Designer de Aprendizagem e os caminhos do sucesso: emoção e liberdade de criação (2)

Emoção! Era isso! Percebi que sempre parti da emoção, da personalização de cada estudante com seu próprio processo de aprendizagem (e não deles para com meu processo de ensino, percebeu a diferença?), para cativá-lo a voos mais altos, e para estimular neles a liberdade de criação supervisionada.

Pronto! Intuitivamente eu tinha os dois elementos fundantes do sucesso no processo de aprendizagem, um como consequência do outro! Mas, como fazer disso uma realidade na sala de aula? (Veja a parte 1 desse texto)

Educar é um processo que parte da alma para mundo. Da emoção para a busca pela criação do sonho, nessa realidade.

Gerar a emoção deve ser um processo genuíno, e cada professor deve descobrir qual é o seu… Há os que cantam, que desenvolvem jingles mnemônicos, os que possuem uma expressão corporal de reforço que impacta na atenção. Não importa.

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O importante é gerar no estudante pontos de contato (ou touch-points) baseados na emoção, e vincular essa emoção à condução positiva pelo processo de aprendizagem, como um fator motivacional. É disso que trata o Design Educacional. Como são muitas inteligências diferentes em cada turma, serão precisos touch-points diferentes, em momentos diferentes do desenvolvimento da unidade curricular. É como labirintos: todos são diferentes, o professor não conhece a saída, mas tem experiência em superar os obstáculos, e guiar-se por bússolas. É isso que ele compartilha.

A cada touch-point uma emoção diferente e progressiva deve ser trabalhada, quer para atingir os diferentes tipos de inteligência de uma mesma turma, quer para provocar sempre a surpresa, e fugir da previsibilidade.

Aliás, professores são a classe mais previsível do planeta, de todos os tempos da história da humanidade. Nada é mais cristalizado que uma sala de aula e uma sala de professores. Da arquitetura às conversas de intervalos. Há um gracejo que diz que se alguém, que tivesse adormecido nos últimos 100 anos, acordasse hoje se surpreenderia e se sentiria perdido e não saberia como as coisas funcionam, nesse mundo moderno, mas saberia exatamente como funciona uma sala de aula. Infelizmente, ainda reflete a realidade.

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Trazer o mundo para a sala de aula, e derrubar as paredes entre a sala de aula e o mundo, requer mais do que professar o conhecimento. Aliás, o conhecimento muda tanto que nem mesmo isso está vinculado ao que se conhece como “professar”, que é coisa de professor.

Trazer a aprendizagem para o mundo, interligar e aumentar realidades, propor desafios, lidar com o inesperado e ensinar que o inesperado também é aprendizagem, são as principais funções dos educadores nos tempos atuais.

Note-se que agora a designação toma novo sentido: educadores tutoram processos de aprendizagem, criam ambientes de ampliação da realidade, em meio controlado, e lidam – ensinando como lidar – com adversidades, surpresas e vieses, trazendo a experiência do erro (antes punitiva) como parte do processo de aprender a aprender para a vida.

Hoje, em tempos de muitas novas definições, funções e ocupações bem rotuladas no novo mundo do trabalho educacional, vejo que sempre trabalhei por desafios, junto aos meus estudantes, e isso me imprimiu – embora intuitivamente – um caráter de cativar a atenção pela conexão com a emoção, e de permitir a liberdade de criação supervisionada como forma de engajamento no processo de aprendizagem.

Dentro e fora da sala de aula, eu e meus estudantes somos grandes parceiros no jogo chamado aprender-a-aprender-para-a-vida. Para chegar à essa performance (e à essa conclusão) foi preciso me reinventar muitas vezes, ao longo dos anos. Sempre de uma maneira legítima e comprometida, para gerar equivalente engajamento e parceria por parte deles, os estudantes.

cinesiologia
Para trabalhar como e trabalho hoje, e com os índices de aproveitamento que meus estudantes alcançam, foi necessário exercitar novos hábitos, para abandonar de vez as velhas manias de professora. E professor é o cara mais cheio de manias que eu conheço!” (Profa. Denise Ricieri)

Deixo para vocês uma sugestão de reflexão: ao passar a pensar exponencialmente, e analisar sua performance, de maneira geral, O QUE VOCÊ JÁ FAZ DE DIFERENTE PARA FAZER A DIFERENÇA, no seu CURSO DE GRADUAÇÃO, no seu ESPAÇO DE TRABALHO, e na sua VIDA PESSOAL?

Emocione-se! Seja você estudante ou educador, leve sempre a emoção para tudo o que faz, comprometa-se com cada etapa do processo, faça o seu melhor sempre, e faça mais do que o esperado. Isso é sucesso!

IMG_8084Para modelos educacionais engajadores e ativos é preciso que o sistema onde o Curso Superior está inserido tenha um funcionamento diferente do padrão atual. Aliás, um padrão construído há mais de 50 anos atrás, que está ultrapassado.

Mas, se cada um de nós foi formado por esse sistema como podemos fazer um sistema diferente? Eu também pensava nesse problema há alguns anos e, com o passar da prática de sala de aula e de gestão do conhecimento em cargos e consultorias  administrativas, fui incorporando soluções que reverberaram positivamente em PPCs conteudistas. Um passo anterior aos cursos completamente planejados por metodologias ativas.

No curso ECOSSISTEMA EDUCACIONAL SUSTENTÁVEL eu ensino o passo a passo desse novo mapa da Gestão do Conhecimento, que é o novo perfil de prática docente para o século XXI. Um curso prático, 100% online, simples, direto, e que vai começar a fazer você perceber o Ensino Superior de um novo prisma.

4 comentários em “Designer de Aprendizagem e os caminhos do sucesso: emoção e liberdade de criação (2)

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