que você precisa para atingir um outro nível de práticas docentes.

5.2. Aprenda produzindo, em tempo real

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Quando você abre espaço para que o estudante produza a aprendizagem, junto com você, você é obrigado a desligar aquele “cordão umbilical” da tela de projeção do velho e famoso slide, e criar laços, conexões, dúvidas e incertezas.

Esse processo é ligeiramente dolorido para os menos seguros, mas pode se tornar altamente gratificante se você souber como dominá-lo dentro das trilhas de aprendizagem.

Vamos usar um passo a passo que conduzirá você por princípios de Design Thinking, uma das melhores metodologias de soluções empáticas para processos complexos, centrada no usuário. Mas para isso, você deve ter se preparado com o material da sala virtual e já ter encontrado ideias que se ajustem às suas necessidades, da sua disciplina, e da sua IES.

Ter alguém ensinando não significa que você esteja aprendendo: só seu engajamento tem esse poder! Por isso, entenda que esse não vai (mesmo) ser “apenas mais um curso”, e nem vai trazer “aquela velha opinião formada sobre tudo”…

5.3. Descobrir-se no processo também faz parte do curso: aproveite!

TXT-3aNenhuma aprendizagem se dá no vazio, e esse é um princípio batido das neurociências e da inteligência emocional. Portanto, um dos indicadores estabelecidos por mim, no desenho de aprendizagem é despertar para a criação personalizada.

“O que o estudante cria com o que aprendeu?” é a última pergunta a ser respondida, no fluxo de output (ou de saída) das trilhas de aprendizagem. É um dos componentes mais importantes do processo de avaliação do desempenho de aprendizagem, que vai muito além da tal da prova, e vamos trabalhar com isso também.

Como você vai viver a UX no trajeto do curso, meu planejamento de trilha prevê espaço para você se reinventar, dentro do que aprendeu.

Esse processo chama-se meta-cognição e você vai entender como ele funciona porque você vai vivê-lo, em vez de me ouvir falar sobre ele (já tem muito estudo e artigos falando disso).

6- O que você precisa fazer?

legalSem dúvidas, fazer esse curso é uma experiência única, mas que só pode ser VIVIDA, e não, APRESENTADA TEORICAMENTE. Por isso, se você gostou do que leu, se identificou com as atividades e quer muito essa transformação como parte de sua vida, no dia seguinte do curso, a hora é essa!

Aguarde a formação de novas turmas, ou entre em contato para formar uma turma, na sua cidade!

Há sempre uma maneira jeito de viabilizar os recursos que você precisa para agregar ainda mais valor ao seu futuro, e chegar onde deseja. Aposte nela!

Profa. Dra. Denise da VinhaSoluções em Design Educacional