11 Congresso Internacional de Fisioterapia, Workshop – Estação 3: CO-CRIAÇÃO como estratégia ativa de aprendizagens complexas

Aqui você encontra 4 textos de apoio para uma dinâmica presencial em Estações Rotativas de Trabalho para conhecer o Ciclo de Aprendizagem em Ação. Uma  sistematização de inovações para a sala de aula, pautada na ANDRAGOGIA DO DIÁLOGO, que considera, que considera: [1] Trilhas de Aprendizagem com mindset de crescimento (pautado em competências) com [2] reorientação da narrativa do conteúdo, centrada na aprendizagem do estudante, [3] que se completa na expansão da sala de aula e nas [4] estratégias conectadas às competências em formação, bem como no [5] desempenho com foco na Legislação para o Ensino Superior (Inep/MEC).

 

Estação 3: CO-CRIAÇÃO e COMPLEXIDADE (Prof. Mayron Souza e Silva, Facilitador)

Vamos falar de estratégias, seus tipos e desempenho, dentro de um Design de Aprendizagem? Você pode buscar mais conhecimento sobre esse assunto usando a terminologia de estratégias neurodidáticas, ou neuroeducação.

Há muitas classificações para as estratégias de ativação da aprendizagem, e cada uma delas considera um ponto de vista, dentro desse processo. Nas capacitações docentes baseadas no conceito de Ciclo de Aprendizagem adotamos o conceito que assume 3 tipos clássicos de estratégias, segundo a conexão que fazem entre as competências envolvidas e o perfil de conhecimento que está em processamento.

bitm-mayron-1.jpgAs experiências que o Prof. Francisco Mayron de Sousa e Silva trouxe para compartilhar abordam o tipo mais complexo: ESTRATÉGIAS GENERATIVAS, onde a CO-CRIAÇÃO DE MODELOS recupera e estabelece novas e mais fortes relações entre rede subsunçora, nova aprendizagem e aplicação prática.

Essa classificação compila 3 grandes áreas de teorias da aprendizagem e, particularmente as experiências compartilhadas pelo Prof. Mayron, usam como base a TEORIA DA APRENDIZAGEM GENERATIVA DE WITTROCK (1974).

“De acordo com esta teoria, os sujeitos apreendem o significado da
informação através da produção ou construção de relações entre a nova
informação e o conhecimento já guardado na memória a longo-prazo.
Inclui quatro componentes principais – criação (generation), motivação,
atenção e memória … (Wittrock, 1990)”. Leia material na íntegra aqui.

1. Os tipos de estratégias e a experiência de co-criação

Para situar o leitor no cenário das estratégias, apresentemos as 3 classes:

  1. Mnemônicas, quando a meta é memorizar dados brutos, sem razões rastreáveis. Aplicadas, de forma geral, para unidades curriculares do ciclo básico de cursos superiores, que utilizem normativas, fatos, eventos, datas e nomenclatura técnica. Nessa classe encontram-se as codificações duais, as técnicas de organização e as de associação de ideias.
  2. Estruturais, mais eficazes quando aplicadas para o desenvolvimento de competências não-técnicas ou socioemocionais, porque organizam a aprendizagem em pequenas ideias relacionadas entre si de modo a agilizar a recuperação da memória neural. Nelas se encontram os mapas conceituais, diagramas, fluxos, esquemas e todos os recursos que combinam textos a imagens.
  3. Generativas: também chamadas de matemagênicas (Rothkopf), usam a co-criação de material, por parte dos estudantes, ajudando a estabelecer relações entre ideias e integrar o novo conhecimento às redes subsunçoras. Usadas principalmente na aquisição e desenvolvimento de competências técnicas (hard-skills), incluem destaques, notas, formas de responder e perguntar, modelos, maquetes e detalhamentos.

Dessa maneira, as estratégias de modelagem e co-criação que se encontram apresentadas nessa estação de trabalho, pertencem à classe de mais alta complexidade na formação de competências e de aprendizagem.

2. Co-criação como estratégia de aprendizagem: o coletivo e a complexidade

Temos 2 experiências em momentos curriculares diferentes, mas que o mesmo design de trilha de aprendizagem foi aplicado: a co-criação pela modelagem. De um lado, Fisioterapia em Queimados; do outro, Administração em Fisioterapia.

Mas o que é co-criar?

Um grande exemplo para demonstrar o quanto ideias revolucionárias são produto de um conjunto de ideias de várias pessoas é se nos atentarmos em descobrir como surgiu a teoria da evolução e da seleção natural. Se alguém chegar a você e perguntar quem foi o responsável pelas ideias que sustentam a teoria da evolução e da seleção natural, quase que de imediato a resposta será Charles Darwin.

cocriar2O que poucos sabem é que para que essas teorias fossem desenvolvidas várias pessoas estavam envolvidas nesse projeto. Assim como Darwin, o cientista Alfred Wallace também estava debruçado em ler os mesmos livros e viajar para lugares, próximos aos de Darwin. Foi a junção das ideias, e do trabalho de todos envolvidos em desenvolver esse mesmo projeto, que chegamos aos resultados que comprovaram essas teorias.

Esse “fenômeno” pode ser denominado como cocriação. A Cocriação nada mais é do que o “criar junto”, é um conceito importante e bastante fortalecedor, pois todos nós sabemos que não podemos fazer nada em nossas vidas sozinhos. Sozinhos não vamos a lugar algum.

Co-criação é uma expressão que vem ganhando força no mundo do trabalho, sob diferentes aspectos. Essencialmente co-criar é criar coletivamente uma realidade, e significa trazer inovação por meio da associação de pessoas, ideias ou elementos de fora de um sistema (empresa, curso, aula), agregando valor, conteúdo, inovação ou marketing ao negócio, e recebendo algum tipo de benefício pela contribuição contribuído.

Co-criar em sala de aula é um exercício de recuperação coletiva de memória e construção, modelando externamente aquilo que queremos remodelar internamente, em trilhas mentais de aprendizagem. Co-criar resgata 4 dimensões de competências no estudante: saber, fazer, ser, empatizar.

Para o docente, é preciso selecionar o melhor momento na trilha de aprendizagem para aplicar esse tipo de estratégia generativa: se precoce demais, ela não alcança seus objetivos de estabelecer e atualizar as relações de conhecimentos; se tardia em demasia, ela perde o sentido de interesse e de vínculo, sendo incapaz de despertar a 4a dimensão de competência, que é a empatia.

2.1. O co-criar em queimados: a densidade dos conhecimentos nas redes subsunçoras

bitm Mayron-2O Prof. Mayron mergulhou fundo no potencial da unidade curricular de Fisioterapia em Queimados quando reuniu todas as 4 dimensões em um momento crucial: depois da revisão de morfofisiopatologia dos tecidos e graus de queimaduras, e antes de seguir rumo às intervenções fisioterapêuticas.

hexa-FOCOEsse momento, considerado ideal na trilha de aprendizagem, faz a união entre o foco da aprendizagem e as habilidades de comunicação, do coletivo dos estudantes (grupos) que devem co-criar a experiência de um caso clínico de queimadura, por meio de tintas, maquiagem e material de artes, para simular uma realidade.

mayron Q

Ao todo, 4 grupos se dividiram em 4 regiões/graus de queimadura, de acordo com o caso clínico recebido, e passaram ao processo de co-criação visual da queimadura, tendo como meta a visualização dos elementos morfopatológicos que deveriam estar presentes, de acordo com o relato do caso que receberam.

hexa-ENGAJQuando se associa o conhecimento lógico à expressão criativa de aspectos de sua essência – neste caso, o aspecto visual do relato de uma queimadura – a mobilização mais complexa das vias neurais ocorre como resultado do acionamento de muitas e múltiplas áreas cerebrais envolvidas. Nasce, de forma espontânea, o ENGAJAMENTO dos estudantes no aprofundamento da aprendizagem.

hexa-SIGNEntre a recuperação da memória (escrita e visual) dos elementos necessários para compor a tarefa (anatomia, fisiologia, fisiopatologia) e a expressão concreta do resultado (cores, texturas, densidades e elementos), acontece o construto coletivo, ou seja, a contribuição do individual para a co-criação, inteligente e criativa, do resultado almejado.

A aplicação dessa estratégia combina as relações de elaboração, reflexão, julgamento e design do tema, de acordo com a personalização do estudante, e a expressão, de acordo com o repertório coletivo de habilidades.

2.2. O co-criar em Administração: detalhes da EMPATIA

Na unidade curricular de Administração, o componente empático define investimentos e estrutura, design de ambientes, e soluções para o bem-estar do paciente em trânsito pelas instalações de uma clínica de Fisioterapia.

dicas-EMP

Usar a modelagem de maquetes, em unidades curriculares teóricas como Administração, transporta o estudante para o mundo empresarial onde o diferencial é oferecer mais que o acesso a um atendimento: é preciso oferecer uma experiência memorável de recuperação funcional, e cada elemento arquitetônico possui uma função para essa finalidade.

dicas-OCEANO

IMPORTANTE: se você não domina (ainda) como planejar as competências de aprendizagem, e como elas se conectam com as demais competências, tem OFICINA ONLINE sobre TAXONOMIA DE BLOOM, para docentes, explicando esse passo a passo. Clique aqui e comece a entender esse novo universo agora mesmo!

 

3. Conclusão

Aproveite o material dessa estação de trabalho e converse com o Prof. Mayron, que está presente para trocar ideias e mostrar que mudanças de mindset geram mais resultados que recursos randomicamente aplicados, como estratégias isoladas para “adornar” velhas aulas teórico-expositivas.

Essa estação de experiência de trabalho contém, ainda:

  • 1 Design de Aprendizagem para você fazer download aquireferente a esta experiência de trabalho com Ciclo de Aprendizagem, e entender como funcionou o processo que viu aqui;
  • Uma experiência em Realidade Aumentada (que será apresentada nessa estação de trabalho) para você se inspirar e saber que mudar é possível, requer dedicação (mas vale muuuuito à pena), e tem ferramentas gratuitas online, para lhe ajudar nesse processo.
  • Tem uma SUPER oficina online AQUI para estudantes, professores e profissionais entrarem nesse novo mundo da tecnologia e da experiência de usuário como eixo fundante de novos processos, produtos e serviços profissionais. Faça e recomende aos seus colegas e/ou estudantes: saia da zona de conforto!

magicaGostou?! São 3 estações de trabalho, 3 oportunidades de conhecer novas maneirsa de trazer o mundo para a sala de aula, e de levar a sala de aula para esse novo mundo exponencial!

Não perca um só minuto dessa oportunidade e leve para sua IES as novas ideias e capacitações. Mudar de conceito (no MEC) é mudar os conceitos (de práticas docentes).

 

 

 

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