Competências e Pilares Educacionais

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Já fez o Curso 1 dessa série? Ele trata das Neurociências e a Neurodidática para práticas didáticas focadas em metodologias ativas e competências e pode ser acessado diretamente na plataforma Udemy clicando aqui.

Você já entendeu como funciona a mente de quem aprende, e principalmente, como criar organizadores prévios para a nova aprendizagem significada (isso tudo no Curso 1), chegou a hora de construir as competências, junto com a aprendizagem cognitiva.

Conhecer cada tipo de competência e dominar as formas de aplicá-las, na prática da sala de aula (presencial ou virtual), e no dia a dia, é um dos maiores problemas da geração de professores que se encontra em sala de aula, atualmente. O curso 2 vem para curar essa “dor”.

Acesse inscrição para o Curso 2 aqui

Para isso, você precisa aprender a usar as 3 grandes classes de competências, no planejamento e nas aulas: a Taxonomia dos objetivos de Aprendizagem (Taxonomia de Bloom, original e revisada para incorporação de tecnologias como recurso de aprendizagem), o O.C.E.A.N. Model para as competências socioemocionais (conhecido como Big Five Soft Skills), e as competências técnicas ou treináveis (as Hard Skills), que são estabelecidas por relatórios internacionais de projeção de expectativas para as transformações, no mercado de trabalho.

É nessa PARTE 2 do curso Descomplicando as Competências, que eu trabalho os 4 pilares educacionais, do Relatório Jacques Delors da Unesco, considerado a base das inovações que se seguiram nos modelos educacionais do século 21.

Para essa nova fase híbrida de trabalho docente, no Ensino Superior, você precisará de novas competências e uma nova visão do que seja o processo de aprendizagem. É para lhe mostrar um novo caminho que estamos juntos, no Curso Online 4 PILARES EDUCACIONAIS & COMPETÊNCIAS, desenhado especialmente para professores do Ensino Superior.

Como esse Curso me ajudará?

O ensino remoto exige novas competências didáticas no Ensino Superior e docentes precisam se reinventar, com urgência: essa é a razão pela qual você não pode perder esse curso!

Ele lhe ajudará a compreender que existe um novo universo didático quando o assunto é aprendizagem remota e mediada por tecnologias, como é o momento de transformação que vivemos, atualmente. Essa compreensão é impulsionada por materiais de apoio, desafios e Quizz que relacionam graficamente a conexão entre ideias, modelos, teorias e pilares da educação para o século 21.

O que aprenderei no Curso?

São 5 seções de aprendizagem, com roteiros de orientação da aprendizagem, atividades, leituras, links e material para expandir a formação para além dos espaços do material do curso:

  1. Situe-se nessa Jornada: nessa primeira seção você aprende, em 3 aulas, a relevância do tema “competências” nos contextos da Educação no Brasil, em todos os níveis. Provavelmente vai se surpreender que estamos uns 20 anos atrasados nessa discussão, mas também verá que sempre é tempo de se reinventar.
  2. Os 4 Pilares Educacionais da UNESCO: aqui você vai se apropriar da grande mudança de paradigmas que envolve o novo ensino remoto, que é sair do SABER (aulas, provas, notas, conteúdo) para o APRENDER, em 4 pilares de formação (conhecer, fazer, ser, conviver). Aqui começa a grande viagem de mudanças…
  3. Competências de Aprendizagem e a Taxonomia de Bloom: a grande mudança de paradigmas, no ensino remoto, é que será necessário planejar trilhas de aprendizagem, e não, aulas. Para planejar e executar trilhas, é preciso categorizar os níveis progressivos de complexidade do processo cognitivo do estudante, e isso se faz com a Taxonomia de Bloom. Essas são as competências de aprendizagem.
  4. Hard skills – competências treináveis: conhecer quais são e como incluir as hard skills no planejamento depende daquilo que você planejou nas sua trilha de aprendizagem. Em geral, todas as competências (aprendizagem, hard skills e soft skills) devem guardar relação direta com as competências/perfis de egressos, previstos pelas DCN e pelo PPC do Curso.
  5. Soft skills – competências socioemocionais: nesta última seção você tem 4 videoaulas e muuuuito material integrando o O.C.E.A.N. Model, que é a teoria mais utilizada na educação, a situações práticas, dicas, características e cuidados que você deve ter para colocar em ação essas competências, na sala de aula.

Nas videoaulas a gente conversa sobre o significado de cada tema em tela, desdobrando essa significação para as práticas de sala de aula. Tudo conta nessa abordagem: desde as estratégias didáticas até o comportamento que você desenvolve, durante as aulas e a interação com os estudantes. Presencial ou online.

Cada seção do Curso 2 possui um Quizz de perguntas complexas, estilo ENADE, para você testar a integração entre o que aprendeu e como usar o que aprendeu. Também em complexidade também progressiva, da primeira à última seção de aprendizagem.

Reinvente-se agora!

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Desafie-se em uma formação que veio para transformar sua forma de lidar com o dia a dia da inovação educacional.

O futuro não está mais batendo à porta: ele entrou sem cerimônias na sua carreira e procura lugar para sentar… Vai mandá-lo embora?

Então não fique de fora dessa oportunidade que agrega conhecimento, ciência, qualidade e experiência prática das melhores práticas inovadoras em sala de aula!

Meeting 1 de neurodidática: sua história de sucesso

nahTudo começou com a necessidade de comunicar-se, profissionalmente, com a audiência.

E o papo seguiu: o crescimento exponencial das tecnologias e do acesso à informação desconfigurou o que tínhamos muito bem estabelecido como espaços e modelos de comunicação: sala de aula, palestras, vídeos loooooongos (dar aula pra câmera não muda o fato, só o meio…) e cansativos. Muitos sentiram-se perdidos.

De repente, isso tudo não funciona (tanto) mais como antes. A audiência não vem, é resistente ao trabalho do deslocamento, da busca, da procura. A audiência quer mais, quer o melhor, ao alcance do clique, na sua própria expectativa.

De repente, falar – e ser ouvido – não é mais (tão) simples assim. E agora?

Negócios despencam, profissionais diferenciados tornam-se esquecidos, mas há influencers (nem sempre tão bons assim) que se tornam o centro do processo de escuta ativa de massa. E não é aí que a história cessa…

como-eh.jpgHá também os cursos e formações de altíssima qualidade que acabam preteridos por invasões online de oferta de formações curtas, rápidas, relâmpago mesmo, altamente duvidosas em qualidade. E esses últimos derrubam tudo o que se tinha por balizador de qualidade e diferencial porque entregam mais palavras agradáveis ao paladar da vez: online, curto, rápido (e parcelado).

Nos últimos meses perdi as contas dos muitos colegas chegaram a mim com essas inquietações. O mundo não é (e nem será) mais o mesmo, e o que eu devo fazer para não “cair do bonde e ficar pelo meio do caminho?”, me perguntaram.

Foi assim que nasceu a ideia desse Meeting presencial (sim, é presencial, por enquanto, fazer o quê?!) para conduzir as ideias de colegas e outros profissionais pelos caminhos mentais que já percorri, há alguns anos, quando me deparei com as mesmas questões inquietantes.

Para você que (ainda) não participou, fica aqui o roteiro e a ideia: que tal fazer essa roda de conversa aí, no seu espaço geográfico também? Me chama que eu vou!

1. Tempos Exponenciais

Vivemos tempos exponenciais e a grande sacada é sair das atitudes lineares e migrar para o pensamento exponencial de tudo aquilo que se é e que se faz, quando se trata de carreira e mercado de trabalho.

Basicamente, eu trabalho esse momentum em 2 situações, quando facilito o desenvolvimento de profissionais:

  • nas capacitações híbridas de Ciclo de Aprendizagem, o nível 2 começa com essa apropriação de cenário, por meio do conceito Momento Iridium: a lição da Motorola da década de 80 pode estar acontecendo a-g-o-r-a na sua vida. Se liga!
  • nos cursos de Biofotogrametria e Design de Movimento, uma formação técnica que desenvolvi em 1999, e que volta em 2020, com formatos híbridos, foco em cinesiometria aplicada (estréia em avaliação específica para Pilates Contemporâneo), e com novas tecnologias e ciência agregadas.

A base desse princípio é que se você continua oferecendo as mesmas velhas experiências (diferente de processos, produtos ou serviços), você fatalmente está em processos lineares de atuação profissional.

O mundo já mudou e você segue dirigindo seu carro profissional olhando pelo retrovisor. Mude! É preciso olhar para frente, antecipar-se aos sinais da estrada, e ajustar a velocidade, o sentido, a ciência e a tecnologia que a sua práxis envolve.

2. A comunicação mudou

E se você ainda se comunica pelos velhos canais, é por isso que está à margem de toda a dinâmica de alcance de audiência, inovação e (o mais importante) comunicação.

ensino-aprendizagemNem sempre que você fala, alguém lhe escuta: isso não é comunicação. Mas é isso que a avassaladora maioria dos profissionais pensa e (pasme!) segue fazendo. Esse é o retrovisor que precisa ser desapegado, abandonado. Nada mais é como antes e não há parâmetros sobre como será, daqui há algum tempo.

Fazer mais do mesmo é seguir em sistemas fechados, de baixa entropia e, portanto, de baixa energia. Eles tendem à morte por esgotamento e foi isso que aconteceu com tanta coisa que você julgava imbatível há uns… digamos, 20 anos atrás: a TV aberta, meios de comunicação convencionais (rádio, jornais), diploma, serviços bancários presenciais, e o celular.

Esses foram sistemas fechados que morreram sufocados na própria falta de adaptação ao caos trazido pela tecnologia ao velho modo de pensar, agir e fazer negócio. Aliás eu trabalho esse conceito de renovação de tecnologia, usando o Storytelling da evolução das telecomunicações, em uma Oficina Online destinada a você mudar seu mindset: Novas tecnologias e o mundo do trabalho. Super recomendo que você use essa experiência para dar um upgrade no seu mindset.

3. A era das experiências

O que é necessário é acompanhar, passo a passo, cada evolução, cada nova tecnologia e seu impacto na própria área de atuação, e diante disso, traçar ajustes de estratégias, narrativas, perspectivas e experiências.

Sim: E-X-P-E-R-I-Ê-N-C-I-A-S! Vivemos a era das experiências, onde o usuário e suas necessidades são o centro de todo o processo de comunicação para negócios, de qualquer natureza. Ninguém mais oferece o preço de um produto, processo ou serviço. A era é do envolvimento no valor da experiência dos diferenciais, em cada área do conhecimento e do mercado.

magicaSentiu a diferença? Preço versus valor. Oferta versus envolvimento. Negócio versus experiência. A mágica da mudança começa aqui! A própria terminologia conduz a mente a desejar sempre a segunda opção, e isso é a aplicação das neurociências para esclarecer um ponto fundamental em todo nosso papo, nesse Meeting: o Human Centered Design veio para ficar, junto com o Growth Mindset e a Inteligência Emocional.

São pilares de mudança de forma de pensar, de encarar o mundo, de agir, reagir e interagir em tudo, nesses novos tempos de tecnologias em expansão exponencial. São os pilares da mudança de resultados.

4. As emoções determinando as histórias

Em um mundo em que tudo é novo, inovador, disruptivo, avançado e tecnológico, tem-se a sensação de que não se sabe mais nada. Parece que nada daquilo que trazemos como experiência se encaixa nas novas expressões, métodos, modelos e filosofias.

É aqui que você se engana, porque não está explorando seu maior VALOR: sua história, enquanto experiência e narrativa. Vivemos num mundo onde a narrativa é mais importante (ou quase) que o conteúdo: se conteúdo é rei, como se diz no marketing, a narrativa é a coroa.

Mudar a narrativa do que faz, para o PORQUÊ se faz, pode ser toda a diferença que você precisa dar à sua comunicação profissional. O Storytelling é uma ferramenta super-eficaz para isso, e o Meeting de Neurodidática junta tudo o que foi apresentado acima para orientar cada profissional na criação da sua própria narrativa, adequada para suas finalidades, sem copiar-colar e de forma genuína.

legalÉ isso que importa nas comunicações profissionais dos tempos atuais: como se conta o que se faz, porque se faz e qual o valor de se fazer dessa (e não de outra) maneira.

Aqui mora o segredo do sucesso da narrativa profissional e, por consequência, da comunicação com a audiência.

Venha você também participar desse encontro que abre portas! Nosso Meeting de Neurodidática tem 2 encontros, e esse foi o primeiro, com foco na captura de atenção e engajamento de audiências por meio do Storytelling.

No próximo, a gente aprofunda no propósito e nas ferramentas, combinado?!

Protegido: EES, Sessão 2: é preciso estar conectado também para o mundo!

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Protegido: EES, Sessão 1: olhando para dentro do Curso

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Ecossistema Educacional Sustentável: a nova visão do Ensino Superior

sherlockHá quase 3 anos, em Novembro/2016, eu já percebia que era impossível seguir o caminho de práticas docentes que se sustentaram em sala de aula desde os anos 70, quando da grande reforma do ensino brasileiro. Nessa época, o sucesso das empresas de garagem do Vale do Silício era a grande discussão de um modelo de negócios que chegava para ficar, a exemplo de grandes empresas.

Escrevi um texto refletindo sobre o assunto das mudanças de paradigmas e apontando para o que eu (então) entendia como os 3 pilares para assegurar os caminhos institucionais de AUTOSSUSTENTABILIDADE DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM. Desse texto, retirei o trecho abaixo:

“Nesses anos da década de 2010-2020 os sujeitos vivem um momento de importantes redescobertas de seus próprios papéis e responsabilidades perante o que deveria ser APRENDIZAGEM, mas que se convencionou tratar como ENSINO. A diferença entre essas duas designações do processo educacional é o ponto de inflexão, que separa os comuns dos extraordinários, e que está no objeto e na ação.”

[ “DO ECOSSISTEMA EDUCACIONAL AO ECOSSISTEMA DE APRENDIZAGEM“, publicado em 

1. PORQUE FAZER ESSA OFICINA ONLINE?

O curso foi desenhado para docentes que desejam sair do pensamento linear e passar a uma visão exponencial, orgânica, funcional, interativa e multifacetada da Educação Superior e do mercado de trabalho educacional do século XXI.

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Trabalhar a visão da Educação Superior como um ecossistema que demanda ações sustentáveis, para a manutenção de sua força vital, não é bem uma novidade. Para modelos educacionais engajadores e ativos é preciso que o sistema onde o Curso Superior está inserido tenha um funcionamento diferente do padrão atual, elaborado há mais de 50 anos atrás, para as necessidades da época.

Os sistemas de acreditação e gestão universitária mudaram muito, desde então, assim como as ferramentas para formar os profissionais do mercado de trabalho do futuro. É necessário a mentalidade de crescimento aplicada ao desenho educacional de projetos de cursos superiores, para que a formação não seja resumida à diplomação.

Essa Oficina Online foi resultado da necessidade de trabalhar um novo mindset para acompanhar a inovação das “tais” metodologias ativas, que muitos falam que fazem, mas pouquíssimos realmente entendem como devem ser implementadas, e quais os processos de avaliação dos resultados que precisam acompanhar essa inovação.

2. O QUE VOCÊ VAI APRENDER?

Sob o tema ECOSSISTEMA EDUCACIONAL SUSTENTÁVEL (EES), você é meu convidado para desenvolver uma visão diferenciada de ferramentas, condutas, ações e planejamentos voltados para a Gestão do Conhecimento em Cursos Superiores.

Todas as ferramentas mencionadas nessa Oficina já foram testadas no contexto em que são apresentadas e se mostraram eficientes na sustentabilidade da gestão do conhecimento como produto final, e maior proposta de valor da entrega, de uma IES e sua comunidade (professores, técnicos, gestores) para seus clientes: os estudantes.

Essa oficina de EES prepara seu mindset para discutir uma nova dinâmica de mercado e de negócio: a GESTÃO DO CONHECIMENTO. Ela oferece cenários e contextos para a proposição de projetos de atuação inovadores, mais ágeis, com maior abrangência de captação e retenção de estudantes. Esse novo conhecimento vai despertar em você um interesse maior sobre a sua instituição e, juntos, vamos abrir caminhos para criar a sua nova marca, nesse mercado exponencial e tecnológico!

3. COMO VOCÊ VAI APRENDER?

Essa oficina possui 6 videoaulas + 2 vídeos bônus que conduzem você por um mapa mental dinâmico e comentado do que seja um EES em pleno funcionamento, apontando as ações que devem ser planejadas e executadas, em cada um dos “nichos” desse Ecossistema.

Por Ecossistema, entenda-se a IES onde um Curso encontra-se em oferta, a interação dessa IES com seus cursos, com a comunidade. Para o equilíbrio do sistema, cada Curso possui ações de interação com o macro-sistema da IES, o micro-sistema do seu PPC, e o universo da comunidade – da qual e para a qual – recebe estudantes e forma seus egressos.

Nesse universo, e somente com todas essas interações em atividade, é que as metodologias ativas conseguem desempenhar seu papel em toda a plenitude de resultados: aprendizagem estudantil eficaz e aplicada ao mundo real, capaz de propor soluções em tempo real, adaptar-se às mudanças de mercado de trabalho e de perfil de consumo, determinadas pela evolução exponencial das tecnologias.

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Se você não está inscrito nos meus cursos, não possui senha de acesso para prosseguir, mas não fique triste! Essa Oficina Online está à sua disposição, também, na Plataforma Udemy e você pode cursá-la lá, CLICANDO AQUI.

Se você é meu passageiro nessa grande viagem de transformação das práticas docentes, já possui a senha (fornecida na sala virtual) para prosseguir e acessar sua próxima parada: clique aqui para a SESSÃO 1 DE VIDEOAULAS.

Aperte os cintos e boa viagem!

Licença Creative Commons
O trabalho ECOSSISTEMA EDUCACIONAL SUSTENTÁVEL de Profa. Dra. Denise da Vinha está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://youtu.be/OA0lK_pkPhc.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://www.instagram.com/insightsdocentes/.

A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: SOLUÇÃO e DESFECHO

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Os 7 passos da Jornada do Herói fazem parte dessa série de posts que inicia aqui, e compõem uma mini-oficina de capacitação online em Storytelling. Aproveite para inovar suas aulas!

Para quem está ligado nessa sequência de textos, já percebeu duas coisas:

  1. O mundo educacional que vem por aí, pelos próximos 10 anos, é de quem (re)aprendeu a ensinar, ensinando os estudantes a aprender a (re)aprender para a Vida, não para a prova. E se você ainda não é capaz disso, é melhor pensar em outra profissão.
  2. iacg capaÉ preciso muito mais do que os slides e o discurso, para os novos tempos da docência do Ensino Superior. E não sou eu que “acho” isso! Dica de colega para colega: dá uma boa estudada no Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação do Inep/MEC (o IACG de 2018), nos itens que compõem a Dimensão 1. Eles estão mais rígidos que o anterior (de 2012), quanto ao que seja um conceito 3 (conceito mínimo para um curso superior funcionar), e quanto ao papel de cada membro do corpo docente nesse cenário chamado “Objetivos do Curso” e “Perfil do Egresso”.

Em outras palavras: se você não sabe como sintonizar a sala de aula com a gestão do conhecimento, no seu curso, você não é um profissional apropriado para permanecer em um corpo docente competitivo, em tempos tão duros de avaliação. Isso sem contar o ENADE, que é outra história impactante no Curso de Graduação!

desafio-2É assim que o Storytelling vem contribuir para seu repertório de estratégias de inovação educacional, sintonizado com sua realidade, espaço, recursos e especificidade de área.

Combinado? Bora finalizar essa série da Jornada do Herói em 7 elementos fundamentais (que iniciou aqui) para que você apresente já na próxima semana, nos Encontros Pedagógicos, de início de ano/semestre!

1- Revisando o propósito dos elementos anteriores, e como se conectam agora, para os 2 últimos passos

Temos o Cenário e os Personagens, passando por um Conflito/Problema que requerem uma intervenção específica, que só um Herói possui: conhecimentos, habilidades e atitudes, combinadas em uma solução única!

super heroiMas esse Herói (que deve estar identificado com o momento no tempo-espaço de formação com seu estudante) encontra Dificuldades ou Obstáculos para uma solução direta: uma contra-indicação, um momento ruim político ou de mercado (agravantes clínicos ou farmacológicos, para os estudantes de profissões da Saúde). Além disso, a Pressão sobre a solução aumenta o risco de uma tomada de decisões: o que fazer?

Se você percebeu, tudo o que foi planejado anteriormente foi feito para inserir um elemento que, normalmente, você e seu estudante d-e-s-c-o-n-h-e-c-e-m em planejamentos de aprendizagem convencionais (os tais Planos de aula). Estamos trabalhando com o RISCO e o ERRO, como elementos da aprendizagem!

A Jornada do Herói (baixe o material PDF aqui) é uma estratégia simples e fácil, para todos os envolvidos, porque vem de um modelo conhecido desde a infância: contar histórias! Ela abre espaço, em ambiente controlado, para explorar as CONSEQUÊNCIAS DO ERRO, o peso da TOMADA DE DECISÃO, as probabilidades consideradas, quando se ASSUME RISCOS!

E note que isso tudo não vem de uma ação restritiva ou punitiva, o que é comum quando só se faz isso com uma prova. Quando a única oportunidade de tomar uma decisão acontece em um momento de avaliação (seminário, provas, ou similares valendo nota), o professor imprime ao erro um caráter punitivo.

Vamos explorar esse SIGNIFICADO da Jornada do Herói, enquanto estratégia de aprendizagem e incorporação positiva do erro como elemento das trilhas de memorização e de tomadas de decisão, em situações de RISCO?

2- Como a Jornada do Herói e as neurociências interagem em um novo modelo de ensino-aprendizagem?

conexoes cerebraisEm termos de neurociências, usar o RISCO e o ERRO apenas em momentos em que eles representem uma consequência punitiva, significa dar reforço a um circuito de sinais, comandados pelo lado lógico do cérebro, que passará a inibir o lado criativo, na busca por soluções inovadoras e de risco, porque a probabilidade de que elas venham a causar perdas impactantes (nota, reprovação) é muito alta. Mas cuidado ao assumir a relação direita-esquerda como absoluta e imutável: estude bem esse assunto para aplicar estratégias bem-sucedidas, baseadas em lógica-criativa.

Como resultado, o estudante passa a responder “o que o professor quer” e se descola do processo em si: idear, selecionar, avaliar, prototipar, testar, revisar, ajustar, aplicar, obter sucesso. E se o papel desempenhado por um professor inibe todo esse processo, a pergunta que fica aqui é: QUAL É O PAPEL DESSE PROFESSOR, AFINAL?

superA estratégia de Storytelling, permeando o Plano de Ensino, e Planos de Aulas, recupera o processo acima, em qualquer contexto de metodologia, ou perfil de Projeto de Curso (PPC). Ela personaliza a regionalização, abre espaço para discussões locais, globais, individuais ou coletivas, porque é o professor que abre espaço para isso, usando o melhor cenário e os melhores personagens e conflitos para aquilo que precisa ensinar, dentro do espaço de aprendizagem da sua disciplina.

O estudante se questiona o tempo todo: não há (ou não deve haver) caminhos únicos e seguros, porque os elementos de dificuldades e de pressão o fazem (re)pensar e (re)unir tudo aquilo que já lhe é conhecido, até esse momento, e tomar uma decisão justificada, baseada em evidências, riscos, necessidades de resultados e, principalmente, EMPATIA.

3- É hora da SOLUÇÃO DO HERÓI: momento da tomada de decisão e de assumir riscos!

É assim que o estudante chega à SOLUÇÃO DO HERÓI, respondendo à pergunta:

“Como resolver o CONFLITO, superando as DIFICULDADES e os ELEMENTOS DE PRESSÃO, aplicando uma SOLUÇÃO DE INTERVENÇÃO com inteligência, inovação e criatividade, aplicando o conhecimento recebido?”

A orientação para a solução deve ser a de uma resposta que contenha os quatro elementos-chaves acima, discriminados, ponderados em probabilidades de desfechos e condições claras de aplicação. O cenário e os personagens devem estar aptos a receber, plenamente, a SOLUÇÃO DO HERÓI.

É o momento do diferencial, da personalização, dentro do coletivo! E nesse momento, é ainda possível que o professor abra espaço para passar de um Storytelling para um Storydoing. Como? Eu explico…

3.1. Do Storytelling ao Storydoing: abrindo a SOLUÇÃO DO HERÓI para diferentes tipos de engajamento, na aprendizagem lógico-criativa

A participação cada vez mais ativa dos consumidores que produzem conteúdos, os chamados “prosumers” (anglicismo de produtor + consumidor), e a necessidade das empresas gerarem o vínculo desejado com seus públicos, fazem do storydoing uma das formas de comunicação que se impõe nos dias de hoje.

O eixo que move o storydoing é constituído por histórias reais. A experiência do consumidor é o mais importante neste contexto, tornando-se a base para se construir uma forma atrativa de atingir o  mercado. (Texto completo aqui)

Ao construir o espaço que precede a solução, você pode chegar a esse momento de duas maneiras:

  1. Oferecendo as possibilidades fechadas de escolhas (em torno de 2 a 3 opções): nesse caso, você continua na experiência Storytelling. Toda a narrativa é controlada por você, para assegurar um padrão de desfecho, que atenda a competências de aprendizagem previamente estabelecidas (geralmente eu uso Taxonomia de Bloom para esse planejamento). Essa é uma possibilidade para iniciar seus estudantes na estratégia de Jornada do Herói: é preciso treinar a habilidade de tomar decisões, em níveis menos complexos e arriscados, antes de abrir o cenário para a próxima etapa: a apresentação de soluções abertas, por parte do estudante.
  2. desafioDepois de uma ou duas experiências, no formato anterior, suas turmas estarão preparadas para o formato Storydoing, ou seja, a narrativa passa ao controle da criatividade do estudante que, diante da possibilidade de uma solução aberta, escolhe um final de acordo com suas percepções, aprendizagem, e desejo de assumir o controle do desfecho. É só no Storydoing que o porfessor consegue avaliar como a aprendizagem, oferecida pela disciplina, compôs um itinerário formativo, associado aos conceitos subsunçores (reveja sobre essa definição, nesse texto).

professor de sucesso-2Em outras palavras, ao expandir do Storytelling para o Storydoing, o estudante se torna parte efetiva da narrativa e da construção do desfecho. Ao ter liberdade para escolher a solução, assumindo risco e calculando probabilidades, o professor tem a clara ideia de como o aprendizado se deu, e tem a chance ÚNICA (que não ocorre em outros tipos de estratégias) de fazer correções nesse itinerário, ajustando-o e/ou melhorando sua precisão.

Só o erro dá espaço para ajustes de trilhas mentais, que ocorrem pelo upgrade dos conceitos subsunçores, a partir da nova aprendizagem. Quem consegue fazer isso acontecer, na sua sala de aula, consegue formar um profissional melhor, mais bem preparado para as transformações de mercado, capaz de raciocinar, calcular probabilidades e arriscar soluções mais inovadoras e criativas.

professor de sucesso-3De forma geral, esses egressos também alcançam melhores desempenhos em exames de larga escala (como ENADE) e daí vem o princípio de que é na sala de aula, e nas práticas docentes, que começa a Gestão do Conhecimento de um Curso Superior.

Ou seja, o verdadeiro gestor de um Curso é o corpo docente, e um professor de sucesso é aquele que já compreendeu essa nova competência e a desenvolve, a seu favor, tornando-se peça imprescindível para qualquer Curso, em qualquer Instituição de Ensino Superior (IES).

4- Ao final, no DESFECHO todos construíram a melhor aprendizagem, e treinaram as melhores competências

E o que dizer do desfecho, depois disso tudo? Só que ele é uma consequência natural de todo o planejamento!

Uma Jornada do Herói bem planejada chega ao desfecho com as seguintes características:

  1. Alinhavou (para o estudante) aprendizagem, significado, valores, empatia, riscos e desempenho, tornando real a discussão do processo, e não, do produto.
  2. Ofereceu (ao docente) espaço para treinar competências técnicas (específicas da profissão) e socioemocionais (trabalho com as Big Five), além de trabalhar com competências treináveis, essenciais para o profissional do futuro. O melhor: construiu tudo isso em um só amálgama, chamado trilha de aprendizagem, que renovou os conceitos subsunçores com sucesso, sucesso esse medido pelo desfecho alcançado pela solução do Herói!

O DESFECHO é puro diálogo, tipo “roda viva”: saia da frente da sala, sente em roda, deixe que eles tragam imagens, textos, vídeos para ilustrar sua solução chegando em um desfecho. Os desfechos são espaços de igualdade: rir do erro apresentado e vibrar com a correção para melhores soluções é minha melhor dica para esse momento!

desfechoO desfecho, em si, inicia uma nova história, um novo ciclo: o desfecho pode ou não ser sustentável, pode criar uma nova realidade ou um novo equilíbrio, e tudo isso está aberto para a discussão entre a expertise (aháaa! Aqui sua experiência faz a diferença em formar egressos diferenciados!).

Crie um novo vínculo com suas turmas.

No fundo, todos somos heróis, se nossa sala de aulas for um espaço aberto para o mundo, real e imaginário, e nossas competências profissionais devem tornar esse espaço um lugar melhor para todos. Desenvolver essa percepção e treinar essas habilidades é o que torna a estratégia Jornada do Herói única e flexível, ágil e personalizada, capaz de treinar comportamentos de análises, riscos, decisões e soluções.

Agora que você tem o roteiro completo, explicadinho, é hora de ser “essa metamorfose ambulante”, e não tem mais razão para continuar com “aquela velha opinião formada sobre tudo”.

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Até o próximo desafio de estratégias inovadoras!

 

A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: DIFICULDADES e PRESSÃO

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Os 7 passos da Jornada do Herói fazem parte dessa série de posts que inicia aqui, e compõem uma mini-oficina de capacitação online em Storytelling. Não perca nenhum texto!

superSe você já tem cenário e personagens, conflito/problema a ser resolvido, e uma narrativa que conecta essa história à disciplina, ou área do conhecimento, onde deseja que a aprendizagem aconteça, chegou o momento de colocar obstáculos e desafiar o estudante a superá-los, com ajuda do conhecimento que essa aprendizagem proporciona.

Afinal, um Herói só é Herói porque aprendeu a superar desafios com seus superpoderes!

Há duas considerações importantes aqui: (1) o CONFLITO/PROBLEMA selecionado deve – necessariamente – ser um evento que só tem solução nas mãos de um profissional com determinados conhecimentos, habilidades e atitudes; (2) há que se colocar pequenos empecilhos, de início, ou importantes questões éticas, em momentos mais avançados de curso, como elementos de pressão para a tomada de decisão.

Vamos entender melhor isso.

 

1- A solução única deve estar nos “superpoderes profissionais específicos”, mas com DIFICULDADES

Estamos tratando de Ensino Superior. Estamos trabalhando com neurociências do engajamento e da aprendizagem. Estamos em salas de aulas que formam profissionais com competências específicas de cada área do mercado de trabalho. Estamos construindo os sonhos de cada estudante, que quer se tornar um profissional único, naquela área que escolheu.

storytelling-ingEsse é o cenário subliminar da audiência do seu Storytelling: os pontos onde o conflito/problema deve ganhar desafios para dar significado à aprendizagem profissional recebida.

Na identidade do estudante com o Herói da Jornada, os conflitos só ganham poderes de engajamento na aprendizagem se forem solucionados exclusivamente com práticas específicas da profissão. Guarde esse segredo e coloque-o em ação sempre!

Tais práticas específicas da profissão convertem-se nos superpoderes necessários para superar o conflito/problema. O DESAFIO aqui, ou a dificuldade para solução, deve ser a exata maneira de avaliar, diagnosticar, prescrever, executar ou avaliar a implementação dessas práticas. É assim que se agrega valor às práticas profissionais específicas de uma área ou de uma especialidade.

desafio.jpgÉ assim, também, que o ERRO vem fazer parte do cenário como elemento de aprendizagem, em um ambiente controlado, para melhorar e aprimorar: (a) competências de aprendizagem (baseadas na Taxonomia de Bloom); (b) conceitos subsunçores, baseados em conteúdos pregressos e adicionado às competências treináveis (hard skills) e não-treináveis (soft skills).

 

2- ELEMENTOS DE PRESSÃO: usando empecilhos e dificuldades éticas

Treinar a tomada de decisões é treinar a competência de analisar e aceitar RISCOS, dentro do processo de aprendizagem. Afinal, a vida profissional não é sempre um mar de rosas! É preciso aprender a lidar com pressão, riscos e tomadas de decisão: essas são competências não-treináveis, ou socioemocionais, altamente relevantes para os egressos do futuro.

Você deve planejar alguns elementos de pressão (de um a três, no máximo!) na sua Jornada, onde a decisão por um superpoder não é aplicável diretamente, dado a um empecilho, problema, indisponibilidade, impossibilidade ou ausência de qualquer elemento ou evento, necessário para essa decisão ser efetivada.

Como o estudante reagirá? Depende do seu planejamento:

(a) se o elemento de pressão tiver sua solução nas próprias aulas da disciplina,

você está criando uma “novelinha semestral de habilidades”, onde cada aula trará uma possibilidade a ser testada na superação do desafio, ou na eleição de outra forma de solução para o conflito/problema. Nesse caso, suas metas de aprendizagem (estabelecidas lá na Taxonomia de Bloom) gerarão indicadores de desempenho concêntricos, ou seja, a disciplina é uma espiral nela mesma, para todo conflito/problema apresentado, assim como o desempenho estudantil.

Ela tem potencial de formar estudantes com nanocompetências claras, específicas de uma área ou especialidade, mas não de dialogar com o conhecimento para além da sala de aula.

(b) se o elemento de pressão tiver sua solução fora das aulas da disciplina, por meio de busca de informações complementares ou de outras áreas/especialidades,

você estará criando uma espécie de “noticiário semanal de habilidades”, onde cada aula, ou grupo de aulas, demandará a busca por possibilidades, tecnologias e inovações, a serem agregadas à aprendizagem em andamento, e testadas na superação do desafio, ou na eleição de outra forma de solução para esse conflito/problema. Nesse caso, suas metas de aprendizagem gerarão indicadores de desempenho estudantil excêntricos, ou seja, a disciplina abre interfaces para transversalização de conhecimentos e personalização de soluções, para todo conflito/problema apresentado.

Ela tem mais potencial para formar o T-shapped professional, que é um perfil altamente requisitado no mercado de trabalho, nesses tempos de tecnologias.

(c) se o elemento de pressão for impossível de ser superado,

você tem um modelo auto-limitado, que aponta para a finitude ou limitação dos superpoderes. Há situações práticas assim e elas devem, sim, ser discutidas no ambiente de aprendizagem, com o professor e à luz dos dogmas profissionais; mas a eleição desse tipo de elemento de pressão deve ser cuidadosa.

Não faça isso antes de ter aplicado, ao menos, cerca de 4 ou 5 Storytelling bem-sucedidos anteriormente, porque esse tipo de elemento de pressão desencoraja o estudante a concluir a jornada e buscar uma solução para um desfecho desejado. Nesse caso, suas metas de aprendizagem gerarão indicadores disruptivos, ou seja, como a disciplina abre possibilidades para a inserção de pensamentos inovadores, prospecção de cenários tecnológicos e futuristas para o conflito/problema apresentado, será necessário um processo de avaliação de desempenho igualmente diferenciado.

Ela tem mais potencial para formar o estudante empreendedor, capaz de questionar o status quo e os padrões atuais, propor soluções inovadoras e empáticas, para tentar superar a impossibilidade inicial do elemento de pressão.

conexoes cerebraisSeja qual for a sua opção para as dificuldades e para o elemento de pressão, é preciso não perder de vista o objetivo da estratégia da Jornada do Herói:

  1. Você está trazendo uma estratégia para aumentar a captura neural, visando a internalização do novo conhecimento, ampliando e dando densidade aos conceitos subsunçores de cada estudante;
  2. Os elementos da Jornada permitem a flexibilidade de participação individual, a manifestação do erro conceitual ou de implementação de uma ideia, conhecimento ou gesto técnico. Essa é a oportunidade que você tem de corrigir a trilha de aprendizagem, durante o curso da disciplina, melhorando o desempenho e os resultados finais de cada estudante e, por decorrência, da turma;
  3. A Jornada deve ser elaborada com aderência às metas de aprendizagem, definidas pela Taxonomia de Bloom. Faça com que cada passo exercite uma ou mais das categorias estabelecidas inicialmente, no Plano de Ensino.

Taí! Agora é colocar a cabeça para reunir sua experiência profissional e criar dificuldades e elementos de pressão, de acordo com os resultados que você deseja atingir, dentro dos propósitos da disciplina para com o Projeto de Curso (PPC).

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Quem compartilha conhecimentos, multiplica boas experiências de aprendizagem, e contribui para um mundo que precisa aprender com mais propósitos!

 

 

 

A Jornada do Herói como estratégia de Storytelling: CENÁRIO & PERSONAGENS

Se você está acompanhando os posts anteriores sobre Storytelling e a estratégia da Jornada do Herói,  (já fez seu download do material em PDF?) sabe do que estamos falando. Estamos falando de uma estratégia planejada para oferecer:

  1. Força motivacional, para engajamento estudantil na aprendizagem;
  2. Contextos impactantes, para dar significado à aprendizagem em curso;
  3. Soluções com desafios únicos, para agregar valor à práxis profissional em formação;
  4. Criatividade e inovação, para apropriar o estudante do novo mundo do trabalho, abrindo espaço para a personalização da carreira que ele pode construir.

Para que essa estratégia seja implementada com sucesso, é necessário entender como planejar os 7 passos de acordo com o que você deseja atingir, com seu planejamento da disciplina/unidade curricular.

Onde eu planejo uma Jornada do Herói, no meu Plano de Ensino?

O Storytelling pode ser planejado de 4 formas:

  • para apresentação da finalidade da disciplina, dentro do contexto curricular;
  • para convergir as 3 competências de aprendizagem (conhecimentos, habilidades e atitudes) envolvidas na formação, dentro de uma mesma disciplina;
  • para convergir as 3 competências de aprendizagem (conhecimentos, habilidades e atitudes) envolvidas na formação, transversalizando diferentes disciplinas;
  • para estimular o engajamento estudantil, por meio da empatia e personalização de ações, dentro de um módulo temático, que é uma parte do conteúdo de uma disciplina, dentro do contexto curricular.
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Cada uma dessas formas de planejamento possui peculiaridades e rastreio documental, por exemplo, que é essencial para apresentação nas visitas de Comissões de Especialistas do Inep/MEC, nos momentos de Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento de Cursos Superiores. Ou seja: quando você conhece bem uma estratégia, ela pode ser bem mais que um recurso didático, em sala de aula.

Ela pode ser (e é) uma alavanca importante como recurso na Gestão da Aprendizagem, capaz de impulsionar para cima conceitos envolvidos no Instrumento de Avaliação de Cursos Superiores (Inep/MEC, 2017), na sua Dimensão 1, principalmente, mas com reverberação para a Dimensão 2, indiretamente.

Nessa série sobre Storytelling e a Jornada do Herói vou me ater à última forma de planejamento citada, ou seja, para estimular o engajamento estudantil, por meio da empatia e personalização de ações, dentro de um módulo temático, que é uma parte do conteúdo de uma disciplina, dentro do contexto curricular.

Por onde começar esse planejamento?

A forma mais simples de planejar uma estratégia de engajamento por Storytelling é escolher o FOCO da aprendizagem principal da sua disciplina. Para saber qual é o seu foco você precisa de 2 informações:

  • Perfis profissionais envolvidos na oferta dessa disciplina
  • Competências de aprendizagem formadas pela disciplina

Essas duas informações, via de regra, devem estar claras no Plano de Ensino e/ou no Projeto Pedagógico de Curso, caso ele esteja atualizado. O Ecossistema Educacional do Curso é tão mais eficaz em seus resultados, formando egressos qualificados, quanto mais verdadeiras forem as relações entre as disciplinas e os perfis de egressos, e quanto mais diretas forem as relações entre a forma de oferta (entre aulas teóricas, práticas, atividades, visitas, treinamentos, produção, etc) e as competências formadas.

Para quem já decidiu entrar de “capa e coração” nesse mundo de superpoderes docentes e compor os heróis da aprendizagem, tem uma Oficina 100% Online sobre competências de aprendizagem no Plano de Ensino, que vai preparar você para essa jornada. Muito material, vídeos, downloads e passos para elaborar Planos de Ensino Inovadores. Aproveite o momento e inscreva-se agora!

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Muito bem, o FOCO da disciplina será o REPERTÓRIO DO HERÓI, ou seja, uma parte importante do personagem principal, que deve se identificar com o estudante. A esse momento da formação, o Herói já deve ter se apropriado de alguns repertórios: explore-os de forma clara e completa para criar um desafio capaz de ser solucionado SOMENTE a partir desse repertório. Essa é a chave!

Destaque: não torne o desafio complexo, a ponto de não ser possível a solução APENAS com o repertório que o estudante apresenta, até esse momento da formação. O estudante deve sentir-se estimulado pelo que já aprendeu, e não, desanimado com o que o professor já domina, e ele não sabe.  Na primeira afirmação você o torna centro do processo, na segunda, você é o centro do processo; portanto, o começo do planejamento para uma Jornada do Herói é TORNÁ-LO herói.

Segurança e confiança são os primeiros elementos essenciais para conquistar engajamento estudantil, em qualquer estratégia. Sem isso, eles se sentirão perdidos, insuficientes e, portanto, assumirão atitudes de rejeição todo o restante do processo. Aí sua estratégia terá ido por água abaixo…

Um contexto, um cenário, um lugar: ofereça algo para mexer com as emoções, desde o início

As aprendizagens não se dão no vazio, nem na imparcialidade: elas precisam estar ancoradas em SIGNIFICADOS e precisam mexer com as emoções. Isso é princípio essencial das neurociências. Portanto, a escolha do ponto de partida da narrativa do conflito, que será trabalhado pela Jornada do Herói, é um passo fundamental.

Para escolher o cenário, esqueça o que você conhece, professor, e pense no que o ESTUDANTE CONHECE, domina, interage ou almeja intervir, naquele momento. Seja como estudante, seja como cidadão, seja como usuário de algum produto, processo ou serviço, o estudante deve sentir-se compleido a participar ativamente na narrativa que será apresentada no Storytellig.

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Use, preferencialmente, os conceitos subsunçores existentes na turma. Para isso, na primeira aula de cada semestre, faça um exercício de diagnóstico didático, por meio de dinâmicas e interações, para identificar as expectativas da turma para a disciplina, e para estabelecer pontos balizadores da sua abordagem, nas aulas que se seguirão.

A partir desse diagnóstico, trace possíveis cenários, contextos, conflitos e personagens que permeiam o mundo do estudante e o mundo do conhecimento que você estará oferecendo, a cada aula.

E os personagens?

É chegada a hora dos personagens que comporão o contexto, atuarão no cenário, e que devem possuir uma expectativa de ação, interação e reação com o Herói, no caso, o estudante em ação, como um profissional em exercício.

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Não economize na narrativa: você pode apresentar personagens que tragam uma criptonita, que é um elemento que acaba com a “força de solução” do Herói, e que deve ser evitada a todo custo. Ou a descoberta de um anel, cinturão ou poder secreto, que são recursos próprios da profissão, que elevam a capacidade de solução do conflito, pelo Herói bem preparado.

Você pode, ainda, abrir espaço para que eles colaborem na construção dos personagens, usando os conceitos subsunçores, personalizando cada Storytelling por turma, por exemplo. As opções são muitas e quase infinitas!

A construção dos personagens é uma relação direta do FOCO DA DISCIPLINA. Portanto:

  • se sua disciplina forma para conceituação teórica e fundamentos da profissão, que serão aplicados posteriormente, em disciplinas profissionalizantes, os melhores personagens serão aqueles que incitam discussões conflitantes e com necessidade de argumentação, ou seja, o foco é no SABER-SER (ou atitudes), alinhado com o SABER (conhecimentos) subsunçor até esse momento. Trabalhar as soft skills, ou competências socioemocionais, é uma chave para o sucesso desse planejamento de Storytelling.
  • já se a sua disciplina forma para habilidades técnicas específicas, aplicadas a partir de indicações e contra-indicações profissionais precisas, os melhores personagens serão aqueles que transgridem essas recomendações (pode ser mocinho desavisado ou vilão malvado, por exemplo). A narrativa do conflito trará à baila a lógica do raciocínio ação-reação ou causa-efeito. É o SABER-FAZER (habilidades) entrando em ação com os SABERES (conhecimentos) subsunçores, e aqueles que estão sendo adquiridos a cada etapa da aprendizagem, na disciplina, aprimorando o SABER-SER (ou atitudes) e as soft skills.
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No próximo texto, nossa análise da Jornada do Herói vai mostrar como apresentar uma narrativa de conflito/problema, onde o repertório do Herói seja imperscindível para uma solução, mas que passe – antes – por (algumas) dificuldades e por (certos) elementos que aumentarão a pressão sobre a tomada de decisão do Herói. Não perca!

A Jornada do Herói: 7 passos para um Storytelling de aprendizagem

No texto anterior convidei você a pensar diferente, em relação ao planejamento da aprendizagem, na sua disciplina. Afinal, não há uma única maneira de planejar, e nem de fazer, absolutamente nada, nos tempos atuais.

sherlockAliás, essa única maneira de fazer alguma coisa chama-se método: uma sequência exata para se reproduzir um experimento, ou uma experiência, exatamente como um precursor já o tenha feito. Não é diferente quando o assunto Storytelling: contar histórias pode ter múltiplos propósitos e, portanto, múltiplas maneiras de se fazer.

Na pesquisa, levamos métodos e metodologias muito a sério, mas na sala de aula a realidade é outra, por várias razões. As principais delas são: o planejamento estudante-centrado, foco das novas (e erroneamente chamadas) metodologias ativas; e o fato de que nenhuma turma é igual à sua antecessora, sendo necessário ter flexibilidade para ajustar métodos, convertendo-os em estratégias.

Estratégias são recursos mais flexíveis e podem ser personalizadas de acordo com os múltiplos fatores que diferenciam as IES, os Cursos, as regiões nacionais, as disponibilidades de recursos materiais e de infra-estrutura tecnológica. Assim, vamos deixar nosso primeiro acordo feito: não estamos tratando da metodologia de um Storytelling, mas de estratégias para um Storytelling adaptável às suas necessidades, e às suas realidades de sala de aula.

para ondeHá muito material disponível se você fizer uma pesquisa Google com os termos “jornada do herói” e “storytelling“. As diferenças vão do propósito ao construto do roteiro, mas todas elas têm uma origem comum, e é com essa origem que você deve aprender para, só depois, evoluir para um construto próprio.

Esse é um excelente exercício de se fazer: conhecer outros universos, e outras ferramentas de aplicação, para os mesmos recursos, que agora também podemos usar na Educação. Além do Storytelling, seguem nessa lista de descobertas e pesquisas: Design Thinking, realidade aumentada, machine learning, deep learning, além – claro – de inteligência artificial e analítica.

A questão aqui é: como começar a aplicar essa estratégia, com finalidade de aprendizagem?

É preciso garantir alguns elementos que, em outros formatos e propósitos de Storytelling não sejam assim tão essenciais. É aqui que a experiência prática ganha força em compartilhar uma trajetória.

Eu inicio agora, aqui com você, nesses textos de Storytelling, uma jornada online de formação para professores, estudantes e profissionais. Serão textos sequenciais, e complementares entre si, para você se atualizar, refletir, ousar, tentar, errar, aprender e transformar suas práticas nesse 2019. Aproveite!

Vamos lá!

Todos temos em comum a necessidade de aprender: para o professor, essa necessidade está no estudante; para o estudante, essa necessidade está em si próprio, a caminho da vida profissional; para o profissional, a necessidade está no seu público/consumidores/clientela, em fazer um despertamento para os diferenciais dos processos/produtos/serviços que oferece, perante um mercado de trabalho competitivo.

piscadinhaAtualmente, o papel de formação de opiniões, em todos os níveis, está amplamente centrado nas mídias (sociais e profissionais) e, portanto, para todos os públicos, comunicar de forma eficiente seus valores, propósitos e diferenciais, carece de uma boa narrativa, ou de um bom Storytelling.

Tempos modernos exigem estratégias inovadoras!

A definição que se costuma dar é que storytelling é a prática de se contar uma boa história. E este “boa”, na imensa maioria das vezes, quer dizer relevante. Ou seja, uma história que consiga reter a atenção do interlocutor – esteja ele onde estiver – e que, de preferência, marque-o, fique em sua memória. Uma narrativa bem articulada, com começo, desenvolvimento e final específicos, e que de alguma forma capture o público – seja por meio do drama, da tragédia, da comédia ou da ação, não importa.

Leia esse texto completo da Endeavor aqui

A estratégia da JORNADA DO HERÓI

emotion neurosciencesTodos gostamos de histórias que nos identificam, e essa é uma afirmação que deriva das neurociências da aprendizagem. Tudo o que nos identifica emocionalmente, amplia a captura neural (mecanismo pelo qual se desenvolve a atenção e a memorização) e ativa mais áreas cerebrais, no arquivamento dessa memória. Quanto mais vívida a narrativa, mais áreas podem ser envolvidas nessa captura neural.

Portanto, narrativas com riqueza de detalhes, hipóteses, emoções impactantes (boas ou ruins), memórias olfativas ou gustativas, recursos auditivos (como música, sons “suspeitos”, vozes) tendem a promover duas grandes respostas do sistema nervoso: atenção voluntária e ampliação do recrutamento de áreas cerebrais na composição dessa memória. Em outras palavras: UMA APRENDIZAGEM FORTE E AMPLIADA.

A jornada do herói, em termo erudito, “Monomito”, é uma concepção cíclica presente em narrativas mitológicas. Quem difundiu o conceito foi o antropólogo Joseph Campbell, exímio pesquisador da escrita, que possibilitou o entendimento da narratologia, a ciência da narrativa. (…) Quando posta em prática, esse modelo de narrativa faz o leitor se conectar mais facilmente à história, percebendo uma sintonia entre sua pessoa e o personagem central da trama.

Fonte: “A jornada do herói: conquistando pessoas com histórias”, Paulo Maccedo.

Usar a Jornada do Herói na sala de aula tem como meta a identificação do estudante com o “herói” da narrativa, e a vivência desse estudante, dentro do enredo, como personagem ativo. A construção desse herói-personagem é a chave para que a aprendizagem atinja seus objetivos.

A clássica Jornada possui 12 passos ou etapas, focadas na narrativa sobre o trajeto de vitória do herói e, muitas vezes, é extensa demais ou complexa demais para o modelo conteudista da maior parte dos Projetos de Cursos Superiores, no Brasil. É preciso uma adaptação para que ele reverbere da sala de aula para os registros (necessários) do Curso e da IES, junto ao MEC.

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Esquema ilustrativo da Jornada do Herói, uma estratégia base de roteiros para narrativas em filmes e livros. Aqui, ela foi utilizada na Educação, como estratégia dentro do modelo Problem Based Learning/PBL. Fonte: A PBL Project is Like the Hero’s Journey (acesse o texto completo aqui).

A adaptação da Jornada do Herói para elementos requeridos no Ensino Superior

A experiência prática me mostrou que eram elementos demais para lidar no planejamento, em disciplinas do Ensino Superior. Mais que isso: eu precisava, ainda, alinhar a estratégia da Jornada às competências de aprendizagem (Taxonomia de Bloom), para efeitos de documentação legal (Planos de Ensino, PPC e visitas do MEC), e também ao perfil de competências diretas, cuja formação era a responsabilidade das minhas disciplinas.

Essa necessidade me motivou a estudar mais sobre o assunto, e encontrar uma solução mais viável para minhas práticas docentes, as necessidades legais e locais, bem como alinhá-la ao universo de conhecimento das minhas disciplinas e áreas de conhecimento. Foi assim que a Jornada do Herói em 7 passos (faça o download da facilitação gráfica aqui) acabou ganhando os elementos da Andragogia, adicionados de um desfecho que aproxima essa estratégia do Arco de Maguerez, conhecido de quem trabalha com problematização.

Na área da Saúde, particularmente, esses são nossos melhores pilares de contextualização e essa adaptação da Jornada do Herói atendeu a múltiplos objetivos, de forma clara e rastreável, aos quais todo professor universitário tem de responder, e sobre os quais se responsabilizar, seja perante seus superiores, seja perante a sua classe profissional para a qual forma os egressos.

Nos textos que seguirão, nos próximos dias, ficará mais fácil entender o como e os porquês dessa convergência e adaptações. Explicarei cada um dos 7 elementos da Jornada do Herói, e a forma de compô-los em vários Storytelling, para sua sala de aula. Vá para o texto seguinte e conheça como desenhar Cenário e Personagens do seu Storytelling.

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Vamos trocar figurinhas lá no Instagram?

Storytelling: uma estratégia de aprendizagem personalizada

 

Vivemos a Era da Revolução industrial 4.0, termo usado pela primeira vez em 2011, e que representa um novo período no contexto das grandes revoluções industriais. 

“É um conceito de indústria proposto recentemente e que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura. A partir de Sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e Internet dos Serviços, os processos de produção tendem a se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis.”

FonteO Que é Indústria 4.0 e Como Ela Vai Impactar o Mundo (texto na íntegra aqui)

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As revoluções industriais iniciaram-se muito antes de se popularizarem. Não foi diferente com a automação e os computadores, cujo histórico remonta ao final da década de 60, mas que só nesse século viabilizaram importantes transformações no mundo.

Em um mundo em que tudo é novo, inovador, disruptivo, avançado e tecnológico, tem-se a sensação de que não se sabe mais nada. Parece que nada daquilo que trazemos como experiência se encaixa nas novas expressões, métodos, modelos e filosofias.

Para isso, trouxe aqui uma estratégia chamada Storytelling, que veio do marketing, com o intuito de agregar valor às marcas, e estabelecer propósitos e identificação com o público consumidor. Se você é professor universitário, e está se perguntando porque essa “estratégia marketeira” deve fazer parte do seu repertório, pense da seguinte maneira:

  • Se você forma futuros profissionais, você vende sonhos. Nem adianta discutir essa realidade: os estudantes chegam ao curso superior por um sonho. Sonho de ser como alguém de sucesso que eles conheceram, sonho de fazer algo que eles viram ser feito e com resultados que lhes impactou a ponto de escolherem um curso universitário para “chegar lá”. Trabalhar com o sonho alheio é uma responsabilidade e tanto!
  • Você dá aulas para formar futuros profissionais, em uma determinada área do conhecimento e do mercado de trabalho. Ou seja: você é o maior (e melhor) marketing dessa profissão, tanto quanto desses conhecimentos. E da sua relevância, no mercado de trabalho: relevância social, profissional e financeira (afinal, todo mundo quer viver da profissão em que se forma!).
  • Nesse momento do tempo-espaço, o seu estudante ainda não é profissional: ele aspira a ser um. O que vai determinar que ele desista, desanime, ou mesmo, chegue à conclusão de que “não vale a pena” é a maneira como o marketing da própria profissão é apresentado a ele. Sem boas perspectivas de mercado, de sucesso, de empregabilidade, de adaptabilidade da própria profissão perante o avanço da tecnologia, ele sente que seu sonho é isso: um sonho incapaz de sustentá-lo na vida e no mercado de trabalho. De novo, essa é a responsabilidade em lidar com o sonho alheio: somos sim, a imagem viva daquilo e para aquilo que estamos formando.
  • As teorias são necessárias, mas sonhos precisam de terreno prático para criar raízes: aí vem a necessidade de trazer o mundo do trabalho para a sala de aula, e levar a sala de aula para o mundo do trabalho. Bom, nesse ponto do pensamento é que chegamos ao Storytelling: contar boas histórias depende de contextos, emoção, propósitos, soluções e desfechos. E nada melhor para criar boas marcas e fidelizar consumidores (estudantes de hoje, profissionais de amanhã) do que integrá-los aos propósitos da profissão, e do seu exercício.

O pensamento que desenvolvemos acima dificilmente é uma forma com a qual o professor pensa e planeja a sua disciplina, mas é, muito frequentemente, a expectativa com que cada estudante inicia cada uma das disciplinas do seu curso de formação superior.

think-outside-the-box3.jpgÉ hora de abandonar a velha “caixa”. Mas não se engane: o mercado de trabalho não tem uma só caixa para se pensar, fora dela. E porque esse hiato entre o planejamento docente e as expectativas discentes? Porque vivemos a transição entre um velho modelo professor-centrado, que nasceu na década de 60, para um novo modelo estudante-centrado, que vem tomando força com a era pós-digital.

Simplesmente continuamos a reproduzir os mesmos padrões que nos foram apresentados, em nossa trajetória de formação: ensinar, aula, trabalho, prova, diploma.

Esses padrões vêm mudando desde o início deste século (lembre-se que já vamos para a conclusão da segunda década do século XXI), deixando para trás comportamentos e práticas do século passado. As novas expressões contemplam ações como APRENDER, ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM, PRODUÇÃO, AVALIAÇÃO, DESEMPENHO, FORMAÇÃO.

Para isso, novas estratégias se juntaram à velha sala de aula, e transformaram a produtividade dos estudantes. Há quem ache que isso é “moda”, há quem pense que é “circo”, mas a verdade é que as tais metodologias ativas evoluíram para estratégias, e se multiplicaram até o infinito das possibilidades de um Professor (com inicial maiúscula, aí) trazer o melhor da ciência para a sala de aula e, dela, obter o melhor em desempenho de aprendizagem. Que o digam os conceitos atingidos por esses egressos junto ao ENEM, ENADE e outras formas de exames de escala para accountability,pelo mundo afora.

Então, para responder à pergunta inicial “o que você pode fazer, dentro desse novo universo de conhecimentos e tecnologias, com a experiência que traz na bagagem?” eu sugiro que use estratégias de planejamento que privilegiem (isso mesmo!) o seu diferencial enquanto docente e profissional de sua área: sua EXPERTISE. Uma delas é o Storytelling.

No próximo texto eu falo sobre os 7 passos da Jornada do Herói enquanto uma das estratégias para você aproveitar o que possui de melhor (sua expertise), criando um Storytelling de efeito, com foco naquilo que todo estudante quer: aprender para a Vida!

 

 
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A JORNADA DO HERÓI COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM NO ENSINO SUPERIOR, versão online (blog) e impressa (e-book) de Profa. Dra. Denise da Vinha está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
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