Futurismo e Educação Superior: tudo (re)começa em 2019

(Texto base originalmente publicado em 24/09/2017, no blog “O Futuro das coisas”)

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Quero repassar meu texto, publicado em Setembro/2017, para mostrar – e comentar – aos docentes e gestores que atuam na área da Educação Superior que, muito do que vivemos hoje, é altamente previsível desde que se conheça os elementos que determinam as tendências de mercado.

Assim, praticar o Futurismo é uma competência sine-qua-non para qualquer profissional que queira continuar atuante, competitivo e em destaque pelos próximos 10 anos, em qualquer área do conhecimento. Em especial, na Educação.

Aliás, praticar futurismo começa num simples passo a passo. Passo 1: o que éramos, de onde viemos, como chegamos até aqui com o que tínhamos? Passo 2: o que somos, como vivemos, ao que temos acesso hoje? Passo 3: com o que temos, o que seremos, para onde vamos e como chegaremos lá?

Estar preparado para as transformações do futuro é, na verdade, a única receita de sucesso em qualquer área. Preparar-se para formar os profissionais que f-a-z-e-m esse futuro é o que vai tornar cada docente de hoje no Designer Educacional bem sucedido de amanhã. E nem todos sobreviverão a esse 2018 tão repleto de mudanças impactantes!

Para estimar o futuro de qualquer aspecto do negócio, do conhecimento, ou da Vida, são necessárias três atitudes fundamentais: (1) conhecer a história e os desdobramentos relevantes para o atual status quo do tema; (2) conhecer o que estabelece o atual status quo desse tema, ou seja, aquilo que o faz ser o que é nos dias de hoje; (3) acompanhar e conhecer os elementos de inovação incremental e disruptiva que são intervenientes sobre o status quo do tema.

Como qualquer outra atividade da ciência, estimar mudanças no futuro é fruto de tendências, probabilidades, contextos globais e regionais, atitudes, escalabilidade e, principalmente, engajamento para mudanças no padrão de comportamento. Na Educação isso não é diferente.

Vamos fazer um exercício simplificado e tentar projetar o futuro incremental da Educação Superior, para os próximos três anos?

Professor-Designer-de-Curriculo

Vamos pensar… O atual status quo da Educação Superior repousa, historicamente, sobre três pilares:

(1) relação entre oferta de vagas por IES públicas e particulares;

(2) os processos de regulação do Ensino Superior e o desempenho das IES;

(3) a transformação do mercado de trabalho e a necessidade urgente de transformação do modo de formar profissionais para esse mercado.

Assim, para analisar como a Educação vai evoluir, acompanhando as mudanças dessa era das tecnologias e dos novos modelos de processos de aprendizagem para as novas gerações, é sobre esses três pilares que começamos as projeções.

PRIMEIRO PILAR: Instituições Particulares farão movimentos no sentido de renovar currículos, dando adeus definitivo ao velho modelo

Em uma visão geral, com um número amplamente superior de vagas na rede particular que na rede pública, nesse PRIMEIRO PILAR a tendência de mercado mostra que, para sustentar-se enquanto negócio, o sistema educacional deve migrar para soluções que agreguem valor, mantenham ou reduzam custos operacionais, e atendam aos processos de regulação.

Foi notícia:

PUCPR anuncia maior transformação de sua história. Universidade paranaense reformula modelo de ensino, cria novos cursos e foca na formação de egressos adaptados às exigências do mundo atual. (Publicado em 16/08/2017)

USP muda currículo em busca de formação mais humanizada.Voltada aos alunos de medicina, as alterações preveem que, ao final do curso, os estudantes consigam se comunicar efetivamente com a comunidade. (Publicado em 10/10/2017)

como ehMas, verdade seja dita, nem todas as Instituições de Ensino Superior/IES usaram as inovações e as tendências de hibridismo e globalização que se anunciam, como a quase certa transição da Educação Superior para propósitos 100% eficientes, didaticamente.

Na onda das mudanças curriculares, também foi notícia:

UniRitter demite professores, muda currículo e gera protesto de alunos. Instituição não confirmou número de desligamentos e afirmou que mudanças são resultado de busca por “melhores práticas e atualização contínua”. (Publicado em 14/12/2017)

SEGUNDO PILAR: os processos de regulação estão mudando (de novo)

No texto original, eu destaquei que:

Já existe uma comissão no Inep/MEC estudando novos mecanismos de avaliação para projetos pedagógicos de curso que contemplem modelos diferenciados daqueles que estão vigentes. Projetos baseados em metodologias ativas de aprendizagem, com flexibilidade curricular, formação profissional ampliada, interação em arranjos internacionais de mobilidade acadêmica.

Após publicizar os primeiros extratos dos novos instrumentos de avaliação, já era possível ter uma ideia do que 2018 traria, em termos de Educação Superior:

A publicação da aprovação, em extrato, dos indicadores de qualidade dos instrumentos de avaliação institucional e de cursos de graduação. (Publicado em 22/11/2017).

Finalmente, em Dezembro/2017, os novos instrumentos concretizaram a segunda “previsão” de futuro:

Inep aprimora instrumentos de avaliação de cursos e instituições de Educação Superior. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) adotará novos instrumentos de avaliação externa para o monitoramento da qualidade dos cursos de graduação presenciais e a distância, assim como das Instituições de Educação Superior. Portaria publicada nesta sexta-feira, 15, no Diário Oficial, regulamenta os procedimentos de competência do Instituto referentes à avaliação de instituições de educação superior, de cursos de graduação e de desempenho acadêmico de estudantes. Os instrumentos já tinham sido publicados, por meio de portaria, em 31 de outubro de 2017. A previsão é que comecem a ser usados a partir de março de 2018. (Publicado em 15/12/2017)

ondeAo olhar os novos instrumentos, ficou clara a intencionalidade de – no mínimo – duas novas diretrizes em implementação: INTERNACIONALIZAÇÃO dos projetos, formações e carreiras docentes; HIBRIDISMO forte, claro, sustentado pelo novo marco regulatório do EAD no Brasil, publicado (não de forma “inocente”) previamente em Junho/2017:

MEC anuncia novo marco regulatório para EAD e setor recebe bem as mudanças. O Ministério de Educação (MEC) apresentou um novo marco regulatório para o credenciamento de instituições e a oferta de cursos de educação superior à distância (EAD), com entidades do setor considerando as mudanças favoráveis e alertando para os reflexos na dinâmica concorrencial deste segmento de ensino.

Entre as novidades, a portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira permite que as instituições de ensino superior se credenciem para ofertar cursos de EAD sem a necessidade de credenciamento para modalidade presencial. (Publicado em 21/06/2017)

Em tese, esse é o caminho natural do século XXI para Projetos de Curso que formam profissionais para um mundo com menos barreiras geográficas e mais espaços de interação.

Cursos que formam profissionais mais empáticos, criativos, inovadores, empreendedores de sua própria carreira, mas sem que se descolem do objetivo empreender por um mundo melhor e com mais acesso aos serviços que asseguram melhor qualidade de vida.

Mas lembre-se: estamos no país da política que acaba em pizza, samba… Daí o fato de muitas IES se aproveitarem das mudanças para “encaixotar” ainda mais suas ofertas de vagas. Mas aí vem o terceiro pilar e a competitividade de mercado…

TERCEIRO PILAR: formar para um novo (e competitivo) mercado de trabalho

E o futuro? Já deu para começar a formar um cenário… Só que no sentido contrário.

Os cursos de graduação, hoje, já recebem estudantes com perfis diferentes do que há cerca de três anos atrás. São estudantes mais conectados, mais independentes e questionadores dos modelos.

bnccMas, e especialmente, de 2019 a 2020, os estudantes que chegarão ao ensino superior serão egressos de um novo modelo no ensino médio, que está regido pela nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada definitivamente em 2017.

O fato é que, com esse novo perfil de estudante, não há como manter um ensino superior “velho” e que não atende mais aos propósitos de um novo século. No mínimo, será preciso mudar ao menos duas coisas, já partir de 2018: os modelos de aprendizagem, previstos nos projetos pedagógicos de curso, e os indicadores dos processos regulatórios, estabelecidos pelo Inep/MEC.

Isso nos leva de volta aos tais pilares do ensino superior, só que no sentido contrário.

Conclusão: faça o caminho inverso e chegará ao Futuro da Educação

Na Educação, e particularmente na Educação Superior, os processos só mudam quando a transformação do comportamento de mercado é tão forte que impacta na redução da demanda por vagas, já que a ampla e maciça maioria das vagas ofertadas para a formação superior está nas mãos do sistema particular de ensino. Mesmo nas instituições públicas, nunca a ociosidade de vagas e o abandono de matrícula foram tão altos.

Aí então, aqueles pilares acontecem no sentido reverso:

(1) o mundo mudou e quem não mudar a forma de atuar e interagir, profissionalmente, vai sendo deixado de fora das melhores colocações e remunerações;

(2) por força de uma demanda de inovações no sistema de ensino (do básico ao superior) os órgãos reguladores estudam (e breve publicarão) novas formas de conceituar os cursos superiores oferecidos e novas formas para esse modelo de negócio;

(3) a relação das vagas entre públicas e particulares não deve se alterar e, por isso, como precisa oferecer formações mais atrativas e mais conectadas com o mercado globalizado de trabalho, as instituições particulares devem estar ajustando seus cursos e currículos para um novo tipo de formação superior, e não, diplomação superior.

As instituições públicas, igualmente por força de mercado e dos mecanismos de regulação, devem acompanhar (senão guiar) todo esse processo de transformação educacional profissional superior. Mas resistirão até o último minuto.

Migrar de um modelo de diplomação despersonalizada e em massa, vigente no Brasil desde a década de 70, para um novo modelo de itinerários formativos e de construção personalizada de carreiras, sem se descolar dos novos padrões de qualidade estabelecidos pelas Diretrizes Curriculares Nacionais e o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologias.

Embora haja outras variáveis intervenientes, e igualmente importantes para se ter em discussão, para cada um desses pilares, por hora, o objetivo era fazer um exercício de uma competência que já é procurada pelo mercado de trabalho, para profissionais nos melhores cargos e remunerações: a capacidade de antever o Futuro das Coisas.

Percebeu como avaliar as mudanças incrementais do futuro é, na verdade, o resultado da ciência de se conhecer como o processo acontece? É uma teia de eventos que se relacionam e reverberam uns nos outros.

Se você conhece os elementos que interagem para um comportamento de consumo, social ou educacional, precisa parar para recolher as informações necessárias de como cada um deles está reagindo aos eventos e acontecimentos que acontecem aqui e agora. E, a partir daí, saber como esses elementos tendem a se reorganizar e interagir com outros elementos, em busca de sustentabilidade.

Resumindo a ópera: o amanhã é do Designer Educacional

Esse exercício todo apontou para um desfecho interessante. Vamos usar o Princípio de Pareto (ou o famoso 80/20) para prever que 80% dos resultados desse novo movimento que começa estará nas mãos (bem-remuneradas) de 20% dos profissionais da Educação Superior de hoje. Até porque as profissões estão mudando e, o Magistério Superior, como o conhecemos hoje, não será mais o mesmo em 3 a 5 anos.

Provavelmente no futuro, “Educação Híbrida” será considerado pleonasmo, porque toda educação será – necessariamente – híbrida. Sobreviverá a esse terremoto aqueles que desenvolverem novas competências em suas práticas docentes, ampliando repertórios, incorporando novos conhecimentos aos velhos postulados, adotando novas atitudes para atingir resultados de excelência. Mas resultados na aprendizagem estudantil: esse é o segredo.

Porque a melhor maneira de prever – e usufruir – desse futuro é tornar-se parte dele, construindo-o no hoje.

IMG_7779Se você quer se aprofundar de verdade nesse processo de mudanças, venha comigo e faremos isso juntos: preparei Oficinas Online especialmente para professores e Gestores que querem mudar o curso da sua carreira. Você as encontra nas plataformas Udemy e Sapium.

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Liderança e repertórios

lideranca peixes1- O fato: novo ano

Início de ano e de novos horizontes na regulamentação do Ensino Superior. Hora de planejar, hora de mudar, hora de liderar. Líderes: quem são?

Você se considera um líder?

 

2- Identifique-se

Aqui vai um Quizz para você responder: em qual dessas 3 situações você entende que se encontra sua liderança?

(1) Você possui um cargo de chefia, mas não lidera. Só executa funções administrativas.

(2) Você lidera (colegas, estudantes, ideias, processos, inovações) mas não possui um cargo de chefia remunerado para isso.

(3) Você é remunerado (também) pela sua competência em liderar (colegas, estudantes, ideias, processos, inovações), mas isso não representa um cargo de chefia.

“Líderes querem ficar melhores no “aqui e agora”, não serem julgados por um mapa de competências ou serem obrigados a aceitar uma teoria abstrata sobre como a liderança deve aparentar. Se você quer se tornar um ótimo líder, se torne um estudante do seu contexto – entenda o sistema social de sua empresa – e se preocupe com seus hábitos. O desenvolvimento da liderança é mais prática do que teoria.”

3- Analise onde está…

Se você está na situação (1) cuide-se, porque sua saída desse cargo não é uma questão de “SE”, mas uma questão de “QUANDO”. O mercado de trabalho não valoriza mais os “tarefeiros” você está sendo remunerado por algo que absolutamente não tem valor. Mais cedo ou mais tarde alguém vai perceber que está pagando muito por pouco retorno.

Se você está na situação (2) então você tem grande potencial, mas não acredita nele a ponto de arriscar suas chances em propor atividades e assessorias que sejam remuneradas. Arrisque-se! Faça planos! Desenvolva modelos de atuação e busque por novas oportunidades! Liderança começa em você mesmo.

Se você está na situação (3) você descobriu o melhor dos dois mundos! Liderar não representa (necessariamente) ocupar um cargo de chefia, mas propor soluções, repensar continuamente as melhorias, inovações e desempenhos, baseados no novo mundo da informação e da tecnologia. Você provavelmente é um consultor, um analista, um designer nato. Há muito campo no mercado de trabalho para pessoas como você: siga em frente!

4- Visualize como a liderança interage com q.u.a.l.q.u.e.r atividade (você não precisa ter cargo de chefia)

Líderes desenvolvem continuamente as competências de inovação, referência pessoal e transformações. Líderes inspiram, agregam, desenvolvem, compartilham e definem um novo status quo para os espaços de trabalho onde atuam.

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Nesse texto eu discuti a gestão inteligente do tempo para trabalhar a velha desculpa dos professores que “não têm tempo para fazer mudanças no que fazem”.

Se você não encontrar seu próprio tempo para fazer as mudanças que precisa fazer na forma de conduzir suas práticas docentes, o ano de 2018 vai engolir você e, muito breve, há grandes possibilidades de você ter todo o tempo do mundo para fazer o que precisa fazer, porque terá perdido seu espaço, seu emprego ou sua posição.

Tempo é uma parte da sua vida que não volta e, portanto, não tem preço. Há duas perguntas que, se respondidas com sinceridade, mostram onde está o seu problema e seu mindset.

“Nas férias, seu tempo é seu: o que você faz com ele? Nos dias letivos, seu tempo é da Instituição: o que você faz com ele? Responda a essas duas perguntas com sinceridade e você terá compreendido todo o texto. Você terá aprendido a aprender, dentro do seu próprio contexto.” (Texto original publicado em “O Futuro das Coisas”)

Quando o tempo é seu (férias) você se recusa a empregar uma parte dele em novos planos para sua vida e sua carreira? Quando o seu tempo é da Instituição (ano letivo) você usa todo o tempo para executar aulas, procedimentos, reuniões e planejar o futuro institucional?

Entendeu a lógica invertida?

Você nunca terá tempo para você mesmo se considerar que precisa estar sendo remunerado para isso. Mas nas férias você está sendo remunerado (aliás, chama-se férias remuneradas por essa razão) e não aplica esse tempo com a mesma dedicação porque pensa que o melhor é “descansar”?

O problema não está no tempo, está no mindset (ou na mentalidade, ou na forma de pensar). Você terá tempo quando der prioridade (também) a você mesmo, seu futuro, seus sonhos, sua transformação. Mentalidade industrial, vida industrial, professor industrial, estudantes em processos de massa.

Não há resultados diferentes para as mesmas atitudes e aulas. Mude! Lidere a mudança!

5- Como começar o processo de mudar para liderar?

A questão básica é parar de correr atrás (do tempo, das mudanças, das oportunidades) e passar a andar um passo à frente! Quando você desenvolve competências para estar um passo à frente da maioria, antever os cenários, preparar-se e propor preparação e soluções no seu cenário de trabalho, dentro das suas próprias atividades, você tornou-se um líder. Um líder de si mesmo.

Mas liderança é prática, é habito, é comportamento. Por isso, liderar-se é a tarefa mais difícil porque não é “oficialmente” remunerada. Por outro lado, você pagaria a alguém para liderar se esse profissional não é capaz de mostrar resultados nas suas próprias atividades?

É nesse momento que entra a construção de repertórios para desenvolver as competência de liderança. Para que as oportunidades venham até você é preciso que você se torne conhecido pelo amplo repertório que possui para interagir com pessoas e pela competência em liderar processos complexos.

Na Educação Superior esses processos complexos alinham ensino, pesquisa, extensão e gestão. Então a questão é começar e ter algum tempo para começar. Pronto… Começou o problema do docente!

O discurso mais frequente (e a desculpa mais repetida também!) é a falta de tempo e a multiplicidade de atribuições para gerar um quantum remuneratório melhor, já que é um consenso que a carreira docente é uma atividade profissional desvalorizada. Não vou entrar nesse mérito, mas vou afirmar uma coisa bem simples: tempo é você quem faz.

Escrevi um texto sobre como aproveitar o período de férias e dedicar pequenos espaços de tempo para redimensionar a carreira, fazer novos planos, aproveitar para praticar o “ócio criativo”. Você queria tempo? Taí um bom começo!

6- É preciso mudar o repertório para atingir a liderança

Se você continua com as mesmas aulas, mesmos diapositivos (mesmo que sejam digitais), mesmo discurso e mesmo perfil de condução das atividades de ensino em sala de aula, sinto informar que nesse 2018 você está com dias contados. Se tudo isso é o mesmo nos últimos 3 anos, você está ultrapassado e não percebeu.

Talvez esteja enfrentando conflitos em sala de aula, com estudantes que apresentam baixa atenção e baixo rendimento. Talvez esteja enfrentando problemas com a gestão do curso, com a instituição, com todo o sistema que exige cada vez mais e oferece cada vez menos.

É hora de enfrentar, mas não há soluções mágicas. Então o jeito é arrumar tempo e expandir repertórios para criar novas oportunidades. Desenvolver liderança de atitudes, de pensamento, de ações, de desempenho.

Liderança não acontece no vácuo; líderes estão sempre agindo dentro de um grande contexto social e organizacional. Um líder que possui as competências “certas” não tem garantia de sucesso. Eu vi dúzias de líderes que tiveram suas competências testadas ao extremo, combinadas às funções, e fracassaram – o contexto social quase sempre vence a influência psicológica quando se trata de lideranças bem sucedidas. Liderança é confusa, é relativa e acontece em milhões de interações todos os dias em torno do trabalho. A lição para os líderes? Se você quer ser um ótimo líder, a lista de itens que sua empresa usa para te desenvolver não vai ajudá-lo. Primeiro, você tem que entender o sistema social de onde está trabalhando.

7- Vamos resumir essa ópera?

Vou deixar alguns dos insights que vão fazer parte do material de suporte para o Planner 2018 de Inovação Educacional: uma agenda multimídia desenhada especialmente para docentes que planeja, registra, interage e questiona, com espaços para gerar atitudes de mudanças de comportamentos, no dia a dia das práticas docentes.

Insights de cabeceira nesse primeiro bimestre de 2018:

  • Se você não estiver trabalhando, a sorte não existe.
  • Quando você coloca um desafio grande, você tem de encontrar alguma forma de resolver.
  • Quando você conhece uma pessoa com história incrível, você muda sua referência.
  • Coloque na cabeça que vai dar certo e ignore as possibilidades de não dar certo.
  • Não importa que não saiba tudo: durante o processo, você aprende o que precisa.
  • O foco pode mudar no decorrer da caminhada: mude sem medo.
  • Não importa o que você fez no passado, o que importa é se você está disposto a trabalhar duro e se é inteligente o suficiente.
  • Quando se dedica no que está fazendo, novas oportunidades vão surgindo.
  • Criatividade é um hábito: crie ambientes e atividades que facilitem seu processo criativo.
  • O grande risco de alguém falar que você é “Foda” é você acreditar que é.

 

deniseFeliz 2018. Feliz novas atitudes!

Ah! E se você quer se aprofundar de verdade nesse processo, venha comigo e vamos fazer isso juntos: comece agora os cursos e oficinas online que eu preparei especialmente para professores que querem mudar o curso da sua carreira.

Conhecer o sistema em que você trabalha é o primeiro passo para a formação de competências de liderança! Preparei um curso sob medida para complementar sua semana pedagógica de 2018, mostrando como fazer de um curso superior um  ECOSSISTEMA EDUCACIONAL SUSTENTÁVEL. Como fazer as ações de ensino, pesquisa, extensão e gestão conversarem com a inovação e como as metodologias ativas potencializam esse processo.

Esse é o primeiro curso do ano. Vem mais por aí: em Fevereiro o segundo curso da série!